Pesquisa

Mostrando postagens com marcador Aumento da Tarifa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aumento da Tarifa. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

30% dos usuários do Metrô recebem desconto na compra de bilhetes devido a falta de troco

Em meio à crise econômica, o Metrô de São Paulo deixou de arrecadar R$ 2,7 milhões com a venda bilhetes unitários no primeiro semestre deste ano só por causa dos descontos dados por falta de troco. Do total de passagens adquiridas por usuários em estações da companhia, 30,5% tiveram algum tipo de abono. O Metrô afirma que o problema é provocado por queda na circulação de moedas e que o valor corresponde a 0,3% da arrecadação tarifária.
O contratempo começou após o aumento da tarifa, em janeiro, quando o bilhete passou de R$ 3,50 para R$ 3,80. Com o valor “quebrado”, as bilheterias encontraram mais dificuldade para dar troco. Desde então, quando ficam sem moeda suficiente, elas passaram a aplicar desconto a partir de R$ 0,05 e a limitar a compra a um bilhete por passageiro. Em alguns casos, as estações chegaram a vender a passagem por R$ 3,00 – 21% abaixo da tarifa básica.
Dos 54,9 milhões de bilhetes vendidos no 1º Semestre de 2016, 16.758.185, ou 30,5%, tiveram desconto. O porcentual foi crescendo ao longo dos meses: enquanto em janeiro as passagens arredondadas representaram 4,75% do total, em junho esse número já era de 59,7%, ou seja, mais da metade das entradas vendidas. O valor médio cobrado foi de R$ 3,64.
O impacto na arrecadação do Metrô foi de R$ 2,7 milhões, muito superior ao de outros sistemas de transporte. Ao todo, a companhia recolheu R$ 205,3 milhões. A CPTM, por exemplo, que também é administrada pelo Governo do Estado, vendeu 1.915 bilhetes unitários magnéticos com desconto. O prejuízo foi de R$ 133,25.
Segundo o engenheiro de tráfego Horácio Augusto Figueira, a diferença se explica pelo fato de que os usuários da CPTM são geralmente moradores de cidades-dormitório e precisam usar o sistema diariamente. “Por ser planejado, eles usam mais o Bilhete Único e compram menos os unitários”, diz o especialista. Por sua vez, o Metrô seria mais utilizado por turistas, além de estudantes e trabalhadores temporários, que recorrem mais às bilheterias.
Figueira defende que todos os sistemas de transportes devem arredondar as tarifas para facilitar o troco. Para que as companhias não tenham perda com a inflação, ele propõe que seja feito um cálculo com base na frequência média de viagem do usuário. “Em um reajuste, cobra acima. No outro, compensa, deixando a tarifa abaixo. ”
Em conta. Os descontos nas estações fizeram até o assistente de suporte técnico Gabriel Assis, de 21 anos, preterir o Bilhete Único. “Na bilheteria quase sempre tem desconto. No Bilhete Único não tem jeito”, diz o jovem que, na maioria dos casos, usou o Metrô por R$ 3,50. “Foi para lá de dez vezes. No final do mês, dá para economizar um bom dinheiro. ”
A mesma opção é feita por passageiros que não precisam fazer integração no sistema de transporte. Usuária da CPTM, a arrumadeira Elisângela Fernandes, de 30 anos, também prefere encarar a fila da bilheteria para voltar para casa em Suzano, na Grande São Paulo. “Eu tenho Bilhete Único, mas aqui fica mais em conta”, diz.
Já a diarista Socorro Lima, de 45 anos, teve receio de comprar a passagem quando soube do desconto na bilheteria do Metrô. “Fiquei com medo, porque tem muita gente vendendo do lado de fora, o que é errado”, afirma. “Mas quando eu vi que tinha uma placa avisando da falta de troco, comprei. ”
Moedas. O efeito do arredondamento da tarifa básica do Metrô representa 0,3% da arrecadação tarifária, segundo a companhia. “Como é sabido, o Metrô, assim como o comércio em geral, tem enfrentado o problema da falta de moedas em circulação, admitido pelo próprio Banco Central”, disse, em nota.
A companhia afirmou que solicita, desde o início do ano, aumento na cota de distribuição de moedas e também faz campanhas para que os usuários usem moedas.
Já a CPTM disse que abastece bilheterias com moedas e cédulas de menor valor todos os dias, além de ter intensificado campanha como a do Metrô.
O Banco Central disse que a produção de moeda foi afetada desde 2014 por “necessidade de redução de despesa pública”, mas que a área técnica tem administrado os estoques para atender às demandas. “Já foram tornadas disponíveis, até 19/08/2016, 352 milhões de unidades de novas moedas. ”

Fonte da notícia: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Número de pessoas que reprovam nova tarifa do transporte público de São Paulo aumenta

Polícia dispara bombas de efeito moral durante protesto do Movimento Passe Livre (MPL) na cidade de São Paulo
Imagem de uma das manifestações já ocorridas em 2016
Aumentou o número de moradores da capital paulista que reprovam o valor das tarifas do transporte público na cidade. Segundo a pesquisa do Irbem, divulgada dia 19/01/2016 , 81% dos moradores da cidade de São Paulo avaliaram com notas entre 1 e 5 o preço das passagens da SPTrans, CPTM e Metrô. O levantamento ouviu 1,5 mil pessoas entre 30/11 e 18/12/2015. No levantamento anterior, feito no final de 2014, a desaprovação era de 74%. 

De acordo com a pesquisa Irbem, 17% da população paulistana acha que a qualidade de vida piorou muito e 19%, que piorou um pouco. Na pesquisa anterior, os percentuais para os itens eram 3% e 10%, respectivamente. O percentual dos que acham que a qualidade de vida melhorou muito caiu de 9% para 6%. O número dos que acreditam que melhorou um pouco caiu de 28% para 17%. 

Houve queda em 24 das 25 áreas que compõem o índice. A única que permaneceu estável na comparação com a pesquisa anterior foi a de relações com animais. Os itens relacionados a trabalho, desigualdade social, assistência social e consumo estão entre aqueles cuja avaliação mais piorou.  

Para o coordenador executivo da Rede Nossa São Paulo, organização responsável pelo estudo, Maurício Broinizi, os resultados foram influenciados pelo contexto de crise econômica e política. “As perguntas mais genéricas estão refletindo o contexto histórico que nós estamos vivendo, de muito pessimismo, e a crise econômica, que interfere muito no bem-estar das pessoas”, disse Broinizi após a apresentação da pesquisa. 

Segundo Broinizi, as perguntas objetivas sobre serviços públicos tiveram variação muito menor e até melhora de avaliação, em alguns itens. “Quando comparamos com as avaliações que os paulistanos fazem ponto a ponto dos serviços e equipamentos públicos, as variações são muito pequenas”, afirmou. 

Poder Público 
 
As avaliações relacionadas à atuação do Poder Público tiveram queda significativa. Apenas 5% dos moradores de São Paulo consideram ótimas ou boas as ações da Câmara Municipal. Para 71% dos entrevistados, o trabalho dos vereadores é ruim ou péssimo. No levantamento anterior, o índice de aprovação do Legislativo municipal era de 10%. 

Quanto à administração do Prefeito Fernando Haddad, caiu de 15% para 13% o percentual dos que avaliam o governo como ótimo ou bom e de 45% para 31%, o dos que consideram regular. Os que acham a administração ruim ou péssima passaram de 40% para 56%.

Fonte da Notícia: Portal Terra 
Imagem de André Lucas Almeida

Manifestação termina com tumulto na Estação Anhangabaú ontem (28/01/2016)

Homem chuta portão do Metrô Anhangabaú na noite desta quinta-feira  (Foto: Fabio Tito/G1)
Vandalismo na Estação Anhangabaú ontem devido as manifestações
Manifestantes fizeram ontem (28/01/2016) o sétimo ato contra o reajuste da tarifa de transporte público em São Paulo. O protesto organizado pelo Movimento Passe Livre saiu do Largo do Paissandu e foi até a sede da Prefeitura, no Anhangabaú, no Centro de São Paulo. Um manifestante foi detido pela PM, mas a corporação não informou o motivo.

O ato foi acompanhado pela Polícia Militar e seguiu pacífico até a hora da dispersão, por volta de 20h30. Manifestantes realizaram uma "reunião" e queimaram catracas de papelão colocadas em frente à sede da Prefeitura. Em seguida, a estação Anhangabaú do Metrô foi fechada e um grupo tentou entrar. Seguranças da companhia impediram, fecharam os portões e houve tumulto. Um segurança do Metrô foi ferido com uma pedrada na cabeça.

Policiais militares usaram gás de pimenta, que foi jogado no acesso ao portão do Metrô. Houve tumulto. A assessoria de imprensa do Metrô informou que os seguranças da companhia não utilizam gás de pimenta como recurso de defesa. A PM confirma que um segurança do Metrô foi ferido com uma pedrada na cabeça. Não há informações de manifestantes feridos.

Alguns dos participantes do protesto conseguiram entrar antes do fechamento do acesso à estação. A Polícia Militar se posicionou  em frente aos portões da estação.

Segundo o Metrô, a estação foi fechada por causa de um princípio de tumulto no local. Manifestantes que conseguiram entrar na estação se sentaram em frente aos seguranças usando máscaras.

Alguns passageiros que não puderam entrar na estação questionaram os manifestantes. "Todo mundo trabalha e vocês ficam travando o Metrô", disse um homem. Uma manifestante tentou explicar os motivos do protesto e disse que eram os seguranças que estavam impedindo a entrada. Uma mulher ficou nervosa ao ver a estação fechada, também criticou os manifestantes e chorou.

Seguranças impedem que manifestantes invadam o metrô (Foto: Fabio Tito/G1)
Manifestantes aglomerados na Estação Anhangabaú ontem a noite
Veja com foi o ato, minuto a minuto:
 
17h30: Manifestantes se concentram no Largo do Paissandú;
17h32: PMs se posicionam no entorno do Largo Paissandú;
17h40: PM fecha um dos acessos ao Largo do Paissandú;
17h45: Jovens fazem faixas para a manifestação;
17h47: manifestantes distribuem panfletos chamando a população para uma reunião em frente à Prefeitura às 19h e convidando o prefeito e o governador a participarem;
18h: PM define trajeto do ato: Av. São João, Anhangabaú, Rua Líbero Badaró e Viaduto do Chá;
18h20: PM fecha Rua Conselheiro Crispiniano, no entorno do Largo Paissandú;
18h30: Grupo começa a caminhada;
18h38: Grupo faz jogral anunciando início da caminhada até a Prefeitura de SP;
18h45: Protesto passa pelo Vale do Anhangabaú;
18h52: Grupo sobe a Rua Líbero Badaró;
18h55: Grupo chega ao prédio da Prefeitura de São Paulo;
19h: Manifestantes começam reunião sem a presença de Haddad e Alckmin;
19h02: Lúcio Gregório, ex-secretário de Transportes de SP, participa da reunião;
19h08: Grupo senta em frente ao prédio da Prefeitura de São Paulo;
20h: Manifestante joga combustível sobre catracas de mentira;
20h15: Manifestantes colocam fogo em catracas de madeira e papel;
20h29: Grupo sai da Prefeitura de São Paulo e caminha sentido Metrô Anhangabaú;
20h30: Grupo segue pela Rua Xavier de Toledo;
20h37: PM cerca Metrô Angangabaú;
20h42: PM joga gás de pimenta nos manifestantes que forçam entrada da estação do metrô;
20h49: Metrô Anhangabaú é fechada;
21h30: Passageiros discutem com manifestantes;
21h59: Seguranças autorizam entrada aos poucos de passageiros;
22h26: Segurança do Metrô é ferido na cabeça;
22h31: Funcionários avisam que estação foi fechada e não reabre mais nesta quinta;
23h: Apesar do aviso anterior, Metrô volta a abrir Estação Anhangabaú.

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagens de Fábio Tito

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Metrô reduz preço da passagem devido a falta de troco

Quem passava pela Estação República na manhã de 18/01/2016 logo via o anúncio: "Tarifa reduzida temporariamente por falta de troco. R$ 3,75."

Desde que o reajuste entrou em vigor, em 09/01/2016, aumentando o valor da tarifa de R$ 3,50 para R$ 3,80, são frequentes anúncios no sistema de som pedindo ao passageiro que facilite o troco.

Além da redução de preço da passagem, a falta de troco causa grandes filas nos guichês. Pela manhã, as estações Sé e Barra Funda acumulavam passageiros que queriam comprar bilhetes e o mesmo se repetia em outros lugares. 

"Percebi que tinha mais fila que o normal e um funcionário pedia que quem tivesse o dinheiro exato fosse direto a tal guichê. Cheguei ao meu destino e escutei os alto-falantes fazendo o mesmo anúncio", conta a professora de idiomas Débora Tullio, que embarcou às 9h na Estação Santa Cruz em direção à Portuguesa-Tietê, paradas da Linha 1-Azul.

Ela pagou R$ 3,75 pelo bilhete, o que se repetiu três vezes quando utilizou linhas de ônibus.

As filas ainda eram longas na Estação Santa Cruz até o começo da tarde, por volta das 13h, quando o gestor de relacionamento Renato do Vale passou pelo local.

"Aumento de tarifa para um serviço degradante", classifica. De acordo com o gestor, apesar da justificativa de dificuldades com o troco, havia poucos atendentes e a tarifa não era menor naquele momento.

"Comprei dez passagens e paguei integral. Não reduziam para ninguém", diz.

De acordo com o procedimento operacional entregue aos funcionários do Metrô, deve-se criar uma bilheteria expressa, para quem tem o valor exato da passagem, assim que for notada a falta de troco.

Se o problema persistir, as salas de controle devem ser informadas para que seja adotada a redução de tarifa e o novo valor seja determinado.

A partir daí, deve ser fixada comunicação visual com o valor definido e o preço normal deve ser encoberto. Apenas um guichê deve ser mantido aberto com tarifa normal até o início das vendas com tarifa reduzida.

"Para não prejudicar os passageiros, optou-se por reduzir - pontualmente - a tarifa em algumas estações. Essa estratégia não está ligada ao aumento da tarifa e, sim, à falta de circulação de moedas", afirma o Metrô, que também tem remanejado moedas entre as estações e adquirido troco com o comércio dos arredores.

O procedimento é o mesmo adotado na CPTM

"A redução é uma situação emergencial porque não podemos prejudicar a arrecadação", pontua o gerente de relacionamento da CPTM Sérgio de Carvalho, que afirma não ser possível mensurar o prejuízo por causa da tarifa reduzida.

Além das campanhas publicitárias nas estações e nas redes sociais, a companhia tem recorrido à Casa da Moeda para trocar cédulas. "Infelizmente as pessoas têm o costume de reter moedas de 10 centavos, que são as mais necessárias para o troco da nova tarifa".

No caso dos ônibus, a SPTrans sinaliza que é responsabilidade das empresas abastecerem os veículos com troco aos passageiros.

Caso o operador deixe de fornecer o troco correspondente, a empresa pode ser multada no valor de R$ 360 e até R$ 720, em caso de reincidência.

A falta de troco pode ser denunciada pelos usuários nas redes sociais da SPTrans, no site www.sptrans.com.br/SAC ou no telefone 156.

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Estações do Metrô diminuem preço da tarifa devido a falta de troco

Devido falta de troco, algumas estações do Metrô de São Paulo estão cobrando a tarifa antiga de R$ 3,50, ao invés de R$ 3,80. Reportagem da TV Globo mostra que a estação Consolação é uma delas. Funcionários ouvidos pela emissora dizem que o problema ocorre diariamente deste o aumento da tarifa. Em alguns dias, o preço da venda dos bilhetes nos guichês começa com o valor integral, mas quando o troco vai acabando o valor diminui.

Apesar de atrair interessados, o Metrô só vende um bilhete por pessoa nesse preço. Na estação mais próxima, Trianon-Masp, a reportagem constatou que não há problema e a tarifa segue os R$ 3,80. O Metrô informa ainda que o problema é por falta de moedas no comércio e não está ligado a discussão do aumento da passagem.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

Estação República oferece desconto na passagem de Metrô na bilheteria

Quem passava pela Estação República na manhã de ontem, 18/01/2016, logo via o anúncio: "Tarifa reduzida temporariamente por falta de troco. R$ 3,75." 
 
Desde que o reajuste entrou em vigor, em 09/01/2016, aumentando o valor da tarifa de R$ 3,50 para R$ 3,80, são frequentes anúncios no sistema de som pedindo ao passageiro que facilite o troco.

Além da redução de preço da passagem, a falta de troco causa grandes filas nos guichês. Pela manhã, as estações Sé e Barra Funda acumulavam passageiros que queriam comprar bilhetes e o mesmo se repetia em outros lugares. 

Publicidade
</div> <div id='passback-wb287a87b0b'></div>
"Percebi que tinha mais fila que o normal e um funcionário pedia que quem tivesse o dinheiro exato fosse direto a tal guichê. Cheguei ao meu destino e escutei os alto-falantes fazendo o mesmo anúncio", conta a professora de idiomas Débora Tullio, que embarcou às 9h na Estação Santa Cruz em direção à Portuguesa-Tietê, paradas da Linha 1-Azul. 

Ela pagou R$ 3,75 pelo bilhete, o que se repetiu três vezes quando utilizou linhas de ônibus.

As filas ainda eram longas na Estação Santa Cruz até o começo da tarde, por volta das 13h, quando o gestor de relacionamento Renato do Vale passou pelo local. 

"Aumento de tarifa para um serviço degradante", classifica. De acordo com o gestor, apesar da justificativa de dificuldades com o troco, havia poucos atendentes e a tarifa não era menor naquele momento. 

"Comprei dez passagens e paguei integral. Não reduziam para ninguém", diz.

De acordo com o procedimento operacional entregue aos funcionários do Metrô, deve-se criar uma bilheteria expressa, para quem tem o valor exato da passagem, assim que for notada a falta de troco. 

Se o problema persistir, as salas de controle devem ser informadas para que seja adotada a redução de tarifa e o novo valor seja determinado. 

A partir daí, deve ser fixada comunicação visual com o valor definido e o preço normal deve ser encoberto. Apenas um guichê deve ser mantido aberto com tarifa normal até o início das vendas com tarifa reduzida.

"Para não prejudicar os passageiros, optou-se por reduzir - pontualmente - a tarifa em algumas estações. Essa estratégia não está ligada ao aumento da tarifa e, sim, à falta de circulação de moedas", afirma a Companhia do Metrô, que também tem remanejado moedas entre as estações e adquirido troco com o comércio dos arredores. O procedimento é o mesmo adotado na CPTM

"A redução é uma situação emergencial porque não podemos prejudicar a arrecadação", pontua o gerente de relacionamento da CPTM Sérgio de Carvalho, que afirma não ser possível mensurar o prejuízo por causa da tarifa reduzida. 

Além das campanhas publicitárias nas estações e nas redes sociais, a companhia tem recorrido à Casa da Moeda para trocar cédulas. "Infelizmente as pessoas têm o costume de reter moedas de 10 centavos, que são as mais necessárias para o troco da nova tarifa".
No caso dos ônibus, a SPTrans sinaliza que é responsabilidade das empresas abastecerem os veículos com troco aos passageiros. 

Caso o operador deixe de fornecer o troco correspondente, a empresa pode ser multada no valor de R$ 360 e até R$ 720, em caso de reincidência. 

A falta de troco pode ser denunciada pelos usuários nas redes sociais da SPTrans, no site www.sptrans.com.br/SAC ou no telefone 156.

Fonte da Notícia: Revista Exame 
Imagem: UOL

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Uma pessoa segue detida após vandalismo na manifestação de ontem (14/01/2016)

Vidro quebrado na estação Consolação (Foto: Reprodução Twitter @pmesp)
Estação Consolação (Linha 2-Verde) vandalizada ontem (14/01/2016)
Sete pessoas das oito detidas após protesto contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo foram liberadas entre a madrugada e a manhã de hoje (15/01/2016).

O homem que segue detido deve responder por dano ao patrimônio da Estação Consolação do Metrô e não teve fiança arbitrada porque, segundo o Bom Dia São Paulo, o caso era mais grave e sua pena deve ser maior do que quatro anos.

Um dos detidos, que também responde por dano ao patrimônio, pagou fiança de um salário e foi liberado no fim da manhã desta sexta do 78º Distrito Policial, nos Jardins.

Segundo reportagem da CBN, uma repórter da rádio foi ferida por um tiro de bala de borracha. A SSP informou, por meio de nota, que "solicita o comparecimento da repórter para o registro da ocorrência, com os detalhes de horário e local, que possibilitem os dados necessários para a devida apuração e responsabilização".

Ontem (14/01/2016), os manifestantes convocados pelo Movimento Passe Livre realizaram o 3º ato do ano contra o aumento das tarifas. A concentração aconteceu em dois pontos da cidade: na região central, junto ao Theatro Municipal, e na Zona Oeste, no Largo da Batata, em Pinheiros.

A tarifa de ônibus, trens e metrô subiu de R$ 3,50 para R$ 3,80 no sábado (09/01/2016). Desde a semana passada, o MPL faz atos contra o reajuste.

O movimento divulgou durante a tarde os dois trajetos que foram seguidos nesta quinta-feira. Um grupo caminhou do Largo da Batata até a Estação Butantã do Metrô e outro andou do Theatro Municipal até a Avenida Paulista.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública criticou a proximidade entre a divulgação das rotas e a realização da manifestação, mas assegurou que iria "providenciar a segurança no trajeto das duas manifestações para garantir a tranquilidade da população paulistana".

No fim do ato, depois que o grupo que seguiu até o Masp se dispersou, alguns manifestantes quebraram vidros da Estação Consolação e abriram o acesso ao metrô, que estava fechado. Algumas pessoas tentaram pular as catracas e um jovem lançou um rojão dentro da estação. Houve correria e quem estava lá dentro saiu pelo outro acesso. A PM lançou uma bomba de efeito moral na Paulista para dispersar quem estava perto da estação.

Um dos detidos, segundo a PM, foi o homem que jogou um rojão dentro do Metrô.

Veja como foi a manifestação, minuto a minuto:
- 16h45: PMs revistam quem chega aos dois pontos de concentração
- 17h: começa concentração no Largo da Batata e no Theatro Municipal
- 17h40: Policiais formam cordão de isolamento na Rua Coronel Xavier de Toledo
- 18h10: PM aprovou o trajeto do Largo da Batata
- 18h15: Polícia aprovou também a rota do Theatro Municipal
- 18h40: Depois de um jogral, o grupo começa a caminhar no Centro
- 18h43: Manifestantes deixam o Largo da Batata
- 18h50: Secretário da Segurança olha passeata da janela de prédio
- 19h15: Manifestante picha "3,80 não" na porta de loja no Centro
- 19h33: Barulho de bomba é ouvido, mas ato segue pacífico
- 20h06: Manifestantes da Zona Oeste passam pela Ponte Cidade Universitária
- 20h08: Grupo que caminhou pelo Centro chega à Avenida Paulista
- 20h26: Manifestantes chegam ao Masp
- 20h30: Grupo que caminhou pela Zona Oeste chega à Av. Vital Brasil
- 20h40: Grupo da Região Central deixa o vão do Masp e segue pela Av. Paulista
- 20h43: Manifestantes da Zona Oeste chegam à Estação Butantã do Metrô
- 20h48: Grupo quebra vidros da estação Consolação do Metrô, no Centro
- 20h50: Manifestantes no Centro forçam entrada na estação Consolação
- 20h52: Grupo é forçado a sair da Estação Consolação; parte fica fechada no local
- 21h08: PM dispara bomba de gás lacrimogêneo na Av. Paulista
- 21h10: Acaba ato na Zona Oeste. PM libera aos poucos a entrada da Estação Butantã
- 21h15: Três são detidos pela PM próximo à Estação Consolação, no Centro
- 21h33: Catracas da Estação Butantã são liberadas após grupo ficar cerca de 30 minutos sentado em frente aos acessos
- 21h35: PM confirma que são oito os detidos durante a manifestação
- 21h45: Metrô libera acessos à Estação Consolação, na Paulista
- 22h03: Polícia dispersa manifestantes da região da Marginal Pinheiros

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem: Veja São Paulo

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Tarifa do Transporte Público é ajustada abaixo da inflação

​A Secretaria Municipal de Transportes e a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos informam que, desde 09/01/2016, passaram a vigorar os novos valores das tarifas de transporte coletivo sobre pneus na capital paulista e de transporte coletivo sobre trilhos na Região Metropolitana de São Paulo.

A inflação acumulada desde o último reajuste, em 06/01/2015, foi de 10,49%, segundo o IPC-Fipe. No entanto, as duas Secretarias de Transportes decidiram, em conjunto, fixar reajuste menor que a inflação. O bilhete unitário foi reajustado em 8,57%, passando dos atuais R$ 3,50 para R$ 3,80. A tarifa com integração entre ônibus e trilhos, de R$ 5,45 para R$ 5,92.

Além de reajustar a tarifa abaixo da inflação, as duas Secretarias decidiram congelar, sem qualquer reajuste, os valores atuais dos bilhetes temporais:
  • Ônibus ou Trilhos
    24 horas: R$ 10,00
    Semanal: R$ 38,00
    Mensal: R$ 140,00
  • Integrado Ônibus e Trilhos
    24 horas: R$ 16,00
    Semanal: R$ 60,00
    Mensal: R$ 230,00
  • Trilhos (Metrô e CPTM)
    Madrugador: R$ 2,92
    Da Hora: R$ 2,92
EMTU 

Para os ônibus da EMTU, o percentual médio do reajuste irá variar em cada uma das cinco Regiões Metropolitanas vinculadas à empresa: São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Sorocaba e Vale do Paraíba -- mas nenhum valor será reajustado acima da inflação.

Ações dos governos estadual e municipal visaram preservar orçamento familiar

As administrações municipal e estadual têm atuado no sentido de alinhar alguns aspectos das respectivas políticas tarifárias, visando a redução do peso do transporte no orçamento das famílias residentes na Região Metropolitana de São Paulo. Dentre as medidas tomadas em conjunto, desde então, cabe destacar:
  1. Foi criado o Bilhete Único de ônibus e trilhos mensal, que permite ao usuário frequente dos sistemas de transporte um desconto em relação à política tradicional do Bilhete Único. Nos dois reajustes desde então, as tarifas dessa modalidade não sofreram qualquer aumento, o que se reflete em um crescimento gradual de sua utilização.
  2. Também não sofrerá qualquer reajuste o usuário dos bilhetes Madrugador, válido no início da operação do Metrô, entre 4h40 e 6h15, e na CPTM, das 4h até as 5h35. Também ficará sem reajuste o bilhete Da Hora, que concede benefício entre as 9h e 10h da manhã nas Linhas 5-Lilás do Metrô e 9-Esmeralda da CPTM.
  3. A tarifa zero permanece para pessoas com deficiência e idosos (a gratuidade foi ampliada para pessoas com mais de 60 anos em Julho de 2012 – Lei 15.187) e alunos de escolas e universidades que comprovarem baixa renda. Além disso, todo estudante, da rede pública ou privada, já tem direito à meia tarifa e continuará com esse benefício.
  4. O trabalhador desempregado, usuário do transporte por ônibus no município, passará a contar com a gratuidade em moldes similares aos praticados no transporte sobre trilhos.
  5. Mais da metade dos usuários do sistema de transportes (53%) não será impactada pela mudança na tarifa unitária, porque são benificiários de gratuidades, usam bilhetes temporais que não terão aumento ou são trabalhadores que já pagam o limite legal de 6% do salário para o vale transporte.
Fonte da Notícia: CPTM

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Recarga de Bilhete Único aumenta 23,5% dias antes de reajuste de tarifa

A procura pela recarga do Bilhete Único disparou nesta semana, dias antes do aumento para R$ 3,80, que valerá a partir de amanhã (09/01/2016). Segundo a SPTrans, o total arrecadado entre 04 e 05/01/2016 com as recargas foi de R$ 48 milhões, 23,5% mais do que nos dois primeiros dias úteis de Dezembro de 2015.
Quem recarregar até as 23h59 de hoje (08/01/2016) o Bilhete Único Comum continuará pagando R$ 3,50 nas passagens de ônibus, trem e metrô até o final do crédito. Já os bilhetes mensal, diário, semanal e madrugador não terão alteração de valor.
Com isso, os postos de recarga em terminais de ônibus e Metrô estão registrando filas
 Bilhete Único tem um limite de armazenamento de R$ 250. O valor máximo de recarga aceito em uma única vez, porém, é um pouco menor, de R$ 230.
Quem depositar no Bilhete Único Comum os R$ 250 máximos de crédito poderá fazer seis viagens a mais do que quem depositar essa mesma quantia a partir do sábado.
A decisão de reajustar as tarifas de ônibus, metrô e trem a partir de 9 de janeiro foi tomada pelo Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e o Governador Geraldo Alckmi
Com a mudança, a tarifa com integração entre ônibus e trilhos aumentou de R$ 5,45 para R$ 5,92.
Outras modalidades
 
O Bilhete Único Mensal de ônibus, que custa R$ 140, agora vai valer a pena para quem fizer a partir de 37 viagens por mês. Isso porque quem fizer 36 viagens e comprar as passagens de forma avulsa por R$ 3,80 vai gastar R$ 136,80. Na prática, quem usar o Bilhete Único Mensal "viaja de graça" a partir da 37ª viagem.

Quem vai e volta de ônibus do trabalho, por exemplo, gastará R$ 167,20 durante um mês com 22 dias úteis se comprar as passagens avulsas por R$ 3,80. O valor é R$ 27,20 a mais do que custa o Bilhete Único Mensal. O preço de R$ 140,00 é o mesmo para o Bilhete Único Mensal na versão trilhos (Metrô e CPTM).
Aumentos
 
O último aumento ocorreu em Janeiro de 2015, quando Haddad autorizou que tarifa dos ônibus subisse de R$ 3,00 para R$ 3,50 após ficar mais de um ano congelada. Dias depois, Alckmin aumentou as passagens de trens e metrô para o mesmo valor. O Movimento Passe Livre fez protestos contra o reajuste.

Em 2013, o aumento das tarifas do transporte público gerou protestos emJunho . As manifestações fizeram o prefeito e o governador de São Paulo recuarem do reajuste de R$ 3,00 para R$ 3,20 naquele ano.
Pichações
 
Após o anúncio do reajuste das tarifas de ônibus, no último dia 30, vários pontos amanheceram pichados para protestar contra o aumento na cidade de São Paulo. Na Avenida Paulista, além dos pontos de ônibus, os vândalos picharam algumas calçadas.

A Otima, empresa responsável pela manutenção dos pontos de ônibus, disse que "realiza manutenção de forma rotineira e que iria trabalhar na higienização dos abrigos da região".
 
Fonte da Notícia: SP News Trans
Imagem: Feijaozão

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

ATENÇÃO! Recarregue seu Bilhete Único até amanhã (08/01/2016) para continuar pagando R$ 3,50 de tarifa

Os usuários do sistema público de transporte de São Paulo têm até as 23h59 de amanhã (08/01/2016) para recarregarem seus Bilhetes Únicos Comuns e continuarem pagando R$ 3,50 nas passagens de ônibus, trem e metrô, por mais algum tempo. A partir de 09/01/2016, a tarifa, com exceção da cobrada no Bilhete Único Mensal, passará a custar R$ 3,80.

Passageiros fizeram fila nesta terça-feira (05/01/2016) nos postos de recarga. A SPTrans disse que a procura pela recarga já cresceu 20% e deve aumentar até o fim da semana.

O Bilhete Único tem um limite de armazenamento de R$ 250. O valor máximo de recarga aceito em uma única vez, porém, é um pouco menor, de R$ 230. Caso o passageiro recarregue até sexta-feira, poderá utilizar todo esse crédito pagando o valor antigo da passagem, R$ 3,50.

Quem depositar no Bilhete Único Comum os R$ 250 máximos de crédito poderá fazer seis viagens a mais do que quem depositar essa mesma quantia a partir do sábado.

A decisão de reajustar as tarifas da SPTrans, CPTM e Metrô a partir de 09/01/2016 foi tomada pelo Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o Governador Geraldo Alckmi 

Com a mudança, a tarifa com integração entre ônibus e trilhos aumentou de R$ 5,45 para R$ 5,92. As tarifas dos bilhetes mensal, semanal, diário e madrugador permanecem congeladas.

O Bilhete Único Mensal de ônibus, que custa R$ 140,00, agora vai valer a pena para quem fizer a partir de 37 viagens por mês. Isso porque quem fizer 36 viagens e comprar as passagens de forma avulsa por R$ 3,80 vai gastar R$ 136,80. Na prática, quem usar o Bilhete Único Mensal "viaja de graça" a partir da 37ª viagem.

Quem vai e volta de ônibus do trabalho, por exemplo, gastará R$ 167,20 durante um mês com 22 dias úteis se comprar as passagens avulsas por R$ 3,80. O valor é R$ 27,20 a mais do que custa o Bilhete Único Mensal. O preço de R$ 140 é o mesmo para o Bilhete Único Mensal na versão trilhos (Metrô e trem).

O último aumento ocorreu em janeiro de 2015, quando Haddad autorizou que tarifa dos ônibus subisse de R$ 3 para R$ 3,50 após ficar mais de um ano congelada. Dias depois, Alckmin aumentou as passagens de trens e metrô para o mesmo valor. O Movimento Passe Livre fez protestos contra o reajuste.

Em 2013, o aumento das tarifas do transporte público geraram protestos em Junho de 2013, se espalhando para todo o país. As manifestações fizeram o Prefeito e o Governador de São Paulo recuarem do reajuste de R$ 3,00 para R$ 3,20 naquele ano.

Fonte da Notícia: G1-SP

Amanhã (08/01/2016) terá manifestação contra o reajuste do Transporte Público de SP

Integrantes do Movimento Passe Livre carregam bandeira contra catracas em protesto na Avenida Paulista, em São Paulo
Manifestação contra o reajuste da tarifa em Janeiro de 2015
O Movimento Passe Livre marcou um protesto amanhã (08/01/2016), na véspera do aumento da tarifa da SPTrans, Metrô e CPTM para R$ 3,80, anunciada no final de 2015

A informação foi confirmada pela militante do grupo, Luíze Tavares. O local, horário e trajeto ainda serão definidos. O Movimento diz que o ato do dia 8 é apenas o primeiro.

"O MPL encara o aumento de forma bem combatente. Nem nós nem as pessoas vão ficar à mercê. Porque as pessoas sentem no bolso e estão bem incomodadas. Vamos bater de frente com o aumento", disse Luíze.

Os bilhetes unitários, atualmente em R$ 3,50, vão passar para R$ 3,80 a partir do dia 09/01/2016.

O reajuste será de 8,6% e vai ficar abaixo da inflação, já que a previsão do IPCA é de 10,72%. Com o aumento, as tarifas de integração devem subir de R$ 5,45 para R$ 5,92.

De acordo com a militante, o MPL vai às ruas contra o aumento da tarifa e em defesa da principal bandeira do grupo, a tarifa zero.

"Transporte tem que ser tratado como direito social. Como a gente pode falar que uma educação e uma saúde são públicas se a gente paga R$3,50, e agora R$ 3,80, para chegar a esses lugares?", questionou.

Estudantes secundaristas que ocuparam escolas contra a reorganização proposta por Alckmin manifestaram apoio ao MPL e vão participar do protesto. É o caso da Escola Estadual Fernão Dias, em Pinheiros, que já se mobiliza para ir às ruas.

"O preço da tarifa do transporte público está sempre na agenda dos estudantes. Não podemos ter uma educação de qualidade sem ter a liberdade de ir e vir. Para ir ao cinema, teatro, museu ficamos emperrados por uma catraca. Então, essa luta é nossa, sim", disse o estudante do 3º ano, Heudes Cássio Oliveira, de 18 anos.

Nas redes sociais, o coletivo "Mal Educado", criado pelos secundaristas durante as ocupações, informou que o aumento é "mais um golpe contra estudantes e trabalhadores" e que "2016 é ano de luta". Já o Movimento Luta do Transporte no Extremo Sul publicou nota afirmando que "3,80 o trabalhador não aguenta".

O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior, disse que o aumento dificulta o acesso da população, já "prejudicada com a crise econômica". 

"O que os governos fizeram foi uma maldade nesse fim de ano com a população, anunciando o aumento da passagem, quando poderiam estar discutindo a redução para ajudar as pessoas", afirmou.

Segundo Júnior, o Sindicato vai se mobilizar com o MPL contra o aumento. "Vamos discutir com os advogados todas as medidas possíveis e cabíveis para entrar na Justiça contra o reajuste. A nossa intenção é que o governo volte atrás", disse.

Representantes do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano não foram localizados pela reportagem.

Fonte da Notícia: Revista Exame
Imagem: Revista Exame

ATENÇÃO! Bilhete Único pode ser recarregado até amanhã (08/01/2016) pelo valor de R$ 3,50

Uma das formas de fugir do aumento das tarifas da SPTrans, CPTM e Metrô, que servem a capital paulista e, no caso dos transportes ferroviários, também a Grande São Paulo, é recarregar o Bilhete Único antes do reajuste que vai ocorrer neste sábado, 09/01/2016.

Sabendo disso, muitas pessoas já estão indo aos postos da SPTrans, estações de trem e de metrô para fazer a recarga. Por isso, é necessário ter muita paciência e disposição para enfrentar filas.

Quem recarregar o Bilhete Único antes do aumento vai continuar pagando a tarifa sem reajuste até o final dos créditos, sem prazo para utilização.

Somente entre 04 e 05/01/2016, a SPTrans São Paulo Transporte registrou aumento de 23,5% na recarga do Bilhete Único em comparação aos dois primeiros dias úteis de dezembro. A arrecadação foi de R$ 48 milhões.

O Bilhete Único pode armazenar na modalidade comum R$ 250 em créditos. O valor máximo de uma única recarga é de R$ 230.

Quem fizer a recarga agora e armazenar R$ 250 em créditos de passagens, até se esgotar esta recarga, pode fazer seis viagens a mais do que a pessoa que comprar os créditos depois do reajuste pagando os mesmos R$ 250.

Vale lembrar que a integração entre ônibus e sistema de trilhos terá também aumento, de R$ 5,45 para R$ 5,92, também no sábado. Hoje quem usa ônibus a R$ 3,50 e passa na catraca do metrô e do trem vê desconto de R$ 1,95 no bilhete registrado no validador. Depois do aumento, o valor que vai aparecer é de R$ 2,12.

As modalidades Diária, Semanal e Mensal do Bilhete Único não terão reajuste e podem ser vantagens para quem faz um número mínimo de viagens em cada um destes períodos. Acompanhe:

– Bilhete Único (só ônibus): R$ 3,80
– Bilhete Único (só trilhos): R$ 3,80
– Bilhete Único (integração ônibus e trilhos): R$ 5,92
– Bilhete Único Diário (só ônibus ou só trilhos): R$ 10 – permanece congelado e vale a pena para duas viagens pagas ou mais
– Bilhete Único Diário (integração ônibus e trilhos): R$ 16– permanece congelado e vale a pena para três viagens pagas ou mais.
– Bilhete Único Semanal (só ônibus ou só trilhos): R$ 38 – permanece congelado e vale a pena para dez viagens ou mais.
– Bilhete Único Semanal (intgração ônibus e trilhos):R$ 60 – permanece congelado e vale a pena para onze viagens ou mais.
– Bilhete Único Mensal (só ônibus ou só trilhos): R$ 140 – permanece congelado e vale a pena para 37 viagens ou mais.
– Bilhete Único Mensal (integração ônibus e trilhos): R$ 230 – permanece congelado e vale a pena para 39 viagens ou mais.
– Bilhete Madrugador CPTM:  R$ 2,92, permanece congelado, sendo que o horário vigente é das 04h00 às 05h35
– Bilhete Da Hora – Linha 9 Esmeralda CPTM: R$ 2,92 – permanece congelado, sendo que o horário vigente é das 09h00 às 10h00.
– Bilhete Madrugador Metrô: R$ 2,92 – permanece congelado, sendo que o horário vigente é 04h40 às 06h15.

Tanto para os trens da CPTM, Metrô e ônibus municipais de São Paulo, as modalidades de Bilhete Único devem ser solicitadas no site da SPTrans :http://bilheteunico.sptrans.com.br/

Tenha em mãos os seguintes documentos e dados: RG, CPF, CEP residencial e uma foto digitalizada 3X4.

O passageiro deve escolher a opção de envio do Bilhete quando estiver pronto para um posto de atendimento da SPTrans mais perto de casa, escola, faculdade ou  trabalho. A confirmação do cadastro será mandada pela SPTrans por e-mail.  Na hora de retirar o cartão, é necessário apresentar um documento original com foto.

Se não for possível fazer o cadastro pela internet, o passageiro deve imprimir o formulário e colar a foto 3X4  procurar um posto da SPTrans  ou enviar pelo o correio à SPTrans para seguinte endereço:
Rua Três de Dezembro, 34 – São Paulo – SP – CEP: 01014-020.

Fonte da Notícia: Blog Ponto de Ônibus
Imagem: Sindionibus

Transporte Público passará a custar R$ 3,80 a partir de 09/01/2016

Manifestação contra o reajuste das passagens em Janeiro de 2015
O Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o Governador Geraldo Alckmin decidiram reajustar as tarifas de ônibus, metrô e trem a partir de 09/01/2016. A informação foi confirmada pelo Bom Dia São Paulo.

O bilhete unitário foi reajustado em 8,57%, passando dos atuais R$ 3,50 para R$ 3,80. A tarifa com integração entre ônibus e trilhos aumentou de R$ 5,45 para R$ 5,92. As tarifas dos bilhetes mensal, semanal, diário e madrugador permanecem congeladas.

O reajuste é menor do que a inflação acumulada no período, de 10,49%, segundo o IPC-Fipe.

Como vão ficar as tarifas a partir do dia 09/01/2016

- bilhete unitário de ônibus: reajustado para R$ 3,80
- bilhete unitário de metrô: reajustado para R$ 3,80
- bilhete unitário de trem: reajustado para R$ 3,80
- bilhete 24 horas de ônibus: mantido em R$ 10
- bilhete semanal de ônibus: mantido em R$ 38
- bilhete mensal de ônibus: mantido em R$ 140
- integração entre ônibus e trilhos: reajustado para R$ 5,92
- integração entre ônibus e trilhos 24 horas: mantido em R$ 16
- integração entre ônibus e metrô semanal: mantido em R$ 60
- integração entre ônibus e  trilhos mensal: R$ 230
- Trilhos madrugador: mantido em R$ 2,92
- Da Hora: mantido em R$ 2,92

- Para os ônibus da EMTU, o percentual médio do reajuste irá variar em cada uma das cinco regiões metropolitanas vinculadas à empresa - São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Sorocaba e Vale Paraíba, mas nenhum valor será reajustado acima da inflação.

O último aumento ocorreu em Janeiro de 2015, quando Haddad autorizou que tarifa dos ônibus subisse de R$ 3,00 para R$ 3,50 após ficar mais de um ano congelada. Dias depois, Alckmin aumentou as passagens de trens e metrô para o mesmo valor. O Movimento Passe Livre (MPL) fez protestos contra o reajuste.

Em 2013, o aumento das tarifas do transporte público geraram protestos em junho de 2013, se espalhando para todo o país. As manifestações fizeram o prefeito e o governador de São Paulo recuarem do reajuste de R$ 3 para R$ 3,20 naquele ano.

Subsídio
 
Em Outubro de 2015, a Prefeitura de São Paulo publicou um decreto aumentando os subsídios pagos às empresas de ônibus em R$ 144 milhões. Os valores são compensações tarifárias previstas em contrato e que servem para “indenizar” as empresas pelo transporte de pessoas que não pagam a tarifa. É o caso dos estudantes, que desde o início do ano podem fazer viagens totalmente gratuitas, e de aposentados.

Os R$ 144 milhões foram retirados de projetos tidos como prioritários pela gestão Fernando Haddad (PT), como a construção e a modernização de corredores e terminais de ônibus, que vão perder R$ 33 milhões. Outros R$ 14 milhões virão da verba prevista para a construção de moradias populares.
emanejamento foi publicado em Dezemro de 2015 no Diário Oficial do município. Com a verba, a administração tenta resolver a dívida com as empresas de ônibus da cidade, que já chega a R$ 90 milhões.

A Prefeitura de São Paulo afirma que o Orçamento previsto anteriormente ficou “aquém do total de subsídios” necessário. O Orçamento deste ano previu R$ 1,4 bilhão para esse tipo de compensação. Para 2016, o valor deve ser ainda maior. Segundo projeto de lei enviado pela Prefeitura à Câmara, a previsão é gastar R$ 1,9 bilhão em 2016

A SPUrbanuss, que representa as empresas de ônibus da cidade, afirma que elas estão enfrentando dificuldades para honrar seus compromissos financeiros com os funcionários e fornecedores. Ressaltam, porém, que não haverá problemas com a operação.

"As empresas concessionárias esperam que essa situação se normalize o mais rápido possível e asseguram que não haverá problemas com a operação normal do serviço de transporte urbano."
No início de outubro, o prefeito negou que já tenha decidido sobre o possível congelamento do valor da tarifa de ônibus. Haddad disse que tem feito uma política metropolitana e que as decisões de aumento são tomadas em conjunto com o governo do estado e demais municípios.

“Na verdade tem dois fatores que precisam ser considerados: primeiro, que a gente tem feito uma política metropolitana que inclui inclusive o governo do estado, as decisões sobre tarifa de transporte público têm sido organizadas mediante conversas entre prefeitos e entre o prefeito e o governador. Então, as decisões têm sido tomadas na mesma data criando uma política metropolitana e não uma política casuística, em função de calendário ou de partidarização”, destacou.

Enquanto isso, a Prefeitura tenta contratar um novo serviço de ônibus para substituir o atual. Uma licitação foi lançada na última semana e tem previsão de abertura de envelopes para o mês de novembro. A licitação vai alterar o funcionamento do serviço de ônibus da capital pelos próximos 20 anos e vai mudar também a forma como a remuneração é feita.

Uma das alterações diz respeito à satisfação do consumidor, que passará a ser levada em conta nos valores repassados às concessionárias.

Preservar 'orçamento familiar'

Em nota, os governos estadual e municipal informaram que o objetivo de reajustar abaixo da inflação e manter os valores dos bilhetes para além de uma viagem é o de "preservar o orçamento familiar".
"As administrações municipal e estadual têm atuado no sentido de alinhar alguns aspectos das respectivas políticas tarifárias, visando a redução do peso do transporte no orçamento das famílias residentes na Região Metropolitana de São Paulo. Dentre as medidas tomadas em conjunto, desde então, cabe destacar:

1. Foi criado o Bilhete Único de ônibus e trilhos mensal, que permite ao usuário frequente dos sistemas de transporte um desconto em relação à política tradicional do Bilhete Único. Nos dois reajustes desde então, as tarifas dessa modalidade não sofreram qualquer aumento, o que se reflete em um crescimento gradual de sua utilização.

2. Também não sofrerá qualquer reajuste o usuário dos bilhetes Madrugador, válido no início da operação do Metrô, entre 4h40 e 6h15, e na CPTM, das 4h até as 5h35. Também ficará sem reajuste o bilhete Da Hora, que concede benefício entre as 9h e 10h da manhã nas linhas 5 do Metrô e 9 da CPTM.

3. A tarifa zero permanece para pessoas com deficiência e idosos (a gratuidade foi ampliada para pessoas com mais de 60 anos em julho de 2012 – Lei 15.187) e alunos de escolas e universidades que comprovarem baixa renda. Além disso, todo estudante, da rede pública ou privada, já tem direito à meia tarifa e continuará com esse benefício.

4. O trabalhador desempregado, usuário do transporte por ônibus no município, passará a contar com a gratuidade, em moldes similares aos praticados no transporte sobre trilhos.

5. Mais da metade dos usuários do sistema de transportes (53%) não será impactada pela mudança na tarifa unitária, porque são benificiários de gratuidades, usam bilhetes temporais que não terão aumento ou são trabalhadores que já pagam o limite legal de 6% do salário para o vale transporte", diz a nota.

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem: Jornalismo Junior

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Primeira manifestação contra o reajuste do Transporte Público está marcada para dia 08/01/2016

Protesto contra a tarifa
Manifestações contra o reajuste no transporte público em Jan/2015
O Movimento Passe Livre marcou um protesto em 08/01/2016, na véspera do aumento da tarifa de ônibus, metrô e trem para R$ 3,80, anunciada ontem, 30/12/2015. A informação foi confirmada pela militante do grupo, Luíze Tavares. O local, horário e trajeto ainda serão definidos. O Movimento diz que o ato do dia 08/01/2016 é apenas o primeiro.

"O MPL encara o aumento de forma bem combatente. Nem nós nem as pessoas vão ficar à mercê. Porque as pessoas sentem no bolso e estão bem incomodadas. Vamos bater de frente com o aumento", disse Luíze.

Os bilhetes unitários, atualmente em R$ 3,50, vão passar para R$ 3,80 a partir do dia 09/01/2016. O reajuste será de 8,6% e vai ficar abaixo da inflação, já que a previsão do IPCA é de 10,72%. Com o aumento, as tarifas de integração devem subir de R$ 5,45 para R$ 5,92.

De acordo com a militante, o MPL vai às ruas contra o aumento da tarifa e em defesa da principal bandeira do grupo, a tarifa zero. "Transporte tem que ser tratado como direito social. Como a gente pode falar que uma educação e uma saúde são públicas se a gente paga R$3,50, e agora R$ 3,80, para chegar a esses lugares?", questionou.

Estudantes secundaristas que ocuparam escolas contra a reorganização proposta por Alckmin manifestaram apoio ao MPL e vão participar do protesto. É o caso da Escola Estadual Fernão Dias, em Pinheiros, que já se mobiliza para ir às ruas. 

Alckmin culpa preço da energia pelo aumento na tarifa de transporte

"O preço da tarifa do transporte público está sempre na agenda dos estudantes. Não podemos ter uma educação de qualidade sem ter a liberdade de ir e vir. Para ir ao cinema, teatro, museu ficamos emperrados por uma catraca. Então, essa luta é nossa, sim", disse o estudante do 3º ano, Heudes Cássio Oliveira, de 18 anos.

Nas redes sociais, o coletivo "Mal Educado", criado pelos secundaristas durante as ocupações, informou que o aumento é "mais um golpe contra estudantes e trabalhadores" e que "2016 é ano de luta". Já o Movimento Luta do Transporte no Extremo Sul publicou nota afirmando que "3,80 o trabalhador não aguenta".

O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior, disse que o aumento dificulta o acesso da população, já "prejudicada com a crise econômica". "O que os governos fizeram foi uma maldade nesse fim de ano com a população, anunciando o aumento da passagem, quando poderiam estar discutindo a redução para ajudar as pessoas", afirmou.

Preços das tarifas de ônibus, trem e metrô subirão em São Paulo

Segundo Júnior, o Sindicato vai se mobilizar com o MPL contra o aumento. "Vamos discutir com os advogados todas as medidas possíveis e cabíveis para entrar na Justiça contra o reajuste. A nossa intenção é que o governo volte atrás", disse.

Representantes do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano não foram localizados pela reportagem.

Fonte da Notícia e Imagem: Veja SP