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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Nove pessoas são denunciadas pelo Ministério Público por compra da Frota P para a Linha 5-Lilás

O Ministério Público de São Paulo denunciou nove pessoas, entre elas o atual presidente do Metrô, pela compra de trens na gestão de Geraldo Alckmin.

O promotor afirma que a maior parte dos trens já foi entregue e eles nunca entraram em operação por causa do atraso nas obras da linha.

Ao todo, dez trens novinhos estão parados no pátio da fabricante, a CAF, que fica em Hortolândia, no interior de São Paulo.

Segundo o Ministério Público do Estado, eles fazem parte de um pacote de 26 trens comprados durante o Governo Geraldo Alckmin por R$ 615 milhões; 16 já foram entregues.

Na denúncia de improbidade administrativa, a promotoria afirma que os trens estão abandonados.

“Os trens estão sendo vandalizados, os trens estão perdendo garantia, e a população está perdendo a possibilidade de usar esse trem”, disse o promotor Marcelo Milani.

O presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo, diz que, por contrato, a garantia só começa a valer quando os trens entram em uso.

“Nós não entendemos que há uma questão de trens ao relento em Hortolândia. Os trens que aqui estão, estão no pátio do metrô. Assim como os outros trens, das outras linhas também ficam à disposição nos pátios, esses igualmente também estão lá”, disse ele.

Os trens foram comprados para a Linha 5-Lilás, que tem sete estações e ainda está em expansão.

O problema é que as obras atrasaram. Em 2010, o Governo de São Paulo determinou a paralisação, depois de denúncias de irregularidades nas licitações.

O Ministério Público afirma que o Metrô determinou a compra dos trens mesmo sabendo que as obras estavam paralisadas e que a decisão provocou prejuízos ao Governo do Estado.

O Metrô diz que a compra foi feita de acordo com o cronograma do empreendimento. O MP diz que as obras foram retomadas em Julho de 2011, 11 dias depois da assinatura da compra dos trens.

Ainda segundo o Ministério Público, os trens novos têm bitolas, que é a distância entre os trilhos, menores do que as que já existem na mesma linha. O Metrô nega que tenha havido erro.

Sergio Avelleda, presidente do Metrô na época, e outras oito pessoas são denunciadas na ação. Entre elas, o ex-secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, e o atual Secretário, Clodoaldo Pelissioni.

O atual presidente do Metrô, que também foi denunciado na ação, diz que os trens devem entrar em operação nos próximos meses.

“Eles estão em testes, existem oito trens que já estão testados, aptos a entrar em operação, e já em agosto, setembro, devemos estar operando já com esses oito trens já no trecho que hoje opera a Linha 5-Lilás”, disse o presidente do Metrô.

O Governo do Estado de São Paulo e o Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, declararam que não vão se pronunciar e que quem fala oficialmente pelo assunto é o atual presidente do Metrô.

O ex-secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse que vai se inteirar do caso para prestar todos os esclarecimentos necessários.

O ex-presidente do Metrô, Sergio Avelleda, disse que não pode se pronunciar porque desconhece o teor da ação. Avelleda afirmou que não foi ele quem assinou o contrato.

A CAF Brasil declarou que não comenta contratos em andamento em razão das cláusulas de confidencialidade.

Fonte da Notícia: G1-Jornal Nacional

terça-feira, 26 de julho de 2016

CBTC e Frota P serão entregues para a Linha 5-Lilás em Agosto de 2016

A operação com passageiros dos trens da Frota P na Linha 5-Lilás, assim como o CBTC  deve ocorrer em Agosto de 2016. A informação foi confirmada pelo metrô em uma reunião com blogueiros e atuantes nas redes sociais. A nova tecnologia tem fabricação e instalação da Bombardier.

De acordo com o Metrô, os testes entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro devem seguir os mesmos moldes da Linha 2-Verde, quando o trecho operava aos domingos em CBTC, e depois a funcionalidade foi levada aos sábados, e depois em dias da semana.

Atualmente o CBTC já é testado na linha, porém sem usuários, quando o trecho é fechado aos domingos.

Novos trens

Os trens da Frota P foram fabricados pela CAF, e a primeira das 26 unidades compradas, foi entregue em Outubro de 2013. As composições foram adquiridas para operação entre Capão Redondo e Chácara Klabin, junto com 8 trens da Frota F fabricados pela Alstom entre 2001 e 2002.

Até Abril de 2016 pelo menos seis trens da Frota P tinha testes concluídos, seis passam pelo comissionamento e 12 aguardam as baterias de checagem.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

Nove pessoas são denunciadas por compra de 26 trens da Frota P para a Linha 5-Lilás

O Ministério Público de São Paulo denunciou nove pessoas pela compra de trens que deveriam ser usados pelo Metrô na atual gestão. O problema é que os trens estão parados, envelhecendo, e ficando sem garantia. Para o promotor, isso configura improbidade administrativa.

Trens novinhos parados em pátios do Metrô de São Paulo e no terreno da fabricante, a CAF, em Hortolândia, no Interior de São Paulo. Segundo as investigações, os 26 trens da Frota P foram comprados por R$ 615 milhões. Dezesseis já foram entregues e dez estão na fabricante, a espera de um local para serem guardados. Na denúncia de improbidade administrativa, o promotor disse que "os trens estão abandonados e que foram vandalizados."

“Esses trens já estão parados há dois anos, já estão perdendo a garantia. Tudo que está colocado naquele trem, principalmente em questão de eletrônica, de funcionamento não vai ter utilidade, perdeu a utilidade”, explica o promotor de Justiça, Marcelo Milani.

Os trens foram comprados para a Linha 5-Lilás, que tem sete estações e ainda está em expansão. Ela vai ligar o extremo da Zona Sul com outras duas linhas que levam até o Centro de São Paulo.

O problema é que as obras de expansão atrasaram. Em 2010, o Governo de São Paulo determinou a paralisação das licitações depois de denúncias de irregularidades no processo. Mesmo com as obras paradas, no ano seguinte, o Governo comprou os trens.

Sergio Avelleda, presidente do Metrô na época, e outras oito pessoas foram denunciadas. Entre elas o ex-secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes e o atual secretário, Clodoaldo Pelissioni. As obras de expansão acabaram retomadas ainda em 2011, mas a previsão inicial de entrega passou de 2014 para 2018.

A investigação apontou ainda que os trens novos têm bitolas, que é a distância entre os trilhos, de 1,372 milímetros. No entanto, o promotor afirma que já existe um trecho da Linha 5-Lilás com trens com bitolas maiores.

“Ou seja, os trens que ali estão, eles não têm a mesma capacidade, tem que ser trocados no curso da mesma linha. Sem contar que tem sistema de operação completamente diferentes por isso também os agentes públicos estão sendo responsabilizados”, fala o promotor.

As assessorias do Governo de São Paulo, do PSDB, e do Secretário de Transportes Metropolitanos Clodoaldo Pelissioni, disseram que quem fala sobre a denúncia do Ministério Público é o Metrô.

O ex-secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse que vai se inteirar do caso para prestar todos esclarecimentos necessários.

O ex-presidente do Metrô, Sergio Avelleda, disse que desconhece o teor da ação e que esse contrato não foi assinado por ele.

A fabricante dos trens, a CAF Brasil, disse que não comenta contratos em andamento em razão das cláusulas de confidencialidade.

O Presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo, um dos denunciados, falou sobre as acusações do Ministério Público
 
Fonte da Notícia: Rede Globo-Jornal Hoje

Obras da 2ª Fase da Linha 5-Lilás ficam R$ 260,8 milhões mais cara

Alvo de questionamentos do TCE e de ação judicial do Ministério Público Estadual, a 2ª Fase da Linha 5-Lilás do Metrô vai ficar R$ 260,8 milhões mais cara. O Metrô assinou dois novos contratos para obras de “acabamento” e “acessos” em duas estações e no pátio de manutenção e estacionamento de trens que estão em construção na zona sul da capital.

Somente no Pátio Guido Caloi, no Jardim São Luís, o custo das obras, que tiveram início em janeiro de 2013, subirão 54%, de R$ 297,1 milhões para R$ 457 milhões. O novo contrato, no valor de R$ 159,9 milhões, foi assinado com o consórcio Via-Planova, com prazo de 21 meses de execução. O Governador Geraldo Alckmin havia prometido entregar esse pátio em 2015. Agora, a previsão é para o final de 2017.

O Metrô afirma que “no decorrer da obra” sua equipe de engenheiros “constatou a necessidade de reforçar as fundações do Pátio Guido Caloi” e que “as lajes de sustentação das paredes do estacionamento subterrâneo de trens (a 25 metros de profundidade) também sofreram alterações no método construtivo por causa das características arenosas do solo”.

Já o segundo contrato, no valor de R$ 100,1 milhões, foi assinado com a construtora Construcap para a execução de instalações hidráulicas, paisagismo, urbanismo e requalificação do entorno nas estações AACDServidor e Hospital São Paulo, que chegaram a ser prometidas para 2014 e também devem ser entregues até o fim de 2017. Esse trecho já está em construção pelo consórcio Carioca-Cetenco por R$ 458,5 milhões.

“Houve a necessidade de contratação complementar por conta de intercorrências inerentes à complexidade do empreendimento”, afirma o Metrô, que nega ter havido aumento de custos. Segundo a estatal, houve economia de 30%, ou US$ 134 milhões, no contrato de financiamento da obra com o BID. “O Metrô negocia com o agente financiador o remanejamento para custear obras complementares.”

O aumento de custos da Linha 5-Lilás, que fará a conexão com as Linhas 1-Azul e 2-Verde e terá 11,5 km de extensão e mais dez estações (só Adolfo Pinheiro foi entregue em Fev/2014), já é alvo de investigação do TCE. O tribunal apura diferenças entre orçamentos e quantidade de material consumido na construção, que fizeram o orçamento da obra saltar de R$ 3,4 bilhões para R$ 4,5 bilhões. Em Junho de 2016, o conselheiro Antonio Roque Citadini deu prazo de 60 dias para o Metrô explicar uma série de alterações feitas nos contratos.

No começo de Julho de 2016, o MPE moveu ação judicial pedindo a condenação do Metrô e oito agentes públicos, entre os quais cinco ex-presidentes da companhia e o atual Secretário Estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, pelo suposto abandono de 26 trens da Linha 5-Lilás. As composições foram compradas em 2011 por R$ 615 milhões e estão paradas porque a conclusão da linha atrasou. O Metrô nega prejuízo 
 
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária

segunda-feira, 25 de julho de 2016

26 Novos Trens da Frota P são encontrados sem serviço do Pátio Guido Caloi e são alvos de calúnias por parte do Ministério Público

O Ministério Público de São Paulo denunciou por improbidade administrativa nove pessoas, entre elas o atual e o ex-secretário de Transportes Metropolitanos e seis ex-presidentes do Metrô de São Paulo, após constatar que 26 trens novos estão guardados em pátios, alguns há mais de dois anos. 

Segundo as investigações, os 26 trens foram comprados por R$ 615 milhões. Do total, 16 já foram entregues e dez estão na fabricante à espera de um local para serem guardados. Eles foram comprados para a Linha 5-Lilás, que vai ligar o extremo da Zona Sul com outras duas linhas, que tem sete estações e ainda está em expansão. A previsão inicial de entrega era de 2014 e passou para 2018.

Em 2010, o Governo de São Paulo determinou a paralisação das licitações depois de denúncias de irregularidades no processo. Mesmo com as obras paradas, em 2011, o governo comprou os trens.

Na denúncia de improbidade administrativa, o promotor Marcelo Milani diz que “os trens estão abandonados e foram vandalizados”.

“Esses trens já estão parados há dois anos, já estão perdendo a garantia.Tudo que está colocado naquele trem, principalmente em questão de eletrônica, de funcionamento não vai ter utilidade, perdeu a utilidade”, disse Milani.

A investigação apontou ainda que os trens novos têm bitolas (distância entre os trilhos), de 1,37 metro, mas já existe um trecho da Linha-5 Lilás com trens com bitolas maiores.

“Os trens que ali não tem a mesma capacidade, tem que ser trocado no curso da mesma linha. Sem contar que tem sistema de operação completamente diferentes por isso também os agentes públicos estão sendo responsabilizados”, afirmou Milani.

Defesa
 
O secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, o ex-secretário Jurandir Fernandes, o ex-presidente do Metrô Sergio Avelleda, e mais seis foram denunciados.
Jurandir Fernandes afirmou que vai se inteirar do caso para prestar todos os esclarecimentos necessários.

As assessorias do Governo de São Paulo e do Secretário de Transportes Metropolitanos Clodoaldo Pelissioni, disseram que quem fala sobre a denúncia do Ministério Público é o Metrô.

O ex-presidente do Metrô Sergio Avelleda disse que desconhece o teor da ação e que esse contrato não foi assinado por ele.

A fabricante dos trens, a CAF Brasil, disse que não comenta contratos em andamento em razão das cláusulas de confidencialidade.

Fonte da Notícia: G1-SP

Ministério Público denuncia 9 pessoas por comprarem 26 trens da Frota P para a Linha 5-Lilás

O Ministério Público de São Paulo denunciou nove dirigentes e ex-dirigentes do Metrô sob suspeita de improbidade administrativa pela compra de 26 trens da Frota P que nunca foram utilizados devido ao atraso nas obras de prolongamento da Linha 5-Lilás. Entre os denunciados estão Jurandir Fernandes, Secretário de Transportes Metropolitanos na época da compra, e Clodoaldo Pelissioni, atual titular da pasta e diretor do Metrô em 2015.

A Promotoria pede a devolução dos R$ 615 milhões usados na compra das composições, além de mais 30% de multa por danos morais, totalizando R$ 800 milhões.

As 26 composições, com seis vagões cada uma, foram adquiridas em 2011 por R$ 615 milhões e seriam utilizadas na expansão da Linha 5-Lilás (da Estação Adolfo Pinheiro até a Estação Chácara Klabin), que ainda não se concretizou.

Parte dos trens foi entregue em Outubro de 2013 e, segundo a Promotoria, está parada desde então em pátios do metrô no Jabaquara, Capão Redondo e Guido Caloi, na zona sul da capital paulista. Outros dez estão em depósito da fabricante, a CAF, em Hortolândia, interior de São Paulo.

O promotor Marcelo Milani afirma que as composições estão perdendo a garantia e vão precisar passar por manutenções quando entrarem em operação –a previsão é que a expansão dessa linha do metrô seja concluída apenas em 2018, cinco anos após a entrega dos novos trens.

Essas garantias estão vencendo. Esses trens, para entrar em funcionamento, quando terminar a obra, seguramente vão necessitar de nova manutenção para poder entrar em funcionamento, diz.

Toda a eletrônica do trem estará perdida. Se você for numa loja e comprar um computador hoje, ele será diferente daqui a um ano e será muito diferente daqui a dois anos, compara Milani.

Além do ex e do atual secretário, foram denunciados Paulo Menezes Figueiredo, atual presidente do Metrô, e os ex-presidentes da companhia Sérgio Henrique Passos Avalleda, Jorge Fagali, Peter Berkely Bardram Walker e Luiz Antônio Carvalho Pacheco.

Foram incluídos ainda Laércio Mauro Santoro Biazotti (ex-diretor de planejamento e expansão) e David Turbuk (ex-gerente de concepção e projetos de sistemas).

"Abandono"

O promotor Marcelo Milani, em sua denúncia, afirma que os trens estão no mais completo abandono, inclusive sendo vandalizados. Segundo ele, a investigação foi iniciada a partir da denúncia contra um funcionário graduado do Metrô. O Ministério Público, afirma ele, apura também irregularidades em outras linhas.

Além dos trens ociosos, a Promotoria afirma que eles possuem sistema operacional eletrônico, diferente do analógico usado atualmente na Linha 5-Lilás e que isso necessitaria de adaptação.

Além disso, possuem bitolas (largura entre os trilhos) diferente não só da Linha 5-Lilás, como de todas as outras linhas em operação do metrô, impedindo seus outros sistemas, afirma Milani. A escolha [pelas bitolas] revela total desprezo pela coisa pública, escreve ele na denúncia.

Outro lado

O Metrô diz que os trens adquiridos estão sendo entregues e passam por testes, verificações e protocolos de desempenho e de segurança, e que oito veículos já estão aptos a operar a partir de Setembro de 2016 no trecho de 9,3 km entre as estações Capão Redondo e Adolfo Pinheiro.

Além disso, a empresa ainda afirma que toda a Linha 5-Lilás, da primeira à última estação, terá a mesma bitola, e que não haverá gastos extras com a manutenção dos novos trens.

O órgão diz que não arca com nenhum custo de aluguel para estacionamento dos veículos e que o prazo de garantia só começará a valer após o início de operação de cada composição, conforme previsto em contrato. O promotor, porém, nega o argumento e diz que a garantia começou a valer a partir da entrega dos veículos.

A expansão da Linha 5-Lilás é um empreendimento que incluiu os projetos, as obras civis e a implantação de sistemas, a implantação de um moderno sistema de sinalização em todo o trecho e a aquisição de novos trens para transporte da nova demanda de usuários, diz a empresa, e afirma que as ações foram executadas dentro de um detalhado cronograma.

Por fim, o Metrô de São Paulo afirma que as informações já foram encaminhadas reiteradas vezes ao Ministério Público de São Paulo, que as desconsiderou para a abertura do inquérito.

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária

terça-feira, 19 de julho de 2016

Presidente do Metrô nega acusações feitas contra a Frota P da Linha 5-Lilás

O presidente do Metrô de São Paulo, Paulo Menezes Figueiredo, negou precipitação na compra de trens da Frota P para a Linha 5-Lilás que estão parados há 2 anos. O Ministério Público busca na Justiça reparação de R$ 799 milhões pelo prejuízo que teria sido causado aos cofres públicos.

Figueiredo é um dos nove acusados por improbidade administrativa numa lista que inclui ainda o Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o presidente do Metrô disse que a aquisição das 26 composições respeitou o cronograma de obras.

O presidente do Metrô também rebateu outros argumentos da Promotoria.

Segundo ele, o prazo das garantias oferecidas pelo fabricante só começa a correr quando os equipamentos entrarem em operação.

A fase de testes é o motivo alegado pelo presidente do Metrô para não utilizar os trens no trecho já em funcionamento entre as Estações Capão Redondo e Adolfo Pinheiro.

Figueiredo diz que está em andamento a migração do sistema de controle de deslocamento das composições, que vai reduzir os intervalos.

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária

Promotor de Justiça aponta irregularidades na Frota P da Linha 5-Lilás

Na ação em que pede a condenação do Secretário dos Transportes Metropolitanos e de outros oito investigados – entre eles cinco ex-presidentes do Metrô de São Paulo e o atual também -, por suposta improbidade na compra de 26 trens da Frota P para a Linha 5 Lilás ao preço de R$ 615 milhões, em 2011, o promotor de Justiça Marcelo Milani crava a ocorrência de ‘descalabros administrativos’.

Fazendo referência ao jornal espanhol El País, o promotor chama de ‘trens fantasmas’ as composições adquiridas pelo Tesouro paulista há seis anos – o diário publicou reportagem em março de 2016 informando que das 26 composições, 16 já foram entregues e estão estacionadas no Pátio Capão Redondo, zona Sul da Capital. “Sem utilidade prática no cotidiano da população, por enquanto são verdadeiros trens fantasmas”, segundo El País.

“Essa desastrada e ilegal maneira de gerir o dinheiro público gerou até uma expressão: ‘os trens fantasmas do Metrô’.”, destacou o promotor.

Na avaliação de Milani, que integra os quadros da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público – braço do Ministério Público que combate corrupção e improbidade – os alvos da ação ‘podiam agir para modificar a situação e deliberadamente nada fizeram’.

Milani acusa o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni e, ainda, Jurandir Fernandes (ex-secretário), além dos ex-mandatários do Metrô e do atual, Paulo Menezes Figueiredo. O promotor atribui a todos responsabilidade pelo suposto ‘abandono’ dos trens e cobra, judicialmente, ressarcimento de R$ 799 milhões.

“Os descalabros administrativos marcam a construção da Linha 5-Lilás”, afirma o promotor. “Tanto na qualidade de Secretário de Estado e de presidentes e funcionários da companhia, agiram de forma livre e consciente em todos os atos que praticaram e também nas oportunidades em que deveriam, mas propositadamente não observaram os mandamentos constitucionais e as disposições legais”, escreveu Milani na ação distribuída no Fórum da Fazenda Pública da Capital.

“Mantiveram-se inertes mesmo sabendo e tendo consciência do descalabro administrativo, demonstrando total falta de capacidade de planejamento e gestão. Tratam-se de pessoas experientes e que há bastante tempo figuravam no quadro de empregados do Metrô”, acentua o promotor.

A compra dos trens foi realizada para equipar a Linha 5-Lilás do Metrô, que ligará o extremo da zona sul de São Paulo a outras Linhas, 1-Azul, e também a 2 Verde.

O ponto central da demanda, segundo o promotor, é a definição da bitola dos trens- ‘largura determinada pela distância medida entre as faces interiores das cabeças de dois trilhos em uma via férrea’.

“Atentaram contra os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência, finalidade, motivação, do interesse público, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório e do julgamento objetivo, em manifesta afronta ao artigo 37 da Constituição, assim como ao artigo 1.º da Lei Complementar 101/2000”, assinala o promotor de Justiça. “Causaram danos ao erário público. Também infringiram os princípios da legalidade, da eficiência, da publicidade e do interesse público. Patente, assim, que os demandados praticaram ato de improbidade administrativa tipificado no artigo 11, caput, da Lei 8.429/92.”

O promotor afirma que os alvos da ação deliberadamente assumiram ‘o risco de produzir o prejuízo, assinaram o trato mesmo sabendo que o mesmo causaria prejuízo da companhia’.

Segundo Milani, os fatos ‘não acarretaram somente danos de natureza patrimonial, mas dano moral’.
“Deles (dos fatos) decorreu, também, um dano difuso, abstrato, correspondente à grave ofensa à moralidade da Administração Pública e à dignidade do povo de São Paulo, agora ampliada em face da divulgação desses e de outros fatos similares. Não resta dúvida de que a população de São Paulo vive um terror e um total descrédito. A gestão do Metrô tornou-se caótica, eis que a notícia mais comum é que ocorreu mais um adiamento na entrega das obras, apontando que a Linha 5-Lilás já dura dezoito anos.”

Ainda segundo a ação. “A população é vítima do descaso, sendo manipulados como verdadeiros joguetes dos administradores. Especial atenção ganha a compra de 26 trens para serem utilizados na Linha 5-Lilás, eis que os mesmos foram adquiridos antes do início das obras de expansão, eis que o contrato para a fabricação das composições foi assinado em 12/07/2011 e a expansão que estava paralisada há sete meses, foi retomada em 23/07/2011.”

Com a palavra, o Metrô

Semana passada, quando o promotor de Justiça Marcelo Milani divulgou os detalhes da ação por improbidade, o Metrô, por meio do Departamento de Imprensa, rechaçou enfaticamente as acusações sobre a compra dos 26 trens.

Segundo o Metrô, a ação proposta pelo Ministério Público ‘contém uma série de equívocos’
“O Metrô de São Paulo, como sempre fez, prestará todos os esclarecimentos ao Ministério Público. Embora não tenha conhecimento oficial, o Metrô informa que a ação proposta pelo Ministério Público contém uma série de equívocos: 

1) Não é verdade que os trens estejam parados. Os 26 novos trens adquiridos para a expansão de 11,5 km da Linha 5-Lilás estão sendo entregues e passam por testes, verificações e protocolos de desempenho e de segurança; 

2) Dos dezessete trens entregues, 8 já estão aptos a operar a partir de setembro no trecho de 9,3 km entre as estações Capão Redondo e Adolfo Pinheiro; 

3) A bitola da Linha 5-Lilás não é diferente em trechos da linha. A Linha 5-Lilás terá a mesma bitola em toda a sua extensão, da primeira à última estação; 

4) O Metrô não tem gastos extras com a manutenção desses novos trens; 

5) O Metrô não arcar com nenhum custo de aluguel para estacionamento destes trens; 

6) O prazo de garantia só começará a valer após o início de operação de cada composição, conforme previsto em contrato; 

7) A expansão da Linha 5-Lilás é um empreendimento que incluiu os projetos, as obras civis e a implantação de sistemas, a implantação de um moderno sistema de sinalização em todo o trecho e a aquisição de novos trens para transporte da nova demanda de usuários;

8) Todas essas ações foram executadas dentro de um detalhado cronograma, para que as etapas estivessem concluídas até a inauguração do novo ramal, a partir de 2017, beneficiando mais de 780 mil usuários por dia. Todas estas informações já foram encaminhadas reiteradas vezes ao Ministério Público de São Paulo, que as desconsiderou para a abertura do inquérito. ”

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Frota P do Metrô inicia operação no 2º Semestre de 2016 na Linha 5-Lilás

Novos trens da Linha 5-Lilás podem iniciar a operação comercial no 2º Semestre de 2016, é o que revela um comunicado do Metrô ao jornal “O Estado de São Paulo”, em reportagem sobre composições da Frota P que foram alvo de pichação.

De acordo com a nota enviada ao jornal, seis trens estão com testes concluídos, seis passam pelo comissionamento e 12 aguardam as baterias de checagem.

As composições fabricadas pela CAF foram adquiridas para atender a demanda da extensão entre Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin, e entregues a partir de 2013. No entanto, as obras só devem ser entregues a partir do ano que vem.

Os trens são compatíveis apenas com o sistema de sinalização CBTC, cuja tecnologia está em testes no trecho operacional entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro, feito aos finais de semana e após a operação comercial.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Novos trens da Frota P estão sem uso nos pátios da Linha 5-Lilás

Vídeos produzidos pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo mostram uma frota de trens comprados pelo Governo Geraldo Alckmin, a partir de 2013, para atender aos usuários da Linha 5-Lilás do Metrô, que liga o Capão Redondo a Adolfo Pinheiro, na Zona Sul de São Paulo, que segue sem uso e fica estacionada ao longo do trecho de circulação. Nas imagens é possível identificar 12 dos 26 trens da Frota P, comprados por R$ 630 milhões, mas que nunca foram colocados em serviço porque o sistema de operação é incompatível com o sistema das vias. Parte dos trens está parada no Pátio Capão Redondo.
 
As composições identificadas nos vídeos são: P21, P12, P34, P15, P22, P10, P19, P16, P20, P11, P18 e F02. Não é possível ver a identificação de alguns trens. Segundo os metroviários, há ainda dez trens da Frota P parados na fábrica da CAF, em Hortolândia, interior de São Paulo. “O Governo Alckmin paga aluguel para a empresa para manter essas composições lá. Mas não há transparência sobre quanto é pago, nem há quanto tempo”, disse o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior.

O motivo de o Governo Alckmin ter adquirido esses trens sem ter como utilizá-los é objeto de investigação do Ministério Público Estadual, desde o ano passado. “Você compraria dois carros com objetivo de usar um e deixar o outro parado em casa? Talvez quando quebrasse uma peça de um ir lá retirar do outro? Não, ninguém faria isso. Então o Governador precisa explicar por que comprou composições sem perspectiva de uso”, afirmou Altino.

Outra preocupação dos trabalhadores é que a garantia das composições é de quatro anos, mas, como eles não foram usados, perderam-na. Tem havido oxidação e desgaste na parte externa dos trens, por conta da exposição às intempéries. Além disso, componentes sem uso se degradam, levando à possibilidade de os trens apresentarem falhas quando começarem a ser colocados em uso.

“É dinheiro público jogado fora. Não tem planejamento, não tem prioridade ao transporte público. Agora precisa ver qual foi o objetivo de gastar tanto dinheiro em uma coisa que não poderia ser utilizada pela população”, afirmou Altino, cobrando apuração do caso.

A ferrovia está sendo construída desde 1998, quando era a Linha F da CPTM. Após inúmeras alterações no prazo de entrega das 17 estações, que vão ligar o Capão Redondo à Chácara Klabin, integrando-se com a Linha 2-Verde, a previsão atual de conclusão é 2018. Nem mesmo o pátio de estacionamento Guido Caloi, que abrigaria a Frota P, foi concluído.

A Linha 5-Lilás transportou 269 mil passageiros por dia, em média, em 2015. E o atendimento é feito por oito trens da Frota F, de 2001. Embora o trecho seja curto, com sete estações e 9,6 km de extensão, não tendo condições de receber muitas composições, o principal problema é que os trens da Frota F operam como o sistema ATO, incompatível com o sistema CBTC dos trens novos da Frota P. A principal diferença é que o CBTC permite reduzir a distância entre os trens, agilizando a circulação.

Procurado, o Metrô não se manifestou.

Fonte da Notícia: Rede Brasil Atual

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Novas composições da Linha 4-Amarela chegam em São Paulo

Novas composições da Linha 4-Amarela
Caminhões carregaram trens pelas vias do Brooklin, na noite de 01/05/2016.

As novas composições da Linha 4-Amarela do Metrô passaram pela Avenida Roque Petroni Junior.

Os funcionários da CET precisaram auxiliar no trajeto e levantar a fiação em alguns trechos do caminho.

A ViaQuatro, concessionária que opera a Linha 4-Amarela, disse que vai receber quinze trens da Coreia do Sul até o fim de 2016.

Os novos trens vão circular alternados com a frota atual.

Fonte da Notícia: G1-SP
Créditos da Imagem Reservados ao Autor

Novas composições do Metrô ficarão sem uso até conclusão das obras de expansão

Novas composições da Linha 15-Prata sem serviço no Pátio Oratório
A compra de trens para extensões de novas linhas do Metrô de São Paulo e a construções não seguiram o mesmo ritmo, e o resultado é que 46 composições podem ficar fora de operação comercial até o fim de 2016 nas Linhas 4-Amarela, 5-Lilás e 15-Prata. As informações são do jornal “O Estado de São Paulo“.

No caso da Linha 4-Amarela, três trens foram entregues, dos 15 comprados para operação da segunda fase, com a entrega de mais quatro estações. Na Linha 5-Lilás são 15 trens a disposição, dos 26 adquiridos para extensão entre Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin. Parte das composições pode entrar em operação em 2016

Já na Linha 15-Prata, são, ao todo, 16 trens à disposição no Pátio Oratório, onde apenas uma composição cobre os quase 3 km de extensão operacional do Monotrilho. A Bombardier deve fornecer 32 trens ao todo para extensão entre Terminal Vila Prudente e São Mateus.

Metrô contesta reportagem

O Metrô disse à reportagem que “não é verdade que o Metrô de São Paulo terá 46 trens parados até Dezembro de 2016 pelo atraso de obras”. A empresa diz que os trens cheguem em testes, antes de iniciar o transporte aos passageiros.

Sobre a Linha 5-Lilás, “das composições entregues, seis trens já estão com os testes concluídos e outros seis passam por testes”. Sobre os Monotrilhos, “com trens especialmente projetados e desenvolvidos para o novo e inédito modal, os mesmos testes são necessários para garantir a operação segura do sistema”, diz a nota ao jornal.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus 
Imagem de Sérgio Mazzi

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Mais composições modernizadas são canibalizadas pelo Metrô de São Paulo

L35
Composição L35 recém-canibalizada pelo Metrô
O Metrô de São Paulo, administrada pelo Governo Geraldo Alckmin (PSDB), ampliou a retirada de peças de trens para realizar manutenção de outras composições, o que é chamado de “canibalização” pelos metroviários, segundo denúncia do sindicato da categoria. Um mês atrás eram cinco e agora são nove. Os sindicalistas afirmam que há um esquema de maquiagem e transferência contínua entre os pátios da companhia para que não fique visível o desmonte.
 
Os primeiros trens “canibalizados”, conforme publicou a Rede Brasil Atuaç, foram as composições H59, K09, K17, K21 e L43. A essas se somam os trens L28, L30, L35, I10. São modelos de trens novos ou reformados que entraram em operação em 2010 (Frota H) e 2011 (os demais). A Frota K, por exemplo, é formada por 25 trens da frota C que foram modernizados – em um pacote de 98 composições modernizadas ao custo de R$ 1,7 bilhão.

Segundo os trabalhadores, o Metrô está com falta de aproximadamente 3 mil itens no setor de manutenção, dentre os quais, bancos de passageiros e de operadores, lâmpadas, faróis, motores de tração, redutores, vidros de janelas, portas, fechaduras, contrassapatas e até extintores de incêndio. Uma situação que vem ocorrendo há dois anos, segundo o sindicato.

Dos trens que estão sendo desmontados tudo o que pode ser aproveitado em outras composições é retirado: fechaduras de portas, bancos, luminárias, painel de operação, freios. Carcaças, placas de isolamento e fiação ficam expostas no interior dos vagões. Segundo o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior, o corte que Alckmin fez no repasse dos valores referentes às gratuidades no Metrô – aproximadamente R$ 255 milhões em 2014 e 2015 – é o que está afetando a aquisição de equipamentos e, também, o serviço à população.

No ano passado, por conta do contingenciamento de R$ 66,1 milhões da verba prevista para ser repassada ao Metrô como pagamento pelos passageiros com direito à gratuidade, a companhia fechou o ano de 2015 deficitária em R$ 73,9 milhões. Se o valor tivesse sido entregue, o prejuízo seria de R$ 7,8 milhões.

De acordo com os metroviários, os trens ficam parados no Pátio Itaquera (PIT) ou no Pátio Jabaquara (PAT) e são levados para o Estacionamento Pátio Belém (EPB) onde têm as peças retiradas, mas são maquiados para parecer inteiros. As peças são mandadas para a manutenção e os trens devolvidos ao local de onde saíram. Toda a ação ocorre nos finais de semana, sendo exigida a realização de hora extra dos servidores da manutenção.
J47
Composição J47 recém-canibalizada pelo Metrô

Segundo Altino, os trabalhadores do setor de manutenção estão sendo pressionados a liberar os trens para que voltem à circulação, mesmo que não estejam em condições. “A população é a mais prejudicada pela situação atual do serviço. Para que a situação não fique ainda pior existe uma pressão para que os trens sejam liberados, mesmo não estando 100%. Isso faz parte de um projeto do governo Alckmin de precarizar o Metrô para justificar a privatização”, afirmou.

Além desses, outros dez trens que poderiam servir as Linhas 1-Azul e 3-Vermelha estão parados porque o sistema com o qual eles operam (CBTC) é incompatível com o sistema implementado na via (ATO). São as composições L40, L41, I07, I23, J32, J40, J42, J44, J47 e J48. Por fim, a composição I12 está fora de operação desde 2012 devido a uma investigação do Ministério Público Estadual sobre uma colisão decorrida de uma falha no sistema operacional do veículo.

O número total de trens parados supera a chamada reserva técnica do Metrô, relativa a 10% do total de trens em operação, utilizada para substituir trens que eventualmente venham a falhar. O Metrô opera com 165 trens, e poderia ter até 17 trens ativos em reserva. Hoje há 20 composições inoperantes, segundo os metroviários. A estatal mantém as Linhas 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi), 2-Verde (Vila Madalena-Vila Prudente), 3-Vermelha (Barra Funda-Itaquera) e 5-Lilás (Capão Redondo-Adolfo Pinheiro).

O CBTC está operante na Linha 2-Verde desde Fevereiro de 2016, mas, segundo os metroviários, vem apresentando falhas e ainda não contribui para reduzir o espaço entre as composições, que aumentaria a oferta de trens à população. O sistema foi adquirido há oito anos, por R$ 700 milhões, e deveria ter entrado em operação em todo o sistema até o final de 2014. "Pelo tempo que este sistema está parado podemos considerar um imenso prejuízo para a população, que até hoje não conta com melhor oferta do serviço, conforme prometido", disse Altino.

Em reunião no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, para explicar o que está ocorrendo no Metrô, o diretor de Operações do Metrô, Mário Fioratti Filho, disse tratar-se de uma “opção”, uma “estratégia de manutenção” que é feita em metrôs “no mundo todo”. “Se temos falha de uma peça em um trem, que está na garantia, mando a peça para o fabricante e retiro uma outra de um trem que esteja esperando a vez para realização de testes. Assim, não retiro o trem de circulação. Temos uma fila de trens e utilizamos sempre o último da fila”, completou.

Fonte da Notícia & Imagens: Rede Brasil Atual

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Metrô explica canibalização de composições do Metrô recém-modernizadas

Composição K09 (modernizada) foi canibalizada antes de operar
Funcionários do Metrô se reuniram com membros do Tribunal de Contas do Estado para esclarecimentos sobre trens parados em pátios da companhia. Nos últimos dias foi noticiado pela imprensa que os trens H59, I12, K09, K21 e L43 estariam servindo como uma espécie de almoxarifado de itens de reposição para outras composições em operação. A notícia partiu de funcionários da empresa que não quiseram se identificar.

Mas para o diretor de operações da companhia, Mário Fioratti Filho, o uso de componentes de trens que aguardam manutenção é pratica normal e usual, feita em sistemas de metrôs “no mundo todo”, e que a empresa utiliza das peças de trens parados, para não comprometer a operação de comboios em operação.

“Se temos falha de uma peça em um trem, que está na garantia, mando a peça para o fabricante e retiro uma outra de um trem que esteja esperando a vez para realização de testes. Assim não retiro o trem de circulação. Temos uma fila de trens e utilizamos sempre o último da fila”, completou Fioratti.

O diretor disse ainda que as novas composições vêm apenas com algumas peças sobressalentes, e que outras são repostas pela empresa que fabricou ou modernizou o trem, usando a garantia da composição. Após um tempo de operação, o estoque vai sendo composto, de acordo com a necessidade.

Sendo ou não comum a prática feita pelo Metrô, a notícia vem em tempos de debates acirrados por conta de crise política do país. As falas do diretor de operação foram noticias no site “Rede Brasil Atual“, que atribui de maneira negativa o fato ao Governo de Geraldo Alckmin, do PSDB, e uma possível redução de repasse da administração estadual à companhia. De qualquer forma, a operação não foi defasada já que os trens fazem parte da reserva técnica.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus 
Imagem de Samuel Tuzi

terça-feira, 22 de março de 2016

Composições da Linha 6-Laranja devem operar sem condutores

Mapa da Futura Linha 6-Laranja
A operação dos trens na Futura Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo deve ser feita sem condutor, segundo informou a Concessionária Move São Paulo. O sistema de sinalização presente na nova ligação metroviária deve contar com a tecnologia CBTC. Atualmente as Linhas 2-Verde, 4-Amarela e 5 Lilás contam com esta funcionalidade.

De acordo ainda com a Move São Paulo, quando a linha laranja estiver operando em plena capacidade, o intervalo entre as composições será de até 75 segundos. Os 15,3 quilômetros da nova ligação entre o Centro e a Zona Norte devem transportar mais de 633 mil passageiros por dia.

No começo de Março de 2016, a concessionária informou, que os trens devem ser fornecidos pela Alstom.
 
Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus 
Créditos do Mapa Reservados ao Autor

sexta-feira, 11 de março de 2016

TCE quer explicações do Metrô sobre composições novas/reformadas paradas

Frota H do Metrô de São Paulo
Após denuncias de funcionários do Metrô de São Paulo sobre paralisação de pelo menos cinco trens, onde peças das composições foram usadas em outras, em operação, o Tribunal de Contas do Estado solicitou explicações.

Os trens “canibalizados” estão no pátio Itaquera, e são das frotas recém reformadas K e L, além de uma composição nova da Frota H, segundo denúncia dos metroviários relatadas no jornal “Folha de São Paulo”.

A solicitação foi feita pelo Conselheiro Antonio Roque Citadini, segundo despacho do Diário Oficial do Estado. Apesar da paralisação, a operação dos trens não foi afetada por que se trata de uma reserva técnica, segundo a companhia. O Metrô disse ainda em nota ao jornal, que os trens estão em manutenção periódica.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus
Imagem: Isto É

quinta-feira, 10 de março de 2016

CBTC entrará em operação na Linha 5-Lilás em Março de 2016

Novos Trens da Frota P no Pátio Guido Caloi (Linha 5-Lilás)
Testes com o CBTC, sigla em inglês que traduzindo ao nosso português se refere a “Controle de Trens Baseado em Comunicação”, na Linha 5-Lilás, devem começar em Março de 2016, de acordo com publicação do Jornal El País.

A reportagem relata que dos 26 trens adquiridos pelo Governo Estadual para operarem junto com a extensão entre as estações Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin, 16 já estão no Pátio Capão Redondo. Alguns deles foram alvo de vandalismo, com pichações.

As composições (Frota P) ainda não prestam serviços por terem a bordo apenas a tecnologia do CBTC, e a Linha 5-Lilás opera atualmente com o ATC

Em resposta à reportagem, o Metrô informou que “a Bombardier [responsável pela tecnologia] já foi notificada pelo atraso na implantação do sistema e pode ser multada em até 30 milhões de reais”.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus 
Imagem de Samuel Oliver

quinta-feira, 3 de março de 2016

Alstom irá fornecer 22 composições para a Linha 6-Laranja

A Alstom deve fornecer 22 trens, de 6 carros, para a Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo. A informação brotou nas redes sociais, e foi confirmada pela assessoria de imprensa da Concessionária Move São Paulo.

As obras foram iniciadas em 2015, e de acordo com cronograma do Governo Estadual, devem ser concluídas em 2020. A concessionária é responsável pelas obras, e deve operar a ligação metroviária por mais 19 anos

Quando concluída, a Linha 6-Laranja deve conectar as Linhas 7-Rubi e 8-Diamante da CPTM, na Futura Estação Água Branca; com a Linha 4-Amarela, na Futura Estação Higienópolis-Mackenzie, e com a Linha 1-Azul, na estação São Joaquim. Também estará integrada com o sistema de ônibus nas estações Vila Cardoso e João Paulo I.

O percurso total será de 15,3 km, reduzindo o trajeto de 1h30 para 23 minutos. A nova linha vai representar uma ampliação de 21% à atual rede do Metrô de SP

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus
Créditos da Imagem Reservados ao Autor

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Novas composições da Linha 4-Amarela chegam em São Paulo

Nova Composição da Linha 4-Amarela no Pátio Vila Sônia
A ViaQuatro recebe nestes dias o primeiro trem do segundo lote de 15 composições adquirido pela empresa. Imagens de um comboio que transportava parte da nova composição na cidade de São Paulo circula nas redes sociais. A empresa já havia divulgado a compra de 15 trens da empresa Hyundai Rotem.

Em 2013 o presidente da ViaQuatro, Luís Valença, afirmou que as novas composições fazem parte do contrato inicial firmado com o consórcio. Os trens serão dos mesmos modelos dos atuais, com seis carros cada, e serão usados para a operação das novas estações, previstas para inaugurarem até 2018.

Adiamento da licitação

O Metrô de São Paulo recentemente divulgou nota que aponta que por orientação do BIRD, o prazo para a abertura das propostas para a conclusão da 2ª Fase Linha 4-Amarela foi estendido em 30 dias. O prazo inicial era para este mês de Fevereiro de 2016.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus
Imagem: RMeier

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Scomi não irá mais fornecer trens do Monotrilho da Linha 17-Ouro

O Consórcio entre a Scomi e a MPE para fornecimento dos trens da Linha 17-Ouro deve ser rompido, de acordo com publicação do jornal “Valor Econômico”. Segundo a empresa Malásia que fabrica monotrilhos, se trata de um “acordo para encerramento da parceria”, visando a expansão dos negócios no Brasil.

A MPE também esteve presente em uma parceria para reformas dos trens do Metrô, mais especificamente a Frota K, e está sendo investigada na Operação Lava-Jato, da polícia federal.

A publicação ainda traz a informação de uma fonte onde a fabricação dos monotrilhos estaria paralisada a seis meses no Rio de Janeiro, nas dependências da MPE. A Scomi deve assumir a encomenda na fabricação de 14 trens de 5 carros, que corresponde a primeira fase da linha entre o Aeroporto e o Morumbi. Os dois primeiros trens estão sendo fabricados na Malásia. Outros componentes dos monotrilhos já foram fabricados no Rio.

Sobre o cronograma de entrega dos trens, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo disse em nota ao jornal que não há atraso na entrega do material rodante do consórcio.

Nova unidade em Taubaté

Segundo ainda informações da Scomi, uma nova unidade da empresa em Taubaté (SP) irá atender, além da Linha 17-Ouro, projetos futuros, como da Linha 18-Bronze.

Em Setembro de 2015, segundo publicação do site Railway Gazette, entre os mercados desejado por uma parceria entre a Scomi e a Skoda era o brasileiro. No ano passado ambas as empresas assinaram um acordo elaboração de projetos de transportes de massa e desenvolvimento de veículos leves sobre trilhos.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus
Imagem: Créditos Reservados ao Autor