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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Dança contemporânea é apresentada na Estação Capão Redondo amanhã (28/09/2016)

Amanhã, dia 28/09/2016, às 15h, a Estação Terminal Capão Redondo, da Linha 5-Lilás, será palco das apresentações de dança contemporânea "Desvelo" e "A Praga da Dança".

As duas intervenções artísticas fazem parte da programação do Circuito Vozes do Corpo, evento promovido pela Cia Sansacroma .

A apresentação dos artistas no 7º Circuito Vozes do Corpo conta com o apoio do Metrô.

Fonte da Notícia: Metrô

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Metrô de São Paulo perde 300.000 passageiros por dia nos últimos 12 meses

Em meio à crise econômica e a alta do desemprego, o Metrô de São Paulo perdeu 300 mil passageiros diários, em comparação com 2015. A queda no número de usuários se acentuou neste mês. Entre janeiro e maio, a companhia registrou 100 mil passageiros a menos por dia, em relação ao mesmo período de 2015.
Segundo o Secretário Estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, o Metrô transportou diariamente 4,7 milhões de passageiros por dia na média de julho de 2015. Neste ano, porém, houve queda de 6,3%, chegando a 4,4 milhões de usuários diários.
Esse índice considera as Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e 15-Prata, do Metrô, mas exclui a Linha 4-Amarela, administrada pela ViaQuatro. Em junho, último mês com balanço fechado, a concessionária registrou queda de 1,43% no número de passageiros da Linha 4. Foram 693,6 mil, em média, em dia útil, em junho de 2015, ante 683,7 mil no mesmo mês deste ano.
"Números recentes falam em 1,6 milhão de desempregados na Grande São Paulo, e o Metrô tem transportado a menos cerca de 300 mil pessoas por dia", disse Pelissioni, em entrevista à Rádio Estadão. Segundo o secretário, o recuo é reflexo da "crise econômica pela qual passa o País".
O Secretário negou que o aumento na concessão de gratuidades tenha grande impacto nas finanças da companhia, mas afirmou que o menor número de usuários tem diminuído os recursos do Metrô. "Cada vez eu tenho menos receita e as despesas são as mesmas: energia, funcionários", disse. "O que tem impactado o caixa é a própria crise econômica."
A pasta não informou qual foi a queda na receita tarifária do Metrô. Em Junho de 2016, o diretor de Operações da empresa, Mário Fioratti, disse que, graças à queda no número de passageiros,de 86 mil a 100 mil por dia (sem considerar a Linha 4-Amarela) ,havia previsão de redução de R$ 60 milhões no orçamento para 2016. Recentemente, a companhia abriu um Plano de Demissão Voluntária, o primeiro desde 1998.
Explicação
Especialista em transportes, o engenheiro de tráfego Horácio Augusto Figueira aponta a crise econômica como a causa "mais provável" para a redução do número de passageiros. "As pessoas acabam deixando a faculdade de lado ou ficando desempregadas. A demanda cai naturalmente."
Para Figueira, o índice triplicar em poucos meses se explica pelo tamanho da demanda do Metrô. "Qualquer variação implica em um número muito grande de pessoas", disse o especialista que, usuário do transporte, tem notado os trens "menos cheios". "Isso não justifica qualquer discurso para parar de investir, porque a demanda vai voltar. É um bom momento para se planejar."
Outra hipótese do especialista é que os usuários estejam migrando para outros meios de transporte. Em Junho de 2016, a SPTrans viu crescer o número de passageiros em 2,4%, em comparação com o mesmo mês de 2015.
Fonte da notícia: Diário do Grande ABC

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Privatização das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro devem ser concluídas até o final de 2017

O Governo do Estado de São Paulo bateu o martelo em relação as concessões das Linhas 5-Lilás do Metrô e 17-Ouro do Monotrilho, em reunião ocorrida com o conselho gestor do PED.

Segundo o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, a intenção é finalizar o processo até Julho de 2017, antes da entrega de 9 novas estações da Linha 5-Lilás. “Nós queremos que as novas estações já sejam operadas pelo concessionário”, afirmou.

Em entrevista à imprensa, Pelissioni defendeu a concessão conjunta dos dois ramais. “Vai ser uma concessão única porque as linhas se cruzam no Campo Belo. Há uma sinergia de energia elétrica e integração na estação que está sendo construída lá. Será uma concessão por 30 anos na qual será cobrada uma outorga fixa de entrada e o concessionário receberá uma parcela da tarifa paga por passageiro transportado que continuará sendo arrecadada pelo Metrô. O Estado não vai mais aportar recurso nenhum”, disse o secretário.

O titular da pasta, no entanto, não deu detalhes se a concorrência exigirá das empresas expansão das linhas. No ano passado quando a notícia veio a público, comentou-se que a Linha 5-Lilás poderia ser levado ao Jardim Ângela, a cargo da concessionária que ganharia a disputa.

O Monotrilho da Linha 17-Ouro, tem como seu projeto original a ligação entre o Jabaquara e o Aeroporto de Congonhas, chegando até a Futura Estação São Paulo-Morumbi. Mas atualmente somente o trecho entre Congonhas e Morumbi da CPTM está em obras.

Fonte da Notícia: Diário do Transporte

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Governo Estadual irá privatizar Linhas 5-Lilás e 17-Ouro até o final de 2016

O Governo de São Paulo vai conceder as Linhas 5-Lilás do Metrô e 17-Ouro do monotrilho à iniciativa privada de forma conjunta.

Segundo o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, o edital deverá ser lançado a partir de outubro, e a expectativa é a de que o consórcio vencedor passe a operar as linhas a partir do 1º Semestre de 2017.

As linhas estão situadas na Zona Sul de São Paulo e vão compreender 27,5 km de trilhos e 25 estações quando concluídas. A Linha 5-Lilás já opera com sete estações entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro e está sendo expandida até a Estação Chácara Klabin. Já a Linha 17-Ouro, que chegou a ser prometida para 2014, deve ficar pronta apenas no início de 2019 e vai ligar, em formato de monotrilho, o aeroporto de Congonhas e a Marginal Pinheiros.

Pelissioni afirma que a concessão deverá proporcionar uma melhor gestão de recursos e maior eficácia no funcionamento da linha. “Tem uma sinergia de integração de pessoas que vão usar, de equipes, de compra de energia elétrica”, afirma. As linhas farão integração na Estação Campo Belo.O modelo da concessão será o de outorga fixa de entrada. Ou seja, o consórcio pagará um valor para assumir a operação das linhas, e o governo do estado, por sua vez, fará uma remuneração por passageiro transportado. Com isso, o modelo de operação por meio da iniciativa privada cresce nos Transportes Metropolitanos de São Paulo. A Linha 4-Amarela já é administrada por uma um consórcio de empresas. A intenção do governo de São Paulo é ainda conceder à iniciativa privada a operação de linhas da  CPTM.

Fonte da notícia: G1-SP

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Governo do Estado de São Paulo irá privatizar Linhas 5-Lilás e 17-Ouro

As Linhas 5-Lilás e 17-Ouro, ambas do Metrô, vão ser privatizadas em conjunto e o edital deve sair até o final de 2016. O modelo foi fechado em reunião do conselho gestor do PED.


De acordo com o Secretário dos transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, a ideia é finalizar o processo de concessão até Julho de 2017, antes da entrega de 9 novas estações da Linha 5-Lilás. “Nós queremos que as novas estações já sejam operadas pelo concessionário”, enfatizou.

“Vai ser uma concessão única porque as linhas se cruzam no Campo Belo. Há uma sinergia de energia elétrica e integração na estação que está sendo construída lá. Será uma concessão por 30 anos na qual será cobrada uma outorga fixa de entrada e o concessionário receberá uma parcela da tarifa paga por passageiro transportado que continuará sendo arrecadada pelo Metrô. O Estado não vai mais aportar recurso nenhum”, disse o secretário.

Sobre a concessão da Linha 15-Prata, Clodoaldo disse que os estudos estão avançados e que é a próxima pauta a ser analisada.

O Governo ainda estuda a concessão das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, ambas da CPTM. O grupo Triunfo já fez uma proposta de PPP para elas.

“Nós percebemos pela proposta da empresa que o aporte do Estado ainda pode ser diminuído e aprovamos a continuidade dos estudos”, disse Pelissioni. “Nesse momento de crise econômica, é melhor fazer concessão do que PPP, que ainda exige contrapartidas do Estado”, completou.

Não foi informado se as obras das Fases 2 e 3, da Linha 17-Ouro, e a expansão da Linha 5-Lilás ao Jardim Angela seriam tocadas pela nova concessionária.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Governo anuncia privatização das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro ainda em 2016

O Governo Geraldo Alckmin bateu o martelo na privatização conjunta das Linhas 5-Lilás do Metrô, que está sendo ampliada, e 17-Ouro do Monotrilho, ainda em construção, na zona sul de São Paulo. A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos deve lançar ainda neste ano a licitação para conceder a operação de 27,5 km de trilhos e 25 estações à iniciativa privada por 30 anos.
O modelo foi sacramentado na reunião do conselho gestor do PED, responsável por definir as privatizações no Estado. Segundo o secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, a meta é concluir o processo de concessão das duas linhas até Julho de 2017, antes da entrega de 9 novas estações da Linha 5-Lilás, previstas para o segundo semestre de 2017. “Nós queremos que as novas estações já sejam operadas pelo concessionário”, disse. A décima estação (Campo Belo) ficou para Março de 2018.
Hoje, a Linha 5-Lilás opera com 9,3 km e 7 estações, ligando o Capão Redondo a Adolfo Pinheiro, na zona sul. Com a ampliação, a Linha 5-Lilás chegará até a Chácara Klabin, fazendo conexão com a Linha 1-Azul na Estação Santa Cruz e a Linha 2-Verde na Estação Chácara Klabin. Já o monotrilho da Linha 17-Ouro, prometido para 2014, deverá ser entregue pela metade (8 estações e 7,7 km) entre 2018 e 2019. As duas linhas farão conexão no Campo Belo (zona sul).
“Vai ser uma concessão única porque as linhas se cruzam no Campo Belo. Há uma sinergia de energia elétrica e integração na estação que está sendo construída lá”, explicou Pelissioni. “Será uma concessão por 30 anos na qual será cobrada uma outorga fixa de entrada e o concessionário receberá uma parcela da tarifa paga por passageiro transportado que continuará sendo arrecadada pelo Metrô. O Estado não vai mais aportar recurso nenhum”, completou.
Quando as obras estiverem totalmente concluídas, as duas linhas deverão receber cerca de 995 mil passageiros por dia, conforme estimativa feita pelo Metrô, atual responsável por operação e construção dos ramais. “Nós acreditamos que a operação privada é menos custosa. O Estado tem dificuldade de gerenciar porque tem a Lei de Licitações e certas burocracias necessárias porque se trata de empresa pública”, disse o secretário.
Segundo Pelissioni, o governo Alckmin também deve concluir até o fim do ano os estudos para a privatização da Linha 15-Prata do Monotrilho, que ligará a Vila Prudente até São Mateus, na zona leste da capital. O trecho também havia sido prometido para 2014 com distância mais longa, até Cidade Tiradentes, mas deve ser concluída com 16 km a menos em 2018. “Os estudos ainda estão sendo concluídos. Também queremos aprovar ali uma concessão dos serviços. É a próxima na pauta.”
Com a concessão das três linhas, São Paulo terá cinco das oito linhas de Metrô e Monotrilho sob operação da iniciativa privada. Hoje, a Linha 4-Amarela já é operada pelo Consórcio Via Quatro, e a Futura Linha 6-Laranja está sendo concluída no regime de PPP, no qual a operação também será feita pela setor privado.
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Governo de São Paulo deve criar agência reguladora para Metrô

O Governo do Estado de São Paulo deve criar uma agência reguladora de transportes públicos sobre trilhos para o estado. A medida serve para organizar a rede visto que a gestão estadual deve privatizar mais linhas metroferroviárias nos próximos anos.

Hoje, a Linha 4-Amarela, do Metrô, já opera por concessão. As Futuras Linha 6-Laranja e 18-Bronze, também já tem contratos assinados com a iniciativa privada.

Em reportagem da Folha de São Paulo, o Governador Geraldo Alckmin pretende também privatizar as Linhas 5-Lilás, 15-Prata e 17-Ouro, do Metrô

O modelo deve ser definido ainda em 2016, segundo previsão do grupo de trabalho criado pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos para elaborar a proposta. A pasta diz que também negocia um convênio com representantes do Bird para aproveitar experiências de sucesso.

Com a criação desta agência, usuários das linhas privatizadas poderão fazer suas reclamações a ouvidoria do órgão.

A principal mudança ao usuário tende a ser a provável periodicidade fixa nos aumentos de tarifa e a adoção de critérios mais técnicos para a definição de seus valores, como a correção anual por índices da inflação.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Metrô tem queda de 300.000 usuários por dia

Em meio à crise econômica e a alta do desemprego, o Metrô de São Paulo perdeu 300 mil passageiros diários, em comparação com 2015. A queda no número de usuários se acentuou em Agosto de 2016. Entre Janeiro e Maio de 2016, a companhia registrou 100 mil passageiros a menos por dia, em relação ao mesmo período de 2015.

Segundo o Secretário Estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, o Metrô transportou diariamente 4,7 milhões de passageiros por dia na média de julho de 2015. Em 2016, porém, houve queda de 6,3%, chegando a 4,4 milhões de usuários diários.

Esse índice considera as Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e 15-Prata, do Metrô, mas exclui a Linha 4-Amarela, administrada pela ViaQuatro. Em Junho de 2016, último mês com balanço fechado, a concessionária registrou queda de 1,43% no número de passageiros da Linha 4-Amarela. Foram 693,600, em média, em dia útil, em Junho de 2015, ante 683,7 mil no mesmo mês deste ano.

“Números recentes falam em 1,6 milhão de desempregados na Grande São Paulo, e o Metrô tem transportado a menos cerca de 300 mil pessoas por dia”, disse Pelissioni, nesta quarta-feira, em entrevista à Rádio Estadão. Segundo o secretário, o recuo é reflexo da “crise econômica pela qual passa o País”.

O Secretário negou que o aumento na concessão de gratuidades tenha grande impacto nas finanças da companhia, mas afirmou que o menor número de usuários tem diminuído os recursos do Metrô. “Cada vez eu tenho menos receita e as despesas são as mesmas: energia, funcionários”, disse. “O que tem impactado o caixa é a própria crise econômica.”

A pasta não informou qual foi a queda na receita tarifária do Metrô. Em junho, o diretor de Operações da empresa, Mário Fioratti, disse que, graças à queda no número de passageiros (de 86 mil por dia, ou 100 mil, sem considerar a Linha 4-Amarela) havia previsão de redução de R$ 60 milhões no orçamento para 2016. Recentemente, a companhia abriu um Plano de Demissão Voluntária, o primeiro desde 1998.

Explicação

Especialista em transportes, o engenheiro de tráfego Horácio Augusto Figueira aponta a crise econômica como a causa “mais provável” para a redução do número de passageiros. “As pessoas acabam deixando a faculdade de lado ou ficando desempregadas. A demanda cai naturalmente. ”

Para Figueira, o índice triplicar em poucos meses se explica pelo tamanho da demanda do Metrô. “Qualquer variação implica em um número muito grande de pessoas”, disse o especialista que, usuário do transporte, tem notado os trens “menos cheios”. “Isso não justifica qualquer discurso para parar de investir, porque a demanda vai voltar. É um bom momento para se planejar. ”

Outra hipótese do especialista é que os usuários estejam migrando para outros meios de transporte. 

Em Junho de 2016, a SPTrans viu crescer o número de passageiros em 2,4%, em comparação com o mesmo mês de 2015.

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

Estado estuda privatizar 60% do Metrô de São Paulo

O Governo Geraldo Alckmin expandiu seus planos de privatizar a operação da rede de Metrô para 6 das 9 linhas existentes ou planejadas nos próximos anos.

Com isso, 60% da extensão de Metrôs e Monotrilhos em São Paulo deverão ser delegados à iniciativa privada.

O mais recente plano da gestão tucana nessa área é promover a primeira concessão de mobilidade urbana do Estado ainda neste semestre.

O mais provável nesse pacote é que a Linha 5-Lilás (hoje do Capão Redondo até Adolfo Pinheiro, mas que chegará até Chácara Klabin) e a Linha 17-Ouro (Monotrilho que passará por Congonhas) sejam licitadas em conjunto.

Além das duas linhas, a 15-Prata (Monotrilho da zona leste) também será objeto de concessão, como antecipou a Folha. O Metrô também fará PPP do Monotrilho da Linha 18-Bronze (que vai ao ABC).

A Linha 4-Amarela (Butantã-Luz) já é operada nesse modelo de parceria, e as obras e futuros serviços da Linha 6-Laranja (Brasilândia-São Joaquim) foram contratados de igual modo.

A diferença básica entre uma concessão e uma PPP é que, na concessão, a remuneração do setor privado vem só das tarifas cobradas pelos serviços públicos. Já nas PPPs uma parte dos pagamentos do parceiro privado podem ser bancados pelo Estado.

Juntas, todas essas linhas sob responsabilidade privada corresponderão a 84,6 km da rede do Metrô, 60% do total de 141,6 km planejados pelos próximos cinco anos.

A companhia pública quer controlar a operação de apenas 57 km da malha, a extensão somada das Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.

Cenário de crise

A opção pela privatização de uma fatia expressiva da rede metroviária se deve às dificuldades do governo para financiar obras de expansão e até para manter os serviços da rede em operação.

Os planos de expansão da Linha 2-Verde até Guarulhos, por exemplo, foram suspensos sob alegação de falta de capacidade financeira do Estado.

As verbas relativas às viagens desses grupos são o único apoio estatal que o Metrô recebe. Com menos recursos, o Metrô é forçado a cortar custos de operação, o que prejudica a manutenção de trens e a qualidade do serviço. Os investimentos em expansão da rede não são afetados, pois essas obras são pagas diretamente pelo governo.

Conforme a perspectiva de crescimento da malha aumenta, não dá para o Metrô fazer tudo, admite Karla Bertocco Trindade, subsecretária de parcerias e inovação da Secretaria de Governo do Estado. Para Trindade, a boa avaliação da Linha 4-Amarela entre usuários é mostra de sucesso do modelo privado.

Em sua avaliação, com mais parceiros privados no sistema, a definição do valor da tarifa para o usuário tende a ter critérios cada vez mais técnicos, e não políticos.

Com menos de 80 km, o Metrô de São Paulo é pequeno em relação ao de outras metrópoles – a malha de Londres, por exemplo, tem 408 km.

Linha 1-Azul (Estatal)
Tucuruvi - Jabaquara
Foi construída e é operada pelo Metrô
Inauguração: 1974
Extensão: 20,3 km

Linha 2-Verde (Estatal)
Vila Madalena - Vila Prudente
Foi construída e é operada pelo Metrô
Inauguração: 1991
Extensão: 14,7 km

Linha 3-Vermelha (Estatal)
Barra Funda - Itaquera
Foi construída e é operada pelo Metrô
Inauguração: 1975
Extensão: 22 km

Linha 4-Amarela (Privada)
Luz - Taboão da Serra
Foi a 1ª em modelo de PPP. A empresa ViaQuatro é responsável pela operação
Inauguração: 2011; as últimas quatro estações devem ficar prontas até 2019
Extensão: 12,8 km

Linha 5-Lilás (Privada)
Capão Redondo - Chácara Klabin
Metrô é responsável pelas obras até a Chácara Klabin; a operação será privada
Inauguração: 2002; as últimas dez estações devem ser concluídas até 2018
Extensão: 20,8 km

Linha 6-Laranja (Privada)
São Joaquim - Brasilândia
A linha está sendo construída e será operada pela concessionária Move São Paulo
Previsão: 2020
Extensão: 15,3 km

Linha 15-Prata (Privada)
Terminal Vila Prudente - São Mateus
Governo decidiu neste ano privatizar as operações do monotrilho
Inauguração: 2015; trecho de 10 km, até São Mateus, está previsto para 2018
Extensão: 13 km

Linha 17-Ouro (Privada)
Congonhas - Morumbi
Operação será feita pela iniciativa privada
Previsão: 2018
Extensão: 7,7 km

Linha 18-Bronze (Privada)
Tamanduateí - Paço Municipal
Contrato prevendo operação privada foi assinado no ano passado
Previsão: no mínimo 2020
Extensão: 15 km

Dois em Um

A Linha 5-Lilás, que hoje vai da Estação Capão Redondo à Adolfo Pinheiro, na zona sul, e o Monotrilho da Linha 17-Ouro, que ligará o Aeroporto de Congonhas, também na zona sul, ao Morumbi, na zona oeste, formarão um negócio inédito no governo do Estado de São Paulo.

O cenário preferido dentro da gestão Alckmin é conceder suas operações de modo conjunto à iniciativa privada. A licitação deve começar ainda neste semestre, e espera-se que o ganhador seja conhecido no início de 2017.

Conceder as duas linhas em conjunto parece fazer sentido para nós até porque haverá uma conexão entre elas [na Futura Estação Campo Belo], avalia Karla Bertocco Trindade, subsecretária de parcerias e inovação da Secretaria de Governo.

Esse será o primeiro pacote de concessões na área de mobilidade urbana no Estado. O negócio já obteve autorização do Programa Estadual de Desestatização e atraiu o interesse de seis empresas.

Cinco delas - CCR, CR Almeida, Odebrecht, Scomi e Triunfo– apresentaram estudos técnicos, fase que precede a licitação.

Depois que o governo bater o martelo sobre conceder as linhas em conjunto ou isoladamente, o que deve ocorrer até o fim deste mês, o projeto será tema de uma audiência pública. Em seguida, ficará aberto para consulta pública na internet por 30 dias.

Nesse modelo de concessão, as empresas não serão responsáveis por obras de engenharia e construção de linhas e estações.

Caberá ao próprio governo concluir a expansão da Linha 5-Lilás até a Chácara Klabin, assim como as obras do trecho que ligará a Estação Morumbi da CPTM ao Aeroporto de Congonhas na Futura Linha 17-Ouro.

No cenário atual, de crise econômica no país, o setor privado está ainda mais reticente de ter o Estado como sócio, é um fator adicional de risco. Precisamos oferecer projetos simples e atraentes, afirma Trindade.

Para a subsecretária, a vantagem do modelo de concessão das operações é permitir que o governo foque seus investimentos.

As obras das linhas têm financiamento internacional, que é até mais vantajoso para o setor público. É melhor se concentrar nisso, por exemplo, avalia.

Apesar do provável crescimento das operações sob controle de empresas privadas, Trindade descarta a possibilidade de o Metrô deixar de controlar algumas linhas da rede.

Defendo um modelo misto. É importante a companhia ter condição de operação, até mesmo para evitar sua desatualização. Além disso, se isso não ocorresse perderíamos a referência do que é uma boa operação, já que o Metrô de São Paulo é melhor do que o de muitas cidades no exterior, diz Trindade.

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/Folha de São Paulo

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Linhas 5-Lilás e 15-Prata ficarão fechadas domingo (21/08/2016) para testes com o CBTC

No próximo domingo (21/08/2016), as Linhas 15-Prata e 5-Lilás terão horário diferenciado de funcionamento. A mudança ocorre para dar continuidade aos testes no sistema de controle dos trens. Na Linha 15-Prata, as Estações Terminal Vila Prudente e Oratório deverão permanecer fechadas ao público das 6h às 13 horas. Nesse período, os usuários serão atendidos gratuitamente por ônibus do sistema PAESE, que circularão no trecho entre as duas estações até o início da operação.
Já na Linha 5-Lilás, a intervenção ocorrerá das 4h40 às 12 horas. Nesse intervalo, os passageiros também serão atendidos gratuitamente por ônibus do sistema PAESE, que circularão entre as Estações Capão Redondo e Adolfo Pinheiro até a abertura das estações. Os usuários da Linha 9-Esmeralda da CPTM, que fazem transferência gratuita para o Metrô na Estação Santo Amaro, também serão atendidos pela estratégia. Já as linhas de ônibus da EMTU serão remanejadas das Estações Capão Redondo e Campo Limpo para a Estação Santo Amaro.

Nas demais linhas, o horário de funcionamento das estações será normal e a oferta de viagens será a habitual de um domingo. O Metrô recomenda aos usuários que adquiram as viagens antecipadamente.

Para informar sobre as alterações programadas, o Metrô emitirá mensagens sonoras pelos sistemas de som das estações e dos trens, colocará cartazes nas estações das linhas envolvidas e publicará informativos nas redes sociais. Outras informações podem ser obtidas na Central de Informações do Metrô (0800 770 7722), diariamente, das 5h30 às 23h30. 
 
Fonte da Notícia: Metrô

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Linha 5-Lilás ficará fechada domingo (14/08/2016) para testes finais com o CBTC

No próximo domingo (14/08/2016), em função da realização de testes no sistema de controle dos trens, todas as estações da Linha 5-Lilás permanecerão fechadas ao público das 4h40 às 12 horas. A atividade terá início durante a madrugada, logo após o encerramento da operação comercial do sábado, e deverá se estender ao longo da manhã do domingo, dia escolhido devido a demanda reduzida de usuários.
 
Enquanto a Linha 5-Lilás permanecer fechada, os passageiros serão atendidos gratuitamente por ônibus do sistema PAESE da SPTrans, que circularão ininterruptamente entre as estações Capão Redondo e Adolfo Pinheiro. Os usuários da Linha 9-Esmeralda da CPTM, que fazem transferência gratuita para o Metrô na Estação Santo Amaro, também serão atendidos pelo sistema PAESE. Já as linhas de ônibus da EMTU serão remanejadas das estações Capão Redondo e Campo Limpo para a estação Santo Amaro.
 
Para informar sobre a alteração na operação dessa linha, o Metrô emitirá mensagens sonoras pelos sistemas de som das estações e dos trens, colocará cartazes nas estações da Linha 5-Lilás e publicará informativos nas redes sociais. Outras informações podem ser obtidas na Central de Informações do Metrô (0800 770 7722), diariamente, das 5h30 às 23h30. 
Fonte da Notícia: Metrô

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Obras da 2ª Fase da Linha 5-Lilás alteram trânsito próximo a Estação Santa Cruz por 18 meses


A Rua Pedro de Toledo, no trecho entre as Ruas Tenente Gomes Ribeiro e Domingos de Morais, será totalmente interditada para o trânsito de veículos de passeio, desde o último sábado, 06/08/2016

A alteração na rotina do tráfego na região é necessária para que o Consórcio Metropolitano 5, construtor da Futura Estação Santa Cruz, da Linha 5- Lilás, dê continuidade aos trabalhos contratados.

A interdição está prevista para durar 18 meses.

A orientação aos motoristas e a adequação da sinalização viária no local durante a interdição ficará a cargo da CET. 

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Metrô tem perda de 300.000 usuários por dia devido à crise econômica

O Metrô de São Paulo, durante 2016 comparando com o mesmo período de 2015, perdeu uma media de 300.000 usuários por dia, levando em contas as Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela, 5-Lilás e 15-Prata

De acordo com o Secretário dos Transportes Metropolitanos Clodoaldo Pelissioni, o Metrô transportou diariamente 4,7 milhões de passageiros por dia na média de Julho de 2015. Neste ano, porém, houve queda de 6,3%, chegando a 4,4 milhões de usuários diários.

“Números recentes falam em 1,6 milhão de desempregados na Grande São Paulo, e o Metrô tem transportado a menos cerca de 300 mil pessoas por dia”, disse Pelissioni em entrevista à Rádio Estadão. Segundo o secretário, o recuo é reflexo da “crise econômica pela qual passa o País”.

Clodoaldo negou que o aumento das gratuidades tenha influenciado nas finanças da estatal mas a menor quantidade de usuários sim.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

Nove pessoas são denunciadas pelo Ministério Público por compra da Frota P para a Linha 5-Lilás

O Ministério Público de São Paulo denunciou nove pessoas, entre elas o atual presidente do Metrô, pela compra de trens na gestão de Geraldo Alckmin.

O promotor afirma que a maior parte dos trens já foi entregue e eles nunca entraram em operação por causa do atraso nas obras da linha.

Ao todo, dez trens novinhos estão parados no pátio da fabricante, a CAF, que fica em Hortolândia, no interior de São Paulo.

Segundo o Ministério Público do Estado, eles fazem parte de um pacote de 26 trens comprados durante o Governo Geraldo Alckmin por R$ 615 milhões; 16 já foram entregues.

Na denúncia de improbidade administrativa, a promotoria afirma que os trens estão abandonados.

“Os trens estão sendo vandalizados, os trens estão perdendo garantia, e a população está perdendo a possibilidade de usar esse trem”, disse o promotor Marcelo Milani.

O presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo, diz que, por contrato, a garantia só começa a valer quando os trens entram em uso.

“Nós não entendemos que há uma questão de trens ao relento em Hortolândia. Os trens que aqui estão, estão no pátio do metrô. Assim como os outros trens, das outras linhas também ficam à disposição nos pátios, esses igualmente também estão lá”, disse ele.

Os trens foram comprados para a Linha 5-Lilás, que tem sete estações e ainda está em expansão.

O problema é que as obras atrasaram. Em 2010, o Governo de São Paulo determinou a paralisação, depois de denúncias de irregularidades nas licitações.

O Ministério Público afirma que o Metrô determinou a compra dos trens mesmo sabendo que as obras estavam paralisadas e que a decisão provocou prejuízos ao Governo do Estado.

O Metrô diz que a compra foi feita de acordo com o cronograma do empreendimento. O MP diz que as obras foram retomadas em Julho de 2011, 11 dias depois da assinatura da compra dos trens.

Ainda segundo o Ministério Público, os trens novos têm bitolas, que é a distância entre os trilhos, menores do que as que já existem na mesma linha. O Metrô nega que tenha havido erro.

Sergio Avelleda, presidente do Metrô na época, e outras oito pessoas são denunciadas na ação. Entre elas, o ex-secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, e o atual Secretário, Clodoaldo Pelissioni.

O atual presidente do Metrô, que também foi denunciado na ação, diz que os trens devem entrar em operação nos próximos meses.

“Eles estão em testes, existem oito trens que já estão testados, aptos a entrar em operação, e já em agosto, setembro, devemos estar operando já com esses oito trens já no trecho que hoje opera a Linha 5-Lilás”, disse o presidente do Metrô.

O Governo do Estado de São Paulo e o Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, declararam que não vão se pronunciar e que quem fala oficialmente pelo assunto é o atual presidente do Metrô.

O ex-secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse que vai se inteirar do caso para prestar todos os esclarecimentos necessários.

O ex-presidente do Metrô, Sergio Avelleda, disse que não pode se pronunciar porque desconhece o teor da ação. Avelleda afirmou que não foi ele quem assinou o contrato.

A CAF Brasil declarou que não comenta contratos em andamento em razão das cláusulas de confidencialidade.

Fonte da Notícia: G1-Jornal Nacional

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Confira a programação da Linha da Cultura do Metrô para Agosto de 2016

Neste mês de Agosto de 2016, a "Linha da Cultura" do Metrô traz opções de lazer e entretenimento para quem procura alternativas ao espírito olímpico e oferece exposições, apresentações musicais e peça teatral como maiores atrações, em várias estações.

Para abrir a programação cultural, amanhã (03/08/2016), usuários do Metrô podem assistir à peça Miragaya, na Estação Santa Cecília, da Linha 3-Vermelha. A obra conta a história de dois amantes que se distanciam por causa de divergências ideológicas e se reencontram novamente, mudando o rumo das suas vidas.

Os fãs da banda The Beatles podem se deliciar com 20 imagens marcantes que retratam os principais momentos da carreira do famosíssimo conjunto inglês de rock. A exposição "Beatles: uma incrível história de sucesso por meio de imagens" estará na Estação República, da Linha 3-Vermelha, do dia 10 ao dia 31/08/2016. 

A exposição "Rio de Paz: nunca me calarei" é destaque na Estação da Luz, das Linhas 1-Azul e 4-Amarela. De autoria do fotógrafo carioca Márcio Freitas, a mostra retrata a angústia de mulheres que foram vítimas de violência doméstica.

Na Estação Sé,  das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, apreciadores de caricaturas podem curtir, de 10 a 31/08/2016, a mostra "Na Linha do Humor", que traz uma seleção de 29 caricaturas de artistas, políticos e celebridades.  As obras foram expostas na 42ª edição do Salão de Humor de Piracicaba de 2015. 

No dia 16/08/2016, às 12h, admiradores de boa música podem escutar trechos da ópera Der Schauspieldirektor, na Estação Marechal Deodoro, da Linha 3-Vermelha. Na mesma estação, também pode-se  observar a "Vitrine de Figurinos de Óperas", que neste mês tem a vestimenta da soprano Daniella Carvalho usada na ópera "Adriana Lecouvreusr", exposta até o dia 31/08/2016.

A partir do dia 10/08/2016, "Reciclando ideias" entra em cartaz na Estação Tatuapé,  na Linha 3-Vermelha. A mostra reúne cinco artistas brasileiros que transformam materiais recicláveis em arte. Entre as obras estão os quadros feitos com tampinhas de garrafas, com destaque para e a transformação de metal em grandes esculturas e objetos de decoração.

Inspirado em fotografias de manchas e borrões presentes no concreto de paredes das estações do Metrô, o artista plástico Sérgio Yashima pinta quadros sobre a natureza. Dentro do tema crise hídrica, o artista fotografou paredes da Linha 5-Lilás e realizou uma série de obras focadas na importância da água. A exposição "Sustentação" fica em cartaz na Estação Sacomã, da Linha 2-Verde, de 10 a 31/08/2016

E para aguçar lembranças musicais, a exposição "Dança das Cores" fica na Estação Trianon-Masp, da Linha 2-Verde, com 12 telas que remetem os visitantes aos movimentos artísticos próprios da dança.

Fonte da Notícia: Metrô

terça-feira, 26 de julho de 2016

CBTC e Frota P serão entregues para a Linha 5-Lilás em Agosto de 2016

A operação com passageiros dos trens da Frota P na Linha 5-Lilás, assim como o CBTC  deve ocorrer em Agosto de 2016. A informação foi confirmada pelo metrô em uma reunião com blogueiros e atuantes nas redes sociais. A nova tecnologia tem fabricação e instalação da Bombardier.

De acordo com o Metrô, os testes entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro devem seguir os mesmos moldes da Linha 2-Verde, quando o trecho operava aos domingos em CBTC, e depois a funcionalidade foi levada aos sábados, e depois em dias da semana.

Atualmente o CBTC já é testado na linha, porém sem usuários, quando o trecho é fechado aos domingos.

Novos trens

Os trens da Frota P foram fabricados pela CAF, e a primeira das 26 unidades compradas, foi entregue em Outubro de 2013. As composições foram adquiridas para operação entre Capão Redondo e Chácara Klabin, junto com 8 trens da Frota F fabricados pela Alstom entre 2001 e 2002.

Até Abril de 2016 pelo menos seis trens da Frota P tinha testes concluídos, seis passam pelo comissionamento e 12 aguardam as baterias de checagem.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

Nove pessoas são denunciadas por compra de 26 trens da Frota P para a Linha 5-Lilás

O Ministério Público de São Paulo denunciou nove pessoas pela compra de trens que deveriam ser usados pelo Metrô na atual gestão. O problema é que os trens estão parados, envelhecendo, e ficando sem garantia. Para o promotor, isso configura improbidade administrativa.

Trens novinhos parados em pátios do Metrô de São Paulo e no terreno da fabricante, a CAF, em Hortolândia, no Interior de São Paulo. Segundo as investigações, os 26 trens da Frota P foram comprados por R$ 615 milhões. Dezesseis já foram entregues e dez estão na fabricante, a espera de um local para serem guardados. Na denúncia de improbidade administrativa, o promotor disse que "os trens estão abandonados e que foram vandalizados."

“Esses trens já estão parados há dois anos, já estão perdendo a garantia. Tudo que está colocado naquele trem, principalmente em questão de eletrônica, de funcionamento não vai ter utilidade, perdeu a utilidade”, explica o promotor de Justiça, Marcelo Milani.

Os trens foram comprados para a Linha 5-Lilás, que tem sete estações e ainda está em expansão. Ela vai ligar o extremo da Zona Sul com outras duas linhas que levam até o Centro de São Paulo.

O problema é que as obras de expansão atrasaram. Em 2010, o Governo de São Paulo determinou a paralisação das licitações depois de denúncias de irregularidades no processo. Mesmo com as obras paradas, no ano seguinte, o Governo comprou os trens.

Sergio Avelleda, presidente do Metrô na época, e outras oito pessoas foram denunciadas. Entre elas o ex-secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes e o atual secretário, Clodoaldo Pelissioni. As obras de expansão acabaram retomadas ainda em 2011, mas a previsão inicial de entrega passou de 2014 para 2018.

A investigação apontou ainda que os trens novos têm bitolas, que é a distância entre os trilhos, de 1,372 milímetros. No entanto, o promotor afirma que já existe um trecho da Linha 5-Lilás com trens com bitolas maiores.

“Ou seja, os trens que ali estão, eles não têm a mesma capacidade, tem que ser trocados no curso da mesma linha. Sem contar que tem sistema de operação completamente diferentes por isso também os agentes públicos estão sendo responsabilizados”, fala o promotor.

As assessorias do Governo de São Paulo, do PSDB, e do Secretário de Transportes Metropolitanos Clodoaldo Pelissioni, disseram que quem fala sobre a denúncia do Ministério Público é o Metrô.

O ex-secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse que vai se inteirar do caso para prestar todos esclarecimentos necessários.

O ex-presidente do Metrô, Sergio Avelleda, disse que desconhece o teor da ação e que esse contrato não foi assinado por ele.

A fabricante dos trens, a CAF Brasil, disse que não comenta contratos em andamento em razão das cláusulas de confidencialidade.

O Presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo, um dos denunciados, falou sobre as acusações do Ministério Público
 
Fonte da Notícia: Rede Globo-Jornal Hoje

TCE investiga possíveis irregularidades em contratos de obras da 2ª Fase da Linha 5-Lilás

O TCE investiga suspeitas de irregularidades em contratos assinados pelo Metrô de São Paulo com construtoras responsáveis pela construção de oito lotes da Linha 5-Lilás do Metrô. A fiscalização do TCE encontrou diferenças nas quantidades e nos preços de produtos e serviços contratados pelo Metrô entre os orçamentos, os contratos assinados e os aditivos de contrato, implementados pelos consórcios vencedores após as licitações.

As diferenças se repetem em dezenas de itens em todos os oito lotes da Linha 5-Lilás analisados pelo TCE e foram publicadas no "Diário Oficial de SP".

O conselheiro relator do caso no TCE, Antônio Roque Citadini, determinou que o Metrô apresente, em 60 dias, as explicações sobre as diferenças entre valores e quantidades de cada um dos serviços e produtos em que foi constatada discrepância em todos os oito lotes da obra. As explicações serão incluídas no processo, que ainda está em fase de instrução.

Em nota, o Metrô disse que irá prestar todos os esclarecimentos ao TCE dentro do prazo estipulado. "O Metrô informa que todos os aditivos referentes às obras de extensão da Linha 5-Lilás de Adolfo Pinheiro à Chácara Klabin - foram feitos conforme o que determina a Lei 8666/93", disse a companhia em comunicado

Prometida para 2015, a obra que ligará o bairro do Adolfo Pinheiro, no Centro Novo de São Paulo, à Chácara  Klabin, ainda não tem data para terminar.

Problemas
 
Além das diferenças entre os valores iniciais orçados e os valores contratados, houve grandes mudanças nas quantidades dos produtos nos lotes e a inclusão de novos itens e serviços que não estavam previstos inicialmente na contratação e no orçamento.

O lote número um, contratado com a Construcap-Constran pelo valor R$ 187.795.503,02, em julho de 2009 e pelo prazo de 24 meses, apresentou, por exemplo, mudanças grandes nas quantidades e valores. No primeiro orçamento, de 01/07 a 01/11/2008, foram previstos 58 casos de demolição de concreto simples, ao custo máximo de R$ 131,62, e entre 265 e 366,76 unidades de "demolição de pavimento de concreto asfáltico", com o preço máximo de R$ 108,09.

Menos de um ano depois, em Junho de 2009, ao assinar o segundo aditivo do mesmo contrato, os pedidos compreenderam números bem diferentes: foram 977,38 unidades da demolição simples por R$ 144,78 e mais 850,96 unidades de demolição de concreto asfáltico por R$ 118,90.

Diferenças
 
Caso não sejam justificados os aditivos e variações, o TCE entende que pode ser configurada falta de planejamento do projeto básico da Linha, "não justificando a economicidade dos ajustes e vantajosidade para a administração", informou o Tribunal. Também será apurado se foram cumpridas as legislações atuais em relação à concorrência, aos contratos e aos aditivos.

Os consórcios responsáveis pelas obras são: Construcap Constran (Lote 1), Galvão-Serveng  (Lote  2),  Andrade Gutierrez-Camargo Corrêa (Lote 3), Mendes Junior Trading e Engenharia

S/A  (Lote 4),  Heleno & Fonseca - Triunfo IESA  (Lote  5), Carioca Cetenco (Lote 6), Metropolitano 5 (Lote 7) e CR Almeida/Consbem (Lote 8). Elas terão que dar explicações ao Metrô, que repassará ao TCE.

Nota do Metrô
 
"O Metrô informa que todos os aditivos referentes às obras de extensão da Linha 5 -Lilás de Adolfo Pinheiro à Chácara Klabin - foram feitos conforme o que determina a Lei 8666/93.

As obras de expansão da Linha 5-Lilás estão em pleno andamento, com mais de 5.600 operários atuando nos canteiros. Os 11,5 km de túneis do novo trecho já estão concluídos, uma Estação (Adolfo Pinheiro) já foi entregue e algumas das outras dez a serem entregues estão em fase de acabamento.

Por se tratar de uma obra complexa, com escavações a 40 metros de profundidade, interferências podem surgir no decorrer da construção, principalmente, por se tratar de um empreendimento executado em uma metrópole densamente urbanizada.

Os aditivos se referem a intervenções como a reconstrução e reposição de uma adutora de água da década de 1950 na estação Adolfo Pinheiro; alterações construtivas em obras de contenção para garantir a segurança de imóveis lindeiros cuja condição era diferente da prevista no mapeamento de solo; além da remoção de várias interferências de concessionárias de serviços que não estavam mapeadas.

Reafirmamos que todas as modificações introduzidas nas obras foram feitas dentro da Lei e o Metrô irá prestar todos os esclarecimentos ao TCE dentro do prazo estipulado."

Fonte da Notícia: G1-SP

Obras da 2ª Fase da Linha 5-Lilás ficam R$ 260,8 milhões mais cara

Alvo de questionamentos do TCE e de ação judicial do Ministério Público Estadual, a 2ª Fase da Linha 5-Lilás do Metrô vai ficar R$ 260,8 milhões mais cara. O Metrô assinou dois novos contratos para obras de “acabamento” e “acessos” em duas estações e no pátio de manutenção e estacionamento de trens que estão em construção na zona sul da capital.

Somente no Pátio Guido Caloi, no Jardim São Luís, o custo das obras, que tiveram início em janeiro de 2013, subirão 54%, de R$ 297,1 milhões para R$ 457 milhões. O novo contrato, no valor de R$ 159,9 milhões, foi assinado com o consórcio Via-Planova, com prazo de 21 meses de execução. O Governador Geraldo Alckmin havia prometido entregar esse pátio em 2015. Agora, a previsão é para o final de 2017.

O Metrô afirma que “no decorrer da obra” sua equipe de engenheiros “constatou a necessidade de reforçar as fundações do Pátio Guido Caloi” e que “as lajes de sustentação das paredes do estacionamento subterrâneo de trens (a 25 metros de profundidade) também sofreram alterações no método construtivo por causa das características arenosas do solo”.

Já o segundo contrato, no valor de R$ 100,1 milhões, foi assinado com a construtora Construcap para a execução de instalações hidráulicas, paisagismo, urbanismo e requalificação do entorno nas estações AACDServidor e Hospital São Paulo, que chegaram a ser prometidas para 2014 e também devem ser entregues até o fim de 2017. Esse trecho já está em construção pelo consórcio Carioca-Cetenco por R$ 458,5 milhões.

“Houve a necessidade de contratação complementar por conta de intercorrências inerentes à complexidade do empreendimento”, afirma o Metrô, que nega ter havido aumento de custos. Segundo a estatal, houve economia de 30%, ou US$ 134 milhões, no contrato de financiamento da obra com o BID. “O Metrô negocia com o agente financiador o remanejamento para custear obras complementares.”

O aumento de custos da Linha 5-Lilás, que fará a conexão com as Linhas 1-Azul e 2-Verde e terá 11,5 km de extensão e mais dez estações (só Adolfo Pinheiro foi entregue em Fev/2014), já é alvo de investigação do TCE. O tribunal apura diferenças entre orçamentos e quantidade de material consumido na construção, que fizeram o orçamento da obra saltar de R$ 3,4 bilhões para R$ 4,5 bilhões. Em Junho de 2016, o conselheiro Antonio Roque Citadini deu prazo de 60 dias para o Metrô explicar uma série de alterações feitas nos contratos.

No começo de Julho de 2016, o MPE moveu ação judicial pedindo a condenação do Metrô e oito agentes públicos, entre os quais cinco ex-presidentes da companhia e o atual Secretário Estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, pelo suposto abandono de 26 trens da Linha 5-Lilás. As composições foram compradas em 2011 por R$ 615 milhões e estão paradas porque a conclusão da linha atrasou. O Metrô nega prejuízo 
 
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária