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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Sanitários da Linha 1-Azul são reabertos ao público após limpeza

Depois de quase duas semanas fechados, os banheiros da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo foram reabertos na manhã de ontem (24/02/2016). Após romper o contrato com a Empresa Higilimp, o Metrô assinou o contrato com uma nova empresa para limpar as estações da linha que liga o Jabaquara ao Tucuruvi

A interrupção no serviço ocorreu no dia 12/02/2016 após os 420 funcionários da empresa Higilimp entrarem em Greve após atraso nos salários. Em seguida, o governo do estado rescindiu o contrato com a Higilimp Ambiental Ltda. porque ela não estava cumprindo o que firmou nos contratos. Os sanitários da estação ficaram fechados desde que funcionários da empresa entraram em Greve em Janeiro de 2016 devido ao atraso nos pagamentos.

Nesta manhã, na Estação Armênia o banheiro foi aberto por volta das 6h, quando os funcionários da empresa Soluções chegaram para assumir o serviço e iniciar a limpeza
 
Fonte da Notícia: G1-SP

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Nova empresa terceirizada deve assumir limpeza de estações da Linha 1-Azul essa semana

Frota A da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo
A Empresa Soluções deve assumir essa semana o serviço de limpeza da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo. Ela foi a segunda colocada na licitação ocorrida para prestação do serviço.
 
A interrupção no serviço ocorreu há uma semana após os 420 funcionários da Empresa Higilimp entrarem em greve após atraso nos salários. Em seguida, o governo do estado rescindiu o contrato com a Higilimp.

“Hoje nós devemos concluir o processo de rescisão e a segunda colocada se prontificou a fazer o serviço, se interessou inclusive com o preço. O Metrô está analisando a documentação, porque a empresa tem que estar com a documentação toda em ordem. Nós esperamos para o início da próxima semana já ter a solução do problema para a gente voltar a reabrir os banheiros da Linha 1-Azul”, afirmou o Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni.

Há uma semana, o Metrô informou que iria rescindir contrato com a Higilimp Limpeza Ambiental Ltda. porque ela não estava cumprindo o que firmou nos contratos. Os sanitários da estação estão fechados desde que funcionários da empresa entraram em greve em Janeiro de 2016. Eles reclamam de salários atrasados.

O Governador Geraldo Alckmin também comentou o descumprimento do contrato. “Empresa ganha concorrência, pregão eletrônico e tem que cumprir o contrato. Se a empresa abandona ela vai sofrer todas as punições, ser proibida de participar de licitação, ser multada, ser condenada. O Metrô já está verificando as demais empresas que trabalham pra ele para suprirem provisoriamente até a nova licitação ", disse o governador, na semana passada.

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem de Eduardo Ganança

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Estação Palmeiras-Barra Funda é nojenta em questão de higiene na alimentação

Ninho de Pombos na Praça de Alimentação da Estação Barra Funda não possui higiene alguma
Comer na principal praça de alimentação da Estação Barra Funda, ao lado das catracas do Metrô e da CPTM, por onde passam cerca de 40 mil pessoas por dia, pode se tornar uma aventura nada agradável. Na área onde estão instalados os quiosques que vendem salgados, lanches, sucos e refrigerantes, entre outros alimentos, há pombos por todos os lados.

Sem muito esforço é possível ver fezes no chão e nas estruturas metálicas do forro bem em cima das estufas dos salgados. Funcionários das lanchonetes admitem até que alguns clientes são "premiados" com o alvo certeiro das aves, chamadas popularmente de "ratos que voam" pelo risco de transmissão de doenças.

"Já reclamamos com a Socicam (administradora do terminal, que também recebe milhares de ônibus diariamente), mas não resolveu nada", conta a operadora de caixa do quiosque Barra Doce, Ana Emília Monteiro, de 26 anos.

"É anti-higiênico. Tem de eliminar tudo", opina a aposentada Olga de Oliveira, 77, que mora no bairro do Limão, na Zona Norte, e diz ter parado para comer no local por falta de opção. O comerciante Carlos Frederico, 43, veio de Santos, litoral paulista, e também disse que "só" arriscou parar com a família ali por necessidade. "Deveriam dar mais atenção a esse espaço", afirma.

Os clientes reclamam, mas, segundo as atendentes, alguns dão comida às aves. "Também cai muito farelo dos lanches, é inevitável", conta Karina Sampaio, 31, da Pizza Express.

Segundo ela, as reclamações sobre a sujeira do ambiente são constantes. "Isso prejudica nossas vendas também."
Sem saída/ A única opção para quem trabalha no local é tentar espantar os pombos, tarefa que se mostra inútil. "Não tem muito o que fazer", lamenta Karina.

Apesar das visitas, o fluxo de pessoas no quadrilátero comercial é intenso e tem quem não se importe em dividir o espaço com os pombos. "Para mim não incomoda", respondeu o ajudante geral, Jefferson dos Santos, 37.
Análise - Caio Rosenthal, infectologista

Fezes secas transmitem fungos

A presença dessas aves em um local de grande aglomeração de pessoas, em especial em uma área de alimentação, é totalmente prejudicial à saúde. Além das próprias fezes que ficam espalhadas pelo ambiente, ao bater as asas os pombos transmitem esporos, que são fungos encontrados na poeira, resultado das fezes secas das aves. Esses fungos, quando inalados, podem causar micoses no pulmão e resultar numa pneumonia, meningite ou mesmo doenças como a criptococose, histoplasmose e aspergilose (leia mais acima).

Os pombos vivem principalmente em centros urbanos onde tem muita gente, nos forros, prédios e casas, então é difícil eliminá-los, mas é necessário limpeza constante. Outra questão é o hábito das pessoas de alimentar as aves. Também é necessário educar a população.

Socicam fará vistoria no local dos quiosques

A Socicam, empresa que administra o terminal Barra Funda, disse, em nota, que tanto a retirada do lixo, feita diariamente, quanto a limpeza do piso são realizadas por uma empresa especializada terceirizada.

Ainda segundo o comunicado, é feito um cronograma para a limpeza constante de todas as áreas, "principalmente com o intuito de garantir que o espaço permaneça em condições adequadas de utilização e higiene".

A Socicam declarou ainda que, diante do fato apresentado, fará uma vistoria imediata na área de alimentação e, caso haja necessidade, haverá adequações nos processos.

"Contratamos uma empresa especializada, que possui licença ambiental para garantir que a captura dos pombos seja feita de forma adequada, bem como as demais ações para inibir o retorno das aves", diz a nota.

A empresa ressalta também que está em constante busca de novas soluções e processos que estejam em conformidade com a lei de crimes ambientais.

O Terminal Barra Funda tem 17,7 mil metros quadrados de área construída e está localizado em uma terreno de quase 23 mil metros quadrados, segundo o site da Socicam.

Algumas doenças que os pombos podem transmitir

* Histoplasmose - fungo que causa doença pulmonar
* Criptococose - fungo que causa meningite
* Aspergilose - fungo que causa infecção crônica nos pulmões
* Clamidiose - bactéria que pode causar doença pulmonar, vômito e diarreia
* Dermatites - ácaros (piolho de pombo) que resultam em pontos avermelhados e coceira na pele
* Alergias - presença de ninhos e fezes de pombos no ambiente podem causar rinites e crises de bronquite
* Salmonelose - bactéria que causa toxinfecção alimentar, resultado de ingestão de carne e ovos contaminados com fezes animais ou humanas ou alimentos mal lavados

Fonte da Notícia e Imagem: Diário de SP