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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Polícia investiga 23 supostos ataques com seringas no Metrô de São Paulo

A Polícia Civil registrou 23 boletins de ocorrência de vítimas de ataques com seringa em estações do Metrô nos últimos três meses. A maioria dos casos aconteceu em horários de pico e nas estações de maior movimento, como Sé e República da Linha 3-Vermelha. 

De acordo com o delegado da Delpom, Rogério Marques, um suspeito foi identificado por meio de um retrato falado dia 20/09/2016 e levado à delegacia para prestar depoimento, mas nenhuma vítima o reconheceu e ele foi liberado. O homem é acusado de ter atacado uma adolescente dentro de ônibus no bairro do Ipiranga no início de Agosto de 2016.

Dos 23 boletins de ocorrência registrados pela Delpom, apenas seis vítimas quiseram dar continuidade às investigações e as queixas se tornaram inquéritos policiais, segundo o delegado. Em um deles, uma mulher chegou a levar aos policiais a agulha que a atingiu e ficou presa em sua roupa. Em outro depoimento, uma mulher disse ter conseguido pegar a seringa da mão do agressor, mas a derrubou no vão do trem. "Cada um descreve um agressor diferente, por isso a apuração é complicada", diz o delegado. 

Para ajudar nas investigações, policiais civis e seguranças à paisana têm circulado diariamente pelas plataformas das principais estações em horário de pico. Três retratos falados foram divulgados pela Polícia Civil dia 16/09/2016.    

Um dos ataques mais recentes foi relatado dia 14/09/2016 pela estudante universitária Sami Fernandes, 22 anos, em sua página no Facebook. Ela contou que estava indo para a faculdade dentro do vagão na estação Sé quando sentiu algo lhe espetar na região lombar. "Eu só senti porque contraí o músculo e percebi que não era um esbarrão qualquer", disse.
 
Desesperada, ela lembra que desceu na Estação Liberdade, ligou para a mãe e foi para o Hospital Emílio Ribas, de onde saiu com uma receita de coquetel de remédios anti-HIV que deverá tomar por 28 dias. O tratamento é chamado de profilaxia pós-exposição e é composto por medicamentos que fazem parte do tratamento da Aids. "Por culpa de um psicopata tenho que fazer um tratamento contra AIDS, para hepatite, fazer vários exames, e por conta dos remédios, terei vários efeitos colaterais que vão atrapalhar a minha vida", lamenta a estudante. 

Em meio a casos reais como o da estudante, a divulgação de que há um "maníaco da seringa" em ação nas estações de metrô tem aumentado os registros de ocorrências "por pânico", de acordo com o delegado Marques da Delpom. "No meio do empurra-empurra nos horários de pico é comum os passageiros sentirem algo lhes atingir no ombro ou nas costas."

Médicos do Hospital Emílio Ribas relatam que chegaram a atender pessoas que contaram terem sido espetadas por sacolas de outros passageiros no metrô e até uma mulher que teve uma espinha estourada nas costas e pensou ter sido atacada. Procurada, a secretaria Estadual de Saúde informou que não dispõe do número de pacientes atendidos no hospital com queixa de terem sido atingidos por agulhadas no transporte público. 

A primeira prisão de um acusado de ser o "maníaco da seringa" ocorreu em 31/07/2016 na região da Avenida Paulista. O morador de rua Antônio Nogueira de Santana foi detido por policiais do 78º DP com uma seringa e um alicate no bolso da calça. Ele foi reconhecido por sete vítimas e atualmente cumpre pena por lesão corporal em um hospital psiquiátrico da capital. 

Fonte da notícia: Veja São Paulo

E-mails provam que houve propina em obras de expansão das Linhas 2-Verde e 4-Amarela

E-mails trocados entre executivos da Odebrecht, e que estão em poder da Lava Jato, indicam que a construtora pagou propina para realizar obras do metrô em São Paulo. As licitações aconteceram em governos do PSDB.
Os e-mails encontrados pela investigação envolvem duas linhas do Metrô de São Paulo: a 2-Verde e a 4-Amarela, última a ser construída. Um deles é de maio de 2006. A mensagem de um executivo da empresa fala de um aditivo contratual de R$ 37 milhões na Linha 2-Verde e menciona três codinomes ligados a valores que, segundo a investigação, se referem à propina.
"Estrela" deveria receber R$ 1,5 milhão. Os outros dois, chamados de "Brasileiro" e "Bragança", receberiam R$ 188 mil cada. Em outro e-mail, também de 2006, é endereçado ao ex-presidente da construtora, Marcelo Odebrecht. Nele um executivo da empresa pede autorização para um pagamento ao codinome "cambada SP", relacionado ao projeto "PPP Linha 4-Amarela".
Para os investigadores, "PPP Linha 4-Amarela" possivelmente quer dizer "parceria público-privada" para a construção da Linha 4-Amarela do Metrô. Os investigadores ainda tentam descobrir a quem se referem esses codinomes.
Os e-mails não vão ser analisados apenas pelos investigadores da Lava Jato. O Ministério Público de São Paulo, que também investiga obras do metrô, informou que vai pedir os documentos para juntar como provas nos inquéritos que apuram se houve pagamento de propina a agentes públicos para favorecimento na realização das obras do Metrô.
O Metrô disse, em nota, que desconhece qualquer irregularidade nas obras e que está à disposição para colaborar com a força-tarefa da Lava Jato.
Também, em nota, o PSDB diz que não tem conhecimento das informações citadas e que defende o aprofundamento das investigações.
A Odebrecht não quis comentar.
Fonte da notícia: G1-SP

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Polícia Federal suspeita que houve propina em obras de expansão das Linhas 2-Verde e 4-Amarela

Com base em 32 conjuntos de mensagens trocadas por e-mail entre executivos da empreiteira Odebrecht, a Polícia Federal organizou uma lista dos casos em que a empresa é suspeita de ter pago propina a políticos para obter vantagens indevidas em contratos com o poder público. Entre elas estão mensagens com pedidos de pagamentos de porcentagens referentes a obras das Linhas 2-Verde e 4-Amarela do Metrô de São Paulo. 

Os e-mails revelam ainda um pedido de pagamento de R$ 500 mil, em 2004, relacionado a uma “ajuda de campanha com vistas a nossos interesses locais”. Na mensagem, assinada pelo diretor da Odebrecht responsável pelo contrato da Linha 4-Amarela, Marcio Pellegrini, ao Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, conhecido como “departamento de propinas” da empreiteira, há uma referência ao codinome “Santo”. 

A PF, contudo, afirma não ter identificado a quem se referem os codinomes destas planilhas e, por isso, os possíveis destinatários destes pagamentos não foram alvo da Operação Omertà, 35.ª fase da Lava Jato.

“Verificou-se que alguns pagamentos eram solicitados explicitamente a título de contribuição para campanhas eleitorais, mas, ao contrário de qualquer alegação de que se tratariam apenas de contribuição popularmente conhecida como caixa 2, encontravam-se diretamente atrelados ao favorecimento futuro da Odebrecht em obras públicas da área de interferência dos agentes políticos”, afirmou o delegado da PF Filipe Hile Pace. 

Ao todo, a PF lista mais de 20 e-mails referentes às obras do metrô paulista, sempre partindo dos diretores e executivos ligados à obra para executivos do “departamento de propinas” e para o então presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedicto Barbosa Júnior, que na maioria dos casos repassava o pedido de pagamento para Marcelo Odebrecht aprovar.

Nas trocas de e-mails aparecem o total de nove apelidos, sendo seis ligados às obras da Linha 2-Verde e a porcentagens de pagamentos que variam de 0,5% a 4%, e dois ligados às obras da Linha 4-Amarela. A Odebrecht participou do consórcio que fez os lotes 1 e 2 da Linha 4-Amarela e também atuou na expansão da Linha 2-Verde, ligando as Estações Ana Rosa e Santos-Imigrantes.

Linha 2-Verde

Em 04/01/2006, por exemplo, Fábio Gandolfo, diretor de contrato da Linha 2-Verde, encaminha a Ubiraci Santos, apontado como um dos responsáveis por fazer as solicitações de pagamentos ilícitos do Setor de Operações Estruturadas, uma planilha com pagamentos para “Corintiano”, “Estrela”, “Bragança” e “Brasileiro”, previstos para 11/01/2006.

Em outro e-mail, de maio, com o assunto “Metro SP”, Gandolfo informa que foi assinado um aditivo contratual referente ao lote 3 da obra, no valor de R$ 37,7 milhões, e pede que seja adicionado as propinas referentes a este aditivo à “Planilha DGI”. Segundo a Lava Jato, a sigla DGI era utilizada com frequência pelos executivos da Odebrecht para se referir aos pagamentos ilícitos e aos acertos do “departamento de propina”.

Neste aditivo, o maior porcentual ficaria, segundo a planilha, com “Estrela”, o equivalente a 4% do valor do contrato, totalizando R$ 1,5 milhão. Rio. Na lista de obras citadas nas mensagens reveladas pela PF, 14 se referem a obras no Rio de Janeiro – 11 na capital, duas em Rio das Ostras e uma em Campos.

Esses e-mails permitem concluir que 16 pessoas ou grupos de pessoas se beneficiaram da propina. Elas são identificadas por codinomes como “Bolinha”, “Pavão”, “Rasputim”, “Barba Negra” e “Casa de Doido”.

Defesa

Por meio de nota, o Governo de São Paulo afirmou que o Governador Geraldo Alckmin não mantém relações com empresários “que não sejam pautadas estritamente pelo interesse público”.

“O Governo de São Paulo está à disposição para colaborar com a força tarefa e já determinou que a CGA solicite compartilhamento de informações.”

Também em nota, a Secretaria de Transportes de São Paulo afirma desconhecer irregularidades em suas obras. “As empresas, contudo, estão à disposição para colaborar com a Força Tarefa da Lava Jato e esclarecer toda e qualquer informações.” 

Consultada pela reportagem, a Odebrecht não quis se manifestar.

Fonte da notícia: MSN


Lava Jato investiga suspeita de propina da Odebrecht no Metrô de São Paulo

A Lava Jato investiga a suspeita de que a Odebrecht tenha pagado propina em obras do Metrô de São Paulo.
Os investigadores da Lava Jato encontraram diversos e-mails trocados por executivos da Odebrecht. As mensagens indicam que a construtora pode ter feito pagamento de propina em obras de duas linhas do Metrô de São Paulo, como mostra reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo”.
Um e-mail, enviado em maio de 2006, fala sobre um aditivo de R$ 37 milhões na Linha 2-Verde. O funcionário da construtora lista três codinomes e valores.
A maior parte do dinheiro iria para alguém identificado como "Estrela". Outras duas pessoas, apelidadas de "Brasileiro" e "Bragança", ficariam com R$ 188 mil cada.
Em outra mensagem, de agosto de 2006, um executivo escreve para Marcelo Odebrecht: "Peço autorização para o fluxo abaixo: Codinome ‘cambada em SP’, a ser custeado pelo projeto PPP Linha 4-Amarela”.
PPP Linha 4-Amarela possivelmente seria parceria público-privada para a construção da Linha 4-Amarela. A mesma que, durante a obra, desabou e matou sete pessoas no início de 2007.
Numa mensagem de 2004, um diretor da Odebrecht, responsável pelo contrato da Linha 4-Amarela, menciona a executivos da construtora um valor de R$ 500 mil para uma ajuda de campanha - “com vistas a nossos interesses locais”, diz o texto - e a referência ao codinome "Santo".
Os investigadores ainda não sabem quem são esses codinomes mencionados.
Promotores do Ministério Público de São Paulo, que investigam as obras do Metrô de são Paulo, informaram que vão pedir as cópias desses e-mails e outros documentos apreendidos pela Lava Jato na Odebrecht.
O material servirá para complementar ações civis já propostas e inquéritos que apuram suposto pagamento de propina para agentes públicos.
Até investigações que não evoluíram por falta de provas podem ser desarquivadas.
O PSDB declarou que desconhece as informações citadas e que defende o aprofundamento da investigação para que sejam dirimidas dúvidas.
O metrô de São Paulo também afirmou que desconhece qualquer irregularidade em suas obras e que está à disposição da Lava Jato.
A Odebrecht não quis se manifestar.
Fonte da notícia: G1-SP

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Ministério Público irá investigar "perdão" da dívida entre Alstom e o Metrô de São Paulo

O Ministério Público do Estado de São Paulo vai investigar o acordo pelo qual o Governo de Geraldo Alckmin perdoou dívidas de pelo menos R$ 116 milhões da multinacional francesa Alstom no âmbito de um contrato para fornecimento do CBTC para o Metrô.
Como revelado pela Folha de São Paulo, a administração também aceitou que a Alstom entregue o sistema até 2021, com dez anos de atraso.
O acordo foi fechado no âmbito de uma arbitragem privada em janeiro deste ano. Atualmente, o Metrô passa por uma crise financeira.
O contrato do produto da Alstom, que é denominado CTBC, já era alvo de um inquérito conduzido pelo promotor de Justiça Marcelo Milani.
A apuração teve início porque a implantação do CTBC vem apresentando problemas nas linhas do Metrô.
A Promotoria chegou a recomendar a suspensão do contrato, mas o governo estadual não seguiu a sugestão do Ministério Público.
Milani afirmou que vai pedir ao governo toda a documentação referente ao acordo assinado em janeiro, uma vez que não foi comunicado sobre o assunto, e vai investigar se a medida não gerou danos aos cofres públicos.
"Não vejo sentido nesse acordo. O Metrô aplicou multas no limite máximo à Alstom em decorrência do contrato. Como agora perdoa essas multas?", afirmou Milani. As multas aplicadas pelo Governo à Alstom no contrato chegaram a R$ 78 milhões.
"Também não é razoável que um contrato essencial para o Metrô sofra um atraso de dez anos", completou.
De acordo com o promotor, o acordo é ilegal pois foi assinado no âmbito de uma arbitragem e não foi levado à apreciação do Poder Judiciário, além de não ter levado em consideração a recomendação da Promotoria.
A Alstom é alvo de uma série de processos e investigações pela suposta participação em esquemas de pagamento de propina para obtenção de vantagens em contratos de estatais paulistas de energia e de transporte, sempre em Governos do PSDB.
Em nota, a Alstom afirmou que "a repactuação do contrato do CBTC foi aprovada por todos os órgãos competentes após rigorosa análise técnica, homologado pelo Tribunal Arbitral e pela Corte da Câmara de Comércio Internacional.
O Governo Estadual negou que haja ilegalidade no acordo pois a legislação brasileira sobre arbitragem não exige aprovação do Judiciário para esse tipo de composição.
"O interesse maior do Estado e do Metrô foi buscar a execução do contrato com a entrega e funcionamento do sistema de comunicação, que privilegia a segurança do usuário", segundo o Governo do Estado de São Paulo.
 
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/Folha de São Paulo

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

TCE investiga mais de 60 canteiros de obras abandonados do Monotrilho da Linha 17-Ouro

O TCE fez uma série de questionamentos ao Metrô de São Paulo sobre as obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro, no que diz respeito aos atrasos nas construções e até na escolha do modal.

Assinado pelo Conselheiro Antônio Roque Citadini, o documento questiona também a rapidez que obra deveria ter ocorrido. “Os atos praticados na execução dos serviços descaracterizaram o objeto (sistema de transporte por monotrilho), cujas características são a rapidez da instalação, baixa quantidade de desapropriação e menor interferência na rotina urbana”, diz o relator.

Em outro ponto, Citadini afirma que o Governo do Estado “entrou em uma aventura”“Os elementos existentes no processo demonstram que o Metrô de São Paulo embarcou em uma aventura, quando decidiu construir a Linha 17-Ouro“, afirma.

O TCE questiona também o aumento nos valores de construção, que na avaliação do TCE saltou de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,17 bilhões, sem incluir as estações. A companhia terá o prazo de 30 dias para encaminhar suas respostas.

Secretário rebate

Durante uma entrevista à Rádio CBN, o Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que o custo das oito estações do Monotrilho não constava no contrato principal, e foi licitado posteriormente. Segundo ele, as obras deverão ficar em torno de R$ 300 milhões o quilômetro, o que é um “valor mais do que compatível internacionalmente com os monotrilho no mundo”, nas palavras do titular da pasta.

O titular da pasta afirma que o novo cronograma da conta de que o Monotrilho do Morumbi inicie a operação assistida em 2018, com previsão de operação plena em 2019.

Em um tom mais duro, Pelissioni ainda criticou nas entrelinhas a forma com que a imprensa trata as obras. “Infelizmente as vezes os órgãos das imprensa tratam o metrô como a parte da crise toda”, diz o secretário referente a problemas enfrentados pelas construtoras com a operação Lava-Jato, da Polícia Federal.

Fonte da Notícia: Diário do Transporte

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Ministério Público deve investigar contrato entre Alstom e Metrô de São Paulo para instalação do CBTC

A nova onda de notícias que envolve o Metrô de São Paulo e Ministério Público é a troca do sistema de sinalização, o CBTC. De acordo com publicação da TV Globo, o MP deve questionar na Justiça a prorrogação da implementação da tecnologia, até o ano de 2021.

O sistema opera na Linha 2-Verde entre as Estações Terminal Vila Prudente e a Vila Madalena, e 60% dos trabalhos estão concluídos para levar a sinalização nas Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, que deve reduzir intervalo e aumentar a capacidade de transporte.

Segundo a reportagem, no ano de 2016, onde desde fevereiro, a Linha 2-Verde opera com o CTBC, foram registradas 10 falhas notáveis. Em 2015 foram 7, e em 2014, 5 ocorrências. De acordo ainda com os dados, as falhas demoraram em média de 23 minutos para serem resolvidas.

A publicação, no entanto, não especifica se todas as falhas tiveram relação com o sistema de sinalização.

O Secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, diz que é normal haver um período de maturação quando há a implantação de uma nova tecnologia. “Quando você faz uma modificação, você tem algum período de falha“, diz.

Clodoaldo diz ainda que o acordo vai beneficiar os passageiros. “Tem um equívoco ao analisar essa questão de valores, são valores pedidos, a arbitragem ainda não tinha julgado os valores ainda. O governo podia tanto ganhar valores a mais como perder. Então foi decidido, tínhamos duas decisões a tomar: ou rescindíamos o contrato, depois teríamos que licitar novamente, ou fazíamos uma repactuação contratual, o que foi inclusive apoiado pela procuradoria geral do estado, que é a advocacia do estado”, afirma.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

Promotoria de Justiça investiga construção de ciclovia improvisada durante Obras da Linha 17-Ouro

O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito para apurar a suspeita de superfaturamento nas obras de uma ciclovia provisória construída pelo Metrô em um trecho das obras da Linha 17-Ouro do Monotrilho de São Paulo.
A investigação foi aberta com base em levantamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Os auditores da Corte de contas apontaram que o metro da ciclovia teria custado quase seis vezes mais o preço médio das ciclovias construídas pela Prefeitura de São Paulo.
Com 7,7 km de extensão, a via criada no trecho entre a ponte João Dias e a Vila Olímpia, na zona sul da capital paulista, para compensar os desvios na ciclovia causados pelas obras do monotrilho custou R$ 9,6 milhões. Ela foi construída a partir de um aditivo ao contrato do Metrô com o Consórcio Monotrilho Integração, responsável até o começo de 2016 pelas obras da Linha 17-Ouro.
A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público solicitou ao Centro de Apoio à Execução (CAEx) do Ministério Público paulista que elabore um parecer para para averiguar se houve superfaturamento na obra. Além disso, o promotor José Carlos Blat, responsável pelo inquérito, solicitou cópia dos relatórios de fiscalização do TCE-SP e deu 15 dias para que o Metrô dê explicações sobre a obra.
As suspeitas de irregularidades na ciclovia provisória foram levantadas pelo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Antônio Roque Citadini, ao encaminhar ofício com mais de 70 questionamentos ao Metrô sobre atrasos e reajustes de preços e do projeto da Linha 17-Ouro, prevista inicialmente para ficar pronta para a Copa do Mundo em 2014, mas que não tem previsão ainda para ser concluída e cujo valor estimado saltou de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,1 bilhões.
Considerando o valor total da ciclovia do monotrilho e sua extensão, o valor médio do metro ficou em R$ 1.258, muito acima da média gasta pela Prefeitura de São Paulo, segundo apurou a Corte de contas estadual.
Levantamento dos peritos do TCE-SP na internet apontou que o custo médio do metro da ciclovia na capital paulista seria de R$ 200. A própria prefeitura já informou que o valor médio ficaria em torno de R$ 250, considerando os investimentos para ciclovias até o final de 2014.
Com a palavra, o Metrô
“Em função das obras de construção do monotrilho da Linha 17-Ouro, foi necessária a interdição de um trecho da Ciclovia da CPTM na Marginal Pinheiros. Para atender os ciclistas que transitam pelo local, especialmente os trabalhadores da região, o Metrô implantou uma via alternativa com 7,7 km de extensão e 5 metros de largura, no lado oposto da via.
Para o acesso seguro dos ciclistas, a pavimentação utilizada foi reforçada para atender tanto as bicicletas como também a circulação de caminhões da EMAE, CPTM, Eletropaulo e Sabesp que transitam pelo local, o que não é feito com a simples pintura de sinalização de solo.
Para que os ciclistas pudessem passar de uma margem do rio Pinheiros para a outra, foi necessária a instalação de três escadas metálicas nas pontes João Dias e Cidade Jardim, com canaletas laterais para transporte das bicicletas, gradis de proteção e guaritas para segurança.
Durante a construção da via alternativa, os ciclistas foram transportados em quatro vans com carretas disponibilizadas pelo consórcio responsável pela obra.
Todos os serviços (pavimentação, sinalização, grades, canaletas), inclusive o custo desse transporte, que durou 100 dias, incluindo finais de semana, também está considerado no cálculo do metro quadrado da ciclovia provisória que é de R$ 291,40 (preço atualizado).
Vale destacar que a ciclovia provisória foi construída após aval de cicloativistas e do próprio Ministério Público, que acompanhou a implantação da via. ”

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Ministério Público questiona instalação do CBTC na Linha 2-Verde pela Alstom

O Ministério Público vai questionar na Justiça o acordo que deu mais tempo para empresa Alstom instalar o sistema para melhorar a circulação de trens nas Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô de São Paulo. O prazo foi ampliado em dez anos – a previsão de entrega inicial era 2011 e passou a ser 2021.
 
O produto é o sistema digital, conhecido como CTBC, controle de trens baseado em comunicação, usado para diminuir o intervalo entre os trens, agilizar o transporte de passageiros, reduzir a superlotação e aumentar o número de usuários.

Em Janeiro de 2016, a demora na instalação e divergências sobre os valores do contrato provocaram um desentendimento entre o Governo do Estado e a empresa. Mas as partes acabaram fazendo um acordo, o Metrô desistiu do processo e abriu mão de receber da Alstom um valor em R$116 milhões.

O Ministério Público diz que o acordo é ilegal. “Ele viola o princípio da legalidade, ele viola o princípio da moralidade, principalmente ele viola o princípio da eficiência. Todos eles se caracterizando, podem se caracterizar em improbidade administrativa.”

O Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, aelga que o acordo vai beneficiar os passageiros. “Tem um equívoco ao analisar essa questão de valores, são valores pedidos, a arbitragem ainda não tinha julgado os valores ainda. O governo podia tanto ganhar valores a mais como perder. Então foi decidido, tínhamos duas decisões a tomar: ou rescindíamos o contrato, depois teríamos que licitar novamente, ou fazíamos uma repactuação contratual, o que foi inclusive apoiado pela procuradoria geral do estado, que é a advocacia do estado”, afirma.

Em nota, a Alstom disse que a repactuação do contrato foi aprovada por todos os órgãos competentes após rigorosa análise técnica e que foi homologado pelo tribunal arbitral e pela corte da câmara de comércio internacional.

23 minutos
 
O sistema de sinalização para reduzir o intervalo entre os trens foi comprado pelo Metrô em 2008 da Alstom durante o Governo José Serra por R$ 780 milhões para as Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.


A entrega era prevista para 2011, e chegou a ser adiada para o ano seguinte. No entanto, não foi totalmente implantado. Até hoje, apenas a Linha 2-Verde conta com o sistema - que, por ora, tem gerado efeito contrário.

Desde fevereiro esse sistema funciona na Linha 2-Verde. Um relatório do Metrô aponta que de Janeiro a Julho de 2016, houve dez falhas que atrasaram a operação. Cada uma de 23 minutos, em média. Já são mais registros que em todo o ano de 2015 e o dobro de 2014.

O Metrô diz que as falhas vêm ocorrendo porque o sistema ainda opera em fase de testes. É esse o sistema que também vai funcionar nas Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, mas só deverá ficar pronto 2021 [por conta do prazo ampliado] - dez anos depois do prazo inicial combinado com a Alstom, que ganhou a licitação pra fazer o serviço.

Fonte da Notícia: G1-SP

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Dívida de R$ 116 milhões da Alstom com o Metrô é liquidada


O Governo do Estado de São Paulo perdoou dívida de R$ 116 milhões da empresa francesa Alstom, que presta serviços ao Metrô e é investigada por envolvimento no cartel de trens.
Segundo reportagem da “Folha de S.Paulo”, o Estado também aceitou que o produto contratado seja entregue até 2021, com dez anos de atraso. O Governador Geraldo Alckmin negou que houve perdão de dívidas.

O produto é o sistema digital, conhecido como CTBC, controle de trens baseado em comunicação, é para diminuir o intervalo entre os trens, agilizar o transporte de passageiros, reduzir a superlotação e aumentar o número de usuários.

As relações da Alstom com governos tucanos são investigadas desde 2008, quando surgiram indícios de que a empresa francesa teria pago propina entre 1998 e 2003 para fechar contrato com estatais de energia. Até hoje, oito anos depois, o processo não foi julgado.

O sistema foi comprado em 2008 pelo Metrô da Alstom durante o Governo José Serra por R$ 780 milhões para as Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3- Vermelha. No entanto, o sistema não foi totalmente implantado. Até hoje, apenas a Linha 2-Verde conta com o sistema operando com falhas acima do normal.

Devido aos atrasos na implantação do sistema, o Metrô chegou a aplicar uma multa de R$ 78 milhões à Alstom e ameaçou romper o contrato com a multinacional francesa

Em Janeiro de 2013, a Alstom levou a disputa à Corte internacional de arbitragem da Câmara de Comércio Internacional, que substitui a Justiça e é recomendado pelo Banco Mundial por dar decisões rápidas.

De acordo com a reportagem do jornal, a Alstom alegou que o Metrô não tinha feito obras físicas necessárias para a implantação do sistema digital e que a empresa queria um produto mais sofisticado do que estava previsto em contrato.

As novas exigências, segundo a Alstom, aumentavam o valor do contrato em R$ 173 milhões. O Metrô defendeu que os atrasos provocaram perda de quase R$ 300 milhões para a companhia.

Em Agosto de 2015, a Alstom e o Metrô pediram a suspensão da arbitragem porque discutiam um acordo que foi homologado em Janeiro de 2016.

Fonte da Notícia: G1-SP

Nove pessoas são denunciadas pelo Ministério Público por compra da Frota P para a Linha 5-Lilás

O Ministério Público de São Paulo denunciou nove pessoas, entre elas o atual presidente do Metrô, pela compra de trens na gestão de Geraldo Alckmin.

O promotor afirma que a maior parte dos trens já foi entregue e eles nunca entraram em operação por causa do atraso nas obras da linha.

Ao todo, dez trens novinhos estão parados no pátio da fabricante, a CAF, que fica em Hortolândia, no interior de São Paulo.

Segundo o Ministério Público do Estado, eles fazem parte de um pacote de 26 trens comprados durante o Governo Geraldo Alckmin por R$ 615 milhões; 16 já foram entregues.

Na denúncia de improbidade administrativa, a promotoria afirma que os trens estão abandonados.

“Os trens estão sendo vandalizados, os trens estão perdendo garantia, e a população está perdendo a possibilidade de usar esse trem”, disse o promotor Marcelo Milani.

O presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo, diz que, por contrato, a garantia só começa a valer quando os trens entram em uso.

“Nós não entendemos que há uma questão de trens ao relento em Hortolândia. Os trens que aqui estão, estão no pátio do metrô. Assim como os outros trens, das outras linhas também ficam à disposição nos pátios, esses igualmente também estão lá”, disse ele.

Os trens foram comprados para a Linha 5-Lilás, que tem sete estações e ainda está em expansão.

O problema é que as obras atrasaram. Em 2010, o Governo de São Paulo determinou a paralisação, depois de denúncias de irregularidades nas licitações.

O Ministério Público afirma que o Metrô determinou a compra dos trens mesmo sabendo que as obras estavam paralisadas e que a decisão provocou prejuízos ao Governo do Estado.

O Metrô diz que a compra foi feita de acordo com o cronograma do empreendimento. O MP diz que as obras foram retomadas em Julho de 2011, 11 dias depois da assinatura da compra dos trens.

Ainda segundo o Ministério Público, os trens novos têm bitolas, que é a distância entre os trilhos, menores do que as que já existem na mesma linha. O Metrô nega que tenha havido erro.

Sergio Avelleda, presidente do Metrô na época, e outras oito pessoas são denunciadas na ação. Entre elas, o ex-secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, e o atual Secretário, Clodoaldo Pelissioni.

O atual presidente do Metrô, que também foi denunciado na ação, diz que os trens devem entrar em operação nos próximos meses.

“Eles estão em testes, existem oito trens que já estão testados, aptos a entrar em operação, e já em agosto, setembro, devemos estar operando já com esses oito trens já no trecho que hoje opera a Linha 5-Lilás”, disse o presidente do Metrô.

O Governo do Estado de São Paulo e o Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, declararam que não vão se pronunciar e que quem fala oficialmente pelo assunto é o atual presidente do Metrô.

O ex-secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse que vai se inteirar do caso para prestar todos os esclarecimentos necessários.

O ex-presidente do Metrô, Sergio Avelleda, disse que não pode se pronunciar porque desconhece o teor da ação. Avelleda afirmou que não foi ele quem assinou o contrato.

A CAF Brasil declarou que não comenta contratos em andamento em razão das cláusulas de confidencialidade.

Fonte da Notícia: G1-Jornal Nacional

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Polícia faz retrato falado de maníaco que ataca usuários da Linha 4-Amarela com o vírus do HIV

A Polícia de São Paulo investiga o caso do homem que ataca mulheres com uma seringa. Um retrato falado do suspeito foi feito para ajudar nas buscas. É um homem de porte médio, olhos e barba castanho escuro. As informações são do SPTV.

A estagiária Andressa Fernandes Oliveira foi uma dessas vítimas. O ataque foi dentro da Estação Pinheiros, na Linha 4-Amarela do Metrô, bem perto das escadas rolantes. Andressa tinha acabado de sair do trabalho.

“Eu senti uma picada no meu ombro. Na hora eu senti assim, mas achei que não era nada. Parei para ver se tinha um objeto. Não desconfiei de nada. Assim que cheguei na minha residência, o meu esposo viu uma manchinha de sangue bem onde foi a picada. Foi ai que minhas irmãs ouvindo a história que contei falaram que já tinham visto alguns caso na internet e me recomendaram a ir no hospital.”, relata.

Preocupada, Andressa foi ao Hospital Emilio Ribas, especializado em doenças contagiosas.

“A moça da triagem me informou que naquela semana eles tinham atendido 20 pessoas que tinham sido picadas pela seringa, e disse que eu tive sorte, porque uma moça tinha chegado e o moço tinha rasgado a perna inteirinha dela com a seringa", disse. O hospital informou ao SPTV que não pode afirmar quantos casos atendeu desse tipo.

Andressa está tomando três medicamentos há duas semanas. É o coquetel que impede que o vírus da Aids se instale nas células caso tenha entrado no corpo, além de proteger contra outras doenças como hepatite B, hepatite C, sífilis e doença de Chagas. A vítima diz que passou mal com os remédios. “Vomitei bastante, eu tive que ficar afastada do trabalho por uma semana.”

O infectologista Ivan Marinho diz que a roupa protege relativamente da picada. "É muito maior o risco quando a seringa vai na pele ou na veia de uma pessoa."

O Metrô disse que não teve nenhum caso registrado na Linha 4-Amarela.

As vítimas podem denunciar pelo Disque-Denúncia no telefone 181, com anonimato garantido.

Fonte da Notícia: G1-SP

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Estado perdoa dívida de R$ 116 milhões da Alstom

Num contrato em que o Metrô apontou perdas de mais de R$ 300 milhões, o Governo de Geraldo Alckmin fez um acordo com a multinacional francesa Alstom no qual perdoou dívidas que somam R$ 116 milhões e aceitou que o produto contratado seja entregue até 2021, com dez anos de atraso.
A medida foi adotada em Janeiro de 2016, período em que o Metrô passa por uma grave crise financeira.
O produto é um sistema digital que visa diminuir o intervalo entre os trens, de modo a agilizar o transporte dos passageiros, reduzir a superlotação e aumentar o número de usuários. É conhecido nos meios técnicos como CTBC.
As relações da Alstom com tucanos são investigadas desde 2008, quando surgiram indícios de que a multinacional francesa teria pago propina entre 1998 e 2003 para fechar contrato com estatais de energia, no governo de Mário Covas. Oito anos depois, o processo ainda não foi julgado.
Arbitragem
O acordo foi fechado em uma câmara arbitral, sistema que substitui a Justiça e é recomendado pelo Banco Mundial, por gerar decisões mais rápidas. A Procuradoria-Geral do Estado, órgão de defesa do Executivo, representou o Governo Geraldo Alckmin.
A arbitragem teve início em 2013 sob sigilo, como previa o contrato, mas a Folha obteve acesso ao acordo pois uma lei de 2015 passou a obrigar os governos a dar publicidade às arbitragens que envolvam recursos públicos.
O sistema da Alstom foi contratado em 2008, no Governo de José Serra, por R$ 780 milhões, para melhorar a eficiência das Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.
A entrega estava prevista para 2011, foi adiada para 2012 e, após a assinatura do acordo, funciona em tempo integral só na Linha 2-Verde. Nas outras duas linhas, o cronograma de entrega se estende até 2021.
Em razão dos atrasos, o Metrô aplicou a partir de 2012 multas de R$ 78 milhões e ameaçava romper o contrato.
A multinacional francesa, por sua vez, alegava que o Metrô não fizera as obras físicas nas três linhas para que o sistema digital fosse implantado. Afirmava também que a companhia queria um produto muito mais sofisticado do que estava previsto no contrato.
A Alstom então solicitou que a disputa fosse resolvida por meio de arbitragem. O caso foi para a Corte Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional em janeiro de 2013.
O Metrô defendia que os atrasos provocaram perdas de R$ 289,1 milhões para a companhia. Já a Alstom argumentava que os atrasos e a exigência de novas funções aumentara o valor do contrato em R$ 173,1 milhões.
Em agosto do ano passado, as empresas pediram a suspensão da arbitragem porque discutiam um acordo, que acabou homologado em 27/01/2016.
No acordo, o Metrô e a Alstom desistem dos valores que reivindicavam, inclusive da multa de R$ 78 milhões.
Ao ser questionado sobre o que ocorreu com a diferença de R$ 116 milhões entre os valores que as empresas pediam, a Secretaria de Transportes Metropolitanos, à qual o Metrô é subordinado, limitou-se a afirmar que "os valores foram tratados como referência para discussão em arbitragem, algo natural nesse tipo de litígio".
Já a Alstom não quis se pronunciar sobre o acordo.
A arbitragem custou US$ 536.785 (o equivalente a R$ 2,17 milhões, quando se corrige o valor pela cotação do dia da homologação) para as duas empresas.
Valores diferentes
O caso do sistema de controle digital também foi levado pelo Metrô ao Tribunal de Contas do Estado, que atualmente analisa o contrato.
Em manifestação protocolada no tribunal em Junho de 2015, o Metrô alegou que teve perdas de R$ 315 milhões -R$ 26 milhões a mais em relação ao montante apresentado na arbitragem.
Só com a receita perdida com a "demanda de usuários reprimida e prejuízo decorrente de trens parados" a companhia afirmou ter verificado um prejuízo de R$ 307,7 milhões.
Segundo o ofício do Metrô, à época a Alstom pleiteava valores que somavam R$ 245,9 milhões -um aumento de R$ 72,8 milhões em relação ao montante discutido na corte de arbitragem.
O maior valor da conta da Alstom informada pelo Metrô ao Tribunal de Contas referia-se a novas funções para o sistema: R$ 167 milhões.
O Metrô e a Alstom não responderam por que os valores discutidos na corte de arbitragem são diferentes daqueles apresentados ao Tribunal de Contas.

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária

terça-feira, 26 de julho de 2016

CBTC e Frota P serão entregues para a Linha 5-Lilás em Agosto de 2016

A operação com passageiros dos trens da Frota P na Linha 5-Lilás, assim como o CBTC  deve ocorrer em Agosto de 2016. A informação foi confirmada pelo metrô em uma reunião com blogueiros e atuantes nas redes sociais. A nova tecnologia tem fabricação e instalação da Bombardier.

De acordo com o Metrô, os testes entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro devem seguir os mesmos moldes da Linha 2-Verde, quando o trecho operava aos domingos em CBTC, e depois a funcionalidade foi levada aos sábados, e depois em dias da semana.

Atualmente o CBTC já é testado na linha, porém sem usuários, quando o trecho é fechado aos domingos.

Novos trens

Os trens da Frota P foram fabricados pela CAF, e a primeira das 26 unidades compradas, foi entregue em Outubro de 2013. As composições foram adquiridas para operação entre Capão Redondo e Chácara Klabin, junto com 8 trens da Frota F fabricados pela Alstom entre 2001 e 2002.

Até Abril de 2016 pelo menos seis trens da Frota P tinha testes concluídos, seis passam pelo comissionamento e 12 aguardam as baterias de checagem.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

Nove pessoas são denunciadas por compra de 26 trens da Frota P para a Linha 5-Lilás

O Ministério Público de São Paulo denunciou nove pessoas pela compra de trens que deveriam ser usados pelo Metrô na atual gestão. O problema é que os trens estão parados, envelhecendo, e ficando sem garantia. Para o promotor, isso configura improbidade administrativa.

Trens novinhos parados em pátios do Metrô de São Paulo e no terreno da fabricante, a CAF, em Hortolândia, no Interior de São Paulo. Segundo as investigações, os 26 trens da Frota P foram comprados por R$ 615 milhões. Dezesseis já foram entregues e dez estão na fabricante, a espera de um local para serem guardados. Na denúncia de improbidade administrativa, o promotor disse que "os trens estão abandonados e que foram vandalizados."

“Esses trens já estão parados há dois anos, já estão perdendo a garantia. Tudo que está colocado naquele trem, principalmente em questão de eletrônica, de funcionamento não vai ter utilidade, perdeu a utilidade”, explica o promotor de Justiça, Marcelo Milani.

Os trens foram comprados para a Linha 5-Lilás, que tem sete estações e ainda está em expansão. Ela vai ligar o extremo da Zona Sul com outras duas linhas que levam até o Centro de São Paulo.

O problema é que as obras de expansão atrasaram. Em 2010, o Governo de São Paulo determinou a paralisação das licitações depois de denúncias de irregularidades no processo. Mesmo com as obras paradas, no ano seguinte, o Governo comprou os trens.

Sergio Avelleda, presidente do Metrô na época, e outras oito pessoas foram denunciadas. Entre elas o ex-secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes e o atual secretário, Clodoaldo Pelissioni. As obras de expansão acabaram retomadas ainda em 2011, mas a previsão inicial de entrega passou de 2014 para 2018.

A investigação apontou ainda que os trens novos têm bitolas, que é a distância entre os trilhos, de 1,372 milímetros. No entanto, o promotor afirma que já existe um trecho da Linha 5-Lilás com trens com bitolas maiores.

“Ou seja, os trens que ali estão, eles não têm a mesma capacidade, tem que ser trocados no curso da mesma linha. Sem contar que tem sistema de operação completamente diferentes por isso também os agentes públicos estão sendo responsabilizados”, fala o promotor.

As assessorias do Governo de São Paulo, do PSDB, e do Secretário de Transportes Metropolitanos Clodoaldo Pelissioni, disseram que quem fala sobre a denúncia do Ministério Público é o Metrô.

O ex-secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse que vai se inteirar do caso para prestar todos esclarecimentos necessários.

O ex-presidente do Metrô, Sergio Avelleda, disse que desconhece o teor da ação e que esse contrato não foi assinado por ele.

A fabricante dos trens, a CAF Brasil, disse que não comenta contratos em andamento em razão das cláusulas de confidencialidade.

O Presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo, um dos denunciados, falou sobre as acusações do Ministério Público
 
Fonte da Notícia: Rede Globo-Jornal Hoje

TCE investiga possíveis irregularidades em contratos de obras da 2ª Fase da Linha 5-Lilás

O TCE investiga suspeitas de irregularidades em contratos assinados pelo Metrô de São Paulo com construtoras responsáveis pela construção de oito lotes da Linha 5-Lilás do Metrô. A fiscalização do TCE encontrou diferenças nas quantidades e nos preços de produtos e serviços contratados pelo Metrô entre os orçamentos, os contratos assinados e os aditivos de contrato, implementados pelos consórcios vencedores após as licitações.

As diferenças se repetem em dezenas de itens em todos os oito lotes da Linha 5-Lilás analisados pelo TCE e foram publicadas no "Diário Oficial de SP".

O conselheiro relator do caso no TCE, Antônio Roque Citadini, determinou que o Metrô apresente, em 60 dias, as explicações sobre as diferenças entre valores e quantidades de cada um dos serviços e produtos em que foi constatada discrepância em todos os oito lotes da obra. As explicações serão incluídas no processo, que ainda está em fase de instrução.

Em nota, o Metrô disse que irá prestar todos os esclarecimentos ao TCE dentro do prazo estipulado. "O Metrô informa que todos os aditivos referentes às obras de extensão da Linha 5-Lilás de Adolfo Pinheiro à Chácara Klabin - foram feitos conforme o que determina a Lei 8666/93", disse a companhia em comunicado

Prometida para 2015, a obra que ligará o bairro do Adolfo Pinheiro, no Centro Novo de São Paulo, à Chácara  Klabin, ainda não tem data para terminar.

Problemas
 
Além das diferenças entre os valores iniciais orçados e os valores contratados, houve grandes mudanças nas quantidades dos produtos nos lotes e a inclusão de novos itens e serviços que não estavam previstos inicialmente na contratação e no orçamento.

O lote número um, contratado com a Construcap-Constran pelo valor R$ 187.795.503,02, em julho de 2009 e pelo prazo de 24 meses, apresentou, por exemplo, mudanças grandes nas quantidades e valores. No primeiro orçamento, de 01/07 a 01/11/2008, foram previstos 58 casos de demolição de concreto simples, ao custo máximo de R$ 131,62, e entre 265 e 366,76 unidades de "demolição de pavimento de concreto asfáltico", com o preço máximo de R$ 108,09.

Menos de um ano depois, em Junho de 2009, ao assinar o segundo aditivo do mesmo contrato, os pedidos compreenderam números bem diferentes: foram 977,38 unidades da demolição simples por R$ 144,78 e mais 850,96 unidades de demolição de concreto asfáltico por R$ 118,90.

Diferenças
 
Caso não sejam justificados os aditivos e variações, o TCE entende que pode ser configurada falta de planejamento do projeto básico da Linha, "não justificando a economicidade dos ajustes e vantajosidade para a administração", informou o Tribunal. Também será apurado se foram cumpridas as legislações atuais em relação à concorrência, aos contratos e aos aditivos.

Os consórcios responsáveis pelas obras são: Construcap Constran (Lote 1), Galvão-Serveng  (Lote  2),  Andrade Gutierrez-Camargo Corrêa (Lote 3), Mendes Junior Trading e Engenharia

S/A  (Lote 4),  Heleno & Fonseca - Triunfo IESA  (Lote  5), Carioca Cetenco (Lote 6), Metropolitano 5 (Lote 7) e CR Almeida/Consbem (Lote 8). Elas terão que dar explicações ao Metrô, que repassará ao TCE.

Nota do Metrô
 
"O Metrô informa que todos os aditivos referentes às obras de extensão da Linha 5 -Lilás de Adolfo Pinheiro à Chácara Klabin - foram feitos conforme o que determina a Lei 8666/93.

As obras de expansão da Linha 5-Lilás estão em pleno andamento, com mais de 5.600 operários atuando nos canteiros. Os 11,5 km de túneis do novo trecho já estão concluídos, uma Estação (Adolfo Pinheiro) já foi entregue e algumas das outras dez a serem entregues estão em fase de acabamento.

Por se tratar de uma obra complexa, com escavações a 40 metros de profundidade, interferências podem surgir no decorrer da construção, principalmente, por se tratar de um empreendimento executado em uma metrópole densamente urbanizada.

Os aditivos se referem a intervenções como a reconstrução e reposição de uma adutora de água da década de 1950 na estação Adolfo Pinheiro; alterações construtivas em obras de contenção para garantir a segurança de imóveis lindeiros cuja condição era diferente da prevista no mapeamento de solo; além da remoção de várias interferências de concessionárias de serviços que não estavam mapeadas.

Reafirmamos que todas as modificações introduzidas nas obras foram feitas dentro da Lei e o Metrô irá prestar todos os esclarecimentos ao TCE dentro do prazo estipulado."

Fonte da Notícia: G1-SP

Obras da 2ª Fase da Linha 5-Lilás ficam R$ 260,8 milhões mais cara

Alvo de questionamentos do TCE e de ação judicial do Ministério Público Estadual, a 2ª Fase da Linha 5-Lilás do Metrô vai ficar R$ 260,8 milhões mais cara. O Metrô assinou dois novos contratos para obras de “acabamento” e “acessos” em duas estações e no pátio de manutenção e estacionamento de trens que estão em construção na zona sul da capital.

Somente no Pátio Guido Caloi, no Jardim São Luís, o custo das obras, que tiveram início em janeiro de 2013, subirão 54%, de R$ 297,1 milhões para R$ 457 milhões. O novo contrato, no valor de R$ 159,9 milhões, foi assinado com o consórcio Via-Planova, com prazo de 21 meses de execução. O Governador Geraldo Alckmin havia prometido entregar esse pátio em 2015. Agora, a previsão é para o final de 2017.

O Metrô afirma que “no decorrer da obra” sua equipe de engenheiros “constatou a necessidade de reforçar as fundações do Pátio Guido Caloi” e que “as lajes de sustentação das paredes do estacionamento subterrâneo de trens (a 25 metros de profundidade) também sofreram alterações no método construtivo por causa das características arenosas do solo”.

Já o segundo contrato, no valor de R$ 100,1 milhões, foi assinado com a construtora Construcap para a execução de instalações hidráulicas, paisagismo, urbanismo e requalificação do entorno nas estações AACDServidor e Hospital São Paulo, que chegaram a ser prometidas para 2014 e também devem ser entregues até o fim de 2017. Esse trecho já está em construção pelo consórcio Carioca-Cetenco por R$ 458,5 milhões.

“Houve a necessidade de contratação complementar por conta de intercorrências inerentes à complexidade do empreendimento”, afirma o Metrô, que nega ter havido aumento de custos. Segundo a estatal, houve economia de 30%, ou US$ 134 milhões, no contrato de financiamento da obra com o BID. “O Metrô negocia com o agente financiador o remanejamento para custear obras complementares.”

O aumento de custos da Linha 5-Lilás, que fará a conexão com as Linhas 1-Azul e 2-Verde e terá 11,5 km de extensão e mais dez estações (só Adolfo Pinheiro foi entregue em Fev/2014), já é alvo de investigação do TCE. O tribunal apura diferenças entre orçamentos e quantidade de material consumido na construção, que fizeram o orçamento da obra saltar de R$ 3,4 bilhões para R$ 4,5 bilhões. Em Junho de 2016, o conselheiro Antonio Roque Citadini deu prazo de 60 dias para o Metrô explicar uma série de alterações feitas nos contratos.

No começo de Julho de 2016, o MPE moveu ação judicial pedindo a condenação do Metrô e oito agentes públicos, entre os quais cinco ex-presidentes da companhia e o atual Secretário Estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, pelo suposto abandono de 26 trens da Linha 5-Lilás. As composições foram compradas em 2011 por R$ 615 milhões e estão paradas porque a conclusão da linha atrasou. O Metrô nega prejuízo 
 
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária