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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Duas mulheres são atacadas por agulhas nas Estações Penha e Sé


Duas mulheres relataram terem sofrido ataques com agulhas no Metrô de São Paulo dia 05/08/2016, na Estação Penha, na Zona Leste, e na Estação Sé, na região central. A policia prendeu dia 31/07/2016 um homem acusado de atacar jovens com seringa na região central e oeste da cidade. 

Uma das vítimas, de 35 anos, que não foi identifcada pelos policiais, disse ter sido surpreendida com uma agulhada na região da lombar enquanto desembarcava na Penha por volta das 19h30. Segundo o boletim de ocorrência, ela foi atacada enquanto andava pelo túnel de acesso à Avenida Radial Leste. Mais cedo no mesmo dia, a auxiliar de limpeza Lucimar Lopes, de 42 anos, sofreu ataque parecido na Sé, na plataforma de embarque para a Linha 1-Azul, perto do meio-dia. Nos dois casos, as composições estavam cheias e as vítimas não conseguiram identificar os agressores. 

Ao se assustar com a picada, a vítima atacada na Penha disse que olhou para o lado e viu uma mulher com "um sorriso de deboche", mas não soube dizer aos policiais se ela havia de fato deferido o golpe. A mulher sacou o celular, fez duas fotos da suposta agressora e acionou a segurança do Metrô. A acusada foi chamada para prestar esclarecimentos, mas negou a versão, segundo o delegado titular da 6ª Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), Fernando Azevedo. A vítima será chamada para prestar novo depoimento nas próximas semanas.   

A auxiliar de limpeza lembra do momento em que sentiu uma forte picada abaixo da coxa da sua perna esquerda enquanto pegava baldeação para a Linha 1-Azul, na Estação Sé. "Eu coloquei a mão no lugar e senti arder. Não consegui identificar o que foi e nem quem fez", disse à Veja São Paulo na 6ª Delpom na tarde de 09/08/2016 ao registrar o boletim de ocorrência. 

O delegado Azevedo disse que solicitou as imagens das câmeras de segurança ao metrô e o exame de corpo de delito da vítima da Penha, mas descartou relação com os outros ataques. "Nenhuma delas falou ter visto uma seringa", diz. O homem preso na semana passada tinha uma seringa no bolso quando os policiais o abordaram na região da avenida Paulista, onde a maioria dos casos pelos quais é acusado foi registrado. Foram mostradas fotos do acusado às mulheres, mas elas não o reconheceram, segundo a polícia. A ligação entre os casos não está descartada. 

As duas mulheres foram submetidas a tratamentos com coquetéis de remédios, entre ele, anti-retrovirais. "Fiquei em choque. Como eu trabalho em um posto de saúde, me encaminharam a um médico, fiz exames de sangue e estou tomando remédios", disse Lucimar.

Fonte da Notícia: Veja São Paulo

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Jovem skatista é agredido na Estação Sé por seguranças

Gabriel Pacheco, skatista agredido no Metrô de São Paulo (Foto: TV Globo/Reprodução)
Depoimento de Gabriel Pacheco, o skatista agredido na Estação Sé
O skatista Gabriel Lima Pacheco, de 20 anos, agredido com chutes e golpes de cassetete por dois seguranças do Metrô de São Paulo, disse ao Bom Dia São Paulo que foi a primeira vez que sofreu uma agressão por causa de skate. "Preconceito a gente nota muito, na rua no mercado, no shopping. Mas, agressão, foi a primeira vez", afirmou o jovem.

Ele relatou que os seguranças o chamaram de vagabundo quando ele comprava bilhetes na Estação Sé. "Eles falaram: 'Tira esse skate de chão, vagabundo!'", relata Gabriel.

O caso ocorreu dia 26/05/2016. Gabriel deixou o skate no chão para comprar o bilhete do metrô quando foi abordado. Os seguranças, segundo o rapaz, pediram para ele segurar o equipamento. O jovem afirma que pediu que esperassem um pouco e, em seguida, começou a ser golpeado.

Um amigo dele que passava pela Estação Sé, no Centro, registrou o flagrante de violência. No vídeo, um dos seguranças chuta o jovem, que em seguida leva golpes de cassetete. Quem gravou a agressão tenta convencer a parar, e também leva um golpe. O skatista vai em direção a um dos seguranças e é novamente agredido. O Metrô informou que os agentes de segurança foram afastados até a apuração final da ocorrência.

A agressão só parou com a chegada de um homem que se apresenta como superior dos dois agentes. “Não via da onde vinha, percebi que eram várias seguidas. Apanhei mais ainda depois que tentei me defender", disse Gabriel.

Após ser contido, o jovem pergunta o nome do agente que o agrediu. O segurança, porém, esconde a identificação. Ele procurou a polícia apenas dia 31/05/2016.

Gabriel é estudante de história e trabalha como administrador de pequenas obras junto com o pai. Ele teve ferimentos na cabeça e no pescoço após ser agredido pelos seguranças. O caso foi registrado como lesão corporal

Fonte da Notícia e Imagem: G1-SP

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Skatista é agredido na Estação Sé durante feriado de Corpus Christi

Estação Sé (Linhas 1-Azul e 3-Vermelha)
Dois seguranças do Metrô agrediram um jovem de 20 anos com chute e golpes de cassetete em São Paulo, informou o SPTV. Um homem que passava pela Estação Sé, no Centro, registrou o flagrante de violência.
 
No vídeo, um dos seguranças chuta o jovem, que em seguida leva golpes de cassetete. Quem gravou a agressão tenta convencer a parar, e também leva um golpe. O skatista vai em direção a um dos seguranças e é novamente agredido. O Metrô informou que os agentes de segurança foram afastados até a apuração final da ocorrência.

O caso ocorreu dia 26/05/2016. Gabriel Lima Pacheco, de 20 anos, deixou o skate no chão para comprar o bilhete do metrô quando foi abordado. Os seguranças, segundo o rapaz, pediram para ele segurar o equipamento. O jovem afirma que pediu que esperassem um pouco e, em seguida, começou a ser golpeado.

A agressão só parou com a chegada de um homem que se apresenta como superior dos dois agentes. “Não relei a mão em você. Se eu tivesse relado a mão em você, você tinha razão", disse.

Após ser contido, o jovem pergunta o nome do agente que o agrediu. O segurança, porém, esconde a identificação. Ele procurou a polícia apenas no último dia 31/05/2016. Como teve ferimentos na cabeça e no pescoço, o caso foi registrado como lesão corporal.

Fonte da Notícia: G1-SP 
Créditos da Imagem Reservados ao Autor

terça-feira, 24 de maio de 2016

Metrô é condenado a pagara indenização para cega que caiu nos trilhos da companhia em 2011

Estação Guilhermina-Esperança (Linha 3-Vermelha)
A Justiça de São Paulo condenou o Metrô a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais a uma mulher com deficiência visual que, sem o auxílio de funcionários para desembarcar, caiu nos trilhos e sofreu ferimentos graves. O caso ocorreu em 21/07/2011. A informação é da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça. O Metrô de São Paulo informa que já recorreu da decisão judicial e aguarda novo julgamento.

Os desembargadores Achile Mario Alesina Junior, relator, e Spencer Almeida Ferreira e César Santos Peixoto, da 38ª Câmara de Direito Privado do TJ, entenderam que o Metrô deixou de dar auxílio a uma mulher cega quando ela desembarcou na Estação Guilhermina-Esperança.

De acordo com o TJ, a mulher alegou que, ao descer na estação, esperou ajuda de funcionários do Metrô por 40 minutos. Como não apareceu ninguém, tentou caminhar sozinha, mas acabou caindo nos trilhos e sofreu diversas contusões, hematomas e fraturas. Alegou, ainda, que foi socorrida por pessoas que estavam no local, e não por funcionários.

Para Alesina Junior, “a análise dos fatos por si já revela que a ré, responsável pelo transporte de pessoas, deveria ter dado especial atenção à autora, colocando à disposição funcionários para o devido auxílio”.

Segundo o magistrado, no caso em questão se aplica a responsabilidade objetiva e exclusiva do Metrô, que não prestou o atendimento necessário. “Restou incontroverso a ocorrência do acidente da autora pela negligência da ré”, escreveu.

Fonte da Notícia: G1-SP 
Créditos da Imagem Reservados ao Autor

Dois homens são detidos após abusarem sexualmente de uma mulher na Linha 3-Vermelha

Dois homens foram detidos suspeitos de abuso sexual de mulheres no Metrô de São Paulo, na manhã de ontem (23/05/2016). Os dois casos aconteceram por volta de 8h, na Linha 3-Vermelha, e foram percebidos por agentes de segurança que circulam à paisana nos trens.

De acordo com o Metrô, o primeiro caso ocorreu dentro de um trem no trecho Belém-Pedro II. O outro caso ocorreu em um trem que fazia o trecho Brás-Sé.

Os agentes perceberam a ação e informaram, via rádio, a segurança uniformizada, que fez a detenção dos suspeitos

As vítimas e os dois homens foram levados para a Delpom

Denúncia

Se você for vítima ou se perceber um caso de assédio nos trens, procure imediatamente um funcionário do Metrô ou da CPTM na estação mais próxima. As denúncias também podem ser feitas por meio de SMS. O número é (11) 97333-2252.

Casos dobram

Casos de assédio sexual em trens do Metrô e da CPTM dobraram nos últimos 4 anos. O número de casos de assédio passou de 80, em 2011, para 168, em 2015. Nesse período, foram registrados dez estupros e 564 suspeitos acabaram detidos.
 
Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem: Metrô

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Estações Sé e Brás do Metrô recebem clínica médica expressa a partir de amanhã (19/04/2016)

As Estações Sé e Brás do Metrô serão as próximas a abrigarem uma clínica médica expressa para a realização de diagnósticos simples, testes rápidos, aplicações de vacinas e avaliações físicas, a preços populares. Com a parceria entre a Companhia do Metrô e a clínica Dr. Agora, serão três unidades para consultas disponíveis na rede de metrô, que já conta com uma clínica na estação Santana.

O serviço estará disponível a partir de amanhã 919/04/2016) na Estação Sé e do dia 24/04/2016 na Estação Brás. Nestes locais, a clínica vai promover durante três dias testes gratuitos de glicemia, aferição de pressão e orientações médicas.

Na Sé, a clínica vai ocupar um espaço de quase 20 m², próximo ao acesso da estação para a Catedral. Já no Brás, o espaço será de 32 m² no mezanino, próximo aos acessos para as plataformas no sentido Corinthians-Itaquera.

Nas clínicas, que contarão com médicos e técnicos de enfermagem, poderão ser feitos atendimentos a patologias como amigdalite, sinusite, conjuntivite, resfriado comum, gripe, diarreia aguda, rinite, otite externa e infecção no trato urinário. Os pacientes passarão por triagem e cadastramento rápido para, em seguida, receberem o atendimento médico e a prescrição de acordo com a enfermidade diagnosticada.

A implantação de unidades do Dr. Agora no Metrô começou como um piloto na Estação Santana e, com o resultado positivo, foi ampliada para as estações Sé e Brás. A iniciativa foi inspirada nas clínicas populares dos Estados Unidos, com a proposta de atender pessoas que precisam de atendimento médico rápido, eficaz e acessível, sem filas e sem a necessidade de agendamentos, em locais de fácil acesso.

Programação de exames gratuitos
 
Estação Sé: Durante os dias 19, 20 e 21/04/2016, das 12h00 às 15h, haverá teste de glicemia, aferição de pressão e orientações médicas gratuitamente.

Estação Brás: Durante os dias 25, 26 e 27/04/2016, das 12h00 às 15h, haverá teste de glicemia, aferição de pressão e orientações médicas gratuitamente.

Fonte da Notícia e Imagem: Metrô

terça-feira, 29 de março de 2016

Abusos sexuais são cometidos no Metrô e na CPTM a cada dois dias

Trens do metrô e da CPTM têm um caso de abuso sexual a cada dois dias Os trens do Metrô e da CPTM registraram, em 2015, uma média de um caso de abuso sexual a cada dois dias.

Entre Janeiro e Dezembro de 2015, foram contabilizados 181 casos, o que equivale a um aumento de 21% em relação às 150 ocorrências registradas em 2014.

É o que aponta levantamento inédito feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados da Delpom, da Polícia Civil, obtidos por meio da Lei Federal nº 12.527 (Lei de Acesso à Informação).

Essa delegacia é responsável por registrar e investigar os casos de abuso sexual no sistema metroviário ocorridos em toda a capital paulista.

Não estão computados nesse levantamento eventuais ocorrências de violência sexual registradas por passageiras da CPTM em delegacias de outras cidades da Grande São Paulo.

A reportagem tabulou o número de boletins de ocorrência com as três naturezas criminais mais tipificadas pela Polícia Civil em relação ao abuso sexual: importunação ofensiva ao pudor, que, pela lei brasileira, não é crime, mas sim uma contravenção penal (delito de menor gravidade, que não prevê prisão em caso de condenação de um acusado), e os crimes de violação sexual mediante fraude e estupro.

Entre 2011, quando foram registrados 90 casos de abuso sexual nos trens do Metrô e da CPTM na cidade de São Paulo, e 2015, o número total de casos de abuso sexual nos trens do Metrô e da CPTM dobrou.

Segundo o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, diretor do Decade, responsável pela Delpom, o que leva a polícia, na prática, a classificar uma situação de abuso sexual no transporte público como contravenção ou crime “é a análise do caso concreto feita pelo delegado, tendo por base a gravidade da situação e o fato de o acusado ter agido ou não com violência”.

“Há todo tipo de abuso sexual nos trens. As situações em que o sujeito encosta na mulher são, na maioria das vezes, importunação [ofensiva ao pudor]. Agora, há casos em que o homem chega a ejacular. Aí é estupro direto. [A classificação] Depender da gravidade”, explica o delegado.

A lei brasileira estipula penas bem diferentes para cada uma dessas condutas: apenas o pagamento de multa para a importunação ofensiva ao pudor, prisão de dois a seis anos para a violação sexual mediante fraude e de seis a dez anos em caso de estupro.
Trens do metrô e da CPTM têm um caso de abuso sexual a cada dois dias

Maioria dos casos é considerada delito leve

Dos 181 casos de abuso sexual nos trens do Metrô e da CPTM registrados em 2015, 94% deles (171) foram classificados pela Polícia Civil como importunação sexual mediante fraude; sete foram considerados violação sexual mediante fraude (4% do total) e apenas três (2%), estupro.

O fato de a grande maioria dos casos de abuso sexual ser classificada como delito de menor gravidade ocorreu em todos os cinco anos com estatísticas analisadas pela reportagem, tanto no Metrô quanto na CPTM).

Em 2011, por exemplo, a CPTM registrou 27 casos de importunação sexual, um de violação sexual mediante fraude e nenhum de estupro. No mesmo ano, no Metrô, foram contabilizadas 60 ocorrências de importunação, duas de violação sexual mediante fraude e nenhuma de estupro 

Na avaliação do jurista e professor de direito penal Luiz Flávio Gomes, isso só ocorre porque a lei brasileira não prevê, concretamente, um crime intermediário entre a importunação e o estupro.

“Pela lei, a importunação ofensiva ao pudor pressupõe que não haja toque físico. Um exemplo disso é a situação em que o homem chama a mulher de bunduda, gostosa ou qualquer outra forma que a ofenda”, diz Gomes. “Havendo toque físico, qualquer que seja ele, é estupro.”

De acordo com o jurista, o fato de o estupro ter uma pena muito alta faz com que a polícia e o próprio Poder Judiciário classifiquem os casos de abuso sexual de outras formas. Assim, eles evitam que as “encoxadas” praticadas no transporte público sejam punidas como estupro.

“Deveria ser criado o crime molestamento sexual, com pena de dois a seis anos, como está previsto na reforma do Código Penal, em tramitação no Senado. Como ele ainda não existe, as autoridades hoje ‘forçam a barra’, enquadrando casos de abuso sexual como violação sexual mediante fraude e importunação, quando não o são.”

Pela lei, diz Gomes, a violação sexual mediante fraude se aplica a casos em que o suspeito mente para a vítima, passando-se por outra pessoa, para levá-la a fazer sexo ou praticar outro ato libidinoso com ele, por exemplo. “Não vejo como isso pode ocorrer no transporte público.”

Polícia credita aumento de casos à queda de subnotificação

A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa que “os casos de abuso sexual no sistema metroviário têm aumentado, ano após ano, conforme aumento do número de passageiros e a intensificação do trabalho policial para reduzir a subnotificação das ocorrências de importunação ofensiva ao pudor”. “Através do monitoramento por câmeras de segurança e agentes infiltrados em vagões, a polícia civil observa e atua em caso de atitudes suspeitas.”

Quanto ao fato de haver mais casos registrados no Metrô do que na CPTM, a secretaria disse que isso ocorre porque “as linhas e estações da CPTM abrangem grande parte da Região Metropolitana São Paulo e não apenas a Capital”. “As ocorrências da Grande São Paulo são registradas nas delegacias de cada área, distribuindo os registros.”

Campanhas têm estimulado registro de ocorrência, afirma Governo

A Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, responsável pelo Metrô e pela CPTM, disse por meio de nota que as duas empresas “vêm intensificando suas campanhas de cidadania e conscientização e as ações de combate ao crime”. Segundo a pasta, isso “tem estimulado mulheres que passam por este constrangimento a registrarem denúncia e BO em delegacias de polícia”.

De acordo com a secretaria, desde o início da campanha “Você não está Sozinha”, no Metrô, em 2014, o número de relatos de abuso sexual recebidas pelo Metrô por meio de seu SMS-Denúncia tem crescido. “O número de registro de ocorrências saltou de 76 em 2013 para 120 em 2014 e 146 em 2015.”

O número do SMS-Denúncia do Metrô é o 97333-2252.

A pasta informou que, no Metrô, “foi criado um programa de combate ao abuso no qual todos os agentes de segurança e de estação passaram por treinamento para acolhimento das vítimas”. Segundo a secretaria, 9 em cada 10 suspeitos de abuso sexual são detidos pelos agentes de segurança do Metrô e encaminhados para as autoridades policiais.

Com relação à CPTM, a secretaria diz que também é feita uma campanha de conscientização, por meio de mensagens sonoras nos trens e estações e nas redes sociais. O número do SMS-Denúncia da CPTM é o 97150-4949.

Em 2015, seguranças da CPTM detiveram 92 suspeitos de abuso sexual.

Ainda segundo a secretaria, tanto no metrô quanto na CPTM, os canais de denúncia “garantem total anonimato” ao denunciante. Os agentes de todo o sistema metroviários também são treinados para auxiliar e a acompanhar a vítima até a delegacia, onde é feito o registro da ocorrência.

Fonte da Notícia: Fiquem Sabendo
Gráficos: Fiquem Sabendo 
Imagem: Metrô

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Denúncias de abuso sexual contra mulheres no Metrô de SP cresce 64% em 2015

As denúncias de abuso sexual no Metrô de São Paulo feitas por celular cresceram 64% neste ano. Nos nove primeiros meses de 2015, a empresa recebeu 87 mensagens de celular com denúncias de abuso sexual - no mesmo período de 2014 tinham sido 53. O balanço foi divulgado pelo Jornal Hoje.

A Delegacia de Polícia do Metropolitano, que investiga os crimes no sistema metroviário paulista, identificou e investigou 83 pessoas, por meio de mensagens, telefonemas e denúncias diretas feitas aos policiais do metrô.

Uma das vítimas, Andressa Soares, fez uma denúncia após sofrer abuso e contou com a ajuda dos seguranças da empresa para pegar o homem que a constrangeu. “Ele se aproveitou da situação, horário de maior fluxo para começar a fazer o assédio”.

Para incentivar as denúncias, o Metrô colocou equipes para atender às mulheres. “Toda estação do Metrô tem uma mulher para recepcionar essa mulher que foi abusada dentro do sistema e nós temos condição de colocar um segurança em três minutos para conduzir essa ocorrência”, explica Rubens Menezes, chefe do departamento de segurança do Metrô.

Se por um lado as mulheres perderam o medo e passaram a denunciar o abuso, por outro uma outra dificuldade permanece: convencer quem viu o ataque dentro dos trens ou nas estações a testemunhar.

O segurança Roberto Ferreira afirma que as pessoas não querem se envolver. “Não querem participar e às vezes até agradecem que não aconteceu com ela”, afirma.

O telefone para denúncias no Metrô é o (011) 97333-2252.

Fonte da Notícia & Imagem: G1-SP

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Como a mobilização de duas jovens levou o Metrô de SP a agir contra abuso sexual

Foto: Divulgação Metrô
Em 2014, causou polêmica uma propaganda do Metrô veiculada na Rádio Transamérica em que um personagem chamado Gavião diz gostar do trem lotado porque "é bom pra xavecá a mulherada, né mano?! (sic)".

Tudo isso combinado à discussão da proposta de adesão ao famoso "vagão rosa" no sistema metropolitano de São Paulo – que significaria separar vagões exclusivamente para mulheres em horários de pico, como ocorre no Rio de Janeiro – levou Ana Carolina Nunes, de 24 anos, e Nana Soares, de 23, a decidirem fazer alguma coisa.

Elas não são funcionárias, são apenas usuárias do metrô há anos e se cansaram de ver casos de assédio ou abuso se multiplicarem nos vagões – Ana, inclusive, sofreu com esse problema quando era adolescente e não sabia como se defender. Hoje, ela é faixa preta de jiu-jitsu, mas não tem a mínima vontade de usar suas técnicas de luta para se defender de agressores sexuais no transporte público. Por isso, optou por procurar outros mecanismos para combater o cerne do problema.

"No começo do ano passado, estava muito em evidência, foram uns três casos de estupro em coisa de um mês", disse Ana Carolina à BBC Brasil. "Me dava desespero porque, para mim, parecia muito óbvio que o Metrô e a CPTM só em se comunicarem já poderiam fazer alguma coisa. Uma simples campanha já causaria muito impacto, e eu pensava: será que eles não percebem isso?"

Jornalista de formação e pesquisadora de políticas públicas por interesse, Ana foi buscar ajuda primeiro com a colega de profissão Nana, também jornalista, e especialista no tema da violência contra a mulher. Juntas, elas procuraram o Metrô para sugerir atitudes – e cobrá-las depois – de combate ao assédio nos vagões.

Mas a tarefa não foi tão simples quanto parecia. "A gente elaborou sugestão em três eixos: prevenção, responsabilização e foco na vítima. Eu achei que a gente ia fazer um documento, protocolar e pronto. Achei que ia apresentar, eles iriam entender e pronto. Não esperava que eles abrissem para eu discutir junto", contou Ana.

Saga

Não foi bem assim. Desde quando fizeram as primeiras sugestões, em maio de 2014 – por duas vias: a ouvidoria do metrô e o canal de relacionamento –, até o dia em que a campanha foi para os vagões (agosto deste ano), passou-se quase um ano e meio.

"Uma coisa que pautou a conversa é que era preciso quebrar o mito de que o agressor no metrô é o maníaco do parque. Não é para falar com esse cara achando que ele é um psicopata", disse Ana.

"Tem gente que faz porque acha que isso é uma brincadeira. Então quando você faz uma campanha mostrando que isso é errado, quem faz achando que é brincadeira não pode dizer que não sabia que é errado. E argumentamos que era preciso também falar sobre a denúncia na campanha, que ela é uma ferramenta importante de combate."

Nesse período, elas passaram por cerca de seis ou sete reuniões, participaram do primeiro treinamento com supervisores das estações, viram a gestão do metrô mudar após a eleição do governo estadual e chegaram a achar que o projeto iria por água abaixo.

"Eu me impressionei muito com a burocracia. A gente convencia um departamento e aí tinha que passar para outro. Isso me incomoda muito, foi quase um ano e meio entre falar com o metrô e a campanha ir para os trens", disse Nana à BBC.

"Esse tempo não e o mesmo que o da usuária do metrô, não é o tempo em que o assédio acontece."

Resistência

Na primeira reunião, ainda houve um pouco de desconfiança. "Percebi que o ponto mais crítico era fazer eles entenderem a gravidade da situação. Para algumas pessoas, isso parecia mais evidente, para outras, não. São empresas masculinas, dominadas por homens da base ao todo", comenta Ana.

"Eu senti na primeira reunião isso de 'quem são vocês? e o que estão fazendo aqui?'. Depois eles foram se acostumando e vendo que a gente entendia disso, do tema violência de gênero. Dá uma diferença gritante da primeira reunião com o primeiro treinamento. Tinha gente que achava que isso não era importante", completa Nana.

Em uma palestra explicativa para supervisores de estações sobre o que é assédio e por que ele é ruim, elas contam que puderam ver estampado no rosto dos funcionários do metrô a surpresa com que receberam as informações.

"Foi falado que assédio não é elogio e etc. e, enquanto explicavam isso, víamos que as funcionárias mulheres concordavam, mas os homens não entendiam. É algo tão naturalizado que eles não entendem como isso pode ser uma violência. E isso não é no metrô, é em qualquer lugar", contou Nana.

Com a aproximação das eleições estaduais, houve uma parada na evolução do processo, que só foi retomado em fevereiro deste ano – sempre acompanhado de cobranças das duas. Apesar de o governador Geraldo Alckmin ter sido reeleito, houve uma mudança de gestão, então foi necessário retomar as discussões.

Mudanças

Acompanhando de perto e de longe ao mesmo tempo – Ana Carolina e Nana não participaram da concepção da campanha na agência de publicidade, mas mantinham uma troca de e-mails frequente com o Metrô para saber o andamento do processo –, as jornalistas foram chamadas para participarem da campanha estampando uma das peças.

"Você não está sozinha. Estamos unidas contra o abuso sexual", diz o cartaz que traz as duas junto com uma funcionária do Metrô e outra usuária do transporte.

No Metrô, a campanha está sendo veiculada por meio de cartazes distribuídos nas linhas azul, verde e vermelha, pelos monitores nos trens e também conta com a distribuição de panfletos nos horários de pico, além de divulgação diária nas redes sociais.

Segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos, "no Metrô, as manifestações pelo SMS Denúncia (97333-2252) passaram de 10 casos em 2013 para 62 em 2015 (de janeiro a agosto)".

Ainda de acordo com dados oficiais, dos casos denunciados, "89% dos abusadores descritos pelas vítimas são detidos pelos agentes do Metrô e encaminhados para a Delpom, Delegacia do Metropolitano, órgão responsável pela investigação dos crimes no sistema metroferroviário paulista".

Ana Carolina e Nana disseram que na CPTM a situação é um pouco mais complicada. Com menos verba, sem tantas câmeras monitorando os trens e com muitos funcionários terceirizados, fica mais difícil controlar e coibir o assédio. Na CPTM, só está sendo veiculado pelas rede sociais.

"Na CPTM não andou. Eles começaram campanhas nas redes sociais, mas nem sempre tem orçamento. Houve dois casos da CPTM em que o agressor era o próprio funcionário. E aí você pensa: por onde começar? Na CPTM, o sistema é falho, a segurança é frágil, não há câmeras em todos os trens, há um obstáculo estrutural."

Ainda assim, a CPTM afirmou que recebeu 106 mensagens relacionadas a abuso neste ano e que, "em 98% dos casos, os molestadores foram identificados, encaminhados às delegacias e as usuárias registraram boletins de ocorrências".

Como próximos passos, tanto Ana Carolina quanto Nana pensam em ver a ação que elas levaram para o Metrô virar efetivamente uma política pública para os transportes metropolitanos.

"Como essa ação não virou uma política pública, acaba ficando jogado para as empresas. No começo a gente falava: esse caso aconteceu na Barra Funda, e eles diziam: mas foi na parte da CPTM ou do Metrô? Você acha que se o cara sai correndo com o p**** pra fora atrás de mim, eu vou estar preocupada em olhar o lado da estação que eu estou?", questionou Ana.

"Espero que isso seja o início de uma mudança de cultura interna do Metrô, que ele precisa também. Precisa de mais mulheres ali dentro. Não adianta fazer campanha bonita para o público, se dentro não faz nada", afirmou Nana.

Fonte da Notícia & Imagens: BBC Brasil

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Grupo protesta contra abusos sexuais na Estação Palmeiras-Barra Funda

Affonso Lobo, de 40 anos, foi um dos poucos homens a participar do ato (Foto: Anne Barbosa/G1)
Homem participa de protesto contra abuso sexual no Metrô
Um grupo protestou contra abuso sexual nos transportes públicos no início da noite de ontem (05/10/2015), na Estação Palmeiras-Barra Funda da Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo. Os manifestantes protestaram com faixas, cartazes e alto-falantes.

O grupo reivindica apoio às vítimas e mais seguranças mulheres treinadas para lidar com casos de violência. Eles também pedem a instalação de uma delegacia especializada da mulher em uma estação do Metrô na região central da cidade e a divulgação do número real de abusos.

Presente no protesto, Julia Chandelier, de 18 anos, disse que já foi assediada, mas não chegou a denunciar o caso. "Ainda não há uma ação efetiva após a denúncia. A gente não se sente segura. Mas, esse tipo de crime não pode ficar impune."

Affonso Lobo, de 40 anos, foi um dos poucos homens a participar do ato. "O protagonismo tem de ser das mulheres, mesmo. Eu não sinto isso na pele. Mas, eu acho importante estar nessa luta, porque eu tenho mãe, irmã e amigas."

Essa é a segunda manifestação contra abuso sexual no transporte público organizada pelos coletivos feministas na cidade de São Paulo. Em 31/08/2015, o grupo se reuniu na estação República, na Linha 3-Vermelha, onde uma funcionária foi estuprada dentro de um guichê de recarga do Bilhete Único, em Abril de 2015.

No começo de Abril de 2015, o Metrô lançou a campanha “Você não está sozinha” contra o assédio sexual e divulgou um número de celular para os usuários poderem fazer denúncias. Em 24/09/2015 foi a vez da CPTM, que também lançou uma campanha contra abuso sexual nos trens. A ação conta com ajuda de 12 blogueiros para incentivar as denúncias.

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem de Anne Barbosa

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A cada 48 horas, uma mulher é assediada nos trens do Metrô e da CPTM

A cada 48 horas, uma mulher registra boletim de ocorrência por assédio nos trens de SP
Mulheres protestam contra abusos sexuais no Metrô e na CPTM
A cada 48 horas, uma mulher registra boletim de ocorrência por assédio no Metrô e na CPTM. A informação foi obtida pelo jornal O Estado de S. Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação.

O Estadão também descobriu que dois em cada três casos registrados (69%) ocorreram nos horários de pico. Entre janeiro e agosto deste ano, cem queixas de assédio chegaram às autoridades. No mesmo período de 2014, foram 65 – o que determina um aumento de 53% de lá para cá. Entre as vítimas que fizeram denúncia à polícia, há mulheres de 11 a 57 anos, sendo que 65% têm entre 18 e 29. Elas relatam, segundo o jornal, “ter sido perseguidas, ameaçadas, agredidas, apalpadas e filmadas”.

As linhas com maior número de passageiros, 1-Azul e 3Vermelha, concentram a maioria dos registros (84%). Nesse quesito, a Sé é campeã: 19% dos casos foram notificados na estação. Segundo o Metrô, entretanto, isso não significa que nela ocorram de fato mais assédios: é necessário considerar que concentra o maior número de desembarques.

Ainda de acordo com a reportagem, mesmo acompanhadas, as mulheres não escapam da ação dos assediadores: algumas estavam com a mãe ou com o companheiro, por exemplo, quando o fato aconteceu. Dentre os episódios relatados, há casos de “homens que se masturbaram e ejacularam na roupa das vítimas” e até uma ocorrência de estupro.

Fonte da Notícia & Imagem: Revista Fórum

terça-feira, 29 de setembro de 2015

A cada 48 horas uma mulher é violentada no Metrô e na CPTM

A cada dois dias, uma mulher registra um boletim de ocorrência por assédio no Metrô e na CPTM. Dois em cada três casos (69%) aconteceram nos horários de pico. Dados obtidos pelo Estado, por meio da Lei de Acesso à Informação, mostram que de Janeiro a Agosto de 2015 foram registrados cem casos de assédio sexual. No mesmo período do ano passado, foram 65. Apesar do aumento de 53%, os números podem até ser menores que a realidade, pois muitas não denunciam o assédio.

Entre as vítimas que procuraram a polícia, há mulheres de 11 a 57 anos que relataram ter sido perseguidas, ameaçadas, agredidas, apalpadas e filmadas. Há ainda registro de homens que se masturbaram e ejacularam na roupa das vítimas e até mesmo um caso de estupro. 

Além de acontecer em horários de maior circulação e nas linhas com o maior número de passageiros – Azul e Vermelha concentram 84% dos registros –, mesmo acompanhadas, as mulheres não estão seguras. Há relatos de crimes sexuais em que as vítimas estavas com a mãe ou com o marido.

Assediada no dia 15, às 6h30 em uma linha da CPTM, Paula Sionti, de 18 anos, tem o perfil da maioria das vítimas – 65% das mulheres assediadas têm entre 18 e 29 anos. “O vagão estava muito lotado, mal conseguia me mexer e comecei a sentir um homem se esfregando em mim. Ele chegou a passar a mão na minha genitália. Na hora eu travei, não consegui gritar, xingar ou fazer qualquer coisa. Tive medo da reação dele e das outras pessoas”, contou. O agressor não foi identificado.

Segurança da Linha Azul há 13 anos e um dos diretores do sindicato dos metroviários, Caio Peretti estima que a cada dez mulheres que relatam assédio sexual, oito desistem de registrar boletim de ocorrência por não acreditar que o agressor será preso. “Se não conseguimos identificar e localizar o autor para fazer o flagrante, a vítima não registra. É comum as pessoas serem assediadas e nós não conseguirmos (fazer o flagrante) porque falta efetivo”, afirmou. “Acaba não entrando na estatística, mas o número de casos de assédio é muito maior. ” 

Paula, por exemplo, não entrou para as estatísticas porque não se sentiu segura em procurar ajuda. “Estava com uma calça legging na hora e achei que poderiam dizer que eu era culpada por isso. Lembrei dos casos em que os próprios guardas assediaram as meninas e não me senti segura. ” Neste ano, dois agentes da CPTM foram demitidos por assediar passageiras.

Segundo o Metrô, dos 1.200 seguranças, 156 são mulheres, o que é “mais do que suficiente”, segundo a companhia, que assegura haver pelo menos uma mulher em cada estação. Também disse ter 3.900 câmeras espalhadas em 70% dos vagões e em todas as estações, com exceção da Conceição e Jabaquara, da Linha Azul, a mais antiga.

Campeã de registros, a Sé concentrou 19% dos casos deste ano. De acordo com o Metrô, não significa que a estação seja a que tem mais assédios, mas a que concentra o maior número de desembarques.

Luzia Margareth Rago, historiadora da Unicamp, diz que os assédios são sustentados por uma cultura machista, que torna a mulher objeto, e pelo fato de que o autor dificilmente será punido. “Quem assedia dessa forma não quer lisonjear, quer intimidar. ”

Em um dos casos registrados neste ano, um homem mostrou o pênis para uma estudante de 23 anos. Ele foi detido por seguranças e se constatou que já tinha outros dois boletins de ocorrência por importunação ofensiva ao pudor – que é a tipificação mais comum, registrada em 86% dos casos. Mesmo assim, o homem foi liberado.

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária
Imagem: Metrô

Metrô quer que Delegacia da Mulher cuide dos casos de abuso sexual na companhia

Em reunião com a Secretaria de Segurança Pública na semana passada, o Metrô pediu que os casos de assédio sexual passem a ser registrados na Delegacia da Mulher, e não mais na Delpom. 

A ideia é que a vítima de assédio seja atendida por uma equipe especializada em casos assim. Em abril, um delegado da Delpom descreveu em um dos boletins de ocorrência que a vítima “estava trajando uma saia curta”. A SSP não comentou o caso. 

Rubens Menezes, chefe do Departamento de Segurança do Metrô, disse que a mudança é pertinente, já que a delegacia da mulher pode oferecer atendimento especializado. No início do mês, o Metrô distribuiu material de orientação para os funcionários com as formas adequadas de atender as vítimas.

A CPTM informou que entre suas estratégias de segurança estão rondas com agentes, que estão preparados para lidar com situações que “fujam à anormalidade” e identificar suspeitos. Além disso, há 7.100 câmeras e um sistema de denúncia por mensagem de celular. “O sucesso das ações deve-se principalmente ao fato de as vítimas imediatamente denunciarem os molestadores”, disse.

Fonte da Notícia: O Estado de São Paulo

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A cada 48 horas, uma mulher reclama de ser violentada sexualmente no Metrô e na CPTM

A cada dois dias, uma mulher registra um boletim de ocorrência por assédio no Metrô e na CPTM. 

Dois em cada três casos (69%) ocorreram nos horários de pico. Dados obtidos pelo jornal "O Estado de S. Paulo", por meio da Lei de Acesso à Informação, mostram que de janeiro a agosto deste ano foram registrados cem casos de assédio sexual. No mesmo período do ano passado, foram 65. Apesar do aumento de 53%, os números podem até ser menores que a realidade, pois muitas não denunciam o assédio.

Entre as vítimas que procuraram a polícia, há mulheres de 11 a 57 anos que relataram ter sido perseguidas, ameaçadas, agredidas, apalpadas e filmadas. Há ainda registro de homens que se masturbaram e ejacularam na roupa das vítimas e até um caso de estupro.

Além de ocorrer em horários de maior circulação e nas linhas com o maior número de passageiros - Azul e Vermelha concentram 84% dos registros -, mesmo acompanhadas, as mulheres não estão seguras. Há relatos de crimes sexuais em que as vítimas estavam com a mãe ou com o marido.

Assediada no dia 15, às 6h30 em uma linha da CPTM, Paula Sionti, de 18 anos, tem o perfil da maioria das vítimas - 65% das mulheres assediadas têm entre 18 e 29 anos. “O vagão estava muito lotado, mal conseguia me mexer e comecei a sentir um homem se esfregando em mim. Ele chegou a passar a mão na minha genitália. Na hora eu travei, não consegui gritar, xingar ou fazer qualquer coisa. Tive medo da reação dele e das outras pessoas”, contou. O agressor não foi identificado.

Segurança da Linha Azul há 13 anos e um dos diretores do sindicato dos metroviários, Caio Peretti estima que a cada dez mulheres que relatam assédio sexual, oito desistem de registrar boletim de ocorrência por não acreditar que o agressor será preso. “Se não conseguimos identificar e localizar o autor para fazer o flagrante, a vítima não registra. É comum as pessoas serem assediadas e nós não conseguirmos (fazer o flagrante) porque falta efetivo”, afirmou. “Acaba não entrando na estatística, mas o número de casos de assédio é muito maior.”

Paula, por exemplo, não entrou para as estatísticas porque não se sentiu segura em procurar ajuda. “Estava com uma calça legging na hora e achei que poderiam dizer que eu era culpada por isso. Lembrei dos casos em que os próprios guardas assediaram as meninas e não me senti segura.” Neste ano, dois agentes da CPTM foram demitidos por assediar passageiras.

Segundo o Metrô, dos 1.200 seguranças, 156 são mulheres, o que é “mais do que suficiente”, segundo a companhia, que assegura haver pelo menos uma mulher em cada estação. Também disse ter 3.900 câmeras espalhadas em 70% dos vagões e em todas as estações, com exceção da Conceição e Jabaquara, da Linha 1-Azul, a mais antiga.

Campeã de registros, a Sé concentrou 19% dos casos deste ano. De acordo com o Metrô, não significa que a estação seja a que tem mais assédios, mas a que concentra o maior número de desembarques.

Luzia Margareth Rago, historiadora da Unicamp, diz que os assédios são sustentados por uma cultura machista, que torna a mulher objeto, e pelo fato de que o autor dificilmente será punido. “Quem assedia dessa forma não quer lisonjear, quer intimidar.”

Em um dos casos registrados neste ano, um homem mostrou o pênis para uma estudante de 23 anos. Ele foi detido por seguranças e se constatou que já tinha outros dois boletins de ocorrência por importunação ofensiva ao pudor - que é a tipificação mais comum, registrada em 86% dos casos. Mesmo assim, o homem foi liberado.

Fonte da Notícia: Agência Estado
Imagem de Dario Oliveira

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Suspeito de estuprar passageira é preso em flagrante na Estação Armênia

Estação Armênia (Linha 1-Azul)
Um homem foi preso em flagrante suspeito de abusar sexualmente de uma passageira dentro do trem na Estação Armênia, na Linha 1-Azul do Metrô, na região central da capital paulista, na noite de ontem, 22/09/2015.

A composição seguia no sentido Tucuruvi, por volta das 18h40, quando a vítima acusou o suspeito de abuso sexual. 

Segundo informações do Metrô, um policial civil que também estava no vagão intercedeu e, com ajuda de um funcionário da plataforma da estação, conseguiu render o homem.

Um grupo de policiais militares que saía do serviço viu a movimentação na plataforma e prenderam o suspeito. Os PMs acabaram assumindo a ocorrência e conduziram o homem para a Delpom. 

Fonte da Notícia: O Estado de São Paulo
Imagem de Felipe Golfeto

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Mulheres fazem campanha contra agressões sexuais no Metrô

Uma mulher segura um cartaz durane protesto contra o assédio às mulheres no metrô na estação da República, no centro de São Paulo (Foto: Dario Oliveira/Código 19/Estadão Conteúdo) Coletivos feministas se reuniram na estação República, das Linhas 3-Vermelha e 4-Amarela do Metrô na tarde de ontem (31/08/2015) para protestar contra a violência e o assédio sexual no transporte público.

O grupo reivindica que mais seguranças mulheres, treinadas para lidar com a violência, sejam contratadas e que os demais funcionários sejam capacitados para  com casos de agressão sexual. As manifestantes também pedem a divulgação do número de abusos e a instalação de uma delegacia da mulher em uma estação do Metrô na região central da cidade.

Na estação onde foi realizado o protesto, uma funcionária foi estuprada dentro de um guichê de recarga do Bilhete Único, em abril deste ano. Segundo José Carlos Martinelli, diretor de contratos da Prodata, empresa que presta serviço de bilhetagem para o Metrô há quatro anos, a jovem foi surpreendida por assaltantes ao encerrar o expediente, por volta das 23h30.

Ela deixava a cabine, localizada na Rua do Arouche, quando um dos bandidos invadiu o local e a violentou. Ainda de acordo com Martinelli, os assaltantes destruíram as câmeras de segurança da cabine.
Vítimas

O SPTV ouviu mulheres que disseram que são constrangidas em diversos momentos enquanto estão no trem, principalmente nos horário de pico. A vendedora Erica Carolina da Silva informou que já sofreu abuso nos trens da CPTM. “A primeira sensação que eu tenho é um desconforto fora do comum, porque eu sei o que eu posso passar”, disse.
Ela disse ter sido abusada em uma manhã no final de Julho de 2015. Erica desceu do ônibus e embarcou no trem. Na Estação Barra Funda, o vagão encheu. “Eu comeceu a sentir uma movimentação estranha. Porém, tinha uma mãe com uma criança que se mexia muito. Então, na minha cabeça era a perna da criança e a mãe tentando segurar. Mas aí eu senti algo quente na minha calça”, contou.

Já a estudante Larissa do Nascimento Caetano conta que todos os passageiros chegaram a ver o assédio, mas ninguém ajudou. “Estava indo para a faculdade e pego um trem em Caieira às 6h. É um pouco cheio, mas consigo me movimentar. Tinha um moço que mora perto da minha casa e ele tava se encostando em mim”. Larissa contou que ficou incomodada e tentou sair de perto do homem. “Ele continuou atrás de mim. Aí uma outra moça viu e trocou de lugar comigo. Outro rapaz também viu e ninguém fez nada. Fiquei desesperada. Eu tremia. Fiquei nervosa”, disse.

No começo de abril, o Metrô lançou uma campanha “Você não está sozinha” contra o assédio sexual e divulgou um número de celular para os usuários poderem fazer denúncias. No final de julho, uma vítima ganhou ação na Justiça uma indenização de R$ 20 mil por assédio na Linha 1-Azul do Metrô.

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem de Dario Oliveira

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Como uma iniciativa virou campanha contra abuso sexual no Metrô?

metro5 A medida em que aumenta o número de usuários do Metrô de São Paulo, cresce também os casos de abusos nos trens. Para conter está pratica que coloca em risco as usuários e usuários, o Metrô lançou uma campanha que incentiva a denuncia de quem passar por esta situação.

Com a frase “Você não esta sozinha”, cartazes fixados nos trens incentivam a denuncia. O passageiro deve relatar os abusos a um dos funcionário do Metrô, ou usar o SMS-Denúncia, por meio do número 97333-2252.

No relato a seguir, a usuária e uma das idealizadoras da campanha conta como foi o caminho entre a ideia e o lançamento da campanha:

Por Nana Soares

Quase um ano e meio atrás, eu estava preocupada com a possibilidade de São Paulo ter um ‘vagão rosa’, o trem exclusivo para mulheres usado em algumas cidades para diminuir o assédio sexual no transporte. Na época, pipocavam denúncias de assédio no metrô e a sociedade pedia uma resposta.

Foi aí que um belo dia minha amiga incrível chamada Ana Carolina Nunes, um ser humano inquieto por natureza, me jogou a ideia de sugerirmos ações para o Metrô combater o problema do abuso e assédio sexual. A Ana tinha o conhecimento técnico de como lidar com comunicação pública, crises e outros aspectos de gestão. Eu só tinha a boa vontade e algum conhecimento em violências de gênero. Mas bastou: logo elaboramos uma série de medidas a serem tomadas pela Companhia para prevenir, combater e punir esse crime. Com a ajuda de um amigo trabalhando na empresa, enviamos o documento para a Diretoria de Relacionamento com o Usuário.

Nossa sugestão era um plano de ação transversal do Metrô para enfrentar o problema, baseado em três diretrizes: prevenção, responsabilização e foco na vítima. Dentre as medidas estão a sensibilização e reciclagem dos funcionários (de todas as áreas, mas principalmente aqueles que lidam com as usuárias e usuários), pesquisas para avaliar a dimensão do problema, peças de comunicação, criação e melhoria dos mecanismos de denúncia e promoção do debate sobre assédio sexual e desigualdade de gênero. Alguns meses depois fomos convidadas a apresentar nossa proposta pessoalmente a diretores do Metrô.

Na primeira reunião, eles pacientemente nos ouviram explicar porque era importante falar de assédio e porque era imperativo que algo fosse feito. Enfatizamos que falávamos da proteção de 58% das pessoas que utilizam o serviço. Também explicamos que agir iria sim trazer efeitos colaterais como o aumento do número de denúncias (que podem ser interpretados erroneamente pela imprensa) e que, por isso, tudo precisaria ser feito com cautela e planejamento.

Saímos desacreditadas da reunião porque tomamos alguns banhos de água fria e/ou choques de realidade, mas pelo menos conseguimos expor nosso ponto e plantar a semente da discussão. Aí fomos nos reunindo com outros setores, como a Segurança. O diretor me trouxe um dado inesperado: 89% das denúncias de assédio têm sucesso. Isto é, o Metrô consegue encaminhar o agressor até a Delegacia. Eu nem imaginava isso e então percebi que precisávamos aumentar as denúncias, porque o Metrô indica ter estrutura para responder a elas.

Nesse vaivém de reuniões, com as sugestões sendo acatadas pouco a pouco (obviamente com algumas mudanças), ainda enfrentamos alguns obstáculos de política e burocracia: eleições estaduais, mudanças de diretoria (incluindo algumas que já tinham sido sensibilizadas), festas de fim de ano. E isso atrasou bastante o andar das coisas. Fomos retomar o assunto de verdade só em fevereiro, já revendo e alinhando estratégias e contatando pessoas que pudessem ajudar nos treinamentos.

Só que política pública demora. Eu e Ana Carol sempre fomos informadas do andamento do processo, mas nós estamos do lado de fora. Havia pouco a fazer, a não ser torcer para a ideia ser aceita nas diferentes instâncias e reescrever mudanças necessárias.

Por não entender muito de gestão, não sei explicar com detalhes toda a tramitação da ideia. O que consigo dizer é que, das pessoas com quem cruzei, a maioria foi receptiva e entendeu depois de um tempo porque era importante um olhar de gênero aí. O Metrô (assim como a CPTM) é uma empresa super masculina e com uma reputação péssima no que diz respeito a abuso sexual e segurança de mulheres, mas mesmo assim tivemos sucesso em implantar a discussão. Até porque a sociedade estava exigindo uma resposta para isso, o que pressiona as autoridades e facilita muito o processo.

Mas tudo o que sugerimos custa tempo e dinheiro, e ambos recursos são escassos. Contamos aí com a “sorte” (entre muitas aspas) de o Metrô ter sido obrigado pela Justiça a dar uma resposta a um spot de rádio muito infeliz que circulou ano passado (em que um personagem diz que uma das vantagens de andar de metrô é a paquera), tornando assim possível que a Campanha se materializasse. Tudo se resolveria com uma multa, mas eles optaram por fazer uma campanha. E assim, em junho, fizemos as fotos que agora circulam nos trens. Não opinamos na concepção das peças, isso ficou a cargo do Metrô e da agência responsável. Nosso trabalho sempre foi de bastidores: plantamos a semente e sugerimos abordagens desejáveis, mas cabe ao Metrô operacionalizar. Nós ajudamos onde há espaço.

Dois meses depois e voilà: a campanha chegou nas ruas. Acaba por aí? De jeito nenhum. Nossa maior preocupação desde o início é enfatizar que não basta estimular a denúncia se não mudar todo o resto. É bonito estampar nos trens que o Metrô está olhando para a questão, mas isso tem que ser verdade. Há ações internas nesse sentido, principalmente no treinamento de agentes. Presenciei algumas e, até onde pude ver, a Empresa está sim comprometida com a causa. Mas precisamos fiscalizar o quanto disso será colocado em prática e mudará o que acontece na ponta. É essencial haver mudança institucional, mas ela precisa chegar em todos os cantos da Companhia (e acreditem, se tem algo que descobri nesse um ano e meio é que a as coisas funcionam um departamento por vez).

Os desafios agora são muitos: para começar, por mais que o Metrô esteja preparado, os casos não vão parar de acontecer. Simplesmente porque o problema é maior que a empresa. É uma cultura machista, e qualquer mudança cultural leva tempo. Um tempo que não aparece nas pesquisas que medem a efetividade da Campanha. Depois, ainda pode haver trocas de diretoria ou outras coisas que façam com que a causa perca força internamente. Honestamente, é meu maior medo, e por isso temos que fiscalizar para que essa política faça mesmo parte da cultura permanente da Empresa.

Não dá para esquecer também que, por mais bem intencionada que esteja a Companhia, o tempo dela e do usuário são completamente diferentes. Passamos um ano elaborando isso tudo, mas o assédio não nos esperou. Crimes exigem resposta imediata. E ainda tem um detalhe importante: em termos de procedimento, operação, estratégia e afins, o Metrô, a CPTM e a SPTrans são órgãos completamente diferentes. Isto quer dizer que tudo isso que nós falamos só vale, a priori, para o perímetro do Metrô. Mas para a usuária não tem essa diferenciação. E aí, como lidar com isso?

Os quase 18 meses de gestação e maturação da ideia me fizeram entender que as coisas são bem mais espinhosas do que parecem. A nós, usuários, cabe denunciar, cobrar e incentivar outros a fazerem o mesmo. O resto vem de dentro. Nada é simples, mas a complexidade do problema não pode ser desculpa para não arregaçar as mangas e fazer o que é preciso: tornar o Metrô e o transporte público um ambiente mais seguro para as mulheres. Já passou da hora.

Fonte da Notícia & Imagem: Portal Via Trólebus