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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Ministério Público questiona instalação do CBTC na Linha 2-Verde pela Alstom

O Ministério Público vai questionar na Justiça o acordo que deu mais tempo para empresa Alstom instalar o sistema para melhorar a circulação de trens nas Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô de São Paulo. O prazo foi ampliado em dez anos – a previsão de entrega inicial era 2011 e passou a ser 2021.
 
O produto é o sistema digital, conhecido como CTBC, controle de trens baseado em comunicação, usado para diminuir o intervalo entre os trens, agilizar o transporte de passageiros, reduzir a superlotação e aumentar o número de usuários.

Em Janeiro de 2016, a demora na instalação e divergências sobre os valores do contrato provocaram um desentendimento entre o Governo do Estado e a empresa. Mas as partes acabaram fazendo um acordo, o Metrô desistiu do processo e abriu mão de receber da Alstom um valor em R$116 milhões.

O Ministério Público diz que o acordo é ilegal. “Ele viola o princípio da legalidade, ele viola o princípio da moralidade, principalmente ele viola o princípio da eficiência. Todos eles se caracterizando, podem se caracterizar em improbidade administrativa.”

O Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, aelga que o acordo vai beneficiar os passageiros. “Tem um equívoco ao analisar essa questão de valores, são valores pedidos, a arbitragem ainda não tinha julgado os valores ainda. O governo podia tanto ganhar valores a mais como perder. Então foi decidido, tínhamos duas decisões a tomar: ou rescindíamos o contrato, depois teríamos que licitar novamente, ou fazíamos uma repactuação contratual, o que foi inclusive apoiado pela procuradoria geral do estado, que é a advocacia do estado”, afirma.

Em nota, a Alstom disse que a repactuação do contrato foi aprovada por todos os órgãos competentes após rigorosa análise técnica e que foi homologado pelo tribunal arbitral e pela corte da câmara de comércio internacional.

23 minutos
 
O sistema de sinalização para reduzir o intervalo entre os trens foi comprado pelo Metrô em 2008 da Alstom durante o Governo José Serra por R$ 780 milhões para as Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.


A entrega era prevista para 2011, e chegou a ser adiada para o ano seguinte. No entanto, não foi totalmente implantado. Até hoje, apenas a Linha 2-Verde conta com o sistema - que, por ora, tem gerado efeito contrário.

Desde fevereiro esse sistema funciona na Linha 2-Verde. Um relatório do Metrô aponta que de Janeiro a Julho de 2016, houve dez falhas que atrasaram a operação. Cada uma de 23 minutos, em média. Já são mais registros que em todo o ano de 2015 e o dobro de 2014.

O Metrô diz que as falhas vêm ocorrendo porque o sistema ainda opera em fase de testes. É esse o sistema que também vai funcionar nas Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, mas só deverá ficar pronto 2021 [por conta do prazo ampliado] - dez anos depois do prazo inicial combinado com a Alstom, que ganhou a licitação pra fazer o serviço.

Fonte da Notícia: G1-SP

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Dívida de R$ 116 milhões da Alstom com o Metrô é liquidada


O Governo do Estado de São Paulo perdoou dívida de R$ 116 milhões da empresa francesa Alstom, que presta serviços ao Metrô e é investigada por envolvimento no cartel de trens.
Segundo reportagem da “Folha de S.Paulo”, o Estado também aceitou que o produto contratado seja entregue até 2021, com dez anos de atraso. O Governador Geraldo Alckmin negou que houve perdão de dívidas.

O produto é o sistema digital, conhecido como CTBC, controle de trens baseado em comunicação, é para diminuir o intervalo entre os trens, agilizar o transporte de passageiros, reduzir a superlotação e aumentar o número de usuários.

As relações da Alstom com governos tucanos são investigadas desde 2008, quando surgiram indícios de que a empresa francesa teria pago propina entre 1998 e 2003 para fechar contrato com estatais de energia. Até hoje, oito anos depois, o processo não foi julgado.

O sistema foi comprado em 2008 pelo Metrô da Alstom durante o Governo José Serra por R$ 780 milhões para as Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3- Vermelha. No entanto, o sistema não foi totalmente implantado. Até hoje, apenas a Linha 2-Verde conta com o sistema operando com falhas acima do normal.

Devido aos atrasos na implantação do sistema, o Metrô chegou a aplicar uma multa de R$ 78 milhões à Alstom e ameaçou romper o contrato com a multinacional francesa

Em Janeiro de 2013, a Alstom levou a disputa à Corte internacional de arbitragem da Câmara de Comércio Internacional, que substitui a Justiça e é recomendado pelo Banco Mundial por dar decisões rápidas.

De acordo com a reportagem do jornal, a Alstom alegou que o Metrô não tinha feito obras físicas necessárias para a implantação do sistema digital e que a empresa queria um produto mais sofisticado do que estava previsto em contrato.

As novas exigências, segundo a Alstom, aumentavam o valor do contrato em R$ 173 milhões. O Metrô defendeu que os atrasos provocaram perda de quase R$ 300 milhões para a companhia.

Em Agosto de 2015, a Alstom e o Metrô pediram a suspensão da arbitragem porque discutiam um acordo que foi homologado em Janeiro de 2016.

Fonte da Notícia: G1-SP

Nove pessoas são denunciadas pelo Ministério Público por compra da Frota P para a Linha 5-Lilás

O Ministério Público de São Paulo denunciou nove pessoas, entre elas o atual presidente do Metrô, pela compra de trens na gestão de Geraldo Alckmin.

O promotor afirma que a maior parte dos trens já foi entregue e eles nunca entraram em operação por causa do atraso nas obras da linha.

Ao todo, dez trens novinhos estão parados no pátio da fabricante, a CAF, que fica em Hortolândia, no interior de São Paulo.

Segundo o Ministério Público do Estado, eles fazem parte de um pacote de 26 trens comprados durante o Governo Geraldo Alckmin por R$ 615 milhões; 16 já foram entregues.

Na denúncia de improbidade administrativa, a promotoria afirma que os trens estão abandonados.

“Os trens estão sendo vandalizados, os trens estão perdendo garantia, e a população está perdendo a possibilidade de usar esse trem”, disse o promotor Marcelo Milani.

O presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo, diz que, por contrato, a garantia só começa a valer quando os trens entram em uso.

“Nós não entendemos que há uma questão de trens ao relento em Hortolândia. Os trens que aqui estão, estão no pátio do metrô. Assim como os outros trens, das outras linhas também ficam à disposição nos pátios, esses igualmente também estão lá”, disse ele.

Os trens foram comprados para a Linha 5-Lilás, que tem sete estações e ainda está em expansão.

O problema é que as obras atrasaram. Em 2010, o Governo de São Paulo determinou a paralisação, depois de denúncias de irregularidades nas licitações.

O Ministério Público afirma que o Metrô determinou a compra dos trens mesmo sabendo que as obras estavam paralisadas e que a decisão provocou prejuízos ao Governo do Estado.

O Metrô diz que a compra foi feita de acordo com o cronograma do empreendimento. O MP diz que as obras foram retomadas em Julho de 2011, 11 dias depois da assinatura da compra dos trens.

Ainda segundo o Ministério Público, os trens novos têm bitolas, que é a distância entre os trilhos, menores do que as que já existem na mesma linha. O Metrô nega que tenha havido erro.

Sergio Avelleda, presidente do Metrô na época, e outras oito pessoas são denunciadas na ação. Entre elas, o ex-secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, e o atual Secretário, Clodoaldo Pelissioni.

O atual presidente do Metrô, que também foi denunciado na ação, diz que os trens devem entrar em operação nos próximos meses.

“Eles estão em testes, existem oito trens que já estão testados, aptos a entrar em operação, e já em agosto, setembro, devemos estar operando já com esses oito trens já no trecho que hoje opera a Linha 5-Lilás”, disse o presidente do Metrô.

O Governo do Estado de São Paulo e o Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, declararam que não vão se pronunciar e que quem fala oficialmente pelo assunto é o atual presidente do Metrô.

O ex-secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse que vai se inteirar do caso para prestar todos os esclarecimentos necessários.

O ex-presidente do Metrô, Sergio Avelleda, disse que não pode se pronunciar porque desconhece o teor da ação. Avelleda afirmou que não foi ele quem assinou o contrato.

A CAF Brasil declarou que não comenta contratos em andamento em razão das cláusulas de confidencialidade.

Fonte da Notícia: G1-Jornal Nacional

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Estado perdoa dívida de R$ 116 milhões da Alstom

Num contrato em que o Metrô apontou perdas de mais de R$ 300 milhões, o Governo de Geraldo Alckmin fez um acordo com a multinacional francesa Alstom no qual perdoou dívidas que somam R$ 116 milhões e aceitou que o produto contratado seja entregue até 2021, com dez anos de atraso.
A medida foi adotada em Janeiro de 2016, período em que o Metrô passa por uma grave crise financeira.
O produto é um sistema digital que visa diminuir o intervalo entre os trens, de modo a agilizar o transporte dos passageiros, reduzir a superlotação e aumentar o número de usuários. É conhecido nos meios técnicos como CTBC.
As relações da Alstom com tucanos são investigadas desde 2008, quando surgiram indícios de que a multinacional francesa teria pago propina entre 1998 e 2003 para fechar contrato com estatais de energia, no governo de Mário Covas. Oito anos depois, o processo ainda não foi julgado.
Arbitragem
O acordo foi fechado em uma câmara arbitral, sistema que substitui a Justiça e é recomendado pelo Banco Mundial, por gerar decisões mais rápidas. A Procuradoria-Geral do Estado, órgão de defesa do Executivo, representou o Governo Geraldo Alckmin.
A arbitragem teve início em 2013 sob sigilo, como previa o contrato, mas a Folha obteve acesso ao acordo pois uma lei de 2015 passou a obrigar os governos a dar publicidade às arbitragens que envolvam recursos públicos.
O sistema da Alstom foi contratado em 2008, no Governo de José Serra, por R$ 780 milhões, para melhorar a eficiência das Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.
A entrega estava prevista para 2011, foi adiada para 2012 e, após a assinatura do acordo, funciona em tempo integral só na Linha 2-Verde. Nas outras duas linhas, o cronograma de entrega se estende até 2021.
Em razão dos atrasos, o Metrô aplicou a partir de 2012 multas de R$ 78 milhões e ameaçava romper o contrato.
A multinacional francesa, por sua vez, alegava que o Metrô não fizera as obras físicas nas três linhas para que o sistema digital fosse implantado. Afirmava também que a companhia queria um produto muito mais sofisticado do que estava previsto no contrato.
A Alstom então solicitou que a disputa fosse resolvida por meio de arbitragem. O caso foi para a Corte Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional em janeiro de 2013.
O Metrô defendia que os atrasos provocaram perdas de R$ 289,1 milhões para a companhia. Já a Alstom argumentava que os atrasos e a exigência de novas funções aumentara o valor do contrato em R$ 173,1 milhões.
Em agosto do ano passado, as empresas pediram a suspensão da arbitragem porque discutiam um acordo, que acabou homologado em 27/01/2016.
No acordo, o Metrô e a Alstom desistem dos valores que reivindicavam, inclusive da multa de R$ 78 milhões.
Ao ser questionado sobre o que ocorreu com a diferença de R$ 116 milhões entre os valores que as empresas pediam, a Secretaria de Transportes Metropolitanos, à qual o Metrô é subordinado, limitou-se a afirmar que "os valores foram tratados como referência para discussão em arbitragem, algo natural nesse tipo de litígio".
Já a Alstom não quis se pronunciar sobre o acordo.
A arbitragem custou US$ 536.785 (o equivalente a R$ 2,17 milhões, quando se corrige o valor pela cotação do dia da homologação) para as duas empresas.
Valores diferentes
O caso do sistema de controle digital também foi levado pelo Metrô ao Tribunal de Contas do Estado, que atualmente analisa o contrato.
Em manifestação protocolada no tribunal em Junho de 2015, o Metrô alegou que teve perdas de R$ 315 milhões -R$ 26 milhões a mais em relação ao montante apresentado na arbitragem.
Só com a receita perdida com a "demanda de usuários reprimida e prejuízo decorrente de trens parados" a companhia afirmou ter verificado um prejuízo de R$ 307,7 milhões.
Segundo o ofício do Metrô, à época a Alstom pleiteava valores que somavam R$ 245,9 milhões -um aumento de R$ 72,8 milhões em relação ao montante discutido na corte de arbitragem.
O maior valor da conta da Alstom informada pelo Metrô ao Tribunal de Contas referia-se a novas funções para o sistema: R$ 167 milhões.
O Metrô e a Alstom não responderam por que os valores discutidos na corte de arbitragem são diferentes daqueles apresentados ao Tribunal de Contas.

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária

terça-feira, 26 de julho de 2016

Nove pessoas são denunciadas por compra de 26 trens da Frota P para a Linha 5-Lilás

O Ministério Público de São Paulo denunciou nove pessoas pela compra de trens que deveriam ser usados pelo Metrô na atual gestão. O problema é que os trens estão parados, envelhecendo, e ficando sem garantia. Para o promotor, isso configura improbidade administrativa.

Trens novinhos parados em pátios do Metrô de São Paulo e no terreno da fabricante, a CAF, em Hortolândia, no Interior de São Paulo. Segundo as investigações, os 26 trens da Frota P foram comprados por R$ 615 milhões. Dezesseis já foram entregues e dez estão na fabricante, a espera de um local para serem guardados. Na denúncia de improbidade administrativa, o promotor disse que "os trens estão abandonados e que foram vandalizados."

“Esses trens já estão parados há dois anos, já estão perdendo a garantia. Tudo que está colocado naquele trem, principalmente em questão de eletrônica, de funcionamento não vai ter utilidade, perdeu a utilidade”, explica o promotor de Justiça, Marcelo Milani.

Os trens foram comprados para a Linha 5-Lilás, que tem sete estações e ainda está em expansão. Ela vai ligar o extremo da Zona Sul com outras duas linhas que levam até o Centro de São Paulo.

O problema é que as obras de expansão atrasaram. Em 2010, o Governo de São Paulo determinou a paralisação das licitações depois de denúncias de irregularidades no processo. Mesmo com as obras paradas, no ano seguinte, o Governo comprou os trens.

Sergio Avelleda, presidente do Metrô na época, e outras oito pessoas foram denunciadas. Entre elas o ex-secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes e o atual secretário, Clodoaldo Pelissioni. As obras de expansão acabaram retomadas ainda em 2011, mas a previsão inicial de entrega passou de 2014 para 2018.

A investigação apontou ainda que os trens novos têm bitolas, que é a distância entre os trilhos, de 1,372 milímetros. No entanto, o promotor afirma que já existe um trecho da Linha 5-Lilás com trens com bitolas maiores.

“Ou seja, os trens que ali estão, eles não têm a mesma capacidade, tem que ser trocados no curso da mesma linha. Sem contar que tem sistema de operação completamente diferentes por isso também os agentes públicos estão sendo responsabilizados”, fala o promotor.

As assessorias do Governo de São Paulo, do PSDB, e do Secretário de Transportes Metropolitanos Clodoaldo Pelissioni, disseram que quem fala sobre a denúncia do Ministério Público é o Metrô.

O ex-secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse que vai se inteirar do caso para prestar todos esclarecimentos necessários.

O ex-presidente do Metrô, Sergio Avelleda, disse que desconhece o teor da ação e que esse contrato não foi assinado por ele.

A fabricante dos trens, a CAF Brasil, disse que não comenta contratos em andamento em razão das cláusulas de confidencialidade.

O Presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo, um dos denunciados, falou sobre as acusações do Ministério Público
 
Fonte da Notícia: Rede Globo-Jornal Hoje

TCE investiga possíveis irregularidades em contratos de obras da 2ª Fase da Linha 5-Lilás

O TCE investiga suspeitas de irregularidades em contratos assinados pelo Metrô de São Paulo com construtoras responsáveis pela construção de oito lotes da Linha 5-Lilás do Metrô. A fiscalização do TCE encontrou diferenças nas quantidades e nos preços de produtos e serviços contratados pelo Metrô entre os orçamentos, os contratos assinados e os aditivos de contrato, implementados pelos consórcios vencedores após as licitações.

As diferenças se repetem em dezenas de itens em todos os oito lotes da Linha 5-Lilás analisados pelo TCE e foram publicadas no "Diário Oficial de SP".

O conselheiro relator do caso no TCE, Antônio Roque Citadini, determinou que o Metrô apresente, em 60 dias, as explicações sobre as diferenças entre valores e quantidades de cada um dos serviços e produtos em que foi constatada discrepância em todos os oito lotes da obra. As explicações serão incluídas no processo, que ainda está em fase de instrução.

Em nota, o Metrô disse que irá prestar todos os esclarecimentos ao TCE dentro do prazo estipulado. "O Metrô informa que todos os aditivos referentes às obras de extensão da Linha 5-Lilás de Adolfo Pinheiro à Chácara Klabin - foram feitos conforme o que determina a Lei 8666/93", disse a companhia em comunicado

Prometida para 2015, a obra que ligará o bairro do Adolfo Pinheiro, no Centro Novo de São Paulo, à Chácara  Klabin, ainda não tem data para terminar.

Problemas
 
Além das diferenças entre os valores iniciais orçados e os valores contratados, houve grandes mudanças nas quantidades dos produtos nos lotes e a inclusão de novos itens e serviços que não estavam previstos inicialmente na contratação e no orçamento.

O lote número um, contratado com a Construcap-Constran pelo valor R$ 187.795.503,02, em julho de 2009 e pelo prazo de 24 meses, apresentou, por exemplo, mudanças grandes nas quantidades e valores. No primeiro orçamento, de 01/07 a 01/11/2008, foram previstos 58 casos de demolição de concreto simples, ao custo máximo de R$ 131,62, e entre 265 e 366,76 unidades de "demolição de pavimento de concreto asfáltico", com o preço máximo de R$ 108,09.

Menos de um ano depois, em Junho de 2009, ao assinar o segundo aditivo do mesmo contrato, os pedidos compreenderam números bem diferentes: foram 977,38 unidades da demolição simples por R$ 144,78 e mais 850,96 unidades de demolição de concreto asfáltico por R$ 118,90.

Diferenças
 
Caso não sejam justificados os aditivos e variações, o TCE entende que pode ser configurada falta de planejamento do projeto básico da Linha, "não justificando a economicidade dos ajustes e vantajosidade para a administração", informou o Tribunal. Também será apurado se foram cumpridas as legislações atuais em relação à concorrência, aos contratos e aos aditivos.

Os consórcios responsáveis pelas obras são: Construcap Constran (Lote 1), Galvão-Serveng  (Lote  2),  Andrade Gutierrez-Camargo Corrêa (Lote 3), Mendes Junior Trading e Engenharia

S/A  (Lote 4),  Heleno & Fonseca - Triunfo IESA  (Lote  5), Carioca Cetenco (Lote 6), Metropolitano 5 (Lote 7) e CR Almeida/Consbem (Lote 8). Elas terão que dar explicações ao Metrô, que repassará ao TCE.

Nota do Metrô
 
"O Metrô informa que todos os aditivos referentes às obras de extensão da Linha 5 -Lilás de Adolfo Pinheiro à Chácara Klabin - foram feitos conforme o que determina a Lei 8666/93.

As obras de expansão da Linha 5-Lilás estão em pleno andamento, com mais de 5.600 operários atuando nos canteiros. Os 11,5 km de túneis do novo trecho já estão concluídos, uma Estação (Adolfo Pinheiro) já foi entregue e algumas das outras dez a serem entregues estão em fase de acabamento.

Por se tratar de uma obra complexa, com escavações a 40 metros de profundidade, interferências podem surgir no decorrer da construção, principalmente, por se tratar de um empreendimento executado em uma metrópole densamente urbanizada.

Os aditivos se referem a intervenções como a reconstrução e reposição de uma adutora de água da década de 1950 na estação Adolfo Pinheiro; alterações construtivas em obras de contenção para garantir a segurança de imóveis lindeiros cuja condição era diferente da prevista no mapeamento de solo; além da remoção de várias interferências de concessionárias de serviços que não estavam mapeadas.

Reafirmamos que todas as modificações introduzidas nas obras foram feitas dentro da Lei e o Metrô irá prestar todos os esclarecimentos ao TCE dentro do prazo estipulado."

Fonte da Notícia: G1-SP

segunda-feira, 25 de julho de 2016

26 Novos Trens da Frota P são encontrados sem serviço do Pátio Guido Caloi e são alvos de calúnias por parte do Ministério Público

O Ministério Público de São Paulo denunciou por improbidade administrativa nove pessoas, entre elas o atual e o ex-secretário de Transportes Metropolitanos e seis ex-presidentes do Metrô de São Paulo, após constatar que 26 trens novos estão guardados em pátios, alguns há mais de dois anos. 

Segundo as investigações, os 26 trens foram comprados por R$ 615 milhões. Do total, 16 já foram entregues e dez estão na fabricante à espera de um local para serem guardados. Eles foram comprados para a Linha 5-Lilás, que vai ligar o extremo da Zona Sul com outras duas linhas, que tem sete estações e ainda está em expansão. A previsão inicial de entrega era de 2014 e passou para 2018.

Em 2010, o Governo de São Paulo determinou a paralisação das licitações depois de denúncias de irregularidades no processo. Mesmo com as obras paradas, em 2011, o governo comprou os trens.

Na denúncia de improbidade administrativa, o promotor Marcelo Milani diz que “os trens estão abandonados e foram vandalizados”.

“Esses trens já estão parados há dois anos, já estão perdendo a garantia.Tudo que está colocado naquele trem, principalmente em questão de eletrônica, de funcionamento não vai ter utilidade, perdeu a utilidade”, disse Milani.

A investigação apontou ainda que os trens novos têm bitolas (distância entre os trilhos), de 1,37 metro, mas já existe um trecho da Linha-5 Lilás com trens com bitolas maiores.

“Os trens que ali não tem a mesma capacidade, tem que ser trocado no curso da mesma linha. Sem contar que tem sistema de operação completamente diferentes por isso também os agentes públicos estão sendo responsabilizados”, afirmou Milani.

Defesa
 
O secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, o ex-secretário Jurandir Fernandes, o ex-presidente do Metrô Sergio Avelleda, e mais seis foram denunciados.
Jurandir Fernandes afirmou que vai se inteirar do caso para prestar todos os esclarecimentos necessários.

As assessorias do Governo de São Paulo e do Secretário de Transportes Metropolitanos Clodoaldo Pelissioni, disseram que quem fala sobre a denúncia do Ministério Público é o Metrô.

O ex-presidente do Metrô Sergio Avelleda disse que desconhece o teor da ação e que esse contrato não foi assinado por ele.

A fabricante dos trens, a CAF Brasil, disse que não comenta contratos em andamento em razão das cláusulas de confidencialidade.

Fonte da Notícia: G1-SP

Ministério Público denuncia 9 pessoas por comprarem 26 trens da Frota P para a Linha 5-Lilás

O Ministério Público de São Paulo denunciou nove dirigentes e ex-dirigentes do Metrô sob suspeita de improbidade administrativa pela compra de 26 trens da Frota P que nunca foram utilizados devido ao atraso nas obras de prolongamento da Linha 5-Lilás. Entre os denunciados estão Jurandir Fernandes, Secretário de Transportes Metropolitanos na época da compra, e Clodoaldo Pelissioni, atual titular da pasta e diretor do Metrô em 2015.

A Promotoria pede a devolução dos R$ 615 milhões usados na compra das composições, além de mais 30% de multa por danos morais, totalizando R$ 800 milhões.

As 26 composições, com seis vagões cada uma, foram adquiridas em 2011 por R$ 615 milhões e seriam utilizadas na expansão da Linha 5-Lilás (da Estação Adolfo Pinheiro até a Estação Chácara Klabin), que ainda não se concretizou.

Parte dos trens foi entregue em Outubro de 2013 e, segundo a Promotoria, está parada desde então em pátios do metrô no Jabaquara, Capão Redondo e Guido Caloi, na zona sul da capital paulista. Outros dez estão em depósito da fabricante, a CAF, em Hortolândia, interior de São Paulo.

O promotor Marcelo Milani afirma que as composições estão perdendo a garantia e vão precisar passar por manutenções quando entrarem em operação –a previsão é que a expansão dessa linha do metrô seja concluída apenas em 2018, cinco anos após a entrega dos novos trens.

Essas garantias estão vencendo. Esses trens, para entrar em funcionamento, quando terminar a obra, seguramente vão necessitar de nova manutenção para poder entrar em funcionamento, diz.

Toda a eletrônica do trem estará perdida. Se você for numa loja e comprar um computador hoje, ele será diferente daqui a um ano e será muito diferente daqui a dois anos, compara Milani.

Além do ex e do atual secretário, foram denunciados Paulo Menezes Figueiredo, atual presidente do Metrô, e os ex-presidentes da companhia Sérgio Henrique Passos Avalleda, Jorge Fagali, Peter Berkely Bardram Walker e Luiz Antônio Carvalho Pacheco.

Foram incluídos ainda Laércio Mauro Santoro Biazotti (ex-diretor de planejamento e expansão) e David Turbuk (ex-gerente de concepção e projetos de sistemas).

"Abandono"

O promotor Marcelo Milani, em sua denúncia, afirma que os trens estão no mais completo abandono, inclusive sendo vandalizados. Segundo ele, a investigação foi iniciada a partir da denúncia contra um funcionário graduado do Metrô. O Ministério Público, afirma ele, apura também irregularidades em outras linhas.

Além dos trens ociosos, a Promotoria afirma que eles possuem sistema operacional eletrônico, diferente do analógico usado atualmente na Linha 5-Lilás e que isso necessitaria de adaptação.

Além disso, possuem bitolas (largura entre os trilhos) diferente não só da Linha 5-Lilás, como de todas as outras linhas em operação do metrô, impedindo seus outros sistemas, afirma Milani. A escolha [pelas bitolas] revela total desprezo pela coisa pública, escreve ele na denúncia.

Outro lado

O Metrô diz que os trens adquiridos estão sendo entregues e passam por testes, verificações e protocolos de desempenho e de segurança, e que oito veículos já estão aptos a operar a partir de Setembro de 2016 no trecho de 9,3 km entre as estações Capão Redondo e Adolfo Pinheiro.

Além disso, a empresa ainda afirma que toda a Linha 5-Lilás, da primeira à última estação, terá a mesma bitola, e que não haverá gastos extras com a manutenção dos novos trens.

O órgão diz que não arca com nenhum custo de aluguel para estacionamento dos veículos e que o prazo de garantia só começará a valer após o início de operação de cada composição, conforme previsto em contrato. O promotor, porém, nega o argumento e diz que a garantia começou a valer a partir da entrega dos veículos.

A expansão da Linha 5-Lilás é um empreendimento que incluiu os projetos, as obras civis e a implantação de sistemas, a implantação de um moderno sistema de sinalização em todo o trecho e a aquisição de novos trens para transporte da nova demanda de usuários, diz a empresa, e afirma que as ações foram executadas dentro de um detalhado cronograma.

Por fim, o Metrô de São Paulo afirma que as informações já foram encaminhadas reiteradas vezes ao Ministério Público de São Paulo, que as desconsiderou para a abertura do inquérito.

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Homem é preso após cometer abusos sexuais na Linha 3-Vermelha

Câmera de segurança flagrou momento em que suspeito de abuso foi detido (Foto: Reprodução/TV Globo)
Momento em que o estuprador é preso na Linha 3-Vermelha
Câmeras de segurança registraram o momento em que um homem é detido por abusar sexualmente de uma mulher no Metrô de São Paulo. Ele e outro suspeito foram presos dia 23/05/2016 por seguranças à paisana em diferentes trechos da Linha 3-Vermelha, por volta das 8h.

No vídeo, o suspeito é visto sendo imobilizado por seguranças do Metrô. Na sequência, a passageira vítima do abuso aparece chorando. Ela foi protegida e levada para a delegacia para registrar queixa.

O caso registrado em vídeo aconteceu entre as Estações Belém e Dom Pedro II. Já a segunda prisão aconteceu no trecho entre as Estações Brás e Sé. Os homens aproveitaram que estavam em vagões cheios para tocar e encostar seus corpos nos corpos das vitimas. Eles foram detidos assim que desembarcaram.

As vítimas e os dois homens foram levados para a Delpom.

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem: Reprodução TV Globo

terça-feira, 24 de maio de 2016

Dois homens são detidos após abusarem sexualmente de uma mulher na Linha 3-Vermelha

Dois homens foram detidos suspeitos de abuso sexual de mulheres no Metrô de São Paulo, na manhã de ontem (23/05/2016). Os dois casos aconteceram por volta de 8h, na Linha 3-Vermelha, e foram percebidos por agentes de segurança que circulam à paisana nos trens.

De acordo com o Metrô, o primeiro caso ocorreu dentro de um trem no trecho Belém-Pedro II. O outro caso ocorreu em um trem que fazia o trecho Brás-Sé.

Os agentes perceberam a ação e informaram, via rádio, a segurança uniformizada, que fez a detenção dos suspeitos

As vítimas e os dois homens foram levados para a Delpom

Denúncia

Se você for vítima ou se perceber um caso de assédio nos trens, procure imediatamente um funcionário do Metrô ou da CPTM na estação mais próxima. As denúncias também podem ser feitas por meio de SMS. O número é (11) 97333-2252.

Casos dobram

Casos de assédio sexual em trens do Metrô e da CPTM dobraram nos últimos 4 anos. O número de casos de assédio passou de 80, em 2011, para 168, em 2015. Nesse período, foram registrados dez estupros e 564 suspeitos acabaram detidos.
 
Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem: Metrô

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Colombianos são presos por furtarem celulares na Estação Sé

Estação Sé (Linhas 1-Azul e 3-Vermelha)
Cinco colombianos especializados em roubar celulares no Metrô foram presos ontem (11/05/2016) na Estação Sé depois de serem identificados por seguranças que trabalham sem uniforme, entre os passageiros. As informações são do SPTV.
 
“Um deles já é conhecido no sistema pela prática de furto de celulares, foi feito acompanhamento, quando chegou na Sé uma equipe já uniformizada veio em apoio e foi realizada a abordagem”, diz Ailton Ferraz, supervisor de segurança do Metrô.

Os assaltantes estavam com 11 celulares, sendo 8 roubados ontem (11/05/2016). Uma das vítimas estava dentro do vagão chegando à Estação Carrão.

“Ele ficou de pé na minha frente, empurrou até com um pouco de força. Como não dava pra reagir, eu fiquei com uma mão atrás e a outra em cima, segurando. Quando eu desci na parada seguinte, que é a Estação Bresser, eu senti falta. Aí não deu mais tempo de correr atrás deles”, relata José Ari Silva, que trabalha como mestre de obras.

As dicas para quem usa o Metrô são não desfilar com o celular na mão e evitar usar ao máximo usar o celular em lugares de grande aglomeração.

Fonte da Notícia: G1-SP
Créditos da Imagem Reservados ao Autor

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Mais composições modernizadas são canibalizadas pelo Metrô de São Paulo

L35
Composição L35 recém-canibalizada pelo Metrô
O Metrô de São Paulo, administrada pelo Governo Geraldo Alckmin (PSDB), ampliou a retirada de peças de trens para realizar manutenção de outras composições, o que é chamado de “canibalização” pelos metroviários, segundo denúncia do sindicato da categoria. Um mês atrás eram cinco e agora são nove. Os sindicalistas afirmam que há um esquema de maquiagem e transferência contínua entre os pátios da companhia para que não fique visível o desmonte.
 
Os primeiros trens “canibalizados”, conforme publicou a Rede Brasil Atuaç, foram as composições H59, K09, K17, K21 e L43. A essas se somam os trens L28, L30, L35, I10. São modelos de trens novos ou reformados que entraram em operação em 2010 (Frota H) e 2011 (os demais). A Frota K, por exemplo, é formada por 25 trens da frota C que foram modernizados – em um pacote de 98 composições modernizadas ao custo de R$ 1,7 bilhão.

Segundo os trabalhadores, o Metrô está com falta de aproximadamente 3 mil itens no setor de manutenção, dentre os quais, bancos de passageiros e de operadores, lâmpadas, faróis, motores de tração, redutores, vidros de janelas, portas, fechaduras, contrassapatas e até extintores de incêndio. Uma situação que vem ocorrendo há dois anos, segundo o sindicato.

Dos trens que estão sendo desmontados tudo o que pode ser aproveitado em outras composições é retirado: fechaduras de portas, bancos, luminárias, painel de operação, freios. Carcaças, placas de isolamento e fiação ficam expostas no interior dos vagões. Segundo o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior, o corte que Alckmin fez no repasse dos valores referentes às gratuidades no Metrô – aproximadamente R$ 255 milhões em 2014 e 2015 – é o que está afetando a aquisição de equipamentos e, também, o serviço à população.

No ano passado, por conta do contingenciamento de R$ 66,1 milhões da verba prevista para ser repassada ao Metrô como pagamento pelos passageiros com direito à gratuidade, a companhia fechou o ano de 2015 deficitária em R$ 73,9 milhões. Se o valor tivesse sido entregue, o prejuízo seria de R$ 7,8 milhões.

De acordo com os metroviários, os trens ficam parados no Pátio Itaquera (PIT) ou no Pátio Jabaquara (PAT) e são levados para o Estacionamento Pátio Belém (EPB) onde têm as peças retiradas, mas são maquiados para parecer inteiros. As peças são mandadas para a manutenção e os trens devolvidos ao local de onde saíram. Toda a ação ocorre nos finais de semana, sendo exigida a realização de hora extra dos servidores da manutenção.
J47
Composição J47 recém-canibalizada pelo Metrô

Segundo Altino, os trabalhadores do setor de manutenção estão sendo pressionados a liberar os trens para que voltem à circulação, mesmo que não estejam em condições. “A população é a mais prejudicada pela situação atual do serviço. Para que a situação não fique ainda pior existe uma pressão para que os trens sejam liberados, mesmo não estando 100%. Isso faz parte de um projeto do governo Alckmin de precarizar o Metrô para justificar a privatização”, afirmou.

Além desses, outros dez trens que poderiam servir as Linhas 1-Azul e 3-Vermelha estão parados porque o sistema com o qual eles operam (CBTC) é incompatível com o sistema implementado na via (ATO). São as composições L40, L41, I07, I23, J32, J40, J42, J44, J47 e J48. Por fim, a composição I12 está fora de operação desde 2012 devido a uma investigação do Ministério Público Estadual sobre uma colisão decorrida de uma falha no sistema operacional do veículo.

O número total de trens parados supera a chamada reserva técnica do Metrô, relativa a 10% do total de trens em operação, utilizada para substituir trens que eventualmente venham a falhar. O Metrô opera com 165 trens, e poderia ter até 17 trens ativos em reserva. Hoje há 20 composições inoperantes, segundo os metroviários. A estatal mantém as Linhas 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi), 2-Verde (Vila Madalena-Vila Prudente), 3-Vermelha (Barra Funda-Itaquera) e 5-Lilás (Capão Redondo-Adolfo Pinheiro).

O CBTC está operante na Linha 2-Verde desde Fevereiro de 2016, mas, segundo os metroviários, vem apresentando falhas e ainda não contribui para reduzir o espaço entre as composições, que aumentaria a oferta de trens à população. O sistema foi adquirido há oito anos, por R$ 700 milhões, e deveria ter entrado em operação em todo o sistema até o final de 2014. "Pelo tempo que este sistema está parado podemos considerar um imenso prejuízo para a população, que até hoje não conta com melhor oferta do serviço, conforme prometido", disse Altino.

Em reunião no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, para explicar o que está ocorrendo no Metrô, o diretor de Operações do Metrô, Mário Fioratti Filho, disse tratar-se de uma “opção”, uma “estratégia de manutenção” que é feita em metrôs “no mundo todo”. “Se temos falha de uma peça em um trem, que está na garantia, mando a peça para o fabricante e retiro uma outra de um trem que esteja esperando a vez para realização de testes. Assim, não retiro o trem de circulação. Temos uma fila de trens e utilizamos sempre o último da fila”, completou.

Fonte da Notícia & Imagens: Rede Brasil Atual

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Metrô explica canibalização de composições do Metrô recém-modernizadas

Composição K09 (modernizada) foi canibalizada antes de operar
Funcionários do Metrô se reuniram com membros do Tribunal de Contas do Estado para esclarecimentos sobre trens parados em pátios da companhia. Nos últimos dias foi noticiado pela imprensa que os trens H59, I12, K09, K21 e L43 estariam servindo como uma espécie de almoxarifado de itens de reposição para outras composições em operação. A notícia partiu de funcionários da empresa que não quiseram se identificar.

Mas para o diretor de operações da companhia, Mário Fioratti Filho, o uso de componentes de trens que aguardam manutenção é pratica normal e usual, feita em sistemas de metrôs “no mundo todo”, e que a empresa utiliza das peças de trens parados, para não comprometer a operação de comboios em operação.

“Se temos falha de uma peça em um trem, que está na garantia, mando a peça para o fabricante e retiro uma outra de um trem que esteja esperando a vez para realização de testes. Assim não retiro o trem de circulação. Temos uma fila de trens e utilizamos sempre o último da fila”, completou Fioratti.

O diretor disse ainda que as novas composições vêm apenas com algumas peças sobressalentes, e que outras são repostas pela empresa que fabricou ou modernizou o trem, usando a garantia da composição. Após um tempo de operação, o estoque vai sendo composto, de acordo com a necessidade.

Sendo ou não comum a prática feita pelo Metrô, a notícia vem em tempos de debates acirrados por conta de crise política do país. As falas do diretor de operação foram noticias no site “Rede Brasil Atual“, que atribui de maneira negativa o fato ao Governo de Geraldo Alckmin, do PSDB, e uma possível redução de repasse da administração estadual à companhia. De qualquer forma, a operação não foi defasada já que os trens fazem parte da reserva técnica.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus 
Imagem de Samuel Tuzi

sexta-feira, 11 de março de 2016

TCE quer explicações do Metrô sobre composições novas/reformadas paradas

Frota H do Metrô de São Paulo
Após denuncias de funcionários do Metrô de São Paulo sobre paralisação de pelo menos cinco trens, onde peças das composições foram usadas em outras, em operação, o Tribunal de Contas do Estado solicitou explicações.

Os trens “canibalizados” estão no pátio Itaquera, e são das frotas recém reformadas K e L, além de uma composição nova da Frota H, segundo denúncia dos metroviários relatadas no jornal “Folha de São Paulo”.

A solicitação foi feita pelo Conselheiro Antonio Roque Citadini, segundo despacho do Diário Oficial do Estado. Apesar da paralisação, a operação dos trens não foi afetada por que se trata de uma reserva técnica, segundo a companhia. O Metrô disse ainda em nota ao jornal, que os trens estão em manutenção periódica.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus
Imagem: Isto É

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Deputado questiona o repasse de verbas para o Metrô de São Paulo

O Deputado Carlos Giannazi apresentou um requerimento de informação à Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado do São Paulo para esclarecer se o Estado está repassando ao Metrô os valores destinados à gratuidade de passagens.

Giannazi questiona o impacto negativo na contratação de funcionários e parcelamento do pagamento da Participação nos Resultados aos funcionários do Metrô.

O requerimento aguarda resposta da Secretaria, que por lei é obrigada a respondê-la.

Fonte da Notícia: Sindicado dos Metroviários

Trabalhadores denunciam que Governador retirou R$ 255 milhões do Metrô em dois anos

Frota D da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo denunciou semana passada que o Governador paulista, Geraldo Alckmin, deixou de repassar R$ 255 milhões, correspondente aos passageiros com gratuidade, o Metrô em 2014 e 2015. Os trabalhadores protestaram hoje na estação Sé, que liga as Linhas 3-Vermelha e 1-Azul, contra a mudança na data de pagamento, a suspensão das férias e o atraso e divisão do pagamento da Participação nos Resultados (PR), devido a uma alegada crise financeira na companhia.
 
Os trabalhadores já suspeitavam que não estava sendo feito o repasse. O valor da redução foi revelado a eles por diretores do Metrô, em reunião no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, na tarde de 24/02/2016. Em 2014, foram R$ 189 milhões – cifra que supera o lucro líquido do Metrô naquele ano: R$ 86,8 milhões –, e em 2015, R$ 66 milhões dos R$ 330 milhões previstos (redução de 20%). O lucro de 2015 ainda não foi informado pela companhia.

“A retenção desse valor prejudica a categoria, que tem seus direitos ameaçados, e a população, porque impede o Metrô de realizar novas contratações, provocando filas na compra de bilhete, redução do atendimento nas plataformas e estações, entre outros problemas”, afirmou o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior.

No início deste ano, os trabalhadores foram surpreendidos por uma série de medidas de economia por parte do Metrô. Os salários, antes pagos no fim do mês, passaram ao quinto dia útil do mês seguinte. As férias que ainda não atingiram o limite legal – 11 meses após o vencimento – estão suspensas. A PR, normalmente paga inteira no fim de fevereiro, foi dividida em três parcelas, com a primeira para o fim de Março de 2016

A suspensão no repasse das gratuidades é uma tentativa do governo Alckmin de reduzir o déficit nas contas do estado, que no passado chegou a R$ 1,38 bilhão. A diferença foi 289% maior que em 2014, quando o déficit foi de R$ 355 milhões. “E teve o propinoduto – referência ao cartel formado para fraudar licitações no Metrô – que desviou quase R$ 1 bilhão e o governo não reagiu. Agora não tem dinheiro e o trabalhador é que paga a conta?”, questionou Altino.

Os trabalhadores ameaçam entrar em GREVE amanhã, 01/03/2016, caso o Metrô não retroceda nas medidas. Na reunião no TRT, o único avanço acertado foi que o Metrô pague a PR em duas parcelas e que a primeira seja no dia seguinte à assembleia dos metroviários, desde que eles aprovem a proposta. Os trabalhadores vão se reunir na hoje (29/02/2016)

“Nós também queremos que seja paga a PR integral, porque o Metrô impôs metas inatingíveis, como a implementação completa do sistema de gerenciamento administrativo, o qual não depende do trabalho do metroviário. Muito pelo contrário, é uma empresa contratada que faz a programação”, afirmou Altino.

No ato de 26/02/2016, os trabalhadores foram da Estação Sé até a sede da empresa, na Rua Boa Vista, centro da capital paulista, cobrar uma nova reunião de negociação e que também sejam revistas as demais medidas, como suspensão de férias e mudança de data de pagamento. Até a publicação da reportagem, os trabalhadores não tinham recebido resposta da empresa. O Metrô não se pronunciou sobre o caso.

Fonte da Notícia: Rede Brasil Atual
Imagem de Ariel Sena

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

SMS Denúncia do Metrô completa 5 anos com recorde no número de denúncias

Lançado em 26/01/2011, o "Disk-Denúncia" do Metrô completa cinco anos e já recebeu neste período 287 mil mensagens. Só em 2015, foram 51.344 SMS, comprovando a eficácia do serviço. 

O principal objetivo do programa de denúncia por mensagem de celular é facilitar a comunicação do usuário com o Centro de Controle de Segurança do Metrô, estimulando a colaboração no combate ao comércio irregular, a comportamentos inconvenientes, ao vandalismo e outros delitos que possam acontecer nos trens e estações. O "SMS-Denúncia" funciona 24 horas por dia e garante anonimato aos denunciantes.

Ao longo de 2015, os assuntos mais denunciados pelos usuários do Metrô foram comércio ambulante, presença de pedintes, comportamento inadequado e volume alto de aparelhos sonoros. Nos últimos anos, diminuíram as mensagens sobre o volume de aparelhos sonoros após campanhas educativas realizadas pelo Metrô.

Como fazer a denúncia

Atualmente, o serviço recebe, em média, 141 mensagens por dia. Para enviar sua denúncia, o usuário deve colocar na mensagem de texto o número do (11) 97333-2252 no campo do destinatário. Na sequência, quando escrever a denúncia, os usuários devem informar os seguintes dados: características do infrator, a linha em que se encontra, o número do carro (vagão) do Metrô, em qual sentido está o trem e a próxima estação.

Instantes após o envio, essa mensagem chega ao Centro de Controle da Segurança (CCS), onde é registrada, protocolada e avaliada com base nas informações recebidas. As ocorrências de segurança pública têm um tempo médio de atendimento de sete minutos, entre o recebimento do SMS e a chegada dos agentes de segurança até o local indicado.

O acionamento das equipes de segurança pode ocorrer de duas formas. Em ocorrências nos acessos, mezaninos e plataformas da estação, a dupla de segurança mais próxima é acionada via rádio. Em situações no interior do trem, o número do carro informado na mensagem é inserido em um sistema informatizado, que identifica a posição da composição, a via e a estação em que se encontra. Com esses dados, a dupla de segurança mais próxima do local é acionada, também via rádio, para realizar o atendimento da ocorrência.

Em ocorrências de outra natureza, no trem ou na estação, como limpeza ou falha de equipamento, por exemplo, a informação é repassada ao Centro de Controle Operacional (CCO), que adota as providências necessárias.

O Metrô conta com mais de 1.100 agentes de segurança, que atuam uniformizados ou à paisana, e mais de 3 mil câmeras distribuídas ao longo de suas linhas, nos trens e nas estações. O Metrô também mantém estreita parceria com os órgãos de Segurança Pública do Estado (Polícias Civil e Militar).

Fonte da Notícia: Metrô
Imagem: Metrô

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Denúncias de abuso sexual contra mulheres no Metrô de SP cresce 64% em 2015

As denúncias de abuso sexual no Metrô de São Paulo feitas por celular cresceram 64% neste ano. Nos nove primeiros meses de 2015, a empresa recebeu 87 mensagens de celular com denúncias de abuso sexual - no mesmo período de 2014 tinham sido 53. O balanço foi divulgado pelo Jornal Hoje.

A Delegacia de Polícia do Metropolitano, que investiga os crimes no sistema metroviário paulista, identificou e investigou 83 pessoas, por meio de mensagens, telefonemas e denúncias diretas feitas aos policiais do metrô.

Uma das vítimas, Andressa Soares, fez uma denúncia após sofrer abuso e contou com a ajuda dos seguranças da empresa para pegar o homem que a constrangeu. “Ele se aproveitou da situação, horário de maior fluxo para começar a fazer o assédio”.

Para incentivar as denúncias, o Metrô colocou equipes para atender às mulheres. “Toda estação do Metrô tem uma mulher para recepcionar essa mulher que foi abusada dentro do sistema e nós temos condição de colocar um segurança em três minutos para conduzir essa ocorrência”, explica Rubens Menezes, chefe do departamento de segurança do Metrô.

Se por um lado as mulheres perderam o medo e passaram a denunciar o abuso, por outro uma outra dificuldade permanece: convencer quem viu o ataque dentro dos trens ou nas estações a testemunhar.

O segurança Roberto Ferreira afirma que as pessoas não querem se envolver. “Não querem participar e às vezes até agradecem que não aconteceu com ela”, afirma.

O telefone para denúncias no Metrô é o (011) 97333-2252.

Fonte da Notícia & Imagem: G1-SP