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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Privatização das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro devem ser concluídas até o final de 2017

O Governo do Estado de São Paulo bateu o martelo em relação as concessões das Linhas 5-Lilás do Metrô e 17-Ouro do Monotrilho, em reunião ocorrida com o conselho gestor do PED.

Segundo o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, a intenção é finalizar o processo até Julho de 2017, antes da entrega de 9 novas estações da Linha 5-Lilás. “Nós queremos que as novas estações já sejam operadas pelo concessionário”, afirmou.

Em entrevista à imprensa, Pelissioni defendeu a concessão conjunta dos dois ramais. “Vai ser uma concessão única porque as linhas se cruzam no Campo Belo. Há uma sinergia de energia elétrica e integração na estação que está sendo construída lá. Será uma concessão por 30 anos na qual será cobrada uma outorga fixa de entrada e o concessionário receberá uma parcela da tarifa paga por passageiro transportado que continuará sendo arrecadada pelo Metrô. O Estado não vai mais aportar recurso nenhum”, disse o secretário.

O titular da pasta, no entanto, não deu detalhes se a concorrência exigirá das empresas expansão das linhas. No ano passado quando a notícia veio a público, comentou-se que a Linha 5-Lilás poderia ser levado ao Jardim Ângela, a cargo da concessionária que ganharia a disputa.

O Monotrilho da Linha 17-Ouro, tem como seu projeto original a ligação entre o Jabaquara e o Aeroporto de Congonhas, chegando até a Futura Estação São Paulo-Morumbi. Mas atualmente somente o trecho entre Congonhas e Morumbi da CPTM está em obras.

Fonte da Notícia: Diário do Transporte

TCE investiga mais de 60 canteiros de obras abandonados do Monotrilho da Linha 17-Ouro

O TCE fez uma série de questionamentos ao Metrô de São Paulo sobre as obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro, no que diz respeito aos atrasos nas construções e até na escolha do modal.

Assinado pelo Conselheiro Antônio Roque Citadini, o documento questiona também a rapidez que obra deveria ter ocorrido. “Os atos praticados na execução dos serviços descaracterizaram o objeto (sistema de transporte por monotrilho), cujas características são a rapidez da instalação, baixa quantidade de desapropriação e menor interferência na rotina urbana”, diz o relator.

Em outro ponto, Citadini afirma que o Governo do Estado “entrou em uma aventura”“Os elementos existentes no processo demonstram que o Metrô de São Paulo embarcou em uma aventura, quando decidiu construir a Linha 17-Ouro“, afirma.

O TCE questiona também o aumento nos valores de construção, que na avaliação do TCE saltou de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,17 bilhões, sem incluir as estações. A companhia terá o prazo de 30 dias para encaminhar suas respostas.

Secretário rebate

Durante uma entrevista à Rádio CBN, o Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que o custo das oito estações do Monotrilho não constava no contrato principal, e foi licitado posteriormente. Segundo ele, as obras deverão ficar em torno de R$ 300 milhões o quilômetro, o que é um “valor mais do que compatível internacionalmente com os monotrilho no mundo”, nas palavras do titular da pasta.

O titular da pasta afirma que o novo cronograma da conta de que o Monotrilho do Morumbi inicie a operação assistida em 2018, com previsão de operação plena em 2019.

Em um tom mais duro, Pelissioni ainda criticou nas entrelinhas a forma com que a imprensa trata as obras. “Infelizmente as vezes os órgãos das imprensa tratam o metrô como a parte da crise toda”, diz o secretário referente a problemas enfrentados pelas construtoras com a operação Lava-Jato, da Polícia Federal.

Fonte da Notícia: Diário do Transporte

Carro colide com viga de obra da Linha 17-Ouro e fica destruído



Um carro bateu em uma pilastra do Monotrilho da Linha 17-Ouro na Avenida Washington Luís, na Zona Sul da capital, na manhã do dia 18/09/2016, de acordo com a CET. O motorista passou por um buraco e perdeu o controle do veículo, que ficou destruído, segundo a Polícia Militar.


O motorista e outras duas pessoas que estavam no carro foram levadas para o Hospital Municipal Arthur Ribeiro de Saboya, no Jabaquara, também na Zona Sul, e já receberam alta, informou a PM.

De acordo com a corporação, a ocorrência foi registrada no 27º Distrito Policial. O carro continuava no local até as 15h30 para ser guinchado. Uma das faixas da via sentido bairro permanece interditada para os demais veículos.

Fonte da notícia: G1-SP

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Governo Estadual irá privatizar Linhas 5-Lilás e 17-Ouro até o final de 2016

O Governo de São Paulo vai conceder as Linhas 5-Lilás do Metrô e 17-Ouro do monotrilho à iniciativa privada de forma conjunta.

Segundo o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, o edital deverá ser lançado a partir de outubro, e a expectativa é a de que o consórcio vencedor passe a operar as linhas a partir do 1º Semestre de 2017.

As linhas estão situadas na Zona Sul de São Paulo e vão compreender 27,5 km de trilhos e 25 estações quando concluídas. A Linha 5-Lilás já opera com sete estações entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro e está sendo expandida até a Estação Chácara Klabin. Já a Linha 17-Ouro, que chegou a ser prometida para 2014, deve ficar pronta apenas no início de 2019 e vai ligar, em formato de monotrilho, o aeroporto de Congonhas e a Marginal Pinheiros.

Pelissioni afirma que a concessão deverá proporcionar uma melhor gestão de recursos e maior eficácia no funcionamento da linha. “Tem uma sinergia de integração de pessoas que vão usar, de equipes, de compra de energia elétrica”, afirma. As linhas farão integração na Estação Campo Belo.O modelo da concessão será o de outorga fixa de entrada. Ou seja, o consórcio pagará um valor para assumir a operação das linhas, e o governo do estado, por sua vez, fará uma remuneração por passageiro transportado. Com isso, o modelo de operação por meio da iniciativa privada cresce nos Transportes Metropolitanos de São Paulo. A Linha 4-Amarela já é administrada por uma um consórcio de empresas. A intenção do governo de São Paulo é ainda conceder à iniciativa privada a operação de linhas da  CPTM.

Fonte da notícia: G1-SP

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Tribunal de Contas cobra explicações do Metrô sobre obras da Linha 17-Ouro

 O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo deu prazo de 30 dias para o Metrô responder a questionamentos sobre os contratos e as obras da Linha-17-Ouro.

No despacho publicado no Diário Oficial, o TCE diz que falta clareza a respeito dos valores da contratação, já que o Metrô informou em Junho de 2013 que a obra custaria R$ 3,175 bilhões milhões. Quase três vezes mais que o previsto em 2010.

O conselheiro que assina o texto, Roque Citadini, lista 64 questões que precisam ser esclarecidas pelo Metrô. Entre elas, o dinheiro gasto com a reconstrução da ciclovia da Marginal Pinheiros.

Interditada para a obra do Monotrilho, teve que passar por uma reforma em mais de sete quilômetros. O TCE apurou que o Metrô pagou R$ 1258 por metro construído. Enquanto prefeituras como a de São Paulo e a de Campinas efetuaram os mesmos serviços por R$ 200 o metro construído.

Histórico
 
Quando o Governo do Estado escolheu o monotrilho para transportar os passageiros na região do Aeroporto de Congonhas e do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo, calculou que iria gastar menos do que para construir uma linha do Metrô.

O Monotrilho tem 8 km que inicialmente iriam custar R$ 1,3 bilhão. Se fosse Metrô, custaria R$ 4,5 bilhões, segundo cálculo do próprio Metrô. Desde que o contrato foi assinado, em 2010, a obra vem sofrendo atrasos e acréscimos nos valores. Esse é um dos questionamentos do Tribunal de contas do estado.

O Metrô disse que acredita na viabilidade da obra. E que o valor atual da obra da linha dezessete ouro é de dois bilhões e setecentos milhões de reais.

"Todos os processos licitatórios, os contratos obedecem rigidamente às leis, então nós vamos responder tudo aquilo que foi questionado", afirma Paulo Sergio Meca, diretor de obras do Metrô.

Fonte da Notícia: G1-SP

Governo do Estado de São Paulo irá privatizar Linhas 5-Lilás e 17-Ouro

As Linhas 5-Lilás e 17-Ouro, ambas do Metrô, vão ser privatizadas em conjunto e o edital deve sair até o final de 2016. O modelo foi fechado em reunião do conselho gestor do PED.


De acordo com o Secretário dos transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, a ideia é finalizar o processo de concessão até Julho de 2017, antes da entrega de 9 novas estações da Linha 5-Lilás. “Nós queremos que as novas estações já sejam operadas pelo concessionário”, enfatizou.

“Vai ser uma concessão única porque as linhas se cruzam no Campo Belo. Há uma sinergia de energia elétrica e integração na estação que está sendo construída lá. Será uma concessão por 30 anos na qual será cobrada uma outorga fixa de entrada e o concessionário receberá uma parcela da tarifa paga por passageiro transportado que continuará sendo arrecadada pelo Metrô. O Estado não vai mais aportar recurso nenhum”, disse o secretário.

Sobre a concessão da Linha 15-Prata, Clodoaldo disse que os estudos estão avançados e que é a próxima pauta a ser analisada.

O Governo ainda estuda a concessão das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, ambas da CPTM. O grupo Triunfo já fez uma proposta de PPP para elas.

“Nós percebemos pela proposta da empresa que o aporte do Estado ainda pode ser diminuído e aprovamos a continuidade dos estudos”, disse Pelissioni. “Nesse momento de crise econômica, é melhor fazer concessão do que PPP, que ainda exige contrapartidas do Estado”, completou.

Não foi informado se as obras das Fases 2 e 3, da Linha 17-Ouro, e a expansão da Linha 5-Lilás ao Jardim Angela seriam tocadas pela nova concessionária.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

Queda de repasse de verbas faz Metrô de São Paulo mudar pagamentos para evitar despejo

Levantamento do Estado no Diário Oficial encontrou comunicados do Metrô publicados desde Abril de 2016 com indicações de mais de 50 pagamentos a fornecedores fora da ordem cronológica, como prevê a Lei de Licitações. A maioria se refere a contratos de ocupação temporária de terrenos para a construção de linhas ou estações e de aluguel de imóveis usados pela companhia. A prática é prevista em lei, desde que haja “relevantes razões de interesse público” e “mediante prévia justificativa da autoridade competente”.
Em julho, por exemplo, a companhia publicou comunicado dizendo que pagaria a Lacônica Brasil Participações fora da ordem cronológica pelo uso de um terreno nas obras do pátio de manobras da Linha 17-Ouro (Monotrilho), na zona sul da capital, “em função do recebimento parcial dos recursos financeiros da Secretaria da Fazenda, insuficientes para quitação dos compromissos”. A Lacônia chegou a mover uma ação judicial de despejo contra o Metrô em Março de 2016, no valor de R$ 951 mil, por falta de pagamento, mas o processo foi extinto em Junho de 2016, após acordo. O contrato foi assinado em Dezembro de 2013 no valor de R$ 1,8 milhão – aluguel de R$ 77 mil por mês –, com prazo de dois anos, mas acabou sendo prorrogado até novembro de 2018 por atrasos e paralisação parcial das obras da Linha 17-Ouro (Congonhas-Morumbi).
O presidente da Comissão de Direito Administrativo da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, Adib Kassouf Sad<, explica que a lei exige que órgãos e empresas públicos paguem seus fornecedores em ordem cronológica para evitar que haja vantagens a determinadas empresas nas transações. “A inversão da ordem cronológica dos pagamentos é a exceção da exceção. Só é admitida em casos de extrema relevância para o interesse público e a justificativa precisa ser comprovada e fiscalizada pelos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado”, diz.
Segundo o especialista, a dificuldade nos pagamentos de fornecedores é reflexo da crise econômica do País, que tem afetado a arrecadação dos Estados e comprometido os investimentos. “A crise enxugou os recursos da administração pública e o primeiro setor a sofrer cortes é o de investimento. Quando você corta recursos e paralisa obras acaba sendo obrigado a priorizar pagamentos.”
Dados divulgados pelo Metrô mostram que os repasses do Governo Estadual para a companhia entre Janeiro e Agosto de 2016 tiveram queda real de 32,4% na comparação com igual período em 2015, de R$ 2 bilhões para R$ 1,4 bilhão. Além disso, a empresa perdeu até Julho de 2016 cerca de 300 mil passageiros por dia, afetando a receita tarifária – perda estimada em R$ 60 milhões no ano.
Sem crise
O Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que teve de “privilegiar alguns pagamentos menores” relativos a desapropriações para não afetar as obras, mas negou que tenha faltado recursos do governo de São Paulo, como o Metrô informou em comunicado. “É evidente que existe uma crise, mas o governo está mantendo os investimentos.”
O secretário disse que, além da dívida de R$ 41 milhões com um consórcio na Linha 1-Azul, repactuou um débito com outro fornecedor da Linha 3-Vermelha, mas o valor não foi informado. Em Julho de 2016, o Metrô também lançou programa de demissão voluntária de funcionários para reduzir a folha salarial.
Canteiro de obras. O Metrô de São Paulo informou, em nota, que os pagamentos fora da ordem cronológica estão de acordo com a lei e foram feitos para “preservar os canteiros de obras das linhas em construção ou expansão e evitar qualquer possibilidade de desmobilização destes e de prejuízo aos empreendimentos”.
Segundo a estatal, a redução dos repasses do governo “é reflexo direto do status ou estágio de andamento das obras”, como as paralisações das obras das Linhas 4-Amarela e 17-Ouro e a fase de acabamento da Linha 5-Lilás, que demanda menos dinheiro. “Quando analisados períodos anteriores, registramos aumentos. Entre Janeiro e Agosto de 2013/2014, os repasses cresceram 46%, de R$ 1,9 bilhão para R$ 2,8 bilhões. ”
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Governo anuncia privatização das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro ainda em 2016

O Governo Geraldo Alckmin bateu o martelo na privatização conjunta das Linhas 5-Lilás do Metrô, que está sendo ampliada, e 17-Ouro do Monotrilho, ainda em construção, na zona sul de São Paulo. A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos deve lançar ainda neste ano a licitação para conceder a operação de 27,5 km de trilhos e 25 estações à iniciativa privada por 30 anos.
O modelo foi sacramentado na reunião do conselho gestor do PED, responsável por definir as privatizações no Estado. Segundo o secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, a meta é concluir o processo de concessão das duas linhas até Julho de 2017, antes da entrega de 9 novas estações da Linha 5-Lilás, previstas para o segundo semestre de 2017. “Nós queremos que as novas estações já sejam operadas pelo concessionário”, disse. A décima estação (Campo Belo) ficou para Março de 2018.
Hoje, a Linha 5-Lilás opera com 9,3 km e 7 estações, ligando o Capão Redondo a Adolfo Pinheiro, na zona sul. Com a ampliação, a Linha 5-Lilás chegará até a Chácara Klabin, fazendo conexão com a Linha 1-Azul na Estação Santa Cruz e a Linha 2-Verde na Estação Chácara Klabin. Já o monotrilho da Linha 17-Ouro, prometido para 2014, deverá ser entregue pela metade (8 estações e 7,7 km) entre 2018 e 2019. As duas linhas farão conexão no Campo Belo (zona sul).
“Vai ser uma concessão única porque as linhas se cruzam no Campo Belo. Há uma sinergia de energia elétrica e integração na estação que está sendo construída lá”, explicou Pelissioni. “Será uma concessão por 30 anos na qual será cobrada uma outorga fixa de entrada e o concessionário receberá uma parcela da tarifa paga por passageiro transportado que continuará sendo arrecadada pelo Metrô. O Estado não vai mais aportar recurso nenhum”, completou.
Quando as obras estiverem totalmente concluídas, as duas linhas deverão receber cerca de 995 mil passageiros por dia, conforme estimativa feita pelo Metrô, atual responsável por operação e construção dos ramais. “Nós acreditamos que a operação privada é menos custosa. O Estado tem dificuldade de gerenciar porque tem a Lei de Licitações e certas burocracias necessárias porque se trata de empresa pública”, disse o secretário.
Segundo Pelissioni, o governo Alckmin também deve concluir até o fim do ano os estudos para a privatização da Linha 15-Prata do Monotrilho, que ligará a Vila Prudente até São Mateus, na zona leste da capital. O trecho também havia sido prometido para 2014 com distância mais longa, até Cidade Tiradentes, mas deve ser concluída com 16 km a menos em 2018. “Os estudos ainda estão sendo concluídos. Também queremos aprovar ali uma concessão dos serviços. É a próxima na pauta.”
Com a concessão das três linhas, São Paulo terá cinco das oito linhas de Metrô e Monotrilho sob operação da iniciativa privada. Hoje, a Linha 4-Amarela já é operada pelo Consórcio Via Quatro, e a Futura Linha 6-Laranja está sendo concluída no regime de PPP, no qual a operação também será feita pela setor privado.
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Governo de São Paulo deve criar agência reguladora para Metrô

O Governo do Estado de São Paulo deve criar uma agência reguladora de transportes públicos sobre trilhos para o estado. A medida serve para organizar a rede visto que a gestão estadual deve privatizar mais linhas metroferroviárias nos próximos anos.

Hoje, a Linha 4-Amarela, do Metrô, já opera por concessão. As Futuras Linha 6-Laranja e 18-Bronze, também já tem contratos assinados com a iniciativa privada.

Em reportagem da Folha de São Paulo, o Governador Geraldo Alckmin pretende também privatizar as Linhas 5-Lilás, 15-Prata e 17-Ouro, do Metrô

O modelo deve ser definido ainda em 2016, segundo previsão do grupo de trabalho criado pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos para elaborar a proposta. A pasta diz que também negocia um convênio com representantes do Bird para aproveitar experiências de sucesso.

Com a criação desta agência, usuários das linhas privatizadas poderão fazer suas reclamações a ouvidoria do órgão.

A principal mudança ao usuário tende a ser a provável periodicidade fixa nos aumentos de tarifa e a adoção de critérios mais técnicos para a definição de seus valores, como a correção anual por índices da inflação.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

TCE afirma que Metrô se arriscou ao construir Linha 17-Ouro agora

O Tribunal de Contas do Estado questiona o Governo Estadual sobre as obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro, em cerca de 60 pontos que deverá ser esclarecido pelo Metrô. Assinado pelo Conselheiro Antônio Roque Citadini, o documento questiona a escolha do modal, que deveria ter sido entregue em 2014.

“Os atos praticados na execução dos serviços descaracterizaram o objeto (sistema de transporte por monotrilho), cujas características são a rapidez da instalação, baixa quantidade de desapropriação e menor interferência na rotina urbana”, diz o relator.

Uma das justificativas do Governo do Estado na escolha do modal, quando foi anunciado as obras da Linha 17-Ouro, era a rapidez nas construções, em comparação com outros sistemas.

Citadini fez duras criticas ao projeto em si, afirmando que o Metrô “embarcou em uma aventura”. “Os elementos existentes no processo demonstram que o Metrô de São Paulo embarcou em uma aventura, quando decidiu construir a Linha 17-Ouro“, afirma.

Outro ponto levantado é referente ao custo da obra, que na avaliação do TCE saltou de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,17 bilhões, sem incluir as estações.

O Metrô terá o prazo de 30 dias para encaminhar suas respostas ao TCE-SP. Em resposta ao jornal “O Estado de São Paulo“, o Metrô disse que consórcios abandonaram as obras, causando paralisação nas construções, e posteriormente tiveram contratos rescindidos.

O Metrô afirma também que as obras que estavam paralisadas em quatro estações foram retomadas, e que em breve os trabalhos que dizem respeito a trens e vias deverão ser retomados em breve. O Metrô diz ainda que deve prestar todos esclarecimentos.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

Metrô contrata consórcio para retomar obras de pátio da Linha 17-Ouro

O Metrô de São Paulo contratou um novo consórcio para tocar obras do Monotrilho que vai ligar o Aeroporto de Congonhas à Marginal Pinheiros e que estavam paradas pelo menos desde Janeiro de 2016. Trata-se da construção de um pátio de manobras na Avenida Jornalista Roberto Marinho, nas proximidades da Avenida Washington Luís, e que é essencial para que a linha possa funcionar.
As responsáveis pela obra serão as construtoras Tiisa, Triunfo e DP Barros, que receberão R$ 162 milhões para tocar a obra. O Metrô prevê emitir a ordem de serviço ainda nesta semana. Com isso, o consórcio terá um prazo de até 30 dias para começar os trabalhos. O prazo de vigência do contrato é de 24 meses.
A previsão atual do Metrô é colocar o monotrilho em funcionamento em 2018, quatro anos após a previsão inicial do governo de São Paulo de inaugurar o serviço em 2014.
Diversos atrasos dificultaram o andamento das obras do monotrilho, e as frentes de trabalho foram totalmente paralisadas nos últimos 12 meses por problemas na execução dos contratos. A construção de estações já havia sido retomada em Junho de 2016 e, agora, o Metrô faz um novo contrato para a retomada da construção do pátio de manobras
O Metrô tenta ainda retomar a construção dos pilares e da via em si, já que o contrato está em renegociação judicial.
A Linha 17-Ouro terá 7,7 km e 7 estações. A gestão Geraldo Alckmin congelou a construção dos outros trechos previstos para a linha e que atenderia regiões da periferia. Um deles iria da Estação Morumbi da CPTM e passaria por Paraisópolis e pelo estádio do Morumbi. A outra ligação começaria na Vila Santa Catarina, perto do aeroporto de Congonhas, e chegaria à Estação Jabaquara, da Linha 1-Azul.
Atrasos
Em Janeiro de 2016, o Metrõ anunciou o rompimento do contrato com o Consórcio Pátio Monotrilho, responsável pelo pátio de manobras, e trocou acusações com a empresa Andrade Gutierrez, alegando abandono dos canteiros. Já o consórcio afirmou que o Metrô era o responsável pelos atrasos e que não fornecia, por exemplo, projetos executivos necessários à obra. O Metrô negou.
Uma das dificuldades para retomar a construção do pátio de manobras foi a declaração de inidoneidade da empresa Mendes Júnior pelo governo federal nas investigações da Operação Lava Jato. Assim, a Mendes Júnior, que tinha sido a segunda colocada na licitação para a construção do pátio de manobras, não pôde assumir a obra. O consórcio contratado agora, formado por Tiisa, Triunfo e DP Barros, tinha ficado em terceiro.
O secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, prevê que o monotrilho deverá funcionar apenas com operação assistida em 2018. Isso significa que os trens deverão operar inicialmente apenas em parte do dia, possivelmente em intervalos de menor fluxo.
"Em 2018 ainda a gente quer ter trens sendo testado, pelo menos trens sendo testados, pelo menos operação assistida, com as obras já concluídas", afirmou Clodoaldo Pelissioni ao SPTV. A operação comercial, ou seja, durante todo o dia, é uma "possibilidade", segundo o secretário. "Vamos trabalhar para isso".
A operação assistida também foi adotada no trecho já inaugurado do Monotrilho da Zona Leste, a Linha 15-Prata. A linha funcionou em horário reduzido por cerca de um ano, entre 2014 e 2015, no trecho entre as Estações Oratório e Terminal Vila Prudente.
 
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/G1

Promotoria de Justiça investiga construção de ciclovia improvisada durante Obras da Linha 17-Ouro

O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito para apurar a suspeita de superfaturamento nas obras de uma ciclovia provisória construída pelo Metrô em um trecho das obras da Linha 17-Ouro do Monotrilho de São Paulo.
A investigação foi aberta com base em levantamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Os auditores da Corte de contas apontaram que o metro da ciclovia teria custado quase seis vezes mais o preço médio das ciclovias construídas pela Prefeitura de São Paulo.
Com 7,7 km de extensão, a via criada no trecho entre a ponte João Dias e a Vila Olímpia, na zona sul da capital paulista, para compensar os desvios na ciclovia causados pelas obras do monotrilho custou R$ 9,6 milhões. Ela foi construída a partir de um aditivo ao contrato do Metrô com o Consórcio Monotrilho Integração, responsável até o começo de 2016 pelas obras da Linha 17-Ouro.
A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público solicitou ao Centro de Apoio à Execução (CAEx) do Ministério Público paulista que elabore um parecer para para averiguar se houve superfaturamento na obra. Além disso, o promotor José Carlos Blat, responsável pelo inquérito, solicitou cópia dos relatórios de fiscalização do TCE-SP e deu 15 dias para que o Metrô dê explicações sobre a obra.
As suspeitas de irregularidades na ciclovia provisória foram levantadas pelo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Antônio Roque Citadini, ao encaminhar ofício com mais de 70 questionamentos ao Metrô sobre atrasos e reajustes de preços e do projeto da Linha 17-Ouro, prevista inicialmente para ficar pronta para a Copa do Mundo em 2014, mas que não tem previsão ainda para ser concluída e cujo valor estimado saltou de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,1 bilhões.
Considerando o valor total da ciclovia do monotrilho e sua extensão, o valor médio do metro ficou em R$ 1.258, muito acima da média gasta pela Prefeitura de São Paulo, segundo apurou a Corte de contas estadual.
Levantamento dos peritos do TCE-SP na internet apontou que o custo médio do metro da ciclovia na capital paulista seria de R$ 200. A própria prefeitura já informou que o valor médio ficaria em torno de R$ 250, considerando os investimentos para ciclovias até o final de 2014.
Com a palavra, o Metrô
“Em função das obras de construção do monotrilho da Linha 17-Ouro, foi necessária a interdição de um trecho da Ciclovia da CPTM na Marginal Pinheiros. Para atender os ciclistas que transitam pelo local, especialmente os trabalhadores da região, o Metrô implantou uma via alternativa com 7,7 km de extensão e 5 metros de largura, no lado oposto da via.
Para o acesso seguro dos ciclistas, a pavimentação utilizada foi reforçada para atender tanto as bicicletas como também a circulação de caminhões da EMAE, CPTM, Eletropaulo e Sabesp que transitam pelo local, o que não é feito com a simples pintura de sinalização de solo.
Para que os ciclistas pudessem passar de uma margem do rio Pinheiros para a outra, foi necessária a instalação de três escadas metálicas nas pontes João Dias e Cidade Jardim, com canaletas laterais para transporte das bicicletas, gradis de proteção e guaritas para segurança.
Durante a construção da via alternativa, os ciclistas foram transportados em quatro vans com carretas disponibilizadas pelo consórcio responsável pela obra.
Todos os serviços (pavimentação, sinalização, grades, canaletas), inclusive o custo desse transporte, que durou 100 dias, incluindo finais de semana, também está considerado no cálculo do metro quadrado da ciclovia provisória que é de R$ 291,40 (preço atualizado).
Vale destacar que a ciclovia provisória foi construída após aval de cicloativistas e do próprio Ministério Público, que acompanhou a implantação da via. ”

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

Estado estuda privatizar 60% do Metrô de São Paulo

O Governo Geraldo Alckmin expandiu seus planos de privatizar a operação da rede de Metrô para 6 das 9 linhas existentes ou planejadas nos próximos anos.

Com isso, 60% da extensão de Metrôs e Monotrilhos em São Paulo deverão ser delegados à iniciativa privada.

O mais recente plano da gestão tucana nessa área é promover a primeira concessão de mobilidade urbana do Estado ainda neste semestre.

O mais provável nesse pacote é que a Linha 5-Lilás (hoje do Capão Redondo até Adolfo Pinheiro, mas que chegará até Chácara Klabin) e a Linha 17-Ouro (Monotrilho que passará por Congonhas) sejam licitadas em conjunto.

Além das duas linhas, a 15-Prata (Monotrilho da zona leste) também será objeto de concessão, como antecipou a Folha. O Metrô também fará PPP do Monotrilho da Linha 18-Bronze (que vai ao ABC).

A Linha 4-Amarela (Butantã-Luz) já é operada nesse modelo de parceria, e as obras e futuros serviços da Linha 6-Laranja (Brasilândia-São Joaquim) foram contratados de igual modo.

A diferença básica entre uma concessão e uma PPP é que, na concessão, a remuneração do setor privado vem só das tarifas cobradas pelos serviços públicos. Já nas PPPs uma parte dos pagamentos do parceiro privado podem ser bancados pelo Estado.

Juntas, todas essas linhas sob responsabilidade privada corresponderão a 84,6 km da rede do Metrô, 60% do total de 141,6 km planejados pelos próximos cinco anos.

A companhia pública quer controlar a operação de apenas 57 km da malha, a extensão somada das Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.

Cenário de crise

A opção pela privatização de uma fatia expressiva da rede metroviária se deve às dificuldades do governo para financiar obras de expansão e até para manter os serviços da rede em operação.

Os planos de expansão da Linha 2-Verde até Guarulhos, por exemplo, foram suspensos sob alegação de falta de capacidade financeira do Estado.

As verbas relativas às viagens desses grupos são o único apoio estatal que o Metrô recebe. Com menos recursos, o Metrô é forçado a cortar custos de operação, o que prejudica a manutenção de trens e a qualidade do serviço. Os investimentos em expansão da rede não são afetados, pois essas obras são pagas diretamente pelo governo.

Conforme a perspectiva de crescimento da malha aumenta, não dá para o Metrô fazer tudo, admite Karla Bertocco Trindade, subsecretária de parcerias e inovação da Secretaria de Governo do Estado. Para Trindade, a boa avaliação da Linha 4-Amarela entre usuários é mostra de sucesso do modelo privado.

Em sua avaliação, com mais parceiros privados no sistema, a definição do valor da tarifa para o usuário tende a ter critérios cada vez mais técnicos, e não políticos.

Com menos de 80 km, o Metrô de São Paulo é pequeno em relação ao de outras metrópoles – a malha de Londres, por exemplo, tem 408 km.

Linha 1-Azul (Estatal)
Tucuruvi - Jabaquara
Foi construída e é operada pelo Metrô
Inauguração: 1974
Extensão: 20,3 km

Linha 2-Verde (Estatal)
Vila Madalena - Vila Prudente
Foi construída e é operada pelo Metrô
Inauguração: 1991
Extensão: 14,7 km

Linha 3-Vermelha (Estatal)
Barra Funda - Itaquera
Foi construída e é operada pelo Metrô
Inauguração: 1975
Extensão: 22 km

Linha 4-Amarela (Privada)
Luz - Taboão da Serra
Foi a 1ª em modelo de PPP. A empresa ViaQuatro é responsável pela operação
Inauguração: 2011; as últimas quatro estações devem ficar prontas até 2019
Extensão: 12,8 km

Linha 5-Lilás (Privada)
Capão Redondo - Chácara Klabin
Metrô é responsável pelas obras até a Chácara Klabin; a operação será privada
Inauguração: 2002; as últimas dez estações devem ser concluídas até 2018
Extensão: 20,8 km

Linha 6-Laranja (Privada)
São Joaquim - Brasilândia
A linha está sendo construída e será operada pela concessionária Move São Paulo
Previsão: 2020
Extensão: 15,3 km

Linha 15-Prata (Privada)
Terminal Vila Prudente - São Mateus
Governo decidiu neste ano privatizar as operações do monotrilho
Inauguração: 2015; trecho de 10 km, até São Mateus, está previsto para 2018
Extensão: 13 km

Linha 17-Ouro (Privada)
Congonhas - Morumbi
Operação será feita pela iniciativa privada
Previsão: 2018
Extensão: 7,7 km

Linha 18-Bronze (Privada)
Tamanduateí - Paço Municipal
Contrato prevendo operação privada foi assinado no ano passado
Previsão: no mínimo 2020
Extensão: 15 km

Dois em Um

A Linha 5-Lilás, que hoje vai da Estação Capão Redondo à Adolfo Pinheiro, na zona sul, e o Monotrilho da Linha 17-Ouro, que ligará o Aeroporto de Congonhas, também na zona sul, ao Morumbi, na zona oeste, formarão um negócio inédito no governo do Estado de São Paulo.

O cenário preferido dentro da gestão Alckmin é conceder suas operações de modo conjunto à iniciativa privada. A licitação deve começar ainda neste semestre, e espera-se que o ganhador seja conhecido no início de 2017.

Conceder as duas linhas em conjunto parece fazer sentido para nós até porque haverá uma conexão entre elas [na Futura Estação Campo Belo], avalia Karla Bertocco Trindade, subsecretária de parcerias e inovação da Secretaria de Governo.

Esse será o primeiro pacote de concessões na área de mobilidade urbana no Estado. O negócio já obteve autorização do Programa Estadual de Desestatização e atraiu o interesse de seis empresas.

Cinco delas - CCR, CR Almeida, Odebrecht, Scomi e Triunfo– apresentaram estudos técnicos, fase que precede a licitação.

Depois que o governo bater o martelo sobre conceder as linhas em conjunto ou isoladamente, o que deve ocorrer até o fim deste mês, o projeto será tema de uma audiência pública. Em seguida, ficará aberto para consulta pública na internet por 30 dias.

Nesse modelo de concessão, as empresas não serão responsáveis por obras de engenharia e construção de linhas e estações.

Caberá ao próprio governo concluir a expansão da Linha 5-Lilás até a Chácara Klabin, assim como as obras do trecho que ligará a Estação Morumbi da CPTM ao Aeroporto de Congonhas na Futura Linha 17-Ouro.

No cenário atual, de crise econômica no país, o setor privado está ainda mais reticente de ter o Estado como sócio, é um fator adicional de risco. Precisamos oferecer projetos simples e atraentes, afirma Trindade.

Para a subsecretária, a vantagem do modelo de concessão das operações é permitir que o governo foque seus investimentos.

As obras das linhas têm financiamento internacional, que é até mais vantajoso para o setor público. É melhor se concentrar nisso, por exemplo, avalia.

Apesar do provável crescimento das operações sob controle de empresas privadas, Trindade descarta a possibilidade de o Metrô deixar de controlar algumas linhas da rede.

Defendo um modelo misto. É importante a companhia ter condição de operação, até mesmo para evitar sua desatualização. Além disso, se isso não ocorresse perderíamos a referência do que é uma boa operação, já que o Metrô de São Paulo é melhor do que o de muitas cidades no exterior, diz Trindade.

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/Folha de São Paulo

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Monotrilho da Linha 17-Ouro pode entrar em operação assistida em 2018

Prometida para a Copa de 2014, a Linha 17-Ouro, do Metrô, deverá entrar em fase de testes apenas em 2018, com operação assistida, isto é, o monotrilho deverá funcionar somente por algumas horas do dia por um determinado tempo.

“Em 2018 ainda a gente quer ter trens sendo testado, pelo menos trens sendo testados, pelo menos operação assistida, com as obras já concluídas”, afirma Clodoaldo Pelissioni. A operação comercial, ou seja, durante todo o dia, é uma “possibilidade”, segundo o Secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni. “Vamos trabalhar para isso”.

Ainda de acordo com o secretário, as obras do Pátio Água Espraiada devem ser retomadas até o final de Agosto de 2016. Com isso, ficará pendente neste trecho apenas a retomada das obras da Estação Morumbi, que ainda precisa de uma nova licitação.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Estado muda estratégia para obras da Linha 18-Bronze

O Governo do Estado mudou de estratégia para tentar tirar do papel a Linha 18-Bronze, que ligará o Grande ABC ao sistema metroviário da Capital. Após esperar por um ano e três meses pelo aval do Governo Federal para captação de dinheiro internacional para início das desapropriações, a gestão paulista agora aposta na renegociação da dívida com a União para obter nova classificação na relação de capacidade de endividamento e, com isso, poder contrair empréstimos junto a bancos nacionais.

Com edital publicado em Julho de 2013 e contrato assinado em agosto de 2014, a obra tinha como prazo inicial o fim de 2018. O prazo foi descartado oficialmente no fim de 2015, quando o ex-governo de Dilma Rousseff indicou que questões técnicas sobre o monotrilho (modal escolhido para a Linha 18-Bronze) e problemas financeiros do governo paulista inviabilizariam autorização para que a gestão Geraldo Alckmin pudesse obter empréstimo internacional de US$ 182,7 milhões. A nova meta é inaugurar o Metrô no Grande ABC em 2021.

Em entrevista exclusiva ao Diário do Grande ABC, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que a repactuação da dívida dos Estados com a União trouxe outras perspectivas de negociações para a Linha 18-Bronze.

“Teremos prazo estendido para pagar nosso passivo em 20 anos. Com isso, o Estado volta a ter carta de crédito para obter empréstimos. Nossa intenção agora é conversar com bancos nacionais, buscar linhas de créditos no País. Estimamos que sejam necessários R$ 600 milhões para as desapropriações para começar os trabalhos no início do próximo ano. Com o canteiro colocado, o prazo de entrega é de quatro anos (em 2021)”, afirmou Pelissioni, após audiência com o presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, Deputado Estadual Orlando Morando.

O titular de Transportes Metropolitanos discorreu que fez reunião com técnicos do Banco do Brasil e que vai procurar a Caixa Econômica Federal para analisar as linhas de crédito oferecidas por essas instituições. Também buscará recursos do BNDES para a obra na região. “Outro fator que nos traz otimismo é o fato de o Presidente da República Michel Temer nomear um técnico do Metrô para a Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (o ex-diretor da estatal José Roberto Generoso).”

A Linha 18-Bronze tem programação de 15,7 km de extensão, passando por Santo André, São Bernardo, São Caetano e São Paulo, ao custo de R$ 4,26 bilhões, divididos entre recursos públicos e do Consórcio Vem ABC, privado.

Morando questionou a postura do ex-governo Dilma com relação à Linha 18-Bronze. “O projeto continua vivo, ao contrário dos que achavam que estava enterrado. Vejo que agora (com Temer) há boa vontade. Nos anos de Lula e Dilma não se investiu no Metrô de São Paulo, apenas no Ceará, Brasília ou Porto Alegre.”

Grupo italiano sinaliza interesse para a operação do Monotrilho

O Grupo Gavio, um dos maiores conglomerados de empresas de gestão de rodovias na Itália, manifestou interesse em investir na obra e, posteriormente, realizar a operação da Linha 18-Bronze (Tamanduateí-Djalma Dutra).

A holding italiana fez aporte financeiro no Grupo Privam, uma das companhias que compõem o Consórcio Vem ABC, parte privada da PPP. O bloco ficará responsável por arcar com R$ 1,92 bilhão do projeto do Metrô na região.

“Esse tipo de investimento traz segurança também que o setor privado dará conta de construir o modal”, salientou o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni. O Consórcio Vem ABC é composto também pelas empresas, Encalso, Cowan e a Benito Roggio.

Críticas Federais

Quando a União travou análise do aval ao pedido de empréstimo internacional para o Estado, o então secretário nacional de Mobilidade Urbana, Dario Rais Lopes, indicou que o governo federal não tinha segurança de que o modal de monotrilho era o indicado para a Linha 18-Bronze. Lopes, em novembro, afirmou que seria necessário estudo sobre as Linhas 15-Prata (Terminal Vila Prudente-Iguatemi) e 17-Ouro (que ligará Congonhas ao Estádio do Morumbi) antes de viabilizar recursos para a Linha 18-Bronze.

“A Linha 15-Prata é um sucesso. Funciona que é uma maravilha. Não temos críticas. O Monotrilho está em operação em duas estações, das 6h às 20h. É um sucesso na Linha 15-Prata, será um sucesso na Linha 18-Bronze”, concluiu Pelissioni. 

Fonte da Notícia: Diário do Grande ABC

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Metrô inicia liberação da Av. Jornalista Roberto Marinho após conclusão das obras da Linha 17-Ouro

O Metrô iniciou a liberação das faixas de rolamento interditadas na Avenida Jornalista Roberto Marinho para as obras da Linha 17-Ouro. Com o apoio da CET, já foi liberada a faixa central da Roberto Marinho, em um trecho de dois quilômetros sentido Marginal Pinheiros, entre as avenidas Washington Luís e Santo Amaro.

Junto ao consórcio responsável pelas obras, o Metrô está realizando a limpeza dos demais trechos interditados e a liberação das faixas, em um trecho de 5,9 km, deve ser concluída até o final de Julho de 2016. 

Fonte da Notícia: Metrô

Projeto da Futura Estação Morumbi (Linha 17-Ouro) é alterado

Depois da retomada das obras das Estações Campo Belo, Vila Cordeiro e Chucri Zaidan, da Linha 17-Ouro, o foco fica para o Pátio Água Espraiada e a Estação Morumbi que ainda estão com as construções paradas.

O contrato para a retomada do pátio foi assinado em Junho de 2016 com a volta das obras para Julho de 2016. O governador disse que o contrato de sistema para a linha está a espera de uma decisão judicial para ser retomada.

Com relação a Estação Morumbi, que se conectará com a Linha 9-Esmeralda, da CPTM, o diretor de operações do Metrô, Mario Fioratti, disse que uma nova licitação deve ser feita em breve pois o projeto original foi reformulado. “O projeto original não previa acesso direto de rua para a estação. O usuário teria de entrar pela Estação Morumbi da CPTM. Serão duas estações independentes, interligadas por um mezanino que será construído”, afirma o diretor.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Confira as novas datas de inauguração da 2ª Fase da Linha 15-Prata e da Linha 17-Ouro

O Governador Geraldo Alckmin, em entrevista ao Programa Pânico da Rádio Jovem Pan, fez projeções para entrega das linhas do sistema metroviário em construção.

Monotrilhos

O Monotrilho da Linha 15-Prata, nas projeções do Governador pode ser entregue em 2017, o que ele chamou de “chegar até Sapopemba”. Atualmente a linha segue em obras de Oratório até São Mateus.

Já sobre a Linha 17-Ouro, Alckmin diz que o segundo colocado retomou as obras em Maio de 2016, em três estações ao final de Julho de 2016 será retomada as construções do Pátio Água Espraiada. A previsão de entrega do trecho entre o Aeroporto de Congonhas e a Estação Morumbi, nas palavras de Alckmin, é em 2018.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus