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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Frota K e seus mais variados problemas

Composição K07 do Metrô de São Paulo
Semana passada, vagões de um trem da Frota K se soltaram um do outro e o trem se dividiu em 2. Não foi a primeira vez que um trem da frota causou problemas. Falhas no fechamento das portas, no sistema de ar condicionado e na tração dos trens são os principais problemas da frota K. Operadores do Metrô consideram a frota como "maldita". 

O histórico da frota inclui ainda abertura de portas com trem em movimento, descarrilamento e até mesmo incêndio, o que assusta até operadores experientes. A Frota K roda na Linha 3-Vermelha desde 2011 e é composta por trens da antiga frota Cobrasma (Frota C) reformados pelo consórcio MTTrens, encabeçado pela empresa TTrans, uma das acusadas de formação de cartel na contratação de serviços para reformar os trens e ampliar a malha ferroviária de São Paulo. Em um dos incidentes mais graves, a composição K07 abriu todas as portas, em ambos os lados, na Estação Santa Cecília. 

O mesmo K07 já foi protagonista de um descarrilamento próximo a estação Barra Funda. A composição K01 também é temido pelos operadores. Segundo o sindicato dos Metroviários, ele chegou a pegar fogo em 2011, na Estação Sé. Os usuários foram retirados do trem e a composição foi recolhida. Houve também um incidente onde um trem da frota fechou as portas que atingiram a cabeça de uma usuária. O sinal de fechamento das portas não teria tocado.

“O Metrô quer acobertar essas situações, mas o K-07 é o único trem que opera com um supervisor de maquinista”, diz um funcionário do Metrô paulista que não quis se identificar. “Isso é um absurdo. É como se eles reconhecessem os perigos que o K-07 oferece às pessoas.” 

Fonte da Notícia: Portal Mobilidade SP
Imagem de Diego Siilva (2011)

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Frota D circula de portas abertas na Linha 1-Azul

Metrô de SP circulou com portas abertas nesta quinta (29) (Foto: André Heib Barbosa/Divulgação )
Composição D45 circulou de portas abertas ontem na Linha 1-Azul
Um trem da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo circulou com as portas abertas na tarde de ontem. A falha ocorreu no sentido Tucuruvi, por volta das 17h. Segundo o Metrô, o erro foi cometido pelo operador da composição, que foi advertido.

Segundo a leitora Ana Carolina Roque, que enviou o flagra por meio da ferramenta colaborativa VC no G1, o trem apresentou problemas desde a Estação Jabaquara. As portas permaneceram abertas até a Estação Ana Rosa.

Ela ainda afirma que depois de permanecerem abertas o problema foi inverso: usuários não conseguiram descer na estação Ana Rosa, pois as portas ficaram fechadas. Um usuário acionou o botão de segurança e as portas foram abertas.

Nota da redação 

Procurada pela reportagem do G1, a assessoria de imprensa do Metrô disse que a composição "circulou com portas abertas devido a um erro técnico cometido pelo operador do trem". "A composição não apresentava nenhum problema em seus sistemas operacionais e voltou a circular pela linha assim que o erro foi corrigido. O operador da composição já recebeu as sanções cabíveis", informa nota.

Fonte da Notícia: G1
Imagem: G1

quarta-feira, 28 de maio de 2014

‘Uso intensivo da frota do Metrô causa problemas’, segundo Secretário de Transportes

Em entrevista a Rádio CBN, o secretário de Transportes Metropolitanos Jurandir Fernandes, atribuiu às falhas constantes nas linhas metroviárias ao “uso intensivo”. Segundo Jurandir, a manutenção do Metrô é considerado “Top de Linha”. O titular da pasta falou ainda que o governo se esforça para conseguir comprar mais trens

Greve no Metrô

Em relação a greve marcada para a semana que vem, o secretário diz que o sindicato demorou muito para começar a negociar, provavelmente, segundo Jurandir Fernandes, para que essa negociação ficasse mais próxima do período da Copa do Mundo, o que aumenta a pressão pela necessidade do transporte funcionando de forma plena. O secretário diz que o governo oferece 7,8% de reajuste, mas a categoria pede 35,4%.

Fonte da Notícia: Via Trólebus/Rádio CBN

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Novamente, Frota K circula com porta de maquinário aberta em São Paulo

Frota K do Metrô de São Paulo
Um passageiro do Metrô de São Paulo filmou a porta de uma composição da Linha 3-Vermelha com a porta do maquinário aberta. O vídeo, publicado no Youtube dia 02.05.2014, mostra o carro K071, que é um dos trens reformados pertencentes à Frota K.

Com todos esses componentes expostos, nada impediria que algum vândalo danificasse tais máquinas, ou pior, ficasse ferido ao tocar em algum componente. Segundo o autor do vídeo, Wellington Lacerda, um funcionário do Metrô tentou fechar a porta e ela não trancou

Fonte da Notícia: Portal Terra
Créditos da Imagem Reservados ao Autor

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Frotas do Metrô que custaram mais de R$ 2.000.000.000,00 têm falhas e colocam usuários em risco

Frota L modernizada pelo Metrô de São Paulo
Próxima Estação: República. A aposentada Zilda Maria de Almeida, de 73 anos, sai do assento e segue em direção à porta do trem para desembarcar. Após alguns passos, a composição dá um forte solavanco. Sem equilíbrio, a idosa quase cai, apoia-se em outra passageira e precisa ser ajudada.

— É uma falta de respeito, isso está a cada dia pior. Se levantar quando o trem para, você não consegue sair porque a porta abre e fecha muito rápido. Mas também, se levantar antes, acontece isso, freia e joga todo mundo no chão.

As paradas bruscas são reclamações recorrentes nas Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Operador de trens do Metrô há 26 anos, Dagnaldo Gonçalves conta que nunca ouviu tantas queixas sobre os solavancos. Segundo ele, as freadas repentinas são resultado de trens reformados ou novos, com sistemas diferentes.

— A parada do trem nas estações é automática, mas como existem várias frotas de trem, essa regulagem não se consegue fazer. Então, muitas vezes, o operador é obrigado a parar em emergência, porque falha essa parada programada. Um dos motivos disso acontecer é que, tanto nos trens reformados [frotas L e K] quanto nos novos [frota H], foi retirado o semiautomático. Eles só têm o automático e o manual. Então, você passar do automático para o manual ou então aplicar emergência, ele dá esse tranco.

Apenas a modernização de 98 composições custou à companhia R$ 1,7 bilhão, sem contar os trens novos, comprados da espanhola CAF. A decisão do governo paulista virou alvo de uma investigação do Ministério Público sobre superfaturamento nas reformas. Alguns desses trens têm mais de 30 anos de uso.

Até meados de janeiro, a cozinheira Renata Costa se sentia segura dentro do metrô, mas mudou de opinião em uma manhã. Por pouco, ela não sofreu um grave acidente.

— Esses dias eu achei que [o trem] já estivesse parado e ele deu mais uma freada quando já estava na estação. Fui jogada com força contra um ferro desses que a gente se segura. Fiquei o dia inteiro com o braço dolorido.

Metrô tem uma falha grave a cada três dias

O professor de engenharia mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia Aurélio da Dalt explica que problemas desse tipo envolvem o sistema de controle e colocam em risco os passageiros. Segundo ele, as falhas devem ser corrigidas o mais rápido possível.

— Uma das características do sistema de frenagem é justamente ele ser de tal forma que não dê solavanco nenhum. [...] O operador vai tentar reduzir a velocidade, por um joystick. Mas, se isso estiver desregulado, mesmo no modo automático, vai dar problema, porque é do trem, não é um problema de controle.

De 2009 a 2013, o número de falhas graves no metrô aumentou 105%, segundo o Sindicato dos Metroviários. Além disso, nos trens das frotas K e L, há trepidações nas portas, ar-condicionado que não funciona, panes em sensores e nos freios. Outros defeitos que colocam em risco a segurança dos usuários também são frequentes nos trens novos, da frota H, segundo os funcionários

Outro lado

Em nota, o Metrô informou que as freadas acontecem quando o trem à frente fica parado na plataforma mais tempo do que o programado, seja por falha ou por usuários que impedem o fechamento das portas. A companhia ainda esclareceu que a aceleração, frenagem e o tempo de parada são coordenados por um sistema automático e que o operador só assume o controle em caso de anormalidades.
 
Fonte da Notícia: R7
Créditos da Imagem Reservados ao Autor

quinta-feira, 6 de março de 2014

Operadores do Metrô estão evitando a Frota K do Metrô

Frota K do Metrô de São Paulo
Corriqueiras, falhas no fechamento das portas, no sistema de ar condicionado e na tração dos trens são os principais problemas da Frota K, considerada “maldita” pelos operadores do Metrô de São Paulo. 

O histórico da frota, que inclui ainda abertura de portas com trem em movimento, descarrilamento e até mesmo incêndio, assusta até mesmo experientes operadores.

A Frota K roda na Linha 3-Vermelha desde 2011 e é composta por trens da antiga frota da empresa Cobrasma que estão sendo reformados pelo consórcio MTTrens, encabeçado pela empresa TTrans, uma das acusadas de formação de cartel na contratação de serviços para reformar os trens e ampliar a malha ferroviária de São Paulo. 

Ao todo são 20 trens, em que oito estão parados, dez estão rodando e dois passam por reforma, segundo o Sindicato dos Metroviários. 

O Metrô diz que a frota k é composta por 11 trens, mas não informou se todos estão em circulação ou estão sendo reformados no momento. Também não informou quanto custou a reforma dos trens da frota K.

“O pessoal [operadores] trabalha com bastante receio porque a frota K tem muita falha. Mas as que metem mais medo é de abrir a porta do lado oposto porque coloca em risco a vida do usuário. Eu tive sorte porque ainda só tive falhas corriqueiras, mas não tem nenhum operador que não tenha passado pela frota K sem que não tenham nenhum problema para contar”, diz um operador, que trabalha na Linha 3 há quatro anos e meio.

De acordo com Altino Melo Prazeres Junior, presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o emperramento de uma única porta em um trem causa problema para os usuários de todo o sistema.

“O Metrô funciona em sistema de carrossel. As portas emperram abertas ou fechadas. Cada trem têm seis carros e 48 portas, mas basta o problema em uma porta em um trem para parar o sistema inteiro.”

Limpeza

Em um dos incidentes mais graves, em outubro do ano passado, o o trem K07 abriu todas as portas, em ambos os lados, na Estação Santa Cecília. Após a falha, a equipe de manutenção do Metrô concluiu que "baixa isolação na fiação de comando de portas devido à infiltração de água na caixa de passagem dos cabos" causou o problema e recomentou que a limpeza dos trens fosse feita apenas com pano úmido para evitar que a água atingisse os circuitos que controlam as portas, de acordo com um relatório da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa).

“A partir de 07/10/2013, a LPI (limpeza do piso) dos trens da frota K será efetuada sem uso de água, mas sim de pano molhado para evitar infiltração de umidade na fiação que causou a abertura de portas do trem K07 do lado oposto em 02/10/2013”, diz o texto.

Operadores disseram ao iG que a recomendação foi seguida e o Metrô ainda vedou a caixa onde ficam as fiações, no entanto, o problema persistiu e relatórios da Cipa relataram cinco problemas diferentes nos trens K01, K05, K11 e K24 nos últimos quatro meses.

“Parece pouco, mas são problemas que aconteciam há 20 anos nas outras frotas e foram resolvidos”, diz um operador em condição de anonimato.

Ar condicionado

Para Prazeres Junior, as falhas da frota K ainda são amplificadas pela lotação da linha. “Quando você tem um problema no ar condicionado em um trem lotado, é lógico que fica desconfortável para todo mundo na composição. Os trens da frota K não têm janelas. Óbvio que ninguém vai ficar confortável quando o ar condicionado deixa de funcionar e aperta os botões de emergência mesmo para sair do trem. Isso acarreta outros problemas porque os funcionários tem que desenergizar a via e todo o sistema fica paralisado”, diz Prazeres Junior, em referência ao problema que aconteceu no último dia 4 de fevereiro.

Na ocasião, o trem K07 apresentou uma falha no sistema de ar condicionado e parou na estação Sé (região central), por volta das 18h. 

Os usuários de vários trens, que foram parando ao longo da linha, acionaram o botão de emergência, saíram dos trens e andaram nos trilhos. Com isso, os funcionários precisaram cortar a energia da via, o que cortou o ar condicionado de outras composições. A linha ficou travada por cerca de cinco horas, houve quebra-quebra e a polícia precisou ser acionada.

Prazeres Júnior afirma ainda que esse mesmo trem foi protagonista de um descarrilamento em agosto do ano passado próximo a estação Barra Funda.

Por causa das consequentes falhas, o sindicato dos Metroviários chegou a produzir um relatório em que apontou 696 falhas em sete trens reformados da frota K entre outubro e novembro do ano passado. Segundo o relatório, mais de 300 dessas falhas ocorreram no trem K07. 

O trem K01 também é temido pelos operadores. Segundo o sindicato, ele chegou a pegar fogo em 2011, na estação Sé. Os usuários foram retirados do trem e a composição foi recolhida. Ninguém ficou ferido.

Sistema CTBC

Os problemas da frota ainda incluem a instalação do sistema chamado de CTBC, que permite a comunicação direta entre os trens, sem interferencia humana, possibilitando a redução da distância entre eles e, consequentemente, diminuindo o intervalo entre as composições.

Sistema de R$ 750 milhões que reduz espera no Metrô só funciona aos domingos

Prazeres Junior diz que o contrato de reforma da frota K incluiu a instalação do sistema de CTBC, no entanto, afirma que a Linha 3 ainda não está pronta para receber a tecnologia.

“O Metrô tem esse problema de projeto e planejamento. Os trens reformados, que saíram com o CBTC, tiveram que receber novamente o sistema ATC, usado atualmente
São chamados de trens 'Frankenstein'. Isso é como comprar um carro elétrico sem postos para reabastecimento”, diz Prazeres Junior.

Pela instalação do sistema, o Metrô pagou R$ 750 milhões em 2008. A previsão inicial era que o CTBC estivesse completamente instalado na Linha 2-Verde (Vila Prudente/Vila Madalena) em dezembro de 2009 e, em 2011, também nas linhas 1-Azul (Jabaquara/Tucuruvi) e 3-Vermelha. Atualmente, funciona integralmente na Linha 4-Amarela (Luz/Butantã), sob concessão à iniciativa privada.

Investigação

As reformas dos trens de São Paulo são alvo de investigação do Ministério Público, sob suspeita de formação de cartel. O promotor Marcelo Milani, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital, responsável pela investigação, pediu a companhia, no começo do mês passado, a suspensão do contrato de reformas de 98 trens da Linha 3 e Linha 1-Azul.

As investigações apontaram que houve irregularidade (falta de concorrência) na licitação da contratação das empresas responsáveis pelas reformas. Segundo o promotor, as reformas custaram 85% do preço de um trem novo. O Metrô informou, na ocasião, que o custo da reforma era de 65%, o que justificaria a reforma. Mesmo assim, a companhia suspendeu os contratos por 90 dias.
Ministério Público ouvirá empresas envolvidas em supostas fraudes no metrô em SP

Resposta

Sobre a instalação do CBTC, o Metrô informou em nota que “o sistema está em implantação nas linhas 1 e 3 do Metrô. Na Linha 2, o sistema de sinalização já opera no trecho Vila Prudente – Sacomã e está em fase experimental no restante da linha". A companhia não informou, no entanto, quando o sistema será integralmente instalado e nem se pronunciou sobre a troca dos sistemas.

A respeito do número de falhas apontada pelo sindicato entre outubro e novembro do ano passado, o Metrô disse que o sindicato contabilizou como falha "intervenções de manutenção realizadas”. “Entre o que o sindicato insiste em chamar de falha podemos citar, por exemplo, 140 ações de limpeza e troca de filtros de ar condicionado realizados na frota em ações programadas rotineiramente. Entre outras atividades programadas, também há 96 registros de lubrificação e troca de óleo. Sem contar trocas de vidros quebrados, reposição de extintores de incêndio etc”, informou a companhia em nota.

O Metrô informou ainda que todos os trens do sistema, inclusive os da frota K, passam por manutenção preventiva diárias. Disse ainda que a frota K apresenta desempenho semelhante aos trens das demais frotas novas ou reformadas. “Essas frotas, que recentemente iniciaram sua operação (sejam com trens novos ou modernizados), necessitam de um período de ajustes até que comecem a apresentar seu melhor desempenho”.
Fonte da Notícia: IG
Foto de Samuel Tuzi 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O Metrô e sua temível Frota K...

Na quarta-feira 12, o Centro de Controle Operacional do Metrô de São Paulo registrou uma falha no sistema de fechamento de portas de um trem que saía da estação Bresser-Mooca e tinha como destino a estação Corinthians-Itaquera, ambas integrantes da Linha-3 Vermelha. O problema impediu que o veículo seguisse viagem com as portas fechadas, colocando em risco a segurança dos passageiros. No mesmo dia – e no mesmo trajeto – houve um defeito no sistema de tração e o trem passou a operar no modo manual, em que o limite de velocidade permitido é de 30 quilômetros por hora. As duas falhas fizeram com que na estação Tatuapé o trem fosse evacuado. A paralisação, que ocorreu por volta das 18 horas, durou 30 minutos, impediu a passagem de outras composições e gerou atrasos na rede inteira. O trem que apresentou problema é conhecido como K-07, o mesmo que descarrilou em agosto do ano passado. “O Metrô quer acobertar essas situações, mas o K-07 é o único trem que opera com um supervisor de maquinista”, diz um funcionário do Metrô paulista que não quis se identificar. “Isso é um absurdo. É como se eles reconhecessem os perigos que o K-07 oferece às pessoas.”
IEpag50a52Frota_K-1.jpg O K-07 é um dos dez trens que integram a chamada frota K, que está no centro do caso de corrupção na área de transportes sobre trilhos paulista nas gestões de José Serra e Geraldo Alckmin. Como ISTOÉ revelou há dois anos, o Ministério Público investiga irregularidades nas reformas das composições da frota K. Ao contrário do argumento do Metrô de que os reparos seriam vantajosos por razões econômicas, constatou-se que os veículos foram renovados a preços mais altos do que o de um trem novo em folha. A modernização de 98 trens – incluindo os da frota K – das Linhas Azul e Vermelha foi orçada em R$ 1,6 bilhão. A conta final, porém, chegou a R$ 2,5 bilhões, o que representa um rombo de R$ 857 milhões aos cofres públicos. De acordo com a apuração do Ministério Público de São Paulo, dos 98 trens que precisavam ser reformados, somente 46 foram entregues. Hoje, restam 52 composições sem reforma, mas que permanecem em circulação.
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As falhas da frota K são o retrato pronto e acabado de como a corrupção é nefasta. Poucas vezes foi possível comprovar uma relação tão direta entre a malversação dos recursos públicos e os prejuízos causados às pessoas. Agora, dois dossiês obtidos com exclusividade por ISTOÉ junto ao Sindicato dos Metroviários revelam que, além de colocar em risco a vida de operadores e usuários, o lote de trens reformados pelo consórcio liderado pela Alston e investigado pelo Ministério Público causa um prejuízo anual de R$ 168 milhões ao governo de São Paulo. De acordo com o Sindicato dos Metroviários, os trens da temível frota K são obrigados a parar para fazer manutenção com frequência maior do que outras linhas, graças às recorrentes falhas. Isso gera danos aos usuários e perdas ao Erário. O último dossiê produzido pelo Sindicato dos Metroviários, entre outubro e novembro do ano passado, registrou 696 problemas somente nesse período em sete trens que haviam sido reformados. Desses, mais de 300 falhas ocorreram no trem K-07.
IEpag50a52Frota_K-2.jpg O caso mais grave foi a pane que paralisou os trens da Linha-3 Vermelha no dia 4 de fevereiro. De acordo com um relatório produzido pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), foram levantadas dez anormalidades técnicas nas composições, o que contraria a afirmação do secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, de que o tumulto teria sido causado por “grupos organizados” (ver quadro). “Os seguranças do Metrô relataram na reunião extraordinária que não viram ninguém com o rosto coberto ou pessoas envolvidas em atos de vandalismo que pudessem caracterizar grupos organizados”, disse à ISTOÉ um condutor da Linha Vermelha. Os perigos são imensos diante da quantidade de usuários da Linha 3 do Metrô. São aproximadamente 629 mil passageiros por dia. Para atender à forte demanda, os trens são colocados em circulação mesmo apresentando falhas graves. “Provar a eficiência dos trens se torna uma prioridade em detrimento da segurança das pessoas”, diz um funcionário do Metrô. O mesmo operador diz que os maquinistas foram impedidos de ter acesso aos softwares que registram as falhas técnicas. “É inadmissível uma sequência de falhas como as que foram vistas em um metrô moderno como o de São Paulo, que transporta milhões de usuários”, afirma Cláudio Weber Abramo, diretor-executivo da ONG Transparência Brasil.
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Procurado por ISTOÉ, o Metrô informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “todos os sistemas de metrô do mundo estão sujeitos a falhas e elas são proporcionais ao número de viagens realizadas, à quilometragem percorrida e à quantidade de passageiros”. A assessoria informou ainda que “os trens da frota K passam pelo mesmo processo de manutenção preventiva das demais frotas novas ou modernizadas. Essas frotas, que recentemente iniciaram sua operação, necessitam de um período de ajustes até que comecem a apresentar seu melhor desempenho”. O problema é que parte da Frota K circula desde 2011.  
Fonte da Notícia a Imagem: Diário da CPTM

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

ATENÇÃO: Metroviários fecham via durante protesto no centro de SP





















Metroviários protestam na região central de São Paulo (Foto: Tatiana Santiago/ G1)
Manifestação de Metroviários nesse momento no Centro de SP
Cerca de 60 metroviários participam de uma manifestação na região central de São Paulo no início da noite de hoje. O grupo estava por volta das 18h40 na Rua Boa Vista, em frente à Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres, o  protesto é contra o Governador Geraldo Alckmin, a falta de investimentos no Metrô e a reforma superfaturada da Frota K. O Metrô foi procurado e deve manifestar-se ainda hoje

Fonte da Notícia e Imagem: G1

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Segundo Jornal, Frota K tem novo problema no fechamento das portas


Frota K do Metrô de SP é a mais problemática da atualidade
Uma nova “falha grave” foi registrada em um trem da Frota K do Metrô. De acordo com informações do Jornal “Rede Brasil Atual, desta vez a composição K24 abriu as portas durante o percurso entre as estações Marechal Deodoro e Palmeiras-Barra Funda. A falha foi registrada as 13h40 de 08.02.2014. A informação foi repassada por metroviários que atuaram na ocorrência, e que preferem não se identificar para evitar represálias. O problema foi no sexto carro quando uma das portas do sexto carro abriu-se e fechou-se sozinha, inesperadamente e sem comando da cabine. O condutor percebeu a pane e aplicou freios de emergência, trafegando em velocidade reduzida até a plataforma.

O jornal afirma que a companhia do Metrô se recusou a considerar tal problema como falha grave: “Abertura de portas em movimento é uma das falhas mais preocupantes do sistema metroviário”, explica um funcionário ao jornal. “É grave principalmente para os usuários. Se houver gente encostada na porta, ela pode cair na via, ser atropelada ou eletrocutada. São vários os riscos.”

Fonte da Notícia: Via Trólebus/Rede Brasil Atual
Imagem de Samuel Tuzi

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Frota K do Metrô oferece risco a usuários

Frota K e seus riscos aos passageiros
Um levantamento obtido com exclusividade pela Rádio CBN mostrou que os trens da Frota K, que circulam pela Linha 3-Vermelha, apresentaram ao longo de 30 dias quase 700 falhas técnicas.
Portas que se abrem com o trem em movimento, sistema de freios ineficiente, um descarrilamento e até um incêndio. Todos esses problemas aconteceram com trens da frota K. As composições viraram o pesadelo dos condutores do Metrô.
Funcionários que concordaram em denunciar os problemas testemunhados todos os dias desde que tivessem a identidade preservada relatam o que acontece:
“Quando eu vejo que é a Frota K já fico com receio de pegar o trem para operar. Você não consegue imaginar o que pode acontecer durante a circulação e você que está no comando é que vai ter que tentar resolver alguma situação emergencial”, conta um deles. Já outro profissional desabafa: “Você não sabe se sai de Itaquera e chega em Barra Funda ou se (o trem) vai parar no meio do caminho.”

O diretor de Operações do Metrô de SP, Mario Fioratti, minimiza a gravidade dos incidentes. Segundo ele, as composições reformadas estão em fase de adaptação e, por isso, acabam tendo mais problemas. Fioratti garante que os trens da frota K são seguros. “Os trens da frota K têm atendido plenamente ao conforto dos usuários e à segurança. Não há absolutamente nenhuma restrição.”

No entanto, para os funcionários, o número de falhas e a gravidade delas são a prova de que existe risco: “O trem andar devagar é o menor dos riscos que o usuário corre. Há risco de ele (o trem) abrir porta para o lado oposto. Então é indiscutível que há risco para quem está usando e para quem está operando o trem”.

Fonte da Notícia: Rádio CBN
Foto de Diogo Vianna

DESEJAMOS A TODOS UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO 2013

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Novamente problemas com a Frota K

Trem K05 reformado e entregue em Setembro circulou com as 
portas abertas
Trens do Metrô estação abrindo as portas em movimento, pelo menos é o que diz uma publicação da  ”Carta Capital”.

De acordo com a publicação, nos últimos dias 1º e 2 de novembro, dois trens recém-reformados da frota K (aquela que descarrilou na Barra Funda, e abriu as portas do lado oposto na estação Santa Cecília) se movimentaram com as portas abertas. As falhas foram registradas na Linha 3 Vermelha, por onde circulam estes trens. A reforma foi feita há menos de três anos pelo consórcio MTTrens, liderado pela TTrans, empresa envolvida nas denúncias de formação de cartel.

A reportagem diz que uma das composições foi a K05, que no dia 1º, por volta das 15h, estava dando entrada na plataforma da estação Pedro II, no centro da capital, quando a porta número 7 do carro 3 abriu-se antes que o trem parasse completamente. Um funcionário que estava na estação percebeu a falha e avisou imediatamente o Centro de Controle Operacional. O carro foi esvaziado. De acordo com o relatório de falhas, ao qual Rede Brasil Atual e Outras Palavras tiveram acesso, o operador “isolou” o carro com problema e seguiu viagem. A matéria diz que o trem ficou retido sob análise dos técnicos e engenheiros da Copese da empresa.

Ainda segundo a Carta Capital, no sábado 2 de novembro, o trem K01 se movimentou com portas abertas. A falha aconteceu às 7h30 na estação Belém, na zona leste. O problema foi parecido com o registrado no dia anterior: a composição abriu portas antes de parar totalmente na plataforma. No entanto, com um agravante: o trem acelerou antes de fechá-las por inteiro. O defeito obrigou o operador a acionar os freios de emergência para paralisar a composição, que estava no modo automático. Os técnicos do Metrô recolheram o K01, não encontraram anormalidades e o colocaram de volta em circulação.

Como se não bastasse, o texto ainda mostra relatos de funcionários apontando uma possível vista grossa do Metrô: “É muito exagero uma empresa que transporta quatro milhões de pessoas por dia usar o acaso como controle de qualidade”, protesta um metroviário ouvido pela reportagem, e que prefere manter o anonimato. “A companhia é uma caixa blindada jogada no fundo do mar. Não nos dizem nada. Em caso de acidentes graves, os primeiros a morrer seremos nós.” – diz outro.

O Metrô respondeu via twitter que “todos os trens passam por manutenção preventiva e corretiva e que a prioridade da empresa é a segurança dos usuários”. A companhia diz ainda que os trens não oferecem risco aos usuários.

Fonte da Notícia: Via Trólebus/Revista Carta Capital

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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Frota K do Metrô, seria um problema?

Frota K do Metrô
Na semana em que um trem da Frota K apresenta uma falha um tanto quanto inusitada, para não dizer quase trágica, quando as portas se abrem nos dois lados em uma estação que tem apenas um lado para desembarque, se levanta a discussão sobre a modernização dos 98 trens do Metrô, e mais especificamente os antigos trens Cobrasma.

Segundo publicação do Jornal “Rede Brasil Atual“, o mesmo trem mencionado acima, descarrilou em 5 de agosto, nas proximidades da Estação Palmeiras-Barra Funda, na Linha 3-Vermelha. O Jornal afirma que a ocorrência não foi divulgada publicamente, mas está registrada nos sistemas de segurança do Metrô.

A composição K07 pertence à frota K, reformada pelo consórcio MTTrens, integrado por MPE, Temoinsa e TTrans. Esta última é uma das empresas envolvidas nas denúncias de formação de cartel para burlar a concorrência em licitações para modernização de trens.

A reportagem mostra ainda um levantamento informal realizado por metroviários da Linha 3-Vermelha que atesta: apesar de serem novos, os trens da frota K apresentam quantidade de defeitos até quatro vezes maior que as composições antigas, com cerca de 30 anos de uso. Algumas chegam a registrar média de 35 problemas técnicos por dia.

Na semana passada, funcionários constataram que até mesmo os extintores de incêndio de alguns trens da frota K estão com a validade vencida pelo menos desde abril. “Houve um dia em que eu mesmo estava no K07 quando constatei que o sinalizador de falhas não estava funcionando. Poderia ocorrer qualquer problema que o operador não teria informação nenhuma”, denuncia um condutor da Linha 3. “Para piorar, fiz um teste e percebi que o botão de emergência, quando acionado pelo usuário, não tocaria nenhum alarme na cabine”, continua, apontando defeitos básicos na segurança do sistema. “Somando essas duas falhas, o trem poderia estar pegando fogo e o operador não saberia. O usuário tentaria informá-lo através do botão de emergência e não conseguiria, pois não se escutaria nenhum alerta na cabine. Essas falhas foram registradas. E são constantes.”

Dos 25 trens da Frota C, 4 deles estão na empresa TTrans em processo de modernização, 14 deles foram reformados e passaram a ser da Frota K. Destes, sete prestam serviços na Linha 3-Vermelha e futuramente na Linha 2-Verde

Fonte da Notícia: Via Trólebus

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