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terça-feira, 15 de julho de 2014

Metrô de Moscou descarrila e causa mortes

Cena do descarrilamento em Moscou hoje
Um trem do Metrô de Moscou – o principal meio de transporte da capital da Rússia –, descarrilou hoje, deixando pelo menos 20 mortos e mais de 160 feridos, segundo agências internacionais.

"Dezenove pessoas morreram no local e uma vítima faleceu no hospital", declarou Oleg Salagai, porta-voz do ministério da Saúde, ao anunciar um balanço atualizado, de acordo com a France Presse.

De acordo com Salagai, 161 pessoas ficaram feridas e 129 delas foram hospitalizadas. O estado de 42 vítimas é considerado grave. Ao todo, pelo menos 200 pessoas foram retiradas do local do acidente.

O comitê de investigação da Rússia disse que está examinando as causas do acidente, mas parece não haver suspeita de crime.

Passageiros feridos eram levados para fora das estações em macas, ensanguentados e com ataduras. Helicópteros transportavam ao hospital as vítimas em estado mais grave. Passageiros estavam em estado de choque ou gritando quando foram levados para a superfície pelas equipes de socorro.

"Não há mais ninguém vivo para resgatar", disse o vice-prefeito de Moscou, Peter Biryukov. Ele acrescentou, entretanto, que ainda há corpos presos soterrados.

O acidente aconteceu na linha azul do metrô de Moscou às 8h30 (1h30 em Brasília), no trecho entre as estações Slavianski Bulvar e Park Pobedy, no oeste da cidade. Dezenas de ambulâncias foram enviadas à estação Slavianski Bulvar, que foi esvaziada.

Investigadores disseram que uma elevação repentina na tensão elétrica provocou a parada do trem e fez com que diversos vagões saíssem dos trilhos entre as estações. "O trem freou bruscamente. Saíram faíscas e havia muita fumaça. Fui empurrado contra algo, e todo mundo caiu do mesmo lado", relatou um passageiro, com o nariz ensanguentado, ao canal de televisão Moscou 24.

Histórico

O Metrô de Moscou, inaugurado em 1935, na época da ditatura de Josef Stalin, tem um dos maiores fluxos de passageiros do mundo. O meio de transporte é conhecido por sua eficácia e pontualidade, com poucos incidentes técnicos graves registrados. Em 2010, o Metrô foi alvo de um duplo atentado que deixou 40 mortos.

"Este é um dos acidentes mais graves da história recente", declarou o prefeito de Moscou, Serguei Sobianin.

As autoridades abriram uma investigação por violação das normas de segurança nos meios de transportes.

De acordo com o repórter especializado em transportes Alexei Jazbiev, do jornal "Expert", o metrô foi construído para transportar "de 3 a 4 milhões de pessoas por dia, 6 milhões no máximo". "Mas, atualmente, transporta mais de 9 milhões de pessoas por dia, e as antigas tecnologias não foram adaptadas para o tráfego", disse o jornalista.

Fonte da Notícia: G1
Imagem: G1

domingo, 4 de maio de 2014

Colisão entre trens em Seul deixa ao menos 170 feridos

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Imagem do trem que colidiu. Reparem nas marcas de sangue
2 trens da Linha 2 do Metrô de Seul, capital da Coréia do Sul, se chocaram dia 02.05.2014, deixando ao menos 170 feridos.

O acidente aconteceu às 15h32 locais (3h32 de Brasília), quando um trem bateu com outro que estava parado na estação de Sang-wangsimni, no nordeste da capital sul-coreana, aparentemente devido a uma falha mecânica, segundo a agência local Yonhap.

A Coréia do Sul já vem passando por um momento triste em sua história com o naufrágio de uma balsa com estudantes no mês passado, com 302 mortos e desaparecidos.

Fonte da Notícia e Imagem: Via Trólebus

Metrô de New York descarrila e deixa cerca de 20 feridos

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Socorro das vítimas do descarrilamento em New York
Um trem do Metrô de Nova York descarrilou e deixou cerca de 20 feridos. A composição da Linha F transportava ao menos 1000 pessoas e ocorreu nas proximidades do bairro de Queens.

“Temos um total de 19 feridos, 15 com ferimentos menores e quatro potencialmente graves”, disse depois à AFP um porta-voz dos bombeiros. A retirada dos cerca de mil passageiros do local do acidente levou por volta de uma hora.

Seis dos oito vagões da composição descarrilaram e ficaram danificados, segundo o presidente da MTA, Thomas Prendergast, citado na conta do órgão no Twitter. Ainda não se sabe o que causou o acidente.

“Foi uma experiência horrível. Pensei: ‘Acabou, não vamos sobreviver’”, disse Tayyib Siddiqui, de 31 anos, que estava no primeiro vagão, citado pelo jornal “New York Post”.

Fonte da Notícia e Imagem: Via Trólebus

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

‘Foi um absurdo’, diz leitor sobre falha em linha do Metrô

Trem K07 sofre com as diversas avarias e perigos aos usuários
A composição do Metrô de São Paulo que descarrilou em 5 de agosto, nas proximidades da Estação Palmeiras-Barra Funda, na Linha 3-Vermelha, voltou a sofrer uma pane “grave” na última quarta-feira (2). A falha colocou em risco novamente a vida dos usuários. Por volta das 18h30, na estação Santa Cecília, na mesma Linha 3, o trem K07 abriu sozinho todas as suas portas, em todos os vagões – inclusive no lado oposto ao da plataforma, onde fica o trilho energizado. A composição está recolhida desde então.
  A ocorrência não foi divulgada publicamente, mas está registrada nos sistemas de segurança do Metrô. A informação foi obtida pela RBA com funcionários que não quiseram se identificar por medo de represálias. De acordo com os metroviários, bastava que os vagões estivessem lotados, como costuma ocorrer em horário de pico, e as pessoas cairiam à via, sujeitando-se a choques elétricos e lesões.

“O Metrô é uma companhia de muita sorte”, ironizou um funcionário, ao tomar conhecimento da ocorrência, lembrando do número crescente de falhas no sistema. Os servidores afirmam que o acaso voltou a ajudar a empresa porque a pane ocorreu enquanto o trem se deslocava no sentido Palmeiras-Barra Funda. Se estivesse na direção contrária, encaminhando-se ao terminal Corinthians-Itaquera, dizem, estaria abarrotado e o desfecho poderia ter sido diferente.

Histórico

A composição K07 pertence à frota K, reformada pelo consórcio MTTrens, integrado por MPE, Temoinsa e TTrans. A TTrans, líder do pool empresarial, é uma das companhias envolvidas nas denúncias de formação de cartel para burlar a concorrência em licitações para modernização de trens e ampliação da malha metroferroviária paulista. De acordo com documentos apresentados pela alemã Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), membros da administração tucana nos governos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra teriam participado do conluio.

Dois meses antes de abrir sozinho todas as suas portas, o mesmo K07, por volta das 6h, descarrilava nas proximidades da estação Palmeiras-Barra Funda. A composição teve um de seus truques (termo técnico que designa o sistema composto por rodas, tração, frenagem e rolamentos) danificados devido a um superaquecimento que, por sua vez, fora provocado pela ausência de graxa nas engrenagens da peça.

Segundo membros da equipe de manutenção do Metrô, a peça danificou-se depois que membros da “assistência técnica contratada” – ou seja, a manutenção terceirizada – executaram procedimento equivocado na preparação da peça: eles teriam lavado o truque. A água molhou o rolamento, causando início de ferrugem e prejudicando a lubrificação. Isso deu início ao processo de desgaste e aquecimento que resultaria na quebra do eixo. Ao sair dos trilhos, o vagão foi arrastado por 800 metros e danificou a linha de alimentação elétrica do trem. Houve estouros, curto-circuitos e fumaça. Os passageiros saíram pela rota de fuga. Ninguém se feriu.

Foi um acidente jamais visto no Metrô de São Paulo. Depois de entrar para a história da companhia, o K07 foi retirado de circulação por um mês. A peça danificada permaneceu num dos pátios da companhia, coberta com lona e sob vigilância de seguranças patrimoniais. Nem o Sindicato dos Metroviários nem membros da Cipa puderam inspecioná-la. Tampouco receberam informações da empresa sobre a falha. Apenas em 5 de setembro é que tiveram conhecimento da versão oficial, pela boca de dois técnicos da Copese do Metrô.

Na ocasião, durante reunião da Cipa, um dos membros da Copese garantiu aos metroviários: a possibilidade de que o K07 sofresse novos acidentes era baixa e, por isso, o trem seria liberado para operação. “Não há mais necessidade de permanecerem retidos”, afirmou o engenheiro, de acordo com a ata do encontro. “Não há interferência na segurança do sistema.” Pouco menos de um mês depois, na última quarta-feira (2), as portas do mesmo K07 se abririam automaticamente, colocando em risco a vida dos passageiros em pleno horário de pico.

Frota K

Outros trens da frota K também vêm apresentando falhas. Em 27 de agosto, a RBA noticiou que o Metrô coloca sistematicamente em circulação as composições reformadas pela MTTrens mesmo quando estão com defeito. Também foi publicado um levantamento informal realizado por metroviários da Linha 3-Vermelha que atesta: apesar de serem novos, os trens fornecidos pelas empresas do cartel – entre eles toda a frota K – apresentam quantidade de defeitos até quatro vezes maior que as composições antigas, com cerca de 30 anos de uso. Algumas chegam a registrar média de 35 problemas técnicos por dia.

Na semana passada, funcionários constataram que até mesmo os extintores de incêndio de alguns trens da frota K estão com a validade vencida pelo menos desde abril. “Houve um dia em que eu mesmo estava no K07 quando constatei que o sinalizador de falhas não estava funcionando. Poderia ocorrer qualquer problema que o operador não teria informação nenhuma”, denuncia um condutor da Linha 3-Vermelha do Metrô que também não quis se identificar temendo represálias – ainda mais agora que a companhia deu início a um programa de demissões como desculpa para manter a tarifa em R$ 3.

Para piorar, fiz um teste e percebi que o botão de emergência, quando acionado pelo usuário, não tocaria nenhum alarme na cabine”, continua, apontando defeitos básicos na segurança do sistema. “Somando essas duas falhas, o trem poderia estar pegando fogo e o operador não saberia. O usuário tentaria informá-lo através do botão de emergência e não conseguiria, pois não se escutaria nenhum alerta na cabine. Essas falhas foram registradas. E são constantes.”

Procurada, a Companhia Metropolitano não respondeu aos questionamentos da reportagem



Fonte da Notícia: Rede Brasil Atual

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