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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Mais composições modernizadas são canibalizadas pelo Metrô de São Paulo

L35
Composição L35 recém-canibalizada pelo Metrô
O Metrô de São Paulo, administrada pelo Governo Geraldo Alckmin (PSDB), ampliou a retirada de peças de trens para realizar manutenção de outras composições, o que é chamado de “canibalização” pelos metroviários, segundo denúncia do sindicato da categoria. Um mês atrás eram cinco e agora são nove. Os sindicalistas afirmam que há um esquema de maquiagem e transferência contínua entre os pátios da companhia para que não fique visível o desmonte.
 
Os primeiros trens “canibalizados”, conforme publicou a Rede Brasil Atuaç, foram as composições H59, K09, K17, K21 e L43. A essas se somam os trens L28, L30, L35, I10. São modelos de trens novos ou reformados que entraram em operação em 2010 (Frota H) e 2011 (os demais). A Frota K, por exemplo, é formada por 25 trens da frota C que foram modernizados – em um pacote de 98 composições modernizadas ao custo de R$ 1,7 bilhão.

Segundo os trabalhadores, o Metrô está com falta de aproximadamente 3 mil itens no setor de manutenção, dentre os quais, bancos de passageiros e de operadores, lâmpadas, faróis, motores de tração, redutores, vidros de janelas, portas, fechaduras, contrassapatas e até extintores de incêndio. Uma situação que vem ocorrendo há dois anos, segundo o sindicato.

Dos trens que estão sendo desmontados tudo o que pode ser aproveitado em outras composições é retirado: fechaduras de portas, bancos, luminárias, painel de operação, freios. Carcaças, placas de isolamento e fiação ficam expostas no interior dos vagões. Segundo o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior, o corte que Alckmin fez no repasse dos valores referentes às gratuidades no Metrô – aproximadamente R$ 255 milhões em 2014 e 2015 – é o que está afetando a aquisição de equipamentos e, também, o serviço à população.

No ano passado, por conta do contingenciamento de R$ 66,1 milhões da verba prevista para ser repassada ao Metrô como pagamento pelos passageiros com direito à gratuidade, a companhia fechou o ano de 2015 deficitária em R$ 73,9 milhões. Se o valor tivesse sido entregue, o prejuízo seria de R$ 7,8 milhões.

De acordo com os metroviários, os trens ficam parados no Pátio Itaquera (PIT) ou no Pátio Jabaquara (PAT) e são levados para o Estacionamento Pátio Belém (EPB) onde têm as peças retiradas, mas são maquiados para parecer inteiros. As peças são mandadas para a manutenção e os trens devolvidos ao local de onde saíram. Toda a ação ocorre nos finais de semana, sendo exigida a realização de hora extra dos servidores da manutenção.
J47
Composição J47 recém-canibalizada pelo Metrô

Segundo Altino, os trabalhadores do setor de manutenção estão sendo pressionados a liberar os trens para que voltem à circulação, mesmo que não estejam em condições. “A população é a mais prejudicada pela situação atual do serviço. Para que a situação não fique ainda pior existe uma pressão para que os trens sejam liberados, mesmo não estando 100%. Isso faz parte de um projeto do governo Alckmin de precarizar o Metrô para justificar a privatização”, afirmou.

Além desses, outros dez trens que poderiam servir as Linhas 1-Azul e 3-Vermelha estão parados porque o sistema com o qual eles operam (CBTC) é incompatível com o sistema implementado na via (ATO). São as composições L40, L41, I07, I23, J32, J40, J42, J44, J47 e J48. Por fim, a composição I12 está fora de operação desde 2012 devido a uma investigação do Ministério Público Estadual sobre uma colisão decorrida de uma falha no sistema operacional do veículo.

O número total de trens parados supera a chamada reserva técnica do Metrô, relativa a 10% do total de trens em operação, utilizada para substituir trens que eventualmente venham a falhar. O Metrô opera com 165 trens, e poderia ter até 17 trens ativos em reserva. Hoje há 20 composições inoperantes, segundo os metroviários. A estatal mantém as Linhas 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi), 2-Verde (Vila Madalena-Vila Prudente), 3-Vermelha (Barra Funda-Itaquera) e 5-Lilás (Capão Redondo-Adolfo Pinheiro).

O CBTC está operante na Linha 2-Verde desde Fevereiro de 2016, mas, segundo os metroviários, vem apresentando falhas e ainda não contribui para reduzir o espaço entre as composições, que aumentaria a oferta de trens à população. O sistema foi adquirido há oito anos, por R$ 700 milhões, e deveria ter entrado em operação em todo o sistema até o final de 2014. "Pelo tempo que este sistema está parado podemos considerar um imenso prejuízo para a população, que até hoje não conta com melhor oferta do serviço, conforme prometido", disse Altino.

Em reunião no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, para explicar o que está ocorrendo no Metrô, o diretor de Operações do Metrô, Mário Fioratti Filho, disse tratar-se de uma “opção”, uma “estratégia de manutenção” que é feita em metrôs “no mundo todo”. “Se temos falha de uma peça em um trem, que está na garantia, mando a peça para o fabricante e retiro uma outra de um trem que esteja esperando a vez para realização de testes. Assim, não retiro o trem de circulação. Temos uma fila de trens e utilizamos sempre o último da fila”, completou.

Fonte da Notícia & Imagens: Rede Brasil Atual

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Metrô explica canibalização de composições do Metrô recém-modernizadas

Composição K09 (modernizada) foi canibalizada antes de operar
Funcionários do Metrô se reuniram com membros do Tribunal de Contas do Estado para esclarecimentos sobre trens parados em pátios da companhia. Nos últimos dias foi noticiado pela imprensa que os trens H59, I12, K09, K21 e L43 estariam servindo como uma espécie de almoxarifado de itens de reposição para outras composições em operação. A notícia partiu de funcionários da empresa que não quiseram se identificar.

Mas para o diretor de operações da companhia, Mário Fioratti Filho, o uso de componentes de trens que aguardam manutenção é pratica normal e usual, feita em sistemas de metrôs “no mundo todo”, e que a empresa utiliza das peças de trens parados, para não comprometer a operação de comboios em operação.

“Se temos falha de uma peça em um trem, que está na garantia, mando a peça para o fabricante e retiro uma outra de um trem que esteja esperando a vez para realização de testes. Assim não retiro o trem de circulação. Temos uma fila de trens e utilizamos sempre o último da fila”, completou Fioratti.

O diretor disse ainda que as novas composições vêm apenas com algumas peças sobressalentes, e que outras são repostas pela empresa que fabricou ou modernizou o trem, usando a garantia da composição. Após um tempo de operação, o estoque vai sendo composto, de acordo com a necessidade.

Sendo ou não comum a prática feita pelo Metrô, a notícia vem em tempos de debates acirrados por conta de crise política do país. As falas do diretor de operação foram noticias no site “Rede Brasil Atual“, que atribui de maneira negativa o fato ao Governo de Geraldo Alckmin, do PSDB, e uma possível redução de repasse da administração estadual à companhia. De qualquer forma, a operação não foi defasada já que os trens fazem parte da reserva técnica.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus 
Imagem de Samuel Tuzi

sexta-feira, 11 de março de 2016

TCE quer explicações do Metrô sobre composições novas/reformadas paradas

Frota H do Metrô de São Paulo
Após denuncias de funcionários do Metrô de São Paulo sobre paralisação de pelo menos cinco trens, onde peças das composições foram usadas em outras, em operação, o Tribunal de Contas do Estado solicitou explicações.

Os trens “canibalizados” estão no pátio Itaquera, e são das frotas recém reformadas K e L, além de uma composição nova da Frota H, segundo denúncia dos metroviários relatadas no jornal “Folha de São Paulo”.

A solicitação foi feita pelo Conselheiro Antonio Roque Citadini, segundo despacho do Diário Oficial do Estado. Apesar da paralisação, a operação dos trens não foi afetada por que se trata de uma reserva técnica, segundo a companhia. O Metrô disse ainda em nota ao jornal, que os trens estão em manutenção periódica.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus
Imagem: Isto É

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

70% das composições antigas do Metrô já estão modernizadas

Composição modernizada I06 do Metrô
Na ultima semana a Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo ganhou mais um trem modernizado, a composição L44 reformada pela Alstom. Junto com o trem operam outros 21 que foram reformados, além de 23 composições antigas, das frotas A e D.

Já na Linha 3-Vermelha, toda a frota é composta ou por composições revitalizadas, ou por novas, os trens das frotas G e H. Das 98 composições programas para serem repaginadas, 68 trens já passaram pelo processo que representa quase 70% dos trabalhos. Destes, 15 trens aguardam nos pátios do Metrô para a liberação da operação comercial.

Modernização

A reforma foi dividia em 4 lotes, entre eles a antiga Frota C que foi modernizada pela Ttrans: É a frota K. Já a antiga Frota D esta sendo modernizada pela Alstom, que após os trabalhos volta como frota L. Também esta a cargo da Alstom junto com a Siemens a modernização de parte da Frota A, que após os trabalhos retorna como Frota I. Por fim, a outra parte da frota A está sendo modernizada pela Bombardier, retornando como Frota J. Atualmente 7 trens estão nas empresas citadas acima em processo de revitalização.

Principais itens da modernização:

– Substituição do sistema de tração, utilizando tecnologia de inversores e motores de tração, para torná-la mais eficiente e de menor custo de manutenção;

– Substituição do sistema de ventilação por ar refrigerado, aprimoramento no sistema de iluminação do salão e troca dos bancos;

– Instalação de câmeras e equipamentos de detecção de incêndio no salão de passageiros para melhorar as condições de segurança;

– Instalação de rede de dados informatizada, para transmissão e recepção das condições dos equipamentos dos trens e sistema de registrador de eventos (caixa preta) dos equipamentos que desempenham função de segurança;

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus
Imagem de Robinson Ferreira

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Linha 3-Vermelha ganha mais um Trem da Frota L Reformado/ Line 3-Red wins another Reformed Train Fleet L


http://viatrolebus.com.br/wp-content/uploads/2014/07/2012-07-14-134.jpg
Composição L31 da Linha 3-Vermelha do Metrô
Composition L31 Line 3-Red Subway
O ramal mais lotado do sistema metroviário paulistano ganhou mais um trem modernizado, a composição L31, sendo o 20º trem reformado na linha. A composição pertence a Frota L, onde o Consórcio Reformas Metrô formado pelas empresas Alstom e Iesa ganharam a licitação de modernização de 22 unidades, os antigos Trens Mafersa da Linha 3-Vermelha (Frota D).

O processo de reforma esta atrasado, sendo que era previsto para seu termino em 2014. Apenas 52% da frota foi reformada, deste total, 37 trens modernizados dos 98 estão em operação espalhados pelas linhas 1,2 e 3.

Os contratos estão na mira do ministério publico com indícios de que a reforma custou mais cara que se a Companhia do Metrô tivesse comprado novas composições. Entre as frotas reformadas está a Frota K, cujo alguns operadores apontam falhas alem do habitual.

Esta repaginada no trem inclui colocação de sistema de ar condicionado com reforço na estrutura do carro de passageiro; troca do sistema de tração (contínua para alternada), trazendo melhor desempenho e economia de energia; modernização e revisão geral dos truques para receber novo sistema de tração; troca da alimentação elétrica auxiliar do trem, com instalação de novos conversores; implantação de um sistema de televisão para uso interno nos carros de passageiros; colocação de um sistema de proteção contra incêndios; e modernização do sistema de portas e suprimento de ar. Além de instalação do sistema de som e mapas dinâmicos.

Fonte da Notícia: Via Trólebus
Imagem de Vicente A.O. Junior

The most crowded extension of the São Paulo subway system won a modernized train, the composition L31, being retired on line 20 train. The composition belongs to L Fleet, where the Metro Reforms Consortium formed by Alstom and Iesa won the bidding for the modernization of 22 units, the old trains of Mafersa (Fleet D) 3-Red Line.

The process of reform is overdue, and was scheduled to finish his in 2014. Only 52% of the fleet was reformed, this total, 37 of 98 modernized trains are in operation around the lines 1,2 and 3.

The contracts are in the crosshairs of public ministry with evidence that the reform cost more expensive than if the Company had purchased the Subway new compositions. Among the fleet is retired Starfleet K, which some operators pick holes beyond the usual.

This remodeled the train includes placement of air conditioning strengthening the structure of the passenger car system; replacement of the drive system (continuous for alternating), bringing better performance and energy savings; modernization and overhaul of the tricks to get new traction system; exchange of electrical auxiliary power train, with installation of new converters; deployment of a television system for internal use in passenger cars; placing a fire protection system; and modernization of ports and air supply system. Apart from the sound system installation and dynamic maps.


Source of News: Via Trolébus
Picture Vicente A.O. Junior