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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Evento debateu sobre concessões e privatizações do Metrô de São Paulo

Entre os dias 13 e 16/09/2016, foi realizado pela AEAMESP, em paralelo à METROFERR EXPO, a 22ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

No mesmo evento foi realizada a cerimônia de entrega do 3º Prêmio Tecnologia e Desenvolvimento Metroferroviários, logo após a abertura dos sete dias de encontros, das 14h às 15h30, com realização da ANPTrilhos e da CBTU com o apoio da AEAMESP.

Um dos temas debatidos foi sobre as concessões de sistemas metroviários. Na visão do consultor em Transportes, Peter Alouche, as PPPs envolvem riscos na implantação e operação das linhas. Os financeiros e os relativos à demanda, são levados em conta nos contratos de concessão.

“A relação contratual entre o Poder Público e os operadores, para se garantir uma operação eficaz e segura, é garantida, atualmente por uma Comissão subordinada à Secretaria de Transportes Metropolitanos, mas será gerenciada futuramente por uma Agência Reguladora do transporte público a ser criada. Em caso de problemas e de conflitos nos níveis estratégico e tático na integração do transporte, os responsáveis pelas decisões a tomar são o Poder Público e a Agência Reguladora. Esta terá um caráter de supervisão contratual e de arbitragem em caso de conflito, mas é no nível operacional que surgem problemas e conflitos que, normalmente, não são previstos nos contratos e que exigem medidas imediatas, “on-line”, para garantir a continuidade, a eficiência e a segurança do transporte”, afirma o consultor.

Alouche que teve uma apresentação, no dia 16/09/2016, das 10h40 às 12h20, sobre o tema “As PPPs e concessões da rede metroferroviária na Região Metropolitana de São Paulo: Riscos na Segurança Operacional”

Fonte da notícia: Diário do Transporte

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Metrô irá privatizar 17 terminais de ônibus interligados às estações.

O Metrô de São Paulo estuda conceder para a iniciativa privada 17 terminais de ônibus que são anexos a 13 estações das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha.
O objetivo é gerar uma receita extra de R$ 158 milhões por ano.
Nos espaços poderão ser construídos shoppings, hotéis, áreas de eventos, estacionamentos, escolas, moradias e laboratórios.
O Metrô deve se aproveitar do Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo que incentiva empreendimentos em terrenos próximos a redes de metrofeereoviárias e de ônibus de alta capacidade.
Dos 17 terminais, nove possuem terrenos que podem ser identificados com potencial construtivo de 245 mil metros quadrados.
De acordo com reportagem de Bruno Ribeiro, do Jornal O Estado de São Paulo deve ocorrer uma audiência pública para detalhar como será a concessão.
A previsão é de que apenas um concessionário, que oferecer a maior contrapartida, assuma todos os espaços por até 40 anos.
Não será concedida a área interna das estações.
Pelos 17 terminais passam por dia em torno de 935 mil pessoas e 274 linhas de ônibus.
Os terminais que devem ser concedidos são:
Linha 1-Azul:Parada Inglesa, Santana, Armênia e Ana Rosa.
Linha 3-Vermelha:Artur Alvim, Patriarca Norte, Vila Matilde Norte, Penha Norte, Carrão Norte, Carrão Sul, Tatuapé Norte, Tatuapé Sul, Belém Norte, Belém Sul, Brás, Barra Funda Sul e Barra Funda Turística.
Fonte da notícia: Diário do Transporte.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Metrô realiza audiência pública amanhã (22/09/2016) para discutir privatização de 17 terminais de ônibus

O Metrô de São Paulo fará amanhã (22/09/2016), às 10h, audiência pública para apresentar a proposta de concessão à iniciativa privada de 17 terminais de ônibus anexos às estações das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha. O objetivo é melhorar a oferta de serviços aos usuários dos terminais, obter receitas acessórias e desonerar a Companhia.

A concessão dos terminais será feita mediante remuneração ao Metrô, além de encargos de administração, conservação, manutenção e vigilância do local. A exploração das áreas poderá ser aberta a novos tipos de negócios. No caso dos terminais edificáveis (9), poderá ser utilizado o espaço aéreo para empreendimentos como hospitais, laboratórios, escolas, shoppings, escritórios, consultórios, hotéis e unidades habitacionais para locação.  A ideia inicial é lançar um único lote de concessão, sendo vencedor quem oferecer a maior contrapartida à companhia. Nesse cenário, de comercialização integral dos terminais, pelo prazo de 40 anos, o Metrô espera obter mais de R$ 150 milhões, além da desoneração dos custos de manutenção dessas áreas.

Os 17 terminais de ônibus que serão alvo da licitação são: Parada Inglesa, Santana, Armênia, Ana Rosa, Artur Alvim, Patriarca Norte, Vila Matilde Norte, Penha Norte, Carrão Norte, Carrão Sul, Tatuapé Norte, Tatuapé Sul, Belém Norte, Belém Sul, Brás, Barra Funda Sul e Barra Funda Turística. 

Diariamente, cerca de 935 mil usuários circulam por esses terminais, que recebem 274 linhas de ônibus. Nove dos terminais poderão ser edificáveis. O potencial construtivo é de até 245 mil metros quadrados. 

A audiência pública será realizada no Instituto de Engenharia situado na Rua Dr. Dante Pazzanese, 120. Os avisos correspondentes ao edital da licitação serão publicados na forma da lei 8.666/93.

Fonte da Notícia: Metrô

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Governo de São Paulo pretende iniciar obras da Linha 18-Bronze em 2017

O Governo de São Paulo espera poder iniciar as obras do Monotrilho da Linha 18-Bronze, entre São Paulo e São Bernardo do Campo, passando por Santo André e São Caetano, em 2017.

A afirmação é do Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, em entrevista à Rádio Estadão. “Pretendemos, quem sabe, em 2017, iniciar essas obras”, afirma o titula da pasta.

Iniciadas as obras, o consórcio Vem ABC, vencedor da disputa pública e responsável pelas obras e operação, terá até quatro anos para erguer o meio de transporte, ou seja, em meados de 2021.

A Linha 18-Bronze terá 14,9 Km de extensão e 13 estações, incluindo, ainda, um estacionamento para seis composições ao longo da linha e um pátio de estacionamento nas imediações da Estação Tamanduateí.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Privatização das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro devem ser concluídas até o final de 2017

O Governo do Estado de São Paulo bateu o martelo em relação as concessões das Linhas 5-Lilás do Metrô e 17-Ouro do Monotrilho, em reunião ocorrida com o conselho gestor do PED.

Segundo o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, a intenção é finalizar o processo até Julho de 2017, antes da entrega de 9 novas estações da Linha 5-Lilás. “Nós queremos que as novas estações já sejam operadas pelo concessionário”, afirmou.

Em entrevista à imprensa, Pelissioni defendeu a concessão conjunta dos dois ramais. “Vai ser uma concessão única porque as linhas se cruzam no Campo Belo. Há uma sinergia de energia elétrica e integração na estação que está sendo construída lá. Será uma concessão por 30 anos na qual será cobrada uma outorga fixa de entrada e o concessionário receberá uma parcela da tarifa paga por passageiro transportado que continuará sendo arrecadada pelo Metrô. O Estado não vai mais aportar recurso nenhum”, disse o secretário.

O titular da pasta, no entanto, não deu detalhes se a concorrência exigirá das empresas expansão das linhas. No ano passado quando a notícia veio a público, comentou-se que a Linha 5-Lilás poderia ser levado ao Jardim Ângela, a cargo da concessionária que ganharia a disputa.

O Monotrilho da Linha 17-Ouro, tem como seu projeto original a ligação entre o Jabaquara e o Aeroporto de Congonhas, chegando até a Futura Estação São Paulo-Morumbi. Mas atualmente somente o trecho entre Congonhas e Morumbi da CPTM está em obras.

Fonte da Notícia: Diário do Transporte

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Governo Estadual irá privatizar Linhas 5-Lilás e 17-Ouro até o final de 2016

O Governo de São Paulo vai conceder as Linhas 5-Lilás do Metrô e 17-Ouro do monotrilho à iniciativa privada de forma conjunta.

Segundo o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, o edital deverá ser lançado a partir de outubro, e a expectativa é a de que o consórcio vencedor passe a operar as linhas a partir do 1º Semestre de 2017.

As linhas estão situadas na Zona Sul de São Paulo e vão compreender 27,5 km de trilhos e 25 estações quando concluídas. A Linha 5-Lilás já opera com sete estações entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro e está sendo expandida até a Estação Chácara Klabin. Já a Linha 17-Ouro, que chegou a ser prometida para 2014, deve ficar pronta apenas no início de 2019 e vai ligar, em formato de monotrilho, o aeroporto de Congonhas e a Marginal Pinheiros.

Pelissioni afirma que a concessão deverá proporcionar uma melhor gestão de recursos e maior eficácia no funcionamento da linha. “Tem uma sinergia de integração de pessoas que vão usar, de equipes, de compra de energia elétrica”, afirma. As linhas farão integração na Estação Campo Belo.O modelo da concessão será o de outorga fixa de entrada. Ou seja, o consórcio pagará um valor para assumir a operação das linhas, e o governo do estado, por sua vez, fará uma remuneração por passageiro transportado. Com isso, o modelo de operação por meio da iniciativa privada cresce nos Transportes Metropolitanos de São Paulo. A Linha 4-Amarela já é administrada por uma um consórcio de empresas. A intenção do governo de São Paulo é ainda conceder à iniciativa privada a operação de linhas da  CPTM.

Fonte da notícia: G1-SP

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

TCE vê irregularidades nas obras da Linha 6-Laranja

Suspensas por falta de dinheiro do parceiro privado, as obras da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo são alvo de questionamentos do Tribunal de Contas do Estado. Um relatório sobre a PPP do Governo do Estado de São Paulo para a construção do ramal ligando a Brasilândia, na zona norte, ao centro da capital aponta irregularidade na alteração do controle acionário do consórcio que executa a obra e nos pagamentos para as desapropriações. 

Segundo o TCE, as transferências de ações das empresas da concessionária Move São Paulo aconteceram sem a anuência prévia do Governo, descumprindo cláusula contratual. O consórcio foi constituído em 2013 pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão, UTC e pelo fundo de investimentos Eco Realty e foi o único a apresentar proposta para a PPP da Linha 6-Laranja, cujas obras tiveram início em Abril de 2014, a um custo estimado de R$ 9,6 bilhões, metade bancada pelo Estado.

O relatório mostra que no dia 09/12/2014, a Odebrecht transferiu as ações no consórcio para a Little Rock Participações, uma holding que ela havia comprado naquele ano e hoje leva o nome OM Linha 6 Participações. Em 2015, a UTC deixou o consórcio e transferiu sua parte a esta nova empresa da Odebrecht e para a Queiroz Galvão, que também já havia alterado a razão social na concessionária. 

Todas as mudanças foram feitas após o início da Operação Lava Jato, em Março de 2014, na qual os presidentes das três empreiteiras já foram presos ou condenados por pagar propina em troca de contratos públicos no escândalo da Petrobrás. Mas, segundo o TCE, as alterações só receberam a anuência do governo quase um ano e meio depois, em um despacho do secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, de abril de 2016.

O TCE também questiona o fato de o Governo ter desembolsado, entre 2014 e 2015, R$ 592,3 milhões em recursos do Tesouro (cofre do Estado) para pagar as desapropriações de imóveis necessárias para a construção da linha de metrô, sendo esses recursos cobertos por um financiamento no valor de R$ 690 milhões da Caixa Econômica Federal, que só foi firmado no dia 29 de setembro de 2015, ou seja, após os repasses à concessionária. No mês passado, a procuradora Élida Pinto, do Ministério Público de Contas, cobrou providências do governo sobre as falhas apontadas pelo tribunal.

Em nota, a Move São Paulo afirmou que as modificações no quadro societário “respeitaram o contrato e as leis e receberam anuência” do governo, que “corroborou” a alteração com um parecer da Procuradoria-Geral do Estado. Ainda segundo o consórcio, a OM Linha 6-Laranja é uma empresa controlada pelo Grupo Odebrecht e, por isso, “não houve alteração no controle acionário”.

Já a Secretaria destacou que a PGE se manifestou a favor da alteração “porque as empresas ingressantes atendiam os requisitos de habilitação e qualificação econômico-financeira necessários para assumir o serviço” e o pagamento das desapropriações com recursos do Tesouro foi feito por causa da demora na formalização do contrato com a Caixa. “Não houve prejuízo ao Governo do Estado de São Paulo, ao cronograma de execução das obras e, principalmente, àqueles que foram desapropriados”. 

Paralisação
 
As obras da Linha 6-Laranja foram suspensas anteontem por tempo indeterminado pela Move São Paulo, que alegou dificuldade na obtenção de financiamento de R$ 5,5 bilhões com o BNDES. “Por conta do envolvimento das empresas na Lava Jato e da situação econômica do País, elas estão tendo dificuldade em obter o financiamento. Isso é muito preocupante”, disse Pelissioni. Ele afirmou ainda que vai amanhã ao banco para tentar ajudar o consórcio e espera resolver o problema até o final de 2016. Segundo o secretário, a entrega de 15 km e 15 estações da Linha 6-Laranja ainda está mantida para Maio de 2021.
 
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

Governo do Estado de São Paulo irá privatizar Linhas 5-Lilás e 17-Ouro

As Linhas 5-Lilás e 17-Ouro, ambas do Metrô, vão ser privatizadas em conjunto e o edital deve sair até o final de 2016. O modelo foi fechado em reunião do conselho gestor do PED.


De acordo com o Secretário dos transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, a ideia é finalizar o processo de concessão até Julho de 2017, antes da entrega de 9 novas estações da Linha 5-Lilás. “Nós queremos que as novas estações já sejam operadas pelo concessionário”, enfatizou.

“Vai ser uma concessão única porque as linhas se cruzam no Campo Belo. Há uma sinergia de energia elétrica e integração na estação que está sendo construída lá. Será uma concessão por 30 anos na qual será cobrada uma outorga fixa de entrada e o concessionário receberá uma parcela da tarifa paga por passageiro transportado que continuará sendo arrecadada pelo Metrô. O Estado não vai mais aportar recurso nenhum”, disse o secretário.

Sobre a concessão da Linha 15-Prata, Clodoaldo disse que os estudos estão avançados e que é a próxima pauta a ser analisada.

O Governo ainda estuda a concessão das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, ambas da CPTM. O grupo Triunfo já fez uma proposta de PPP para elas.

“Nós percebemos pela proposta da empresa que o aporte do Estado ainda pode ser diminuído e aprovamos a continuidade dos estudos”, disse Pelissioni. “Nesse momento de crise econômica, é melhor fazer concessão do que PPP, que ainda exige contrapartidas do Estado”, completou.

Não foi informado se as obras das Fases 2 e 3, da Linha 17-Ouro, e a expansão da Linha 5-Lilás ao Jardim Angela seriam tocadas pela nova concessionária.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Governo anuncia privatização das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro ainda em 2016

O Governo Geraldo Alckmin bateu o martelo na privatização conjunta das Linhas 5-Lilás do Metrô, que está sendo ampliada, e 17-Ouro do Monotrilho, ainda em construção, na zona sul de São Paulo. A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos deve lançar ainda neste ano a licitação para conceder a operação de 27,5 km de trilhos e 25 estações à iniciativa privada por 30 anos.
O modelo foi sacramentado na reunião do conselho gestor do PED, responsável por definir as privatizações no Estado. Segundo o secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, a meta é concluir o processo de concessão das duas linhas até Julho de 2017, antes da entrega de 9 novas estações da Linha 5-Lilás, previstas para o segundo semestre de 2017. “Nós queremos que as novas estações já sejam operadas pelo concessionário”, disse. A décima estação (Campo Belo) ficou para Março de 2018.
Hoje, a Linha 5-Lilás opera com 9,3 km e 7 estações, ligando o Capão Redondo a Adolfo Pinheiro, na zona sul. Com a ampliação, a Linha 5-Lilás chegará até a Chácara Klabin, fazendo conexão com a Linha 1-Azul na Estação Santa Cruz e a Linha 2-Verde na Estação Chácara Klabin. Já o monotrilho da Linha 17-Ouro, prometido para 2014, deverá ser entregue pela metade (8 estações e 7,7 km) entre 2018 e 2019. As duas linhas farão conexão no Campo Belo (zona sul).
“Vai ser uma concessão única porque as linhas se cruzam no Campo Belo. Há uma sinergia de energia elétrica e integração na estação que está sendo construída lá”, explicou Pelissioni. “Será uma concessão por 30 anos na qual será cobrada uma outorga fixa de entrada e o concessionário receberá uma parcela da tarifa paga por passageiro transportado que continuará sendo arrecadada pelo Metrô. O Estado não vai mais aportar recurso nenhum”, completou.
Quando as obras estiverem totalmente concluídas, as duas linhas deverão receber cerca de 995 mil passageiros por dia, conforme estimativa feita pelo Metrô, atual responsável por operação e construção dos ramais. “Nós acreditamos que a operação privada é menos custosa. O Estado tem dificuldade de gerenciar porque tem a Lei de Licitações e certas burocracias necessárias porque se trata de empresa pública”, disse o secretário.
Segundo Pelissioni, o governo Alckmin também deve concluir até o fim do ano os estudos para a privatização da Linha 15-Prata do Monotrilho, que ligará a Vila Prudente até São Mateus, na zona leste da capital. O trecho também havia sido prometido para 2014 com distância mais longa, até Cidade Tiradentes, mas deve ser concluída com 16 km a menos em 2018. “Os estudos ainda estão sendo concluídos. Também queremos aprovar ali uma concessão dos serviços. É a próxima na pauta.”
Com a concessão das três linhas, São Paulo terá cinco das oito linhas de Metrô e Monotrilho sob operação da iniciativa privada. Hoje, a Linha 4-Amarela já é operada pelo Consórcio Via Quatro, e a Futura Linha 6-Laranja está sendo concluída no regime de PPP, no qual a operação também será feita pela setor privado.
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Governo de São Paulo deve criar agência reguladora para Metrô

O Governo do Estado de São Paulo deve criar uma agência reguladora de transportes públicos sobre trilhos para o estado. A medida serve para organizar a rede visto que a gestão estadual deve privatizar mais linhas metroferroviárias nos próximos anos.

Hoje, a Linha 4-Amarela, do Metrô, já opera por concessão. As Futuras Linha 6-Laranja e 18-Bronze, também já tem contratos assinados com a iniciativa privada.

Em reportagem da Folha de São Paulo, o Governador Geraldo Alckmin pretende também privatizar as Linhas 5-Lilás, 15-Prata e 17-Ouro, do Metrô

O modelo deve ser definido ainda em 2016, segundo previsão do grupo de trabalho criado pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos para elaborar a proposta. A pasta diz que também negocia um convênio com representantes do Bird para aproveitar experiências de sucesso.

Com a criação desta agência, usuários das linhas privatizadas poderão fazer suas reclamações a ouvidoria do órgão.

A principal mudança ao usuário tende a ser a provável periodicidade fixa nos aumentos de tarifa e a adoção de critérios mais técnicos para a definição de seus valores, como a correção anual por índices da inflação.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Estado estuda privatizar 60% do Metrô de São Paulo

O Governo Geraldo Alckmin expandiu seus planos de privatizar a operação da rede de Metrô para 6 das 9 linhas existentes ou planejadas nos próximos anos.

Com isso, 60% da extensão de Metrôs e Monotrilhos em São Paulo deverão ser delegados à iniciativa privada.

O mais recente plano da gestão tucana nessa área é promover a primeira concessão de mobilidade urbana do Estado ainda neste semestre.

O mais provável nesse pacote é que a Linha 5-Lilás (hoje do Capão Redondo até Adolfo Pinheiro, mas que chegará até Chácara Klabin) e a Linha 17-Ouro (Monotrilho que passará por Congonhas) sejam licitadas em conjunto.

Além das duas linhas, a 15-Prata (Monotrilho da zona leste) também será objeto de concessão, como antecipou a Folha. O Metrô também fará PPP do Monotrilho da Linha 18-Bronze (que vai ao ABC).

A Linha 4-Amarela (Butantã-Luz) já é operada nesse modelo de parceria, e as obras e futuros serviços da Linha 6-Laranja (Brasilândia-São Joaquim) foram contratados de igual modo.

A diferença básica entre uma concessão e uma PPP é que, na concessão, a remuneração do setor privado vem só das tarifas cobradas pelos serviços públicos. Já nas PPPs uma parte dos pagamentos do parceiro privado podem ser bancados pelo Estado.

Juntas, todas essas linhas sob responsabilidade privada corresponderão a 84,6 km da rede do Metrô, 60% do total de 141,6 km planejados pelos próximos cinco anos.

A companhia pública quer controlar a operação de apenas 57 km da malha, a extensão somada das Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.

Cenário de crise

A opção pela privatização de uma fatia expressiva da rede metroviária se deve às dificuldades do governo para financiar obras de expansão e até para manter os serviços da rede em operação.

Os planos de expansão da Linha 2-Verde até Guarulhos, por exemplo, foram suspensos sob alegação de falta de capacidade financeira do Estado.

As verbas relativas às viagens desses grupos são o único apoio estatal que o Metrô recebe. Com menos recursos, o Metrô é forçado a cortar custos de operação, o que prejudica a manutenção de trens e a qualidade do serviço. Os investimentos em expansão da rede não são afetados, pois essas obras são pagas diretamente pelo governo.

Conforme a perspectiva de crescimento da malha aumenta, não dá para o Metrô fazer tudo, admite Karla Bertocco Trindade, subsecretária de parcerias e inovação da Secretaria de Governo do Estado. Para Trindade, a boa avaliação da Linha 4-Amarela entre usuários é mostra de sucesso do modelo privado.

Em sua avaliação, com mais parceiros privados no sistema, a definição do valor da tarifa para o usuário tende a ter critérios cada vez mais técnicos, e não políticos.

Com menos de 80 km, o Metrô de São Paulo é pequeno em relação ao de outras metrópoles – a malha de Londres, por exemplo, tem 408 km.

Linha 1-Azul (Estatal)
Tucuruvi - Jabaquara
Foi construída e é operada pelo Metrô
Inauguração: 1974
Extensão: 20,3 km

Linha 2-Verde (Estatal)
Vila Madalena - Vila Prudente
Foi construída e é operada pelo Metrô
Inauguração: 1991
Extensão: 14,7 km

Linha 3-Vermelha (Estatal)
Barra Funda - Itaquera
Foi construída e é operada pelo Metrô
Inauguração: 1975
Extensão: 22 km

Linha 4-Amarela (Privada)
Luz - Taboão da Serra
Foi a 1ª em modelo de PPP. A empresa ViaQuatro é responsável pela operação
Inauguração: 2011; as últimas quatro estações devem ficar prontas até 2019
Extensão: 12,8 km

Linha 5-Lilás (Privada)
Capão Redondo - Chácara Klabin
Metrô é responsável pelas obras até a Chácara Klabin; a operação será privada
Inauguração: 2002; as últimas dez estações devem ser concluídas até 2018
Extensão: 20,8 km

Linha 6-Laranja (Privada)
São Joaquim - Brasilândia
A linha está sendo construída e será operada pela concessionária Move São Paulo
Previsão: 2020
Extensão: 15,3 km

Linha 15-Prata (Privada)
Terminal Vila Prudente - São Mateus
Governo decidiu neste ano privatizar as operações do monotrilho
Inauguração: 2015; trecho de 10 km, até São Mateus, está previsto para 2018
Extensão: 13 km

Linha 17-Ouro (Privada)
Congonhas - Morumbi
Operação será feita pela iniciativa privada
Previsão: 2018
Extensão: 7,7 km

Linha 18-Bronze (Privada)
Tamanduateí - Paço Municipal
Contrato prevendo operação privada foi assinado no ano passado
Previsão: no mínimo 2020
Extensão: 15 km

Dois em Um

A Linha 5-Lilás, que hoje vai da Estação Capão Redondo à Adolfo Pinheiro, na zona sul, e o Monotrilho da Linha 17-Ouro, que ligará o Aeroporto de Congonhas, também na zona sul, ao Morumbi, na zona oeste, formarão um negócio inédito no governo do Estado de São Paulo.

O cenário preferido dentro da gestão Alckmin é conceder suas operações de modo conjunto à iniciativa privada. A licitação deve começar ainda neste semestre, e espera-se que o ganhador seja conhecido no início de 2017.

Conceder as duas linhas em conjunto parece fazer sentido para nós até porque haverá uma conexão entre elas [na Futura Estação Campo Belo], avalia Karla Bertocco Trindade, subsecretária de parcerias e inovação da Secretaria de Governo.

Esse será o primeiro pacote de concessões na área de mobilidade urbana no Estado. O negócio já obteve autorização do Programa Estadual de Desestatização e atraiu o interesse de seis empresas.

Cinco delas - CCR, CR Almeida, Odebrecht, Scomi e Triunfo– apresentaram estudos técnicos, fase que precede a licitação.

Depois que o governo bater o martelo sobre conceder as linhas em conjunto ou isoladamente, o que deve ocorrer até o fim deste mês, o projeto será tema de uma audiência pública. Em seguida, ficará aberto para consulta pública na internet por 30 dias.

Nesse modelo de concessão, as empresas não serão responsáveis por obras de engenharia e construção de linhas e estações.

Caberá ao próprio governo concluir a expansão da Linha 5-Lilás até a Chácara Klabin, assim como as obras do trecho que ligará a Estação Morumbi da CPTM ao Aeroporto de Congonhas na Futura Linha 17-Ouro.

No cenário atual, de crise econômica no país, o setor privado está ainda mais reticente de ter o Estado como sócio, é um fator adicional de risco. Precisamos oferecer projetos simples e atraentes, afirma Trindade.

Para a subsecretária, a vantagem do modelo de concessão das operações é permitir que o governo foque seus investimentos.

As obras das linhas têm financiamento internacional, que é até mais vantajoso para o setor público. É melhor se concentrar nisso, por exemplo, avalia.

Apesar do provável crescimento das operações sob controle de empresas privadas, Trindade descarta a possibilidade de o Metrô deixar de controlar algumas linhas da rede.

Defendo um modelo misto. É importante a companhia ter condição de operação, até mesmo para evitar sua desatualização. Além disso, se isso não ocorresse perderíamos a referência do que é uma boa operação, já que o Metrô de São Paulo é melhor do que o de muitas cidades no exterior, diz Trindade.

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/Folha de São Paulo

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Obras da 2ª Fase da Linha 4-Amarela serão retomadas em Agosto de 2016 e Linha 5-Lilás será entregue em 2017

Em entrevista a Rádio Globo, o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que as obras da Linha 4-Amarela, do Metrô serão retomadas em Agosto de 2016. A Estação Higienópolis-Mackenzie deve ser entregue em 9 meses, Oscar Freire em 12 meses e São Paulo-Morumbi em 18 meses. Já a Vila Sônia demorará 2 anos e meio. Todas as 4 estações terão obras retomadas ao mesmo tempo.

Com relação a Linha 5-Lilás, do Metrô, o Governador prometeu entregar 10 estações em 2017. A exceção fica para Estação Campo Belo, que ficará para 2018.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Após atrasos, Estado planeja privatizar Monotrilho da Linha 15-Prata

A gestão do Governador Geraldo Alckmin, após passar por situações desconfortáveis por causa dos Monotrilhos estuda a privatização de ao menos uma linha, a Linha 15-Prata, da Zona Leste de São Paulo.

A decisão se dá pelo fato de o modal estar bem mais caro que o inicial, não haver recursos por causa da crise econômica, do contingenciamento de verbas federais, da queda de arrecadação pelo alto custo de implantação, e também por questões técnicas que dificultam o avanço dos monotrilhos.

A confirmação foi trazida pela edição do jornal Folha de São Paulo em reportagem de Rodrigo Russo e Eduardo Geraque.

“Inaugurada em 2014, a Linha 15-Prata foi a primeira do Estado a adotar a tecnologia de Monotrilho, um tipo de trem elevado, visto por especialistas com desconfiança. Ela sofreu seguidos atrasos, ficou mais cara e funciona hoje com 2,9 km entre as duas estações: Oratório e Terminal Vila Prudente.” – diz trecho da reportagem.

A Linha 15-Prata deveria ter em 2012, 26,7 km de extensão funcionando. Mas agora, a previsão para 2018 é que sejam entregues 16 km e oito estações a menos.

É justamente o trecho previsto para 2018 que o Governo do Estado quer entregar para a iniciativa privada, entre atual estação Oratório e São Mateus, na Zona Leste, que soma 10,1 km e tem oito sete estações: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstoi, Vila União, Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus.

O desafio do Governo do Estado é fazer com que a linha se torne atrativa do ponto de vista financeiro para que iniciativa privada venha participar.

Atualmente, a operação do sistema de trilhos em São Paulo do ponto de vista financeiro é deficitária. Com a implantação de mais quilômetros, de acordo com a reportagem, a malha pode ainda se tornar mais cara para funcionar.

“Com menos de 80 km construídos ao longo de mais de quatro décadas, a rede de metrô de SP é pequena em relação a outras metrópoles mundiais, mas bastante ocupada. A tendência é que, conforme sua expansão avance, haja diluição do número de passageiros por quilômetro, assim como maior ociosidade em alguns momentos –podendo encarecer a operação”

Algumas questões técnicas deixaram os monotrilhos mais lentos e mais caros. Houve também um impasse em relação às fabricantes de trens, com a saída da MPE. Como os monotrilhos precisam de pilastras altas em com base profunda, a intervenção é mais complexa e cara.

Ainda em relação especificamente à Linha 15-Prata, por causa de galerias de águas sobre a Estação Vila Tolstoi, o Metrô de São Paulo teve de parar as obras e desviar o curso do Córrego Mooca, que passa pelo local, para só depois poder fincar as estruturas que vão sustentar o monotrilho. O córrego, agora por causa do sistema, faz um desvio sob o local destinado à futura estação, seguindo 100 metros por baixo da própria Avenida Luiz Inácio de Anhaia Mello e depois voltando ao canteiro Central.

No buraco que ainda existe sob a futura estação é possível ver as bases dos 12 pilares que, feitos dentro do antigo córrego, sustentariam o edifício. Eles serão enterrados pela nova base de apoio do prédio. O córrego que “apareceu” no meio da construção da linha é apenas um dos problemas que se acumularam durante toda a fase de execução do projeto.

Fonte da Notícia: Blog Ponto de Ônibus

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Linha 15-Prata poderá ser concedida a iniciativa privada

De acordo com reportagem publicada no final de Junho de 2016, pela Folha de São Paulo, o conselho gestor das PPPs do Estado de São Paulo deu aval para que a Linha 15-Prata, do Metrô, seja concedida a iniciativa privada.

Hoje, a linha opera entre as Estações Terminal Vila Prudente e Oratório e segue em obras até São Mateus. Um córrego, passava por baixo de algumas futuras estações, foi desviado e já não atrapalha mais o andamento das obras. O trecho que irá conectar São Mateus a Cidade Tiradentes, que seria uma terceira etapa da obra, deverá ser tocada pela futura concessionária.

A privatização deve fazer com que o estado arrecade dinheiro para o término de outras linhas e evite contratação de mais funcionários do Metrô.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

sexta-feira, 10 de junho de 2016

TCE quer respostas sobre prejuízos ao Metrô para beneficiar empresa privada

Interior de composição da Linha 4-Amarela
Dois conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo querem explicações sobre os prejuízos causados à Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) para beneficiar a Linha 4-Amarela, operada pelo consórcio privado ViaQuatro. Entre 2011 e 2015, o Governo Paulista deixou de repassar R$ 1,1 bilhão ao Metrô, relativo à remuneração pelo transporte de passageiros. O dado foi extraído dos balanços da estatal dos anos de 2013 e 2015.
 
Os conselheiros Sidney Estanislau Beraldo – relator do processo das contas de 2015 do governador – e a Conselheira Cristiana de Castro Moraes - relatora do processo das contas de 2015 do Metrô – deram cinco e dez dias, respectivamente, para que sejam informados quais são as operações financeiras do governo paulista relativas à concessão da Linha 4-Amarela. Os despachos são direcionados ao presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo, ao secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissoni, e ao secretário de Governo, Saulo de Castro.

O Balanço Social do Metrô referente a 2013, registra perdas de R$ 199 milhões, ante R$ 214 milhões em 2012 e R$ 238 milhões em 2011. O relatório referente ao ano passado demonstra R$ 332 milhões em 2014 e R$ 135 milhões em 2015. Os documentos apontam déficits em “convênios e contratos”, no item “perdas de contas a receber”, referentes à ViaQuatro – formada por Camargo Corrêa (60%), Montgomery Participações S/A (30%) e Mitsui&Co Ltda. (10%).

A origem das perdas é a priorização da concessionária privada no repasse dos valores devidos pelo transporte dos passageiros. Embora o Metrô tenha uma maior extensão de linhas e atenda um maior número de passageiros (3,8 milhões de passageiros por dia útil, ante 700 mil da Linha 4-Amarela), acaba prejudicado na distribuição dos recursos, pois a ViaQuatro não só recebe primeiro, como detém uma remuneração diferente, conforme registra o próprio Relatório da Administração do Metrô, de 2013.

Todo o dinheiro arrecadado com a tarifa é remetido ao Governo Estadual, que efetua o pagamento dias depois, por meio de uma câmara de compensação. O contrato de concessão garante prioridade à ViaQuatro no saque. O acordo também definiu o reajuste anual, em fevereiro, na tarifa da Linha 4-Amarela, independente de haver aumento no sistema público. Essa revisão utiliza uma fórmula que leva em conta a inflação medida pelo IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas, e pelo IPC da Fipe.

Com base na fórmula, a reportagem calculou que a tarifa cheia paga à ViaQuatro, pelo governo Alckmin, seria hoje de R$ 3,8276. Já a tarifa integrada seria de R$ 1,9138. Tanto a concessionária como a Secretaria de Transportes Metropolitanos do Governo Paulista, não responderam à reportagem para esclarecer esse ponto. A tarifa cheia da ViaQuatro – referente aos passageiros que entram e saem do sistema na Linha 4-Amarela – superou a do Metrô em 2013. Enquanto o serviço público tinha cobrança de R$ 3,00, a concessionária recebia R$ 3,126.

Fonte da Notícia: Rede Brasil Atual 
Imagem de Amauri Barichelo

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Governo estuda juntar privatização das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro para uma única empresa

O Governo do Estado de São Paulo avalia “casar” a concessão da Linha 5-Lilás do Metrô com o Monotrilho da Linha 17-Ouro. A informação é do Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissione, em entrevista a Revista Brasil Engenharia.

“O governo, por meio de seu comitê de PPP, é que vai estudar isso”, explica o Secretário. Pellisione diz ainda que o setor privado poderia assumir novos investimentos no monotrilho que ligará o aeroporto de Congonhas com a rede metroferroviária, como por exemplos as extensões.

Atualmente o Monotrilho da Linha 17-Ouro encontra-se em obras do trecho do aeroporto até a Estação Morumbi da CPTM, esta ultima que terá que ser licitada novamente por conta do adensamento da região , onde esta previsto uma estação de maior porte, em comparação da que estava projetada anteriormente.

Existem projetos de levar o monotrilho rumo a Estação São Paulo-Morumbi, encontrando com a Linha 4-Amarela, e na outra ponta rumo ao Jabaquara, na Linha 1-Azul.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

BOMBA: Linhas 15-Prata e 17-Ouro poderão ser privatizadas

De acordo com reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo, o Governo do Estado de São Paulo estuda privatizar os futuros monotrilhos das Linhas 15-Prata e 17-Ouro. Uma das possibilidades é seguir o modelo da Linha 4-Amarela onde a concessionária recebe um valor por passageiro em troca da operação e a possibilidade de compra de novos trens.

Em tempos de enxugamento de gastos, a possibilidade de privatização traria economia aos cofres públicos visto que evitaria contratar mais funcionários públicos e entraria dinheiro em caixa que poderia ser utilizado para terminar as 2 linhas.

Em Julho de 2015, o Governador Geraldo Alckmin anunciou que pretende, em breve, entregar a Linha 5-Lilás também para a iniciativa privada

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Ocorre manifestação contra privatização da Linha 5-Lilás

Manifestação contra a privatização da Linha 5-Lilás essa semana
Mais de 150 pessoas participaram na última terça-feira (01/09/2015) à noite na Estação Capão Redondo do primeiro ato contra a privatização da Linha 5-Liás do Metrô de SP, convocado pelo Comitê contra a Privatização. Mesmo a fina garoa e a temperatura abaixo dos 20 graus, não impediram que os manifestantes fizessem o uso da palavra e deixassem claro o recado à população e aos trabalhadores que ali passavam no momento: NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA LINHA 5-LILÁS!

Marília Rocha, operadora de trem da Linha 3-Vermelha e demitida na Greve da categoria em 2014, falou em nome do grupo de mulheres Pão e Rosas e ressaltou que “a privatização também significa maior precarização do transporte e por isso significa mais assédio às mulheres dentro do transporte público, significa piora dos serviços para atender as mulheres que são vítimas de violência e assédio dentro do transporte público.”

Narciso, operador de trem da linha 5 e diretor do Sindicato dos Metroviários de SP, salientou que “essa privatização, na verdade, é não levar a promessa do governo de levar o Metrô até o ‘fundão’ do Capão Redondo, até o Jardim Ângela e toda a região que sofre diariamente com ônibus superlotado, há 15 anos esperando essa linha ficar pronta.”

Felipe Guarnieri, metroviário e delegado sindical da Estação Santa Cruz disse que "em resposta ao caos do transporte público o nosso governador Geraldo Alckmin anunciou recentemente esse ataque da privatização da linha 5 do Metrô, que é parte de um projeto mais de conjunto de privatização de toda linha estatal do Metrô de São Paulo. Ele faz esse ataque colocando como desculpa a modernização do Metrô, mas a gente tem que perguntar: o que há de moderno de tirar o nosso dinheiro, dos nossos impostos, e colocar na mão das empreiteiras? O que há de moderno nisso? Não tem nada de moderno. Esse é o atraso que vigora nesse país desde muito tempo, é o que dá pro rico e pro patrão cada vez mais lucro e para o pobre, para o trabalhador, o prejuízo da conta!". O metroviário disse que também no cenário nacional estão em curso ajustes aos trabalhadores "Ficam falando de um golpe da direita, mas o que está em jogo é a governabilidade para aplicar os ajustes aos trabalhadores". E finalizou afirmando "A saída para lutar por um Metrô estatal é a mesma saída que temos que lutar para os trabalhadores: independência política dos trabalhadores e aliança com a população."

Altino Prazeres, presidente do Sindicato dos Metroviários de SP, agradeceu o apoio dos moradores da região, os moradores das ocupações que compuseram o ato como o “Nós da Sul”, “Ocupação Plínio Resiste” e alguns integrantes do MTST, além de agradecer o apoio dos partidos e organizações de esquerda que compareceram. Altino frisou a importância de se estar junto nesse momento: “cada vez que tem um ataque a um trabalhador, a uma trabalhadora, a uma organização, essa solidariedade de classe dos trabalhadores e do povo mais oprimido é necessária. Quando tem uma ocupação de terra e a tropa de choque vem tentar desocupar quem está na ocupação, é uma obrigação nossa de ajudar os companheiros a resistir, a garantir sua moradia”. E finalizou dizendo que “nós vamos resistir, nós vamos lutar e nós vamos chamar a população pra se sublevar e não permitir a entrega do patrimônio público”.

Marilia Lacerda, trabalhadora do Hospital Universitário da USP e membro do Conselho de Delegados de Base do SINTUSP, foi ao ato saudar a iniciativa e dizer que “ano passado os trabalhadores da USP enfrentaram uma dura greve contra a privatização do HU que a Reitoria queria implementar. Mas por trás da Reitoria estava o governador Alckmin, o mesmo que quer privatizar o Metrô.” E completou reafirmando que “hoje eu estou aqui pra saudar, mas pra dizer também que a gente tem que travar essa luta juntos porque somente unidos, a classe trabalhadora e os usuários, podem dar uma saída de fundo e barrar esse processo de privatização tanto no HU quanto no Metrô.”

Fonte da Notícia & Imagem: Esquerda Diário

terça-feira, 28 de julho de 2015

Mídia e Governo atacam funcionários sobre lotação no Metrô de São Paulo

Lotação na Estação Pinheiros (Linha 4-Amarela)
Em meio à ameaça do Governador de privatizar o Metrô de SP, diversos casos de agressões e assédios no Metrô de SP têm sido veiculados pela TV e rádio, e em todos eles as emissoras e seus âncoras fazem uma operação de colocar a população contra os metroviários e se "esquecem" da responsabilidade do governo Alckmin e PSDB, que submersos a escândalos de corrupção precarizam cotidianamente os transportes públicos, querendo agora avançar na privatização dos mesmos.

Os casos veiculados são uma amostra dos milhares de casos que ocorrem todos os dias no principal sistema de transporte de São Paulo, que a mídia ignora.

Trens, metrô e ônibus são utilizados pela massa da população e estão numa situação calamitosa. Para garantir o financiamento eleitoral da campanha de seus partidos, o governo federal de Dilma, e estadual de Alckmin, preferem realizar seus "planos de concessões", que favorecem o lucro bilionário das empreiteiras e multinacionais, ao mesmo tempo que gera o caos no transporte urbano e ataca os direitos dos metroviários, ferroviários e rodoviários.

Entretanto, essa contradição se expressa no questionamento das manifestações de junho de 2013, que a cobertura da mídia conscientemente esconde. Prefere ter seções especiais nos seus jornais para falar do trânsito ou diretamente culpabilizar os trabalhadores, analisando casos isolados sem relacionar com o problema estrutural dos transportes.

Datena faz demagogia para atacar os Seguranças do Metrô

Geralmente, basta uma imagem de confronto entre trabalhadores e usuários do Metrô para que a mídia oficial responsabilize os funcionários, em particular os seguranças. Datena, um dos principais "porta-vozes" nesse quesito, generaliza em seus programas: "Normalmente, a violência é a atitude dos seguranças do Metrô". Quem conhece o âncora sabe do ódio dele contra os metroviários nas suas greves, e diante a um problema social como esse não perde o tempo em inocentar a Cia. do Metro e o seu Governador Alckmin. Não é de hoje, que Datena é conhecido por esse tipo de declaração, já chegou a dizer que "Segurança do metrô só sabe dar porrada e bala de borracha na população".

As verdadeiras balas de borracha que Datena não questiona, mesmo porque os seguranças do Metrô nem possui esse armamento, são da Polícia Militar. Pelo contrário, essa instituição, uma das mais violentas do mundo, é exaltada pelo apresentador e a grande mídia, que cotidianamente nos noticiários legitima a ação da Polícia nas favelas massacrando jovens e negros. Esta mesma polícia que na greve dos Metroviários em 2014 coordenou diretamente com a chefia do Metrô e o governo de SP o ilegal Plano de Contingência para furar a greve dos metroviários, como vemos nesse vídeo oficial feito pela própria PM:https://www.youtube.com/watch?v=52klgbAlQ94

Marilia, operadora de trem da Linha 3 e uma das metroviárias demitidas nessa greve, falou para o ED sobre o assunto: "A mídia cumprirá sempre seu papel de blindar o governo de sua responsabilidade com a tarifa cara e superlotação, e quando este caos politicamente construído pelo governo gera conflitos, os primeiros a serem culpados são os funcionários. Foi assim também na nossa greve. Datena mente para a população quando fala dos Seguranças do Metrô. Geralmente, eles são os primeiros a prestar os primeiros socorros em acidentes mais graves, como o resgate na via, e até trabalho de parto realizam nas Estações. Por isso, hoje se faz extremamente necessário a ampliação do quadro de funcionários de forma emergencial, tanto seguranças quanto funcionários da operação, para garantia de maior atendimento aos usuários do transporte!"

A portadora de deficiência física e usuária do Metrô Cátia Melo Oliveira, também defende os metroviários: "No mundo que vivemos onde o fluxo de usuários no metrô é cada dia maior, ter o auxílio dos funcionários do metrô é fundamental para o nosso ir e vir. Sou cadeirante e em uma cadeira motorizada ainda tenho que contar com as barreiras arquitetônicas, onde elevador vive quebrado, metrô reformado dificulta a entrada de uma cadeira devido a altura do degrau. Se Não tiver o auxílio e profissionalismo diferenciado dos funcionários para nos auxiliar. Não será o governador que todos os dias as 06:00 horas irá nos embarcar nos preservando da multidão do horário de pico. Hoje se vive uma época onde se tem o mínimo de funcionário nas maiorias das estações e o atendimento se torna precário onde ou abandona um pra salvar o outro. Só pra descer uma escada rolante tem que se dispor de no mínimo três funcionários para descer uma cadeira motorizada com segurança. Espero que isso seja revisto e o quadro visivelmente defasado de funcionários possa ser corrigido pelos nossos governantes".

De quem é a responsabilidade do assédio sexual no Metrô?

Em maio, uma jornalista da Record sofreu um assédio sexual onde um homem ejaculou em sua calça. Uma violência absurda que infelizmente milhões de mulheres estão sujeitas a sofrer todos os dias onde a superlotação e a falta de segurança deixam os vagões lugares propícios para assediadores. Talvez se não fosse uma jornalista de uma grande emissora, e sim uma trabalhadora comum assediada, seria mais um caso onde os poucos funcionários executam o atendimento as estas vítimas ficam sem atenção nenhuma da mídia.

Desde o ano passado, os metroviários vêm fazendo uma campanha contra a superlotação e assédios, e estão sendo feitas denúncias sobre a conivência no Metrô e Governo do Estado com os casos de assédio nos vagões. O Metrô chegou inclusive a veicular nas rádios uma notícia paga pelo Governo onde afirmavam que no Metrô lotado os jovens poderiam "aproveitar para dar uma azarada" nas mulheres (https://www.youtube.com/watch?v=zHuwIkOMqZs) . Mas a Record, ao denunciar a violência sofrida por sua repórter "esqueceu" do papel do Governo, e resolveu focar no "problema" dos funcionários:

Lotação excessiva na Linha 3-Vermelha do Metrô
"Chamei um funcionário do Metrô e aí que tudo ficou ainda mais estranho (...) Enquanto isso, ele me dizia que não tinha o que fazer. Nada de registro, nada de boletim de ocorrência, como se nada tivesse acontecido (...) Não sou funcionária do Metrô para pensar em soluções para essa situação corriqueira, não sou paga para isso".

Marília falou sobre o caso: "O Metrô puniu seu funcionário e a mídia prestou o (des)serviço de isolar um problema geral para um caso especifico de um funcionário. Deixou novamente a população contra os metroviários, salvou da responsabilidade o Governo do Estado e condenou a sua repórter e as milhões de mulheres a continuarem sendo agredidas dentro dos vagões."

Consequências da aplicação “correta” dos procedimentos da empresa.

No mês de junho, um idoso passou com seu Bilhete Especial um garoto que tentava embarcar na Estação Belém e não tinha dinheiro para pagar sua passagem. Tanto os funcionários da operação das estações, quanto os seguranças, instruíram e impediram o acesso do usuário, já que este estava fazendo o "uso indevido" do Bilhete Especial do idoso, segundo o procedimento da empresa. Houve uma enorme repercussão com vídeos devido as agressões desferidas por seguranças no rapaz imobilizado.

O Metrô e o Governo lucram milhões diariamente com a venda de bilhetes cuja tarifa é exorbitante, por conta disso seu procedimento concentra os poucos funcionários da operação e segurança das estações nas catracas e bilheterias. A falta de quadro impõe a uma situação de conflito dos funcionários contra a população, reforçada pelo procedimento da empresa que obriga, sob a pena de punição, o impedimento de burlas e abordagem de outros casos, como o da Estação Belém, decorrentes de problemas sociais que só tendem a aumentar com o crescimento da desigualdade social.

Em relação aos assédios, a empresa age com a mesma lógica: em Maio de 2015, um supervisor do Metrô foi preso por mostrar o pênis e se masturbar para uma usuária dentro de um vagão. O mesmo supervisor havia sido detido pelo mesmo crime em 2013 sem nenhuma repercussão do caso, pois foi acobertado pela empresa. Este tipo de caso absurdo, vindo de um responsável pela chefia do Metrô, é expressão acentuada da conivência política e procedimental por parte de toda a cúpula de gestão da empresa com os problemas de assédio, superlotação e precarização do trabalho.

Felipe Guarnieri, membro da bancada de trabalhadores da CIPA da Linha 1-Azul, questiona a política da empresa: “São inúmeros os casos debatidos de agressões aos funcionários nas reuniões da CIPA. A empresa é conivente com a situação e só diz para cumprirmos o procedimento, mesmo que esse coloque em risco a vida dos trabalhadores. Nos jogam em uma jaula junto com os usuários para nos devorarmos como leões. E tudo isso vira um prato cheio para falsos jornalistas como Datena e Marcelo Rezende. Com os impactos cada vez mais sentidos da crise econômica no Brasil, mais conflitos com comércio irregular e pedintes acontecerão, pois, entre morrer de fome e pedir dentro de um trem as pessoas tomarão a primeira opção. Nosso trabalho nas estações é de atender a população, assim como dos seguranças é garantir a integridade física de quem está no sistema. O Metrô e o Governo querem que sejamos sua polícia, não seremos, temos que ficar ao lado da população e em cada gesto nossa mostrar como o Metrô e os transportem funcionariam melhor se tivesse sendo controlado e gerido por nós em aliança com os usuários”.

Quando o funcionário, obrigado aplicar o procedimento que o coloca contra o usuário, acaba sendo vítima ou causador de violência, nenhum, nem outro recebe a assistência devida, e o funcionário leva a culpa.

Outra fonte de lucro do Metrô é o comércio regular dentro dos espaços das estações, onde são cobrados aluguéis exorbitantes por estes pontos privilegiados de comércio. Assim, o Metrô obriga que seus seguranças sejam manejados contra os pedintes e ambulantes irregulares que circulam dentro do sistema. Sendo assim, quando mulheres são vítimas de abuso ou usuários passam mau em decorrência da superlotação, os funcionários operativos e seguranças não são manejados para este tipo de atendimento, mas sim para outras funções que preveem o embate com pedintes e burladores do qual a empresa privilegia, fruto da desigualdade social que a sociedade capitalista impõe, fazendo destes casos desastres muito piores. Para a mídia a culpa, em casos de tragédia, sempre é atribuída aos trabalhadores, nunca à empresa.

Fonte da Notícia: Esquerda Diário
Imagem: G1
Imagem II: Mobilize