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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

30% dos usuários do Metrô recebem desconto na compra de bilhetes devido a falta de troco

Em meio à crise econômica, o Metrô de São Paulo deixou de arrecadar R$ 2,7 milhões com a venda bilhetes unitários no primeiro semestre deste ano só por causa dos descontos dados por falta de troco. Do total de passagens adquiridas por usuários em estações da companhia, 30,5% tiveram algum tipo de abono. O Metrô afirma que o problema é provocado por queda na circulação de moedas e que o valor corresponde a 0,3% da arrecadação tarifária.
O contratempo começou após o aumento da tarifa, em janeiro, quando o bilhete passou de R$ 3,50 para R$ 3,80. Com o valor “quebrado”, as bilheterias encontraram mais dificuldade para dar troco. Desde então, quando ficam sem moeda suficiente, elas passaram a aplicar desconto a partir de R$ 0,05 e a limitar a compra a um bilhete por passageiro. Em alguns casos, as estações chegaram a vender a passagem por R$ 3,00 – 21% abaixo da tarifa básica.
Dos 54,9 milhões de bilhetes vendidos no 1º Semestre de 2016, 16.758.185, ou 30,5%, tiveram desconto. O porcentual foi crescendo ao longo dos meses: enquanto em janeiro as passagens arredondadas representaram 4,75% do total, em junho esse número já era de 59,7%, ou seja, mais da metade das entradas vendidas. O valor médio cobrado foi de R$ 3,64.
O impacto na arrecadação do Metrô foi de R$ 2,7 milhões, muito superior ao de outros sistemas de transporte. Ao todo, a companhia recolheu R$ 205,3 milhões. A CPTM, por exemplo, que também é administrada pelo Governo do Estado, vendeu 1.915 bilhetes unitários magnéticos com desconto. O prejuízo foi de R$ 133,25.
Segundo o engenheiro de tráfego Horácio Augusto Figueira, a diferença se explica pelo fato de que os usuários da CPTM são geralmente moradores de cidades-dormitório e precisam usar o sistema diariamente. “Por ser planejado, eles usam mais o Bilhete Único e compram menos os unitários”, diz o especialista. Por sua vez, o Metrô seria mais utilizado por turistas, além de estudantes e trabalhadores temporários, que recorrem mais às bilheterias.
Figueira defende que todos os sistemas de transportes devem arredondar as tarifas para facilitar o troco. Para que as companhias não tenham perda com a inflação, ele propõe que seja feito um cálculo com base na frequência média de viagem do usuário. “Em um reajuste, cobra acima. No outro, compensa, deixando a tarifa abaixo. ”
Em conta. Os descontos nas estações fizeram até o assistente de suporte técnico Gabriel Assis, de 21 anos, preterir o Bilhete Único. “Na bilheteria quase sempre tem desconto. No Bilhete Único não tem jeito”, diz o jovem que, na maioria dos casos, usou o Metrô por R$ 3,50. “Foi para lá de dez vezes. No final do mês, dá para economizar um bom dinheiro. ”
A mesma opção é feita por passageiros que não precisam fazer integração no sistema de transporte. Usuária da CPTM, a arrumadeira Elisângela Fernandes, de 30 anos, também prefere encarar a fila da bilheteria para voltar para casa em Suzano, na Grande São Paulo. “Eu tenho Bilhete Único, mas aqui fica mais em conta”, diz.
Já a diarista Socorro Lima, de 45 anos, teve receio de comprar a passagem quando soube do desconto na bilheteria do Metrô. “Fiquei com medo, porque tem muita gente vendendo do lado de fora, o que é errado”, afirma. “Mas quando eu vi que tinha uma placa avisando da falta de troco, comprei. ”
Moedas. O efeito do arredondamento da tarifa básica do Metrô representa 0,3% da arrecadação tarifária, segundo a companhia. “Como é sabido, o Metrô, assim como o comércio em geral, tem enfrentado o problema da falta de moedas em circulação, admitido pelo próprio Banco Central”, disse, em nota.
A companhia afirmou que solicita, desde o início do ano, aumento na cota de distribuição de moedas e também faz campanhas para que os usuários usem moedas.
Já a CPTM disse que abastece bilheterias com moedas e cédulas de menor valor todos os dias, além de ter intensificado campanha como a do Metrô.
O Banco Central disse que a produção de moeda foi afetada desde 2014 por “necessidade de redução de despesa pública”, mas que a área técnica tem administrado os estoques para atender às demandas. “Já foram tornadas disponíveis, até 19/08/2016, 352 milhões de unidades de novas moedas. ”

Fonte da notícia: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Máquina troca materiais recicláveis por desconto no Metrô ou na conta de luz em SP


Passageiros da Linha 4-Amarela podem dar destino correto às latas de alumínio e garrafas plásticas, ajudar a preservar o meio ambiente e, ainda, receber créditos no Bilhete Único ou ter desconto na conta de luz. Esses benefícios são possíveis graças às máquinas de reciclagem que estão instaladas nas plataformas das Estações Faria Lima e Pinheiros.


Os resíduos coletados pelas máquinas nas duas estações serão destinados à ONG Vira-Lata que, desde 2001, tira da informalidade catadores que trabalhavam nas ruas ou em lixões. O sistema de reciclagem chamado Retorna Machine foi instalado na Linha 4-Amarela em parceria com a startup Triciclo.

Para descartar as embalagens, o usuário precisa  acessar o terminal da máquina e criar um perfil com nome de usuário, e-mail e senha. Cada pessoa cadastrada pode descartar até dez embalagens por dia, que podem ser latinhas e garrafas plásticas de 350 ml até 2,5 litros.

Para que o sistema de coleta funcione, é preciso que os objetos descartados tenham código de barras, para que a máquina possa fazer a contagem e atribuir os pontos que ficarão armazenados na conta do usuário. O participante poderá resgatar esses pontos para crédito no Bilhete Único quando quiser.

Pontuação

Uma latinha vale 15 pontos, e qualquer tamanho de garrafa plástica rende dez pontos. A cada 20 pontos, o usuário obtém R$ 0,07 de crédito no Bilhete Único. A própria máquina executa a recarga do cartão. Já para desconto de R$ 0,27 na conta de luz são necessários cem pontos.

Fonte da Notícia: Ciclo Vivo

sexta-feira, 11 de março de 2016

Comissão aprova tarifa mais barata para quem utiliza Metrô e CPTM fora dos horários de pico

A Comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou nesta terça-feira, 08/03/2016, o projeto de lei 1442 de 2015 – PL 1442/2015, do deputado Igor Soares, que prevê redução na tarifa dos transportes públicos no Estado de São Paulo fora do horário de pico.

O projeto envolve o Metrô de São Paulo, os trens da CPTM, o Corredor Metropolitano de ônibus e trólebus ABD e os demais ônibus intermunicipais gerenciados pela EMTU, ficando a redução a cargo também de cada cidade quanto aos ônibus municipais.

A proposta ainda deve ser analisada pelo Governador Geraldo Alckmin.

Na justificativa, o deputado afirma que a medida pode estimular o uso dos transportes públicos reduzindo o trânsito e a poluição:

O presente Projeto de Lei, objetiva de forma clara e simplificada a redução nas tarifas dos transportes públicos dentro do Estado de São Paulo nos principais horários alternativos aos de fluxo conhecido como “horário de pico”.

Dada às características do grande setor viário que o Estado de São Paulo apresenta, incluindo o uso diário de veículos particulares utilizados para ida e vinda do trabalho, a deliberação por essa Casa de Leis na apreciação de medidas que vislumbram o controle do excesso de veículos nas ruas é imprescindível.

Identificado como horários de pico, compreendido das 6h às 10h e das 17h às 20horas, o Departamento de Trânsito do Estado de São Paulo identifica diariamente quilômetros de congestionamento que atrapalham o bom andamento do nosso Estado.

Medidas socioeducativas são adotas com o objetivo de minimizar o uso do veículo particular em alguns dias da semana, no entanto é necessário maximizar alternativas atrativas para efetiva utilização do transporte público em horários alternativos no Estado.

Destarte que a redução da tarifa em horários alternativos aos de grande fluxo traz a possibilidade de muitos trabalhadores deixarem seus veículos em casa e darem prioridade a esse tipo de transporte. Por outro lado a redução do excesso de veículos nas ruas, além de garantir maior mobilidade nas vias públicas contribuirá significativamente com o meio ambiente.

Tendo em vista a situação caótica no trânsito verificada nos horários de grande fluxo, bem como o excesso de usuários nos transportes públicos no mesmo horário, a medida beneficiará a todos, principalmente os já usuários que poderão desafogar a utilização nesses horários de pico buscando o benéfico da tarifa reduzida em outros horários, garantindo um transporte com mais qualidade e segurança.

Em que pese a excelência da aplicabilidade de políticas administrativas em prol à sociedade brasileira, essa redução não implicará grande impacto financeiro no setor de transportes vez que se estima o aumento dos usuários no setor garantindo a equidade tarifária.

A principal característica do presente Projeto é fomentar o uso do transporte público diminuindo o número excessivo de veículos nas ruas. O Estado de São Paulo investe incansavelmente no setor metroviário com o objetivo de expandir a rede passando a ter uma sinergia melhor e mais integrada.

Dessa forma devemos adotar medidas que garantam a utilização e o reconhecimento da qualidade do transporte público no Estado de São Paulo, a redução tarifária nos horários alternativos ao de pico é o primeiro passo para motivar toda sociedade à utilização deste meio, garantido maior flexibilidade nas vias e rodovias principalmente da capital paulista.

Ante o exposto, reiteradas as justificativas que exaustam pela complexidade e relevância do interesse público presente, acreditamos que a medida apresentada vislumbra a atenção dos nobres parlamentares e assim conto com a deliberação e aprovação de todos.

Fonte da Notícia: Blog Ponto de Ônibus

quinta-feira, 10 de março de 2016

Assembleia aprova desconto na tarifa para quem usa linhas do Metrô e da CPTM nos horários vale

Um projeto de lei que dá desconto na tarifa do transporte público em horários considerados ociosos, foi aprovado pela Comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa de São Paulo.

A PL 1442/2015, do deputado Igor Soares, prevê redução da passagem no entrepico em trens da CPTM, Metrô, Monotrilho e EMTU. Já nos transportes municipais, cada administração deve decidir por seguir ou não o programa.

Segundo o autor da proposta, a medida pode ajudar a desafogar os sistemas de transporte no horário de pico, convidando usuários que tem a possibilidade de usar a condução nesta faixa horária alternativa, ou então pessoas que utilizam o transporte individual. A proposta segue para analise do Governador Geraldo Alckmin.

Este tipo de tarifa reduzida já é usada em várias partes do Mundo, como por exemplo o Metrô de Santiago do Chile, que pratica três tipos de passagens.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus