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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

TCE afirma que Metrô se arriscou ao construir Linha 17-Ouro agora

O Tribunal de Contas do Estado questiona o Governo Estadual sobre as obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro, em cerca de 60 pontos que deverá ser esclarecido pelo Metrô. Assinado pelo Conselheiro Antônio Roque Citadini, o documento questiona a escolha do modal, que deveria ter sido entregue em 2014.

“Os atos praticados na execução dos serviços descaracterizaram o objeto (sistema de transporte por monotrilho), cujas características são a rapidez da instalação, baixa quantidade de desapropriação e menor interferência na rotina urbana”, diz o relator.

Uma das justificativas do Governo do Estado na escolha do modal, quando foi anunciado as obras da Linha 17-Ouro, era a rapidez nas construções, em comparação com outros sistemas.

Citadini fez duras criticas ao projeto em si, afirmando que o Metrô “embarcou em uma aventura”. “Os elementos existentes no processo demonstram que o Metrô de São Paulo embarcou em uma aventura, quando decidiu construir a Linha 17-Ouro“, afirma.

Outro ponto levantado é referente ao custo da obra, que na avaliação do TCE saltou de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,17 bilhões, sem incluir as estações.

O Metrô terá o prazo de 30 dias para encaminhar suas respostas ao TCE-SP. Em resposta ao jornal “O Estado de São Paulo“, o Metrô disse que consórcios abandonaram as obras, causando paralisação nas construções, e posteriormente tiveram contratos rescindidos.

O Metrô afirma também que as obras que estavam paralisadas em quatro estações foram retomadas, e que em breve os trabalhos que dizem respeito a trens e vias deverão ser retomados em breve. O Metrô diz ainda que deve prestar todos esclarecimentos.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

Metrô contrata consórcio para retomar obras de pátio da Linha 17-Ouro

O Metrô de São Paulo contratou um novo consórcio para tocar obras do Monotrilho que vai ligar o Aeroporto de Congonhas à Marginal Pinheiros e que estavam paradas pelo menos desde Janeiro de 2016. Trata-se da construção de um pátio de manobras na Avenida Jornalista Roberto Marinho, nas proximidades da Avenida Washington Luís, e que é essencial para que a linha possa funcionar.
As responsáveis pela obra serão as construtoras Tiisa, Triunfo e DP Barros, que receberão R$ 162 milhões para tocar a obra. O Metrô prevê emitir a ordem de serviço ainda nesta semana. Com isso, o consórcio terá um prazo de até 30 dias para começar os trabalhos. O prazo de vigência do contrato é de 24 meses.
A previsão atual do Metrô é colocar o monotrilho em funcionamento em 2018, quatro anos após a previsão inicial do governo de São Paulo de inaugurar o serviço em 2014.
Diversos atrasos dificultaram o andamento das obras do monotrilho, e as frentes de trabalho foram totalmente paralisadas nos últimos 12 meses por problemas na execução dos contratos. A construção de estações já havia sido retomada em Junho de 2016 e, agora, o Metrô faz um novo contrato para a retomada da construção do pátio de manobras
O Metrô tenta ainda retomar a construção dos pilares e da via em si, já que o contrato está em renegociação judicial.
A Linha 17-Ouro terá 7,7 km e 7 estações. A gestão Geraldo Alckmin congelou a construção dos outros trechos previstos para a linha e que atenderia regiões da periferia. Um deles iria da Estação Morumbi da CPTM e passaria por Paraisópolis e pelo estádio do Morumbi. A outra ligação começaria na Vila Santa Catarina, perto do aeroporto de Congonhas, e chegaria à Estação Jabaquara, da Linha 1-Azul.
Atrasos
Em Janeiro de 2016, o Metrõ anunciou o rompimento do contrato com o Consórcio Pátio Monotrilho, responsável pelo pátio de manobras, e trocou acusações com a empresa Andrade Gutierrez, alegando abandono dos canteiros. Já o consórcio afirmou que o Metrô era o responsável pelos atrasos e que não fornecia, por exemplo, projetos executivos necessários à obra. O Metrô negou.
Uma das dificuldades para retomar a construção do pátio de manobras foi a declaração de inidoneidade da empresa Mendes Júnior pelo governo federal nas investigações da Operação Lava Jato. Assim, a Mendes Júnior, que tinha sido a segunda colocada na licitação para a construção do pátio de manobras, não pôde assumir a obra. O consórcio contratado agora, formado por Tiisa, Triunfo e DP Barros, tinha ficado em terceiro.
O secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, prevê que o monotrilho deverá funcionar apenas com operação assistida em 2018. Isso significa que os trens deverão operar inicialmente apenas em parte do dia, possivelmente em intervalos de menor fluxo.
"Em 2018 ainda a gente quer ter trens sendo testado, pelo menos trens sendo testados, pelo menos operação assistida, com as obras já concluídas", afirmou Clodoaldo Pelissioni ao SPTV. A operação comercial, ou seja, durante todo o dia, é uma "possibilidade", segundo o secretário. "Vamos trabalhar para isso".
A operação assistida também foi adotada no trecho já inaugurado do Monotrilho da Zona Leste, a Linha 15-Prata. A linha funcionou em horário reduzido por cerca de um ano, entre 2014 e 2015, no trecho entre as Estações Oratório e Terminal Vila Prudente.
 
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/G1

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Obras da 2ª Fase da Linha 4-Amarela serão retomadas em Agosto de 2016

Após um ano de paralisação, as obras para concluir quatro estações da Linha 4-Amarela do Metrô vão ser retomadas em Agosto de 2016. O Secretário Estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, afirmou que deu ordem de serviço para terminar as obras e que os trabalhadores voltarão à atividade em até 15 dias. A previsão é de que as estações, prometidas para 2014, sejam concluídas em 2019.

"Na semana que vem, ou no máximo em 15 dias, teremos a retomadas obras, com empregados trabalhando", afirmou o secretário dos Transportes em entrevista à Rádio Estadão. "A partir do início da retomada, a Estação Higienópolis-Mackenzie deve ficar pronta em 12 meses. A Oscar Freire, em 15 meses. E a Estação São Paulo-Morumbi termina em 18 meses", disse.

A última estação a ser entregue será a Vila Sônia, na zona oeste, cujo prazo de conclusão é de 36 meses, ou três anos, após o reinício das obras. Ela fará integração com terminal de ônibus. "Nós vamos trabalhar muito para cumprir esse novo cronograma, acreditamos que não vamos ter problemas", afirmou Pelissioni.

O contrato para retomar e concluir a extensão da Linha 4-Amarela foi assinado há duas semanas no valor de R$ 858,7 milhões, com o consórcio TC-Linha, que é formado pelas empresas Tiisa S/A e Comsa S/A. Somado aos valores já executados, o custo total da obra será de R$ 1,1 bilhão, cerca de 55% mais caro do que o previsto.

Até Julho de 2015, quando os dois contratos com a empresa Isolux Corsán foram rescindidos pelo Metrô por atrasos na execução, o custo total seria de R$ 706,9 milhões. Durante a vigência do negócio, o Metrô pagou à empresa R$ 236,9 milhões, 33,7% do total. Das cinco estações previstas, só a Fradique Coutinho foi entregue e entrou em operação em  Novembro de 2014.

Fonte da Notícia: Diário do Grande ABC

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Consórcio TC-Linha 4-Amarela é a nova responsável pelas obras da 2ª Fase da linha

O Consórcio TC-Linha 4 Amarela foi o vencedor da licitação para as obras da 2ª Fase da Linha 4-Amarela do Metrô. Formado pelas empresas TIISA-Infraestrutura e Investimentos S/A e COMSA S/A, o consórcio fez a proposta no valor de R$ 858.743.546,73 para execução dos serviços.

O resultado foi homologado e publicado no Diário Oficial do Estado e o prazo para recursos é de cinco dias úteis. O serviço licitado compreende a continuidade das obras civis das Estações Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia, além do terminal de ônibus anexo a esta última e obras complementares no Pátio Vila Sônia.

O contrato a ser assinado prevê os seguintes prazos para término dos trabalhos, após a emissão da ordem de serviço: 12 meses para a Estação Higienópolis-Mackenzie; 15 meses para a Estação Oscar Freire, 18 meses para a Estação São Paulo-Morumbi; e 36 meses para a Estação Vila Sônia.

Fonte da Notícia: Metrô

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Metrô define consórcio que deverá seguir com as obras da Linha 17-Ouro

O Metrô aprovou a contratação do consórcio TIDP formado pelas empresas Tiisa e DP Barros Pavimentação e construção LTDA, para a construção das Estações Campo Belo (integrada com a Linha 5-Lilás do Metrô), Vila Cordeiro e Chucri Zaidan, do Monotrilho da Linha 17-Ouro. O Metrô aguarda a apresentação da documentação para assinatura do contrato.

Orçado em cerca de R$ 74 milhões, o contrato contempla as obras civil bruta, de acabamento, comunicação visual, hidráulica e paisagismo das três estações que compõem o Lote 2 da linha. Os trabalhos devem iniciar neste 1º Semestre de 2016.

Quando concluídas, essas três estações deverão receber 80 mil passageiros diariamente, com a Linha 17-Ouro operando de Congonhas / Jd. Aeroporto a Morumbi-CPTM. A previsão é que sejam entregues à população em 17 meses após a assinatura do contrato.

Este mesmo consórcio já está construindo as Estações Vereador José Diniz, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto e Congonhas, todas da mesma linha.

Fonte da Notícia e Imagem: Metrô

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Novo consórcio é contratado para concluir obras da Linha 17-Ouro

Mapa arte monotrilho metrô sp (Foto: Editoria de Arte/G1)O Metrô de São Paulo divulgou que contratou o consórcio TIDP, formado pelas empresas Tiisa-Infraestrutura e Investimentos S/A e DP Barros Pavimentação e construção LTDA, para a retomada da construção das Estações Campo Belo (integrada com a Linha 5-Lilás do Metrô), Vila Cordeiro e Chucri Zaidan, do Monotrilho da Linha 17-Ouro. Os trabalhos devem recomeçar ainda no primeiro semestre de 2016.

Os trilhos são executados por outro consórcio, segundo o Metrô. A previsão é que as obras das três estações sejam entregues em 17 meses após a assinatura do contrato. Quando concluídas, em funcionamento, e com os trilhos também entregues, as estações Campo Belo, Vila Cordeiro e Chucri Zaidan devem receber 80 mil passageiros diariamente, com a Linha 17-Ouro operando de Congonhas/Jardim Aeroporto ao Morumbi-CPTM.

No começo do ano, o Metrô rescindiu contratos com os consórcios responsáveis pela obra porque os canteiros foram abandonados, segundo a companhia. O Metrô disse que notificou várias vezes as empresas para retomarem os trabalhos, mas que, mesmo assim, o consórcio desacelerou o ritmo das obras e não cumpriu os prazos estabelecidos. Já a Andrade Gutierrez disse em comunicado que quem atrasou foi o Metrô e que ajuizou ação para rescindir as obras em Dezembro de 2015

O consórcio TIDP ficou em terceiro lugar na licitação aberta pelo Metrô para a construção desse trecho do monotrilho e também já está construindo as estações Vereador José Diniz, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto e Congonhas, todas da mesma linha. O segundo colocado na licitação foi procurado pela companhia, mas não teve interesse em assumir a obra, de acordo com o Metrô.

Estações
 
Orçado em cerca de R$ 74 milhões, o contrato contempla as obras civil bruta, de acabamento, comunicação visual, hidráulica e paisagismo das três estações que compõem o lote 2 da linha. Quando concluídas, as estações Campo Belo, Vila Cordeiro e Chucri Zaidan devem receber 80 mil passageiros diariamente, com a Linha 17-Ouro operando de Congonhas / Jardim Aeroporto ao Morumbi-CPTM. A previsão é que as obras sejam entregues em 17 meses após a assinatura do contrato.
Obras da Linha 17-Ouro paralisadas

Extremos
 
Inicialmente, o Monotrilho da Linha 17-Ouro previa atender extremos da cidade, como a ligação entre o Aeroporto de Congonhas e a Estação Jabaquara, ou o trecho até a Futura Estação São Paulo-Morumbi, da Linha 4-Amarela do Metrô.

Em Agosto de 2015, o Governador Geraldo Alckmin já tinha mandado congelar 17 das 36 estações inicialmente previstas da linha na Zona Sul da capital. À época, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos disse que a prioridade era “concluir os trechos que já possuem obras avançadas antes de abrir novas frentes de trabalho”.

Canteiro abandonado
 
O monotrilho que está sendo construído há três anos na Avenida Jornalista Roberto Marinho, na Zona Sul, virou abrigo para moradores de rua e, em alguns trechos, para usuários de drogas. Em dezembro de 2015, o G1 publicou reportagem que mostra que a área se parece cada vez mais ao degradado Minhocão, na região central de São Paulo.

O espaço virou também um depósito de lixo e entulho. Entre roupas e pedaços de obras, é possível encontrar também pneus cheios de água, um ambiente favorável para a reprodução do mosquito que transmite a dengue.

Debaixo dos pilares e das futuras estações, os sem-teto montaram coberturas de papelão para dormir. Sob o monotrilho, os novos moradores vivem livres da chuva entre as duas pistas da Avenida Roberto Marinho e do Córrego Água Espraiada.

Um dos moradores afirma que está ali há um ano e que não quer sair. “É o que temos hoje. Estamos abandonados aqui. Mas melhor assim, porque prefeitura só aparece se for para tirar a gente”, afirmou ele, que pediu para não ser identificado com medo de ter de deixar o local.

Fonte da Notícia & Imagem 1: G1-SP
Imagem 2: Metrô

terça-feira, 12 de abril de 2016

Metrô define novo consórcio para tocar as obras da Linha 17-Ouro

Obras da Linha 17-Ouro paralisadas
O Metrô de São Paulo informou que contratou o consórcio TIDP, formado pelas empresas Tiisa – Infraestrutura e Investimentos S/A e DP Barros Pavimentação e Construção LTDA, para as obras de três estações da Linha 17-Ouro do Monotrilho, na zona sul de São Paulo.

As estações são: Campo Belo (integrada com a Linha 5-Lilás do Metrô), Vila Cordeiro e Chucri Zaidan. As obras devem custar em torno de R$ 74 milhões e deverão ser concluídas entre o final de 2017 e início de 2018.

O contrato contempla as obras civil bruta, de acabamento, comunicação visual, hidráulica e paisagismo das três estações que compõem o Lote 2 da linha. Os trabalhos devem iniciar neste primeiro semestre de 2016.  Quando concluídas, essas três estações deverão receber 80 mil passageiros diariamente, com a Linha 17-Ouro operando de Congonhas / Jd. Aeroporto a Morumbi-CPTM. A previsão é que sejam entregues à população em 17 meses após a assinatura do contrato. Informa o Metrô em nota.

Este mesmo consórcio já atua nas obras das estações Vereador José Diniz, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto e Congonhas, do Monotrilho da Linha 17-Ouro

A Linha 17-Ouro do monotrilho deveria ter 17,7 quilômetros de extensão, com 18 estações entre Jabaquara, Aeroporto de Congonhas e região do Estádio do Morumbi ao custo de R$ 3,9 bilhões com previsão de entrega total em 2012. Hoje, o orçamento está 41% mais caro somando R$ 5,5 bilhões e a previsão para a entrega de 8 estações até 2017. Atualmente, o custo por quilômetro seria de R$ 310 milhões. O monotrilho, se ficar pronto, não deve num primeiro momento servir as regiões mais periféricas.  Assim, os trechos entre Jabaquara e a Aeroporto de Congonhas e entre depois da Marginal do Rio Pinheiros até a região do Estádio São Paulo-Morumbi, passando por Paraisópolis, estão com as obras congeladas.

Com este congelamento, não haverá as conexões prometidas com a Linha 4-Amarela do Metrô na Futura Estação São Paulo-Morumbi, e nem com Estação Jabaquara e da Linha 1-Azul do Metrô e Terminal Metropolitano de Ônibus e Trólebus Jabaquara, do Corredor ABD. Segundo o site do próprio Metrô, quando estiver totalmente pronto, este sistema de Monotrilho atenderá 417 mil e 500 passageiros por dia.

Fonte da Notícia: Blog Ponto de Ônibus 
Créditos da imagem Reservados ao Autor

domingo, 10 de abril de 2016

Metrô define consórcio que assumirá parcialmente as obras da Linha 17-Ouro

O Metrô fechou contrato com o consórcio TIDP formado pelas empresas Tiisa – Infraestrutura e Investimentos S/A e DP Barros Pavimentação e construção LTDA para a construção das Estações Campo Belo, Vila Cordeiro e Chucri Zaidan, da Linha 17-Ouro. As obras devem começar neste 1º Semestre de 2016  e a previsão é que sejam entregues após 17 meses da assinatura do contrato.

O mesmo consórcio está construindo as Estações Vereador José Diniz, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto e Congonhas da mesma linha.

Ainda falta a definição do consórcio que irá tocar as obras do Pátio de manobras e da Estação Morumbi, que faz ligação com a Linha 9-Esmeralda, da CPTM.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Justiça valida multa a empresa que não acabou obras da Linha 4-Amarela

Obras da Futura Estação Oscar Freire (Linha 4-Amarela)
O Tribunal de Justiça de São Paulo validou a aplicação das multas milionária impostas pelo Metrô ao consórcio espanhol Isolux Corsán-Corviam, que era responsável por concluir a Linha 4-Amarela, informou a companhia nesta quarta-feira (16/12/2015). O valor das multas chega a R$ 23,5 milhões e corresponde a 5% do valor do que faltava executar das obras.

Segundo o Metrô, a 8ª Câmara de Direito Público cassou a liminar que a Corsán tinha obtido em novembro e que suspendia a aplicação das sanções do Metrô. A decisão também impede a construtora em firmar contratos com o governo por dois anos.

O consórcio pode recorrer. O G1 procurou representantes da Isolux Corsán-Corviam para comentar a cassação da liminar, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

O consórcio foi contratado em 2012 por R$ 1,8 bilhão para construir as estações Vila Sônia, São Paulo-Morumbi, Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie, além de um pátio de manobras e um terminal de ônibus na Vila Sônia. Pouco do serviço contratado, porém, foi entregue.

A rescisão do contrato foi anunciada pelo Governador Geraldo Alckmin em fevereiro deste ano. Agora, o governo corre para fazer uma nova licitação para a construção das estações Vila Sônia, São Paulo-Morumbi, Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie, além de um pátio de manobras e um terminal de ônibus na Vila Sônia.

O Metrô rompeu os contratos de forma unilateral, alegando que não foram atendidas cláusulas contratuais. Já o consórcio disse, à época, que as empresas contratadas pelo Metrô atrasaram a entrega dos projetos e isso aumentou o prazo da obra em 50%.

“A Isolux está segura de que cumpriu todas as suas obrigações e que a inviabilidade do contrato não pode ser atribuída a qualquer falha ou quebra de contrato por sua parte”, disse a empresa. A Isolux afirma ainda que buscava um contrato amigável. A empresa diz que valores referentes a indenizações devem ser decididos por um tribunal arbitral previsto em contrato.

Próximo ano (2016)
 
O Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, afirmou em agosto que as obras nas estações da Linha 4-Amarela só irão recomeçar em 2016. A expectativa da empresa é lançar ainda neste ano o edital de licitação.

Para agilizar a entrega das estações que já estão atrasadas, a Secretaria de Transportes Metropolitanos negocia com o Banco Mundial, que financia a obra, pular o sistema de pré-qualificação anterior das empresas que participarão da nova licitação.

As multas chegam a R$ 23,5 milhões e correspondem a 5% do valor correspondente ao que faltava executar das obras. O consórcio foi contratado em 2012 por R$ 1,8 bilhão para construir as estações Vila Sônia, São Paulo-Morumbi, Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie, além de um pátio de manobras e um terminal de ônibus na Vila Sônia. Pouco do serviço contratado, porém, foi entregue, e o governo estadual prepara uma nova licitação para dar andamento a obra.

Fonte da Notícia: G1-SP 
Imagem: Portal Via Trólebus

Justiça retoma multa contra consórcio por atraso em obras de expansão da Linha 4-Amarela

Entrada da Estação Butantã pela Rua Pirajuçara
Estação Terminal Butantã (Linha 4-Amarela)
O desembargador Ponte Neto, da Oitava Câmara de Direito Público, do Tribunal de Justiça de São Paulo, decidiu manter multa ao Consórcio Isolux Corsán-Corviam pelo descumprimento de contrato para construção de parte da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo.

Em Julho de 2015, houve o rompimento de contrato ente o consórcio e o Metrô porque o Isolux Corsán-Corviam não entregou as Estações Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia nos prazos estabelecidos. Também estava prevista a construção de um terminal de ônibus.

Por não ter ocorrido um acordo, o metrô aplicou multa de R$ 23 milhões e 500 mil ao consórcio – o valor equivalente a 5% do total dos contratos.

Uma decisão liminar da Justiça de São Paulo, pelo desembargador Rubens Rihl, tinha suspendido a multa, no entanto, o desembargador Ponte Neto entendeu que neste caso a multa é um dos instrumentos para que o poder público não fique desguarnecido em caso de descumprimento de contratos.

O consórcio Isolux Corsán-Corviam acusa o Metrô de desorganização em projetos e nega que os atrasos tenham sido de sua única responsabilidade.

Em novembro teve de ser lançada uma nova licitação para conclusão dos trabalhos e as obras devem ser retomadas somente em Abril de 2016. As estações e o terminal de ônibus só devem ser entregues entre 2018 e 2020.

O consórcio pode recorrer.

Fonte da Notícia: Blog Ponto de Ônibus 
Créditos da Imagem Reservados ao Autor

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Obras da 2ª Fase da Linha 4-Amarela serão retomadas em 2016

Estação Fradique Coutinho (Linha 4-Amarela)
O Secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni, disse que as obras nas estações da Linha 4-Amarela só devem começar novamente a partir de 2016. "Estamos concluindo a valoração, o orçamento e pretendemos, entre o final de agosto e começo de setembro, entregar todos os itens: os orçamentos, o quantitativo e o edital já em inglês para o Banco Mundial".

O antigo contrato para construção das quatro estações - Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo/Morumbi e Vila Sônia foi cancelado por causa do atraso nas obras. A nova licitação deve ocorrer somente em setembro. O início da operação do novo trecho deve ser entregue apenas a partir de 2017 - o ramal começo a ser construído em 2004.

A Estação Higienópolis-Mackenzie está com 60% das obras prontas, mas ainda precisa de mais 12 meses para ficar pronta. No caso da Estação Oscar Freire, há 40% de conclusão dos serviços, e os trabalhos devem durar 15 meses.

Já as Estações São Paulo-Morumbi e Vila Sônia são as mais críticas. No caso da primeira, os serviços não terminam em menos de 18 meses. Na Vila Sônia, as obras só devem ser entregues dois anos após a assinatura dos novos contratos. O cronograma prevê entrega em 2018.

A atual rodada de atrasos da Linha 4 começou em novembro de 2014, quando parte dos trabalhos chegou a parar e Estado e consórcio entraram em conflito. O Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento chegou a ampliar a linha de crédito em mais R$ 20 milhões.

Histórico

O processo de arbitragem da rescisão dos contratos entre o Metrô de São Paulo e o grupo espanhol Isolux Corsán deverá demorar, no mínimo, um ano para ser concluído. As duas partes se acusam de descumprir o contrato para construção de estações da Linha 4-Amarela do Metrô, numa briga que se tornou pública em Fevereiro de 2015. Na ocasião, Alckmin ameaçou rescindir o contrato com a espanhola.

No dia 14/08/2015 foi a vez de a Isolux reclamar da falta de regularização de vários itens dos dois contratos em vigência, como a celebração de aditivos relacionados a prazos e obras. Em carta de 14 páginas enviada ao Metrô, a empresa afirmava que, se os problemas não fossem solucionados, não haveria outra saída a não ser pedir a rescisão do contrato por meio de arbitragem - ou uma rescisão amigável entre as partes.

Fonte da Notícia: Espalhe
Imagem de Garciaex

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Obras da 2ª Fase da Linha 4-Amarela serão reiniciadas em 2016

Linha Amarela do Metrô (Foto: Arte/G1)
Mapa mostra estações inauguradas e em obras da Linha 4-Amarela
O Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, afirmou na manhã de hoje (18/08/2015) que as obras nas estações da Linha 4- Amarela só irão recomeçar em 2016. A licitação de quatro estações que ainda não tinham sido entregues foi suspensa pelo governo do estado após atraso da contratante.

"Nós já concluímos toda a auditoria do que foi feito, teve que fazer uma auditoria minuciosa das obras que foram realizadas. Estamos concluindo a valoração, o orçamento e pretendemos entre o final de agosto e começo de setembro entregar todos os itens: os orçamentos, o quantitativo, o edital já em inglês para o Banco Mundial", afirmou o secretário, que se reuniu com o gerente de projetos do BIRD ontem (17/08/2015). O modelo de licitação permite a concorrência internacional

A declaração foi dada no Centro Cultural Britânico, na Zona Oeste de São Paulo, onde o Metrô foi premiado pela União Internacional de Transportes Públicos na categoria serviços a clientes por ações inclusivas relacionadas a idosos e deficientes.

De acordo com Pelissioni, o edital da nova licitação será entregue no próximo mês. "Pretendemos no mês de setembro publicar a licitação para que a gente possa ter uma nova empresa realizando as obras no início de 2016".

Para agilizar a entrega das estações que já estão atrasadas, a Secretaria de Transportes Metropolitanos negocia com o Banco Mundial pular o sistema de pré qualificação anterior.

O prazo para entrega das obras da Linha 4-Amarela é de 12 meses para a Estação Higienópolis Mackenzie, 15 meses para a estação Oscar Freire, 18 meses para a São Paulo-Morumbi e de 24 meses para estação Vila Sônia.

Contrato
 
O Governo rescindiu o contrato com o consórcio responsável pela construção de duas das quatro estações que ainda faltam na Linha 4-Amarela do Metrô no dia 30/07/2015. As estações Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie deveriam ser entregues em 2016.

Obra de estação da Linha 4-Amarela do Metrô parada em fevereiro de 2015 (Foto: Reprodução TV Globo)
Canteiros de obras da Linha 4-Amarela estão abandonados
Clodoaldo afirmou ainda que vai cobrar uma multa, prevista em contrato, de R$ 23 milhões do consórcio espanhol Isolux Corsán-Corviam por causa de abandono da obra, descumprimento de normas de qualidade e segurança, além da ausência de pagamento das empresas subcontratadas.

Já o consórcio afirmou que não foi o governo que rescindiu o contrato e sim a própria empresa, porque o Metrô não entregou projetos executivos indispensáveis para a continuidade das obras. 

Segundo o consórcio, a "há cerca de 15 dias, entregou ao Metrô uma carta em que solicitava a regularização dos aditivos e a entrega de projetos executivos, sem os quais a continuidades das obras tornava-se impossível. Como não houve nenhuma manifestação do Metrô, reforçando as limitações gerenciais daquele órgão, a empresa tomou a decisão de pedir a rescisão do contrato e encaminhar a questão para um processo de arbitragem. Isto também significa que nenhuma multa foi aplicada".

O consórcio ainda informou que vai encaminhar a questão em um processo de arbitragem
 
Licitações e suspensões
 
A Linha 4-Amarela terá 11 estações, ao longo de quase 13 km entre a Luz e a Vila Sônia. O contrato para início da 1ª Fase das obras foi assinado em Novembro de 2006. As primeiras estações inauguradas foram Paulista e Faria Lima, em Maio de 2010. A segunda fase de obras teve licitação fechada em 2012 por R$ 1,8 bilhão. Mas, dentro desta etapa, apenas a estação Fradique Coutinho foi aberta, em novembro de 2014.

Depois de ficarem suspensos em 2014, somente os trabalhos nas estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire foram retomados em Abril de 2015, quando o Metrô e a construtora fecharam um acordo. O governo já havia ameaçado romper o contrato por causa de atrasos na obra, mas decidiu pagar mais R$ 20 milhões para o consórcio responsável.

O contrato inicial da linha era de R$ 172 milhões para a construção do Pátio Vila Sônia e das futuras estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire. O consórcio Isolux Corsán-Corviam, responsável pelo trabalho, já havia recebido do Governo Paulista quase R$ 19 milhões em 2014 e mais R$ 20 milhões em 2015. Com os aditivos, o valor inicial subiu para R$ 212 milhões.

Leia a íntegra da nota do consórcio Isolux Corsán-Corviam:
 
Relativamente às obras de estações da Linha 4-Amarela, a Isolux Corsan informa que, há cerca de 15 dias, entregou ao Metrô uma carta em que solicitava a regularização dos aditivos e a entrega de projetos executivos, sem os quais a continuidades das obras tornava-se impossível. Como não houve nenhuma manifestação do Metrô, reforçando as limitações gerenciais daquele órgão, a empresa tomou a decisão de pedir a rescisão do contrato e encaminhar a questão para um processo de arbitragem. Isto também significa que nenhuma multa foi aplicada.

A Isolux Corsan já apresentou ao Metrô um plano de desmobilização das obras e lamenta que o desfecho tenha sido este, mas está convencida que a decisão tomada era a única possível.

Fonte da Notícia & Imagens: G1-SP

Obras da 2ª Fase da Linha 4-Amarela só serão reiniciadas em 2016

Obras da Futura Estação São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela)
O Secretário Estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, informou ao portal G1 hoje (18/08/2015), que as obras da Linha 4- Amarela, que foram paralisadas, devem ser retomadas somente em 2016.

“Nós já concluímos toda a auditoria do que foi feito, teve que fazer uma auditoria minuciosa das obras que foram realizadas. Estamos concluindo a valoração, o orçamento e pretendemos entre o final de agosto e começo de setembro entregar todos os itens: os orçamentos, o quantitativo, o edital já em inglês para o Banco Mundial”, afirmou o secretário, que se reuniu com o gerente de projetos do BIRD ontem, 17/08/2015.

Pelissioni disse que o novo edital deve ser entregue em setembro para publicação e as obras devem ser retomadas no início de 2016. O secretário disse ainda que está em conversa com o Banco Mundial para que seja pulada a parte de pré qualificação anterior devido os atrasos.

Estarão no edital a licitação para as obras das estações Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus
Imagem de RMeier

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Nova licitação para continuidade das Obras da Linha 4-Amarela esse mês ainda é muito otimista

O Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou dia 03/08/2015, que o prazo para nova licitação das obras da Linha 4-Amarela do Metrô, previsto pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos para o final deste mês, é "muito otimista". O Governador também disse que vai multar o Consórcio Isolux-Corsán-Corviam por ter deixado quatro estações inacabadas.

Na semana passada, o governo do Estado anunciou o cancelamento do antigo contrato por causa do atraso nas obras. O ramal, que começou a ser construído em 2004 e deve ligar a região central à zona oeste, tinha conclusão prevista para 2014, mas as Estações Higienópolis/Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo/Morumbi e Vila Sônia ainda não foram entregues.

Ao anunciar o fim do acordo com o consórcio responsável pelas obras, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, informou que uma nova licitação seria lançada até o final do mês de agosto. Nesta segunda, no entanto, o governador Geraldo Alckmin se mostrou reticente com relação ao prazo. "Seria menos de um mês para relicitar. Vamos tentar. Será relicitado o mais rápido possível", afirmou.

"Infelizmente o Consórcio Isolux-Corsán-Corviam ganhou os dois lotes e só conseguiu entregar uma Estação, que foi a Fradique Coutinho. Uma hora não tinha funcionário e quando tinha funcionário não tinha material de trabalho", disse Alckmin.

Ainda segundo o governador, o Estado propôs às empresas que entregassem apenas as Estações Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie, enquanto as outras duas seriam incluídas em nova concorrência. "Perdemos quatro meses e não fizeram nada, então não tem como manter esse contrato." Alckmin também afirmou que vai multar o Consórcio em 10% do valor do contrato por não ter concluído as obras.
 
Fonte da Notícia: Diário do Grande ABC

Nova licitação para Obras da Linha 4-Amarela sairá em 1 mês

Obras da Futura Estação São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela)
De acordo com artigo publicado pela Folha de São Paulo, os cofres públicos devem sofrer duplo prejuízo com a rescisão do contrato do Metrô com o consórcio espanhol Isolux Corsán-Corviam, que estava a cargo das obras da Linha 4-Amarela.

O primeiro motivo trata-se que o Governo terá que fazer uma nova licitação. Segundo Clodoaldo Pelissioni, secretário estadual dos transportes metropolitanos, afirma que documentos serão enviados na próxima semana ao Banco Mundial, que é o financiador da obra.

Esperamos que entre o final de agosto e o início de setembro consigamos publicar a licitação, para poder retomar as obras [as estações] no início do próximo ano”, diz.

Caso siga este prazo, as estações devem seguir o seguinte cronograma de entrega: Oscar Freire, Higienópolis-Mackenzie e São Paulo-Morumbi para 2017 e Vila Sônia para 2018.

O segundo motivo que trará danos financeiros ao Governo do Estado é o contrato que o Metrô tem com o consórcio ViaQuatro, que opera a linha atualmente, e tem direito de operar o ramal por 30 anos. A empresa diz que tem sido prejudicada financeiramente com os atrasos de entrega de estação e que toda a linha deveria estar pronta em 2010.

Não foram divulgado valores da ação que a ViaQuatro está pedindo ao Governo. Pelissioni diz que o caso está em discussão na Justiça.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus 
Imagem: Metrô

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Atraso na Linha 4-Amarela trará duplo dano financeiro ao Governo Estadual


Obras da Futura Estação São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela)

O rompimento do contrato das obras da Linha 4-Amarela vai provocar um duplo prejuízo financeiro à gestão Alckmin.
O primeiro será devido à nova licitação que será aberta para a conclusão da linha. O secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, afirma que documentos serão enviados ao Banco Mundial, que financia a obra, essa semana.

"Esperamos que entre o final de agosto e o início de setembro consigamos publicar a licitação, para poder retomar as obras [as estações] no início do próximo ano", diz.

Assim ficaria mantida a última previsão de conclusão da linha, em 2018. O prazo, porém, depende desse novo plano do governo dar certo, o que inclui concluir em tempo recorde uma licitação para obras deste porte.

O valor do certame ainda não foi calculado, mas o secretário estima que será "elevado". O consórcio Isolux Corsán recebeu R$ 201 milhões dos R$ 559 milhões previstos] , mas o orçamento terá que ser recalculado na nova licitação.

Segundo Pelissioni, além de multar a construtora, o governo também pedirá reparação de danos na Justiça.

Reequilíbrio
O segundo prejuízo do Estado com o novo atraso nas obras virá em processo movido pela concessionária ViaQuatro, responsável por 30 anos pela operação da linha.

A empresa diz ter sido prejudicada pela demanda perdida, pois a linha era para estar pronta desde 2010, transportando um milhão de pessoas por dia. Hoje, com quatro estações em obras e sete em operação, o ramal leva 700 mil passageiros/dia.

A cada atraso no cronograma, cresce a quantia pedida pela concessionária.

Governo e concessionária não revelam os valores discutidos, mas técnicos estimam que a pendência pode atingir dezenas de milhões de reais. Pelissioni diz que o caso está em discussão na Justiça.

Recisão
A gestão Geraldo Alckmin  rescindiu a contratação da obra das novas estações da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo –que deverão sofrer um novo atraso de pelo menos um ano.

O rompimento do contrato foi anunciado com a justificativa de que as empresas do consórcio Isolux Corsán-Corviam, responsável pela construção, não respeitaram prazos, abandonaram os trabalhos, não atenderam normas de qualidade e segurança e deixaram de pagar subcontratadas e fornecedores.

Na assinatura do contrato, em 2006, a previsão do governo tucano era que todas as estações estivessem concluídas até 2010. Agora, a perspectiva mais otimista é 2018.

A linha 4 já opera hoje com sete estações, transporta 700 mil pessoas por dia e é uma das principais da rede, por fazer interligação com outras três do metrô e três de trem.

Nova concorrência será aberta até setembro para selecionar outra empresa que possa concluir as quatro estações pendentes: Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia.

"Não há como esperar mais. O consórcio será duramente penalizado. Todas as multas, punições, inabilitação para participar de licitações", disse Alckmin, ao justificar a rescisão contratual.

O Metrô diz que a decisão foi unilateral e haverá multa de R$ 23 milhões ao consórcio –liderado por uma construtora espanhola que está entre as maiores do mundo.

O consórcio diz que há "limitações gerenciais" no Metrô, que a solicitação de rescisão partiu dele e que cobrará pagamentos não recebidos.

Além das quatro estações pendentes da Linha 4-Amarela, a Corsán era responsável pela Fradique Coutinho, inaugurada em Novembro de 2014.

Essas obras foram iniciadas em Abril de 2012, ao custo total de R$ 559 milhões.

A estação inacabada em estágio mais avançado –com 60% das obras concluídas– é a Higienópolis-Mackenzie, cuja última previsão de abertura era no início de 2016. Agora, ficará para 2017.

O mesmo ocorre com a parada Oscar Freire, que tem 40% das obras realizadas.

As Estações São Paulo-Morumbi e Vila Sônia, com obras menos adiantadas, devem ficar prontas no final de 2017 e no início de 2018, respectivamente -caso não haja novos entraves.

A Linha 4-Amarela foi a primeira do Metrô feita por meio de parceria com a iniciativa privada, para agilizar a expansão da rede metroviária paulista.

O Estado pagou a construção e uma concessionária banca trens, equipamentos e a operação. Com a segunda fase completa, ela terá 11 estações e 12,8 km de extensão.

O acidente que abriu uma cratera na estação Pinheiros, em 2007, deixando sete mortos, foi um dos motivos para mudanças nos cronogramas.

Uma linha ligando a Zona Oeste ao centro já constava no primeiro mapa do metrô de São Paulo, em 1968.

O primeiro projeto básico foi consolidado em 1993, e a construção da linha chegou a ser anunciada pelo então Governador Mário Covas (PSDB) em 1995.

Mais atrasos no Metrô
Linha 5-Lilás

Trecho: entre Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin 
Extensão: 11,5 km
Assinatura: 2010
Previsão inicial de entrega de 11 estações: 2014
Nova previsão: 2018
Atrasos: um dos motivos é porque a Promotoria suspeitou de conluio de empresas

Linha 17-Ouro

Trecho: São Paulo-Morumbi a Congonhas
Extensão: 17,7 km
Assinatura: 2010
Previsão inicial (Copa do Mundo): 2014
Nova previsão: 2017  (três estações até 2016)
Atrasos: problemas com questões ambientais, deterioração de materiais, demora para liberar licença ambiental, desapropriações de solo

Linha 15-Prata

Trajeto: Vila Prudente a Cidade Tiradentes
Extensão: 26,6 km
Assinatura: 2010
Previsão inicial: Final de 2016
Nova previsão: 2018 (três estações até 2016)    

Fonte da Notícia: Folha de São Paulo
Imagem: RMeier       

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Governador se diz pessimista quanto à nova licitação para continuidade das obras da Linha 4-Amarela saírem ainda este mês

O Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou ontem (03/08/2015) que crê ser muito otimismo que a nova licitação para a Linha 4-Amarela do Metrô saia ainda este mês. “seria menos de um mês para relicitar. Vamos tentar. Será relicitado o mais rápido possível”, afirmou.

Com relação a multa que deve ser aplicada ao consórcio Isolux-Corsán-Corviam, Alckmin disse que o valor deve ser 10% do valor da obra. “infelizmente o consórcio Isolux-Corsán-Corviam ganhou os dois lotes e só conseguiu entregar uma estação, que foi a Fradique Coutinho. Uma hora não tinha funcionário e quando tinha funcionário não tinha material de trabalho”, emendou.

O Governador lembrou que ainda propos ao consórcio para tocarem as obras de pelo menos Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie e lamenta que se perdeu quatro meses nisso e não houve avanços.

Fonte da notícia: Portal Via Trólebus

Após rompimento do contrato das obras da Linha 4-Amarela, consórcio critica 'limitações gerenciais' do Metrô de SP

Composições operantes da Linha 4-Amarela
O consórcio espanhol Isolux Corsán-Corviam, responsável pela construção de duas das quatro estações que ainda faltam na Linha 4-Amarela do Metrô, na capital paulista, disse que partiu da empresa a decisão de rescindir o contrato com o Metrô e criticou as 'limitações gerenciais' da empresa de transportes.

Segundo o consórcio, a "há cerca de 15 dias, entregou ao Metrô uma carta em que solicitava a regularização dos aditivos e a entrega de projetos executivos, sem os quais a continuidades das obras tornava-se impossível. Como não houve nenhuma manifestação do Metrô, reforçando as limitações gerenciais daquele órgão, a empresa tomou a decisão de pedir a rescisão do contrato e encaminhar a questão para um processo de arbitragem. Isto também significa que nenhuma multa foi aplicada".

O consórcio ainda informou que vai encaminhar a questão em um processo de arbitragem. A empresa diz que já apresentou ao Metrô um plano de desmobilização das obras e lamenta que o desfecho tenha sido este, mas está convencida que a decisão tomada era a única possível.

O Governo de São Paulo decidiu rescindir o contrato com o consórcio responsável pela construção de duas das quatro estações que ainda faltam na Linha 4-Amarela do Metrô, na capital paulista, segundo informou o SPTV. As estações Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie deveriam ser entregues em 2016, mas vão atrasar pelo menos um ano porque será aberta uma nova licitação no segundo semestre deste ano.

O Secretário Estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, afirmou ainda que vai cobrar uma multa, prevista em contrato, de R$ 23 milhões do consórcio espanhol Isolux Corsán-Corviam por causa de abandono da obra, descumprimento de normas de qualidade e segurança, além da ausência de pagamento das empresas subcontratadas.

O que falta

Além das estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire, ainda falta a construção das estações São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. Uma licitação também precisou ser aberta para concluir as obras das duas últimas estações porque o consórcio Isolux Córsan-Corviam parou as obras na Linha 4-Amarela.

"Iniciadas as obras no começo do ano [2016], em 12 meses nos vamos entregar Higienópolis, em 15 meses Oscar Freire, 18 meses Morumbi e 24 meses a Vila Sônia", afirmou o secretário estadual de Transportes Metropolitanos.

Licitações e suspensões

A Linha 4-Amarela terá 11 estações, ao longo de quase 13 km entre a Luz e a Vila Sônia. O contrato para início da 1ª Fase das obras foi assinado em Novembro de 2006. As primeiras estações inauguradas foram Paulista e Faria Lima, em Maio de 2010. A 2ª Fase de obras teve licitação fechada em 2012 por R$ 1,8 bilhão. Mas, dentro desta etapa, apenas a Estação Fradique Coutinho foi aberta, em Novembro de 2014.

Depois de ficarem suspensos em 2014, somente os trabalhos nas estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire foram retomados em abril deste ano, quando o Metrô e a construtora fecharam um acordo. O governo já havia ameaçado romper o contrato por causa de atrasos na obra, mas decidiu pagar mais R$ 20 milhões para o consórcio responsável.

O contrato inicial da linha era de R$ 172 milhões para a construção do Pátio Vila Sônia e das futuras estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire. O consórcio Isolux Corsán-Corviam, responsável pelo trabalho, já havia recebido do governo paulista quase R$ 19 milhões no ano passado e mais R$ 20 milhões em 2015. Com os aditivos, o valor inicial subiu para R$ 212 milhões.
 
Fonte da Notícia: G1
Imagem: Mobilize