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sexta-feira, 11 de março de 2016

Diretores do Metrô aprovam manifestação a favor de impeachment dia 13/03/2016

Em carta endereçada à metroviários pedindo "compreensão" dos mesmo para enfrentar a crise pela qual diz passar as contas públicas do Estado de São Paulo, além de ataques que atingem diretamente o bolso dos metroviários, como o parcelamento da Participação de Resultados (PR) e suspensão de férias neste 1º Semestre de 2016, o Metrô também cortou a possibilidade de pagamento de hora extra dos metroviários desde o mês de janeiro... Com exceção do próximo domingo (13/03/2016), do qual será realizado uma manifestação organizada pela direita pró-impeachment chamada pelo grupo "Vem pra Rua", às 15h30, na Avenida Paulista. Neste dia, numa ação desesperada do governador Alckmin, estará liberada oficialmente pelo Metrô a realização da hora extra para os funcionários da operação do Metrô, para "melhor atender" os manifestantes da direita, majoritariamente eleitores do PSDB.

Estes ataques implementados aos metroviários desde janeiro, em nome da crise, vem sendo o não pagamento dos 100% na hora extra, substituindo isso, na prática, por uma espécie de banco de horas, para dar conta do quadro extremamente defasado do cotidiano do Metrô. Entretanto, para colaborar com a manifestação que interessa o Governo Alckmin e o PSDB nacionalmente, o Metrô abriu uma exceção a esse ataque no próximo domingo, e está convocando a categoria a realizar hora extra em todas as estações, para fantasiar um Metrô que só é real nos dias de palanque para o governador. Para o trabalhador de segunda a sexta, deixar uma bilheteria aberta e uma pessoa somente na catraca "é suficiente", diferente do teatro que será armado nesse final de semana.

A manifestação agendada para o domingo que vem, está sendo chamada pelas redes sociais e até mesmo o conhecido Newton Ishii, o "Japonês" da Polícia Federal, que está sempre posicionado quando as câmeras registram os presos da Lava Jato entrando nos carros, está fazendo um chamado à tal manifestação no Facebook. Nada mais oportuno para o governador Geraldo Alckmin o fato de beneficiar àqueles que querem a queda da presidente e o afundamento do PT a partir das denúncias da Lava Jato com um Metrô pra "inglês ver", muito diferente da realidade cotidiana dos trabalhadores que utilizam o transporte nos horários de pico durante a semana no Metrô.

Este mesmo governador que pede "compreensão" dos trabalhadores perante à situação de crise, e que joga os custos do ajuste fiscal nas costas dos trabalhadores, agora usa os metroviários para se beneficiar politicamente, e esta não é a primeira vez. Em meio às manifestações de junho de 2013, quando a juventude foi às ruas por melhores condições de vida, a direita que saiu às ruas pelo "Fora Dilma", organizada pela oposição, e também realizou algumas manifestações, e em certas ocasiões os metroviários foram obrigados pela chefia a simplesmente liberar as catracas para estes manifestantes da direita.
Acontecimento este muito diferente do que foi visto em Janeiro de 2016, quando após uma manifestação contra o exorbitante aumento das passagens dos transportes ordenado por Alckmin, o Metrô fechou as estações da Avenida Paulista e, ao invés de liberar as catracas para evitar o tumulto e enfrentamento entre usuários e trabalhadores, a empresa forçou os metroviários a confrontar-se com os manifestantes.

Aqueles que hoje fazem um chamado ao ato pró-impeachment contra a presidente Dilma, pedem a prisão do Lula e aplaudem a Lava Jato de Moro, são os mesmos que roubam merendas de crianças nas escolas públicas estaduais geridas pelo PSDB, roubam o dinheiro da população desviando dinheiro de trens superfaturados comprados para o Metrô de SP e posam de "honestos" para a população; ou os mesmos da dita "justiça imparcial", que faz chamado para manifestações da direita. Os metroviários não podem aceitar essa situação!

A política de ajustes fiscais que vem sendo feita, e que hoje ataca a categoria metroviária, passa desde a esfera estadual com os ajustes de Alckmin, até a federal, com os de Dilma. Os ajustes e a corrupção escancarada do petismo no último período, mais abertamente denunciada a partir das denúncias de desvio de dinheiro da Petrobras a partir da Lava Jato, mostra pra população a real faceta destes partidos que em nada estão preocupados em garantir melhores condições pra os trabalhadores, a juventude e o povo pobre.

Acreditar que manifestações como a de domingo, o impeachment, Sergio Moro, a Globo ou PSDB podem apresentar uma transformação no país é uma ilusão a qual não compartilhamos. A única resposta para combater Dilma e o PT, que durante anos fomentou a criação dessa direita conservadora no parlamento, e enriqueceu junto com a corrupção, será através de uma mobilização nacional contra os ajustes, as demissões e a corrupção, lutando para colocar de pé, em base uma luta independente, a construção de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para debater os principais problemas do país, os quais só podem ser resolvidos com os trabalhadores a frente lutando pelas suas demandas. Os sindicatos devem lutar por uma Constituinte baseada no sufrágio popular, onde se elejam deputados para discutir essa nova constituição, distinta da constituição de 1988 tutelada pelos militares da ditadura, e que se imponha a revogabilidade de todos os mandatos para evitar a traição do mandato popular. Os metroviários e todos os trabalhadores do país não podem esperar passivamente que os patrões e a justiça resolvam esta crise política em prol de seus interesses.

Os metroviários devem dizer NÃO à hora extra no próximo domingo (13/03/2016), dando uma resposta política ao governo do Estado, para mostrar à Alckmin que não serão apoiadores desta manobra de hora extra pra dar melhores condições de transporte aos manifestantes da direita, e que não aceitarão os ataques que estão sendo feitos à categoria, que o governo quer impor nas costas dos trabalhadores para que estes paguem pela crise, seja estes dos tucanos a nível estadual, ou dos petistas a nível federal.

Fonte da Notícia: Esquerda Diário
Créditos da Imagem Reservados ao Autor
Em carta endereçada à metroviários pedindo "compreensão" dos mesmo para enfrentar a crise pela qual diz passar as contas públicas do Estado de São Paulo, além de ataques que atingem diretamente o bolso dos metroviários, como o parcelamento da Participação de Resultados (PR) e suspensão de férias neste primeiro semestre de 2016, o Metrô também cortou a possibilidade de pagamento de hora extra dos metroviários desde o mês de janeiro... Com exceção do próximo domingo (dia 13), do qual será realizado uma manifestação organizada pela direita pró-impeachment chamada pelo grupo "Vem pra Rua", às 15h30, na Avenida Paulista. Neste dia, numa ação desesperada do governador Alckmin, estará liberada oficialmente pelo Metrô a realização da hora extra para os funcionários da operação do Metrô, para "melhor atender" os manifestantes da direita, majoritariamente eleitores do PSDB.
Estes ataques implementados aos metroviários desde janeiro, em nome da crise, vem sendo o não pagamento dos 100% na hora extra, substituindo isso, na prática, por uma espécie de banco de horas, para dar conta do quadro extremamente defasado do cotidiano do Metrô. Entretanto, para colaborar com a manifestação que interessa o Governo Alckmin e o PSDB nacionalmente, o Metrô abriu uma exceção a esse ataque no próximo domingo, e está convocando a categoria a realizar hora extra em todas as estações, para fantasiar um Metrô que só é real nos dias de palanque para o governador. Para o trabalhador de segunda a sexta, deixar uma bilheteria aberta e uma pessoa somente na catraca "é suficiente", diferente do teatro que será armado nesse final de semana.
A manifestação agendada para o domingo que vem, está sendo chamada pelas redes sociais e até mesmo o conhecido Newton Ishii, o "Japonês" da Polícia Federal, que está sempre posicionado quando as câmeras registram os presos da Lava Jato entrando nos carros, está fazendo um chamado à tal manifestação no facebook. Nada mais oportuno para o governador Geraldo Alckmin o fato de beneficiar àqueles que querem a queda da presidente e o afundamento do PT a partir das denúncias da Lava Jato com um Metrô pra "inglês ver", muito diferente da realidade cotidiana dos trabalhadores que utilizam o transporte nos horários de pico durante a semana no Metrô.
Este mesmo governador que pede "compreensão" dos trabalhadores perante à situação de crise, e que joga os custos do ajuste fiscal nas costas dos trabalhadores, agora usa os metroviários para se beneficiar politicamente, e esta não é a primeira vez. Em meio às manifestações de junho de 2013, quando a juventude foi às ruas por melhores condições de vida, a direita que saiu às ruas pelo "Fora Dilma", organizada pela oposição, e também realizou algumas manifestações, e em certas ocasiões os metroviários foram obrigados pela chefia a simplesmente liberar as catracas para estes manifestantes da direita.
Acontecimento este muito diferente do que foi visto em janeiro deste ano, quando após uma manifestação contra o exorbitante aumento das passagens dos transportes ordenado por Alckmin, o Metrô fechou as estações da Avenida Paulista e, ao invés de liberar as catracas para evitar o tumulto e enfrentamento entre usuários e trabalhadores, a empresa forçou os metroviários a confrontar-se com os manifestantes.
Aqueles que hoje fazem um chamado ao ato pró-impeachment contra a presidente Dilma, pedem a prisão do Lula e aplaudem a Lava Jato de Moro, são os mesmos que roubam merendas de crianças nas escolas públicas estaduais geridas pelo PSDB, roubam o dinheiro da população desviando dinheiro de trens superfaturados comprados para o Metrô de SP e posam de "honestos" para a população; ou os mesmos da dita "justiça imparcial", que faz chamado para manifestações da direita. Os metroviários não podem aceitar essa situação!
A política de ajustes fiscais que vem sendo feita, e que hoje ataca a categoria metroviária, passa desde a esfera estadual com os ajustes de Alckmin, até a federal, com os de Dilma. Os ajustes e a corrupção escancarada do petismo no último período, mais abertamente denunciada a partir das denúncias de desvio de dinheiro da Petrobras a partir da Lava Jato, mostra pra população a real faceta destes partidos que em nada estão preocupados em garantir melhores condições pra os trabalhadores, a juventude e o povo pobre.
Acreditar que manifestações como a de domingo, o impeachment, Sergio Moro, a Globo ou PSDB podem apresentar uma transformação no país é uma ilusão a qual não compartilhamos. A única resposta para combater Dilma e o PT, que durante anos fomentou a criação dessa direita conservadora no parlamento, e enriqueceu junto com a corrupção, será através de uma mobilização nacional contra os ajustes, as demissões e a corrupção, lutando para colocar de pé, em base uma luta independente, a construção de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para debater os principais problemas do país, os quais só podem ser resolvidos com os trabalhadores a frente lutando pelas suas demandas. Os sindicatos devem lutar por uma Constituinte baseada no sufrágio popular, onde se elejam deputados para discutir essa nova constituição, distinta da constituição de 1988 tutelada pelos militares da ditadura, e que se imponha a revogabilidade de todos os mandatos para evitar a traição do mandato popular. Os metroviários e todos os trabalhadores do país não podem esperar passivamente que os patrões e a justiça resolvam esta crise política em prol de seus interesses.
Os metroviários devem dizer NÃO à hora extra no próximo domingo, dando uma resposta política ao governo do Estado, para mostrar à Alckmin que não serão apoiadores desta manobra de hora extra pra dar melhores condições de transporte aos manifestantes da direita, e que não aceitarão os ataques que estão sendo feitos à categoria, que o governo quer impor nas costas dos trabalhadores para que estes paguem pela crise, seja estes dos tucanos a nível estadual, ou dos petistas a nível federal.
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Estes ataques implementados aos metroviários desde janeiro, em nome da crise, vem sendo o não pagamento dos 100% na hora extra, substituindo isso, na prática, por uma espécie de banco de horas, para dar conta do quadro extremamente defasado do cotidiano do Metrô. Entretanto, para colaborar com a manifestação que interessa o Governo Alckmin e o PSDB nacionalmente, o Metrô abriu uma exceção a esse ataque no próximo domingo, e está convocando a categoria a realizar hora extra em todas as estações, para fantasiar um Metrô que só é real nos dias de palanque para o governador. Para o trabalhador de segunda a sexta, deixar uma bilheteria aberta e uma pessoa somente na catraca "é suficiente", diferente do teatro que será armado nesse final de semana.
A manifestação agendada para o domingo que vem, está sendo chamada pelas redes sociais e até mesmo o conhecido Newton Ishii, o "Japonês" da Polícia Federal, que está sempre posicionado quando as câmeras registram os presos da Lava Jato entrando nos carros, está fazendo um chamado à tal manifestação no facebook. Nada mais oportuno para o governador Geraldo Alckmin o fato de beneficiar àqueles que querem a queda da presidente e o afundamento do PT a partir das denúncias da Lava Jato com um Metrô pra "inglês ver", muito diferente da realidade cotidiana dos trabalhadores que utilizam o transporte nos horários de pico durante a semana no Metrô.
Este mesmo governador que pede "compreensão" dos trabalhadores perante à situação de crise, e que joga os custos do ajuste fiscal nas costas dos trabalhadores, agora usa os metroviários para se beneficiar politicamente, e esta não é a primeira vez. Em meio às manifestações de junho de 2013, quando a juventude foi às ruas por melhores condições de vida, a direita que saiu às ruas pelo "Fora Dilma", organizada pela oposição, e também realizou algumas manifestações, e em certas ocasiões os metroviários foram obrigados pela chefia a simplesmente liberar as catracas para estes manifestantes da direita.
Acontecimento este muito diferente do que foi visto em janeiro deste ano, quando após uma manifestação contra o exorbitante aumento das passagens dos transportes ordenado por Alckmin, o Metrô fechou as estações da Avenida Paulista e, ao invés de liberar as catracas para evitar o tumulto e enfrentamento entre usuários e trabalhadores, a empresa forçou os metroviários a confrontar-se com os manifestantes.
Aqueles que hoje fazem um chamado ao ato pró-impeachment contra a presidente Dilma, pedem a prisão do Lula e aplaudem a Lava Jato de Moro, são os mesmos que roubam merendas de crianças nas escolas públicas estaduais geridas pelo PSDB, roubam o dinheiro da população desviando dinheiro de trens superfaturados comprados para o Metrô de SP e posam de "honestos" para a população; ou os mesmos da dita "justiça imparcial", que faz chamado para manifestações da direita. Os metroviários não podem aceitar essa situação!
A política de ajustes fiscais que vem sendo feita, e que hoje ataca a categoria metroviária, passa desde a esfera estadual com os ajustes de Alckmin, até a federal, com os de Dilma. Os ajustes e a corrupção escancarada do petismo no último período, mais abertamente denunciada a partir das denúncias de desvio de dinheiro da Petrobras a partir da Lava Jato, mostra pra população a real faceta destes partidos que em nada estão preocupados em garantir melhores condições pra os trabalhadores, a juventude e o povo pobre.
Acreditar que manifestações como a de domingo, o impeachment, Sergio Moro, a Globo ou PSDB podem apresentar uma transformação no país é uma ilusão a qual não compartilhamos. A única resposta para combater Dilma e o PT, que durante anos fomentou a criação dessa direita conservadora no parlamento, e enriqueceu junto com a corrupção, será através de uma mobilização nacional contra os ajustes, as demissões e a corrupção, lutando para colocar de pé, em base uma luta independente, a construção de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para debater os principais problemas do país, os quais só podem ser resolvidos com os trabalhadores a frente lutando pelas suas demandas. Os sindicatos devem lutar por uma Constituinte baseada no sufrágio popular, onde se elejam deputados para discutir essa nova constituição, distinta da constituição de 1988 tutelada pelos militares da ditadura, e que se imponha a revogabilidade de todos os mandatos para evitar a traição do mandato popular. Os metroviários e todos os trabalhadores do país não podem esperar passivamente que os patrões e a justiça resolvam esta crise política em prol de seus interesses.
Os metroviários devem dizer NÃO à hora extra no próximo domingo, dando uma resposta política ao governo do Estado, para mostrar à Alckmin que não serão apoiadores desta manobra de hora extra pra dar melhores condições de transporte aos manifestantes da direita, e que não aceitarão os ataques que estão sendo feitos à categoria, que o governo quer impor nas costas dos trabalhadores para que estes paguem pela crise, seja estes dos tucanos a nível estadual, ou dos petistas a nível federal.
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Estes ataques implementados aos metroviários desde janeiro, em nome da crise, vem sendo o não pagamento dos 100% na hora extra, substituindo isso, na prática, por uma espécie de banco de horas, para dar conta do quadro extremamente defasado do cotidiano do Metrô. Entretanto, para colaborar com a manifestação que interessa o Governo Alckmin e o PSDB nacionalmente, o Metrô abriu uma exceção a esse ataque no próximo domingo, e está convocando a categoria a realizar hora extra em todas as estações, para fantasiar um Metrô que só é real nos dias de palanque para o governador. Para o trabalhador de segunda a sexta, deixar uma bilheteria aberta e uma pessoa somente na catraca "é suficiente", diferente do teatro que será armado nesse final de semana.
A manifestação agendada para o domingo que vem, está sendo chamada pelas redes sociais e até mesmo o conhecido Newton Ishii, o "Japonês" da Polícia Federal, que está sempre posicionado quando as câmeras registram os presos da Lava Jato entrando nos carros, está fazendo um chamado à tal manifestação no facebook. Nada mais oportuno para o governador Geraldo Alckmin o fato de beneficiar àqueles que querem a queda da presidente e o afundamento do PT a partir das denúncias da Lava Jato com um Metrô pra "inglês ver", muito diferente da realidade cotidiana dos trabalhadores que utilizam o transporte nos horários de pico durante a semana no Metrô.
Este mesmo governador que pede "compreensão" dos trabalhadores perante à situação de crise, e que joga os custos do ajuste fiscal nas costas dos trabalhadores, agora usa os metroviários para se beneficiar politicamente, e esta não é a primeira vez. Em meio às manifestações de junho de 2013, quando a juventude foi às ruas por melhores condições de vida, a direita que saiu às ruas pelo "Fora Dilma", organizada pela oposição, e também realizou algumas manifestações, e em certas ocasiões os metroviários foram obrigados pela chefia a simplesmente liberar as catracas para estes manifestantes da direita.
Acontecimento este muito diferente do que foi visto em janeiro deste ano, quando após uma manifestação contra o exorbitante aumento das passagens dos transportes ordenado por Alckmin, o Metrô fechou as estações da Avenida Paulista e, ao invés de liberar as catracas para evitar o tumulto e enfrentamento entre usuários e trabalhadores, a empresa forçou os metroviários a confrontar-se com os manifestantes.
Aqueles que hoje fazem um chamado ao ato pró-impeachment contra a presidente Dilma, pedem a prisão do Lula e aplaudem a Lava Jato de Moro, são os mesmos que roubam merendas de crianças nas escolas públicas estaduais geridas pelo PSDB, roubam o dinheiro da população desviando dinheiro de trens superfaturados comprados para o Metrô de SP e posam de "honestos" para a população; ou os mesmos da dita "justiça imparcial", que faz chamado para manifestações da direita. Os metroviários não podem aceitar essa situação!
A política de ajustes fiscais que vem sendo feita, e que hoje ataca a categoria metroviária, passa desde a esfera estadual com os ajustes de Alckmin, até a federal, com os de Dilma. Os ajustes e a corrupção escancarada do petismo no último período, mais abertamente denunciada a partir das denúncias de desvio de dinheiro da Petrobras a partir da Lava Jato, mostra pra população a real faceta destes partidos que em nada estão preocupados em garantir melhores condições pra os trabalhadores, a juventude e o povo pobre.
Acreditar que manifestações como a de domingo, o impeachment, Sergio Moro, a Globo ou PSDB podem apresentar uma transformação no país é uma ilusão a qual não compartilhamos. A única resposta para combater Dilma e o PT, que durante anos fomentou a criação dessa direita conservadora no parlamento, e enriqueceu junto com a corrupção, será através de uma mobilização nacional contra os ajustes, as demissões e a corrupção, lutando para colocar de pé, em base uma luta independente, a construção de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana para debater os principais problemas do país, os quais só podem ser resolvidos com os trabalhadores a frente lutando pelas suas demandas. Os sindicatos devem lutar por uma Constituinte baseada no sufrágio popular, onde se elejam deputados para discutir essa nova constituição, distinta da constituição de 1988 tutelada pelos militares da ditadura, e que se imponha a revogabilidade de todos os mandatos para evitar a traição do mandato popular. Os metroviários e todos os trabalhadores do país não podem esperar passivamente que os patrões e a justiça resolvam esta crise política em prol de seus interesses.
Os metroviários devem dizer NÃO à hora extra no próximo domingo, dando uma resposta política ao governo do Estado, para mostrar à Alckmin que não serão apoiadores desta manobra de hora extra pra dar melhores condições de transporte aos manifestantes da direita, e que não aceitarão os ataques que estão sendo feitos à categoria, que o governo quer impor nas costas dos trabalhadores para que estes paguem pela crise, seja estes dos tucanos a nível estadual, ou dos petistas a nível federal.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Número de pessoas que reprovam nova tarifa do transporte público de São Paulo aumenta

Polícia dispara bombas de efeito moral durante protesto do Movimento Passe Livre (MPL) na cidade de São Paulo
Imagem de uma das manifestações já ocorridas em 2016
Aumentou o número de moradores da capital paulista que reprovam o valor das tarifas do transporte público na cidade. Segundo a pesquisa do Irbem, divulgada dia 19/01/2016 , 81% dos moradores da cidade de São Paulo avaliaram com notas entre 1 e 5 o preço das passagens da SPTrans, CPTM e Metrô. O levantamento ouviu 1,5 mil pessoas entre 30/11 e 18/12/2015. No levantamento anterior, feito no final de 2014, a desaprovação era de 74%. 

De acordo com a pesquisa Irbem, 17% da população paulistana acha que a qualidade de vida piorou muito e 19%, que piorou um pouco. Na pesquisa anterior, os percentuais para os itens eram 3% e 10%, respectivamente. O percentual dos que acham que a qualidade de vida melhorou muito caiu de 9% para 6%. O número dos que acreditam que melhorou um pouco caiu de 28% para 17%. 

Houve queda em 24 das 25 áreas que compõem o índice. A única que permaneceu estável na comparação com a pesquisa anterior foi a de relações com animais. Os itens relacionados a trabalho, desigualdade social, assistência social e consumo estão entre aqueles cuja avaliação mais piorou.  

Para o coordenador executivo da Rede Nossa São Paulo, organização responsável pelo estudo, Maurício Broinizi, os resultados foram influenciados pelo contexto de crise econômica e política. “As perguntas mais genéricas estão refletindo o contexto histórico que nós estamos vivendo, de muito pessimismo, e a crise econômica, que interfere muito no bem-estar das pessoas”, disse Broinizi após a apresentação da pesquisa. 

Segundo Broinizi, as perguntas objetivas sobre serviços públicos tiveram variação muito menor e até melhora de avaliação, em alguns itens. “Quando comparamos com as avaliações que os paulistanos fazem ponto a ponto dos serviços e equipamentos públicos, as variações são muito pequenas”, afirmou. 

Poder Público 
 
As avaliações relacionadas à atuação do Poder Público tiveram queda significativa. Apenas 5% dos moradores de São Paulo consideram ótimas ou boas as ações da Câmara Municipal. Para 71% dos entrevistados, o trabalho dos vereadores é ruim ou péssimo. No levantamento anterior, o índice de aprovação do Legislativo municipal era de 10%. 

Quanto à administração do Prefeito Fernando Haddad, caiu de 15% para 13% o percentual dos que avaliam o governo como ótimo ou bom e de 45% para 31%, o dos que consideram regular. Os que acham a administração ruim ou péssima passaram de 40% para 56%.

Fonte da Notícia: Portal Terra 
Imagem de André Lucas Almeida

Manifestação termina com tumulto na Estação Anhangabaú ontem (28/01/2016)

Homem chuta portão do Metrô Anhangabaú na noite desta quinta-feira  (Foto: Fabio Tito/G1)
Vandalismo na Estação Anhangabaú ontem devido as manifestações
Manifestantes fizeram ontem (28/01/2016) o sétimo ato contra o reajuste da tarifa de transporte público em São Paulo. O protesto organizado pelo Movimento Passe Livre saiu do Largo do Paissandu e foi até a sede da Prefeitura, no Anhangabaú, no Centro de São Paulo. Um manifestante foi detido pela PM, mas a corporação não informou o motivo.

O ato foi acompanhado pela Polícia Militar e seguiu pacífico até a hora da dispersão, por volta de 20h30. Manifestantes realizaram uma "reunião" e queimaram catracas de papelão colocadas em frente à sede da Prefeitura. Em seguida, a estação Anhangabaú do Metrô foi fechada e um grupo tentou entrar. Seguranças da companhia impediram, fecharam os portões e houve tumulto. Um segurança do Metrô foi ferido com uma pedrada na cabeça.

Policiais militares usaram gás de pimenta, que foi jogado no acesso ao portão do Metrô. Houve tumulto. A assessoria de imprensa do Metrô informou que os seguranças da companhia não utilizam gás de pimenta como recurso de defesa. A PM confirma que um segurança do Metrô foi ferido com uma pedrada na cabeça. Não há informações de manifestantes feridos.

Alguns dos participantes do protesto conseguiram entrar antes do fechamento do acesso à estação. A Polícia Militar se posicionou  em frente aos portões da estação.

Segundo o Metrô, a estação foi fechada por causa de um princípio de tumulto no local. Manifestantes que conseguiram entrar na estação se sentaram em frente aos seguranças usando máscaras.

Alguns passageiros que não puderam entrar na estação questionaram os manifestantes. "Todo mundo trabalha e vocês ficam travando o Metrô", disse um homem. Uma manifestante tentou explicar os motivos do protesto e disse que eram os seguranças que estavam impedindo a entrada. Uma mulher ficou nervosa ao ver a estação fechada, também criticou os manifestantes e chorou.

Seguranças impedem que manifestantes invadam o metrô (Foto: Fabio Tito/G1)
Manifestantes aglomerados na Estação Anhangabaú ontem a noite
Veja com foi o ato, minuto a minuto:
 
17h30: Manifestantes se concentram no Largo do Paissandú;
17h32: PMs se posicionam no entorno do Largo Paissandú;
17h40: PM fecha um dos acessos ao Largo do Paissandú;
17h45: Jovens fazem faixas para a manifestação;
17h47: manifestantes distribuem panfletos chamando a população para uma reunião em frente à Prefeitura às 19h e convidando o prefeito e o governador a participarem;
18h: PM define trajeto do ato: Av. São João, Anhangabaú, Rua Líbero Badaró e Viaduto do Chá;
18h20: PM fecha Rua Conselheiro Crispiniano, no entorno do Largo Paissandú;
18h30: Grupo começa a caminhada;
18h38: Grupo faz jogral anunciando início da caminhada até a Prefeitura de SP;
18h45: Protesto passa pelo Vale do Anhangabaú;
18h52: Grupo sobe a Rua Líbero Badaró;
18h55: Grupo chega ao prédio da Prefeitura de São Paulo;
19h: Manifestantes começam reunião sem a presença de Haddad e Alckmin;
19h02: Lúcio Gregório, ex-secretário de Transportes de SP, participa da reunião;
19h08: Grupo senta em frente ao prédio da Prefeitura de São Paulo;
20h: Manifestante joga combustível sobre catracas de mentira;
20h15: Manifestantes colocam fogo em catracas de madeira e papel;
20h29: Grupo sai da Prefeitura de São Paulo e caminha sentido Metrô Anhangabaú;
20h30: Grupo segue pela Rua Xavier de Toledo;
20h37: PM cerca Metrô Angangabaú;
20h42: PM joga gás de pimenta nos manifestantes que forçam entrada da estação do metrô;
20h49: Metrô Anhangabaú é fechada;
21h30: Passageiros discutem com manifestantes;
21h59: Seguranças autorizam entrada aos poucos de passageiros;
22h26: Segurança do Metrô é ferido na cabeça;
22h31: Funcionários avisam que estação foi fechada e não reabre mais nesta quinta;
23h: Apesar do aviso anterior, Metrô volta a abrir Estação Anhangabaú.

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagens de Fábio Tito

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Chefia do Metrô não libera as catracas e provoca confronto entre metroviários e manifestantes na Estação Consolação em 14/01/2016

Estação Consolação (Linha 2-Verde) depredada na noite de 14/01/2016
Cenas lamentáveis foram vistas depois do encerramento do terceiro ato contra o aumento das passagens em São Paulo na noite de 14/01/2016. O ato iniciado no Teatro Municipal havia transcorrido sem problemas até seu encerramento no Masp, quando os manifestantes que retornavam para suas casas encontraram as estações de metrô da Avenida Paulista fechadas, elevando desnecessariamente o nível de tensão entre manifestantes e metroviários. Na estação Consolação, depois que ela finalmente foi reaberta para o público, alguns manifestantes tentaram pular a catraca e chocaram-se com o corpo de segurança do Metrô. O que se seguiu foi uma ação equivocada, reconhecida como tática “Black Block”, de um setor minoritário dos manifestantes, canalizando sua revolta contra os agentes da segurança do Metrô e trabalhadores terceirizados, que em nenhum momento atuaram para reprimi-los, e estavam sendo expostos de maneira irresponsável pela Empresa, principalmente quando ocorreu a truculenta ação da tropa de choque da PM colocando todos ali presentes em risco.

Certamente a responsabilidade dessa situação recai sobre a direção do Metrô, descumprindo diversas orientações aprovadas nas Cipas da empresa e que respaldam o trabalhador a não cumprir qualquer função que coloque em risco sua integridade física desnecessariamente, descaracterizando o principal caráter da segurança do Metrô que é de prevenir a integridade física dos trabalhadores e da população. Alckmin disse durante a semana que os protestos contra o aumento tinham um caráter “seletivo”, porém o que vimos de “seletivo” na última quinta feira foram estações fechadas para os manifestantes e mais uma vez a repressão da PM, jogando bombas de gás dentro da estação, atitude bastante diferenciada que ocorreu na época dos atos da direita, onde a catraca foi liberada pela empresa a mando do Governo, fato que foi denunciado aqui e em diversos lugares, justamente sob a alegação de evitar tumultos e garantir a integridade dos funcionários.

Essa escolha do Metrô e do Governo do Estado não é gratuita pois Alckmin quer separar os metroviários da luta contra a tarifa e, ao fomentar situações de confronto como a de ontem, consegue gerar inimizade e desconfiança entre metroviários, manifestantes e uma crescente parcela da população que identifica os trabalhadores do Metrô com as forças repressivas do estado, afastando a possibilidade de união dessa poderosa categoria com outras lutas sociais. Atitudes corretas como a participação do Sindicato dos Metroviários na organização dos atos contra o aumento também são dificultadas por situações como essa, diminuindo a voz da categoria como um todo na sociedade.

A irresponsabilidade da Direção do Metrô, a mando do Governador Alckmin, é tamanha que até mesmo a privatizada Linha 4-Amarela, na dispersão do ato que iniciou-se no Largo da Batata e terminou no metrô Butantã não quis danos ao seu patrimônio e liberou a passagem gratuita aos manifestantes, como se pode ver neste vídeo, também com o objetivo de aproveitar para mostrar uma ação diferenciada do sistema estatal. O Metrô de São Paulo insiste nas orientações de enfrentamento com os manifestantes apenas para causar a discórdia e impedir a unidade dos metroviários com a luta contra o aumento, unidade que teria força para derrotar o governo Alckmin e criar um obstáculo maior para seu plano de privatizar o Metrô, como é o caso da ameaçada Linha 5 Lilás.

Contra os protestos, CUT e CTB fazem o jogo da direita! 

Em sintonia com o interesse de de seus respectivos partidos, que compõe o governo de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo, e o governo federal de Dilma, CUT e CTB têm atuado fortemente entre os metroviários para criminalizar o movimento contra o aumento e criar a cisão deste com a categoria, inclusive fazendo coro com um discurso de direita visto nos principais meios de comunicação da imprensa oficial. Esse setor raivoso defende a repressão como método de lidar com qualquer problema com a população, o endurecimento do corpo de segurança com tasers, armas e ações ostensivas e a criminalização de qualquer movimento social, dentro da mais tacanha lógica corporativista, através da ideia que "não podemos nos meter nos problemas dos outros".

As centrais governistas se apoiam nesse na esperança talvez de conseguir uma nova base para atuar na categoria e que reverta o quadro de lenta e contínua decadência da sua influência entre os metroviários. Dessa forma, vão repetindo o script que vimos o PT e o PCdoB seguirem em diversos lugares, onde alimentam um setor conservador na defesa de seus interesses mais imediatos e criam futuros adversários, como fizeram no governo federal ao apoiar-se nas bancadas ruralista e evangélicas para governar e depois passou a chama-los de "onda conservadora" quando estes começaram a defender seus próprios interesses.

A CUT e a CTB aproveitam-se oportunisticamente do legítimo medo que a maior parte dos metroviários sente de se ver em uma situação de conflito como a que ocorreu ontem e jogam esse sentimento contra a população e os manifestantes para proteger os interesses dos seus partidos e das empresas de ônibus ansiosas por aumentarem ainda mais seus lucros convenientemente protegidos pelo prefeito que dizem ser "progressista".

O que fazer para superar a distância que existe entre metroviários e a população?

Não concordamos com as atitudes de alguns dos manifestantes que atacaram os metroviários de forma irresponsável, ameaçando a integridade física dos funcionários e dos outros usuários e fornecendo o “espantalho” que o Metrô e a mídia precisam para afastar os metroviários da luta. Assim como já foi feito diversas vezes em eventos e protestos que envolvem um número grande de manifestantes em espaços pequenos como das Estações, e assim como ocorreu no mesmo dia na Linha 4-Amarela, o que deveria ter sido feito para preservar a integridade física dos trabalhadores seria a liberação de catraca, porém essa ação por parte da empresa está provada que só será feita por ela quando convir com os interesses “seletivos” do Governador.

Chamamos o Sindicato dos Metroviários a ter maior protagonismo nessa luta e, junto a cipistas, delegados sindicais e ativistas da categoria, coordene a dispersão dos atos, acompanhando a entrada nas estações de Metrô, evitando o confronto entre manifestantes e trabalhadores, e lutando pela aliança dos metroviários com a população. Também já passou da hora de o Sindicato fazer uma ampla campanha para que os metroviários, principalmente os Agentes da Segurança que são os mais expostos, não atuem em protestos e manifestações, os respaldando através das resoluções das CIPAS em caso de risco, combatendo o assédio das chefias e conscientizando acerca da necessidade de aliança com os setores populares em luta. É necessário utilizar a mídia do sindicato para isso, para além da indispensável presença mais constante nas bases, lançando matérias no Plataforma, em Bilhetes, no site e até mesmo uma cartilha de prevenção de conflitos. A partir disso, estaremos construindo uma forte base dentro e fora da categoria, para que possamos seguir o exemplo de metroviários da Argentina, que em suas lutas, e quando há lutas do conjunto da população, sempre são protagonistas em liberar as catracas, para fortalecer ainda mais as mobilizações contra os ataques dos governos e patrões.

Fonte da Notícia: Esquerda Diário
Imagem de Glauco Araújo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Uma pessoa segue detida após vandalismo na manifestação de ontem (14/01/2016)

Vidro quebrado na estação Consolação (Foto: Reprodução Twitter @pmesp)
Estação Consolação (Linha 2-Verde) vandalizada ontem (14/01/2016)
Sete pessoas das oito detidas após protesto contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo foram liberadas entre a madrugada e a manhã de hoje (15/01/2016).

O homem que segue detido deve responder por dano ao patrimônio da Estação Consolação do Metrô e não teve fiança arbitrada porque, segundo o Bom Dia São Paulo, o caso era mais grave e sua pena deve ser maior do que quatro anos.

Um dos detidos, que também responde por dano ao patrimônio, pagou fiança de um salário e foi liberado no fim da manhã desta sexta do 78º Distrito Policial, nos Jardins.

Segundo reportagem da CBN, uma repórter da rádio foi ferida por um tiro de bala de borracha. A SSP informou, por meio de nota, que "solicita o comparecimento da repórter para o registro da ocorrência, com os detalhes de horário e local, que possibilitem os dados necessários para a devida apuração e responsabilização".

Ontem (14/01/2016), os manifestantes convocados pelo Movimento Passe Livre realizaram o 3º ato do ano contra o aumento das tarifas. A concentração aconteceu em dois pontos da cidade: na região central, junto ao Theatro Municipal, e na Zona Oeste, no Largo da Batata, em Pinheiros.

A tarifa de ônibus, trens e metrô subiu de R$ 3,50 para R$ 3,80 no sábado (09/01/2016). Desde a semana passada, o MPL faz atos contra o reajuste.

O movimento divulgou durante a tarde os dois trajetos que foram seguidos nesta quinta-feira. Um grupo caminhou do Largo da Batata até a Estação Butantã do Metrô e outro andou do Theatro Municipal até a Avenida Paulista.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública criticou a proximidade entre a divulgação das rotas e a realização da manifestação, mas assegurou que iria "providenciar a segurança no trajeto das duas manifestações para garantir a tranquilidade da população paulistana".

No fim do ato, depois que o grupo que seguiu até o Masp se dispersou, alguns manifestantes quebraram vidros da Estação Consolação e abriram o acesso ao metrô, que estava fechado. Algumas pessoas tentaram pular as catracas e um jovem lançou um rojão dentro da estação. Houve correria e quem estava lá dentro saiu pelo outro acesso. A PM lançou uma bomba de efeito moral na Paulista para dispersar quem estava perto da estação.

Um dos detidos, segundo a PM, foi o homem que jogou um rojão dentro do Metrô.

Veja como foi a manifestação, minuto a minuto:
- 16h45: PMs revistam quem chega aos dois pontos de concentração
- 17h: começa concentração no Largo da Batata e no Theatro Municipal
- 17h40: Policiais formam cordão de isolamento na Rua Coronel Xavier de Toledo
- 18h10: PM aprovou o trajeto do Largo da Batata
- 18h15: Polícia aprovou também a rota do Theatro Municipal
- 18h40: Depois de um jogral, o grupo começa a caminhar no Centro
- 18h43: Manifestantes deixam o Largo da Batata
- 18h50: Secretário da Segurança olha passeata da janela de prédio
- 19h15: Manifestante picha "3,80 não" na porta de loja no Centro
- 19h33: Barulho de bomba é ouvido, mas ato segue pacífico
- 20h06: Manifestantes da Zona Oeste passam pela Ponte Cidade Universitária
- 20h08: Grupo que caminhou pelo Centro chega à Avenida Paulista
- 20h26: Manifestantes chegam ao Masp
- 20h30: Grupo que caminhou pela Zona Oeste chega à Av. Vital Brasil
- 20h40: Grupo da Região Central deixa o vão do Masp e segue pela Av. Paulista
- 20h43: Manifestantes da Zona Oeste chegam à Estação Butantã do Metrô
- 20h48: Grupo quebra vidros da estação Consolação do Metrô, no Centro
- 20h50: Manifestantes no Centro forçam entrada na estação Consolação
- 20h52: Grupo é forçado a sair da Estação Consolação; parte fica fechada no local
- 21h08: PM dispara bomba de gás lacrimogêneo na Av. Paulista
- 21h10: Acaba ato na Zona Oeste. PM libera aos poucos a entrada da Estação Butantã
- 21h15: Três são detidos pela PM próximo à Estação Consolação, no Centro
- 21h33: Catracas da Estação Butantã são liberadas após grupo ficar cerca de 30 minutos sentado em frente aos acessos
- 21h35: PM confirma que são oito os detidos durante a manifestação
- 21h45: Metrô libera acessos à Estação Consolação, na Paulista
- 22h03: Polícia dispersa manifestantes da região da Marginal Pinheiros

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem: Veja São Paulo

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Amanhã (08/01/2016) terá manifestação contra o reajuste do Transporte Público de SP

Integrantes do Movimento Passe Livre carregam bandeira contra catracas em protesto na Avenida Paulista, em São Paulo
Manifestação contra o reajuste da tarifa em Janeiro de 2015
O Movimento Passe Livre marcou um protesto amanhã (08/01/2016), na véspera do aumento da tarifa da SPTrans, Metrô e CPTM para R$ 3,80, anunciada no final de 2015

A informação foi confirmada pela militante do grupo, Luíze Tavares. O local, horário e trajeto ainda serão definidos. O Movimento diz que o ato do dia 8 é apenas o primeiro.

"O MPL encara o aumento de forma bem combatente. Nem nós nem as pessoas vão ficar à mercê. Porque as pessoas sentem no bolso e estão bem incomodadas. Vamos bater de frente com o aumento", disse Luíze.

Os bilhetes unitários, atualmente em R$ 3,50, vão passar para R$ 3,80 a partir do dia 09/01/2016.

O reajuste será de 8,6% e vai ficar abaixo da inflação, já que a previsão do IPCA é de 10,72%. Com o aumento, as tarifas de integração devem subir de R$ 5,45 para R$ 5,92.

De acordo com a militante, o MPL vai às ruas contra o aumento da tarifa e em defesa da principal bandeira do grupo, a tarifa zero.

"Transporte tem que ser tratado como direito social. Como a gente pode falar que uma educação e uma saúde são públicas se a gente paga R$3,50, e agora R$ 3,80, para chegar a esses lugares?", questionou.

Estudantes secundaristas que ocuparam escolas contra a reorganização proposta por Alckmin manifestaram apoio ao MPL e vão participar do protesto. É o caso da Escola Estadual Fernão Dias, em Pinheiros, que já se mobiliza para ir às ruas.

"O preço da tarifa do transporte público está sempre na agenda dos estudantes. Não podemos ter uma educação de qualidade sem ter a liberdade de ir e vir. Para ir ao cinema, teatro, museu ficamos emperrados por uma catraca. Então, essa luta é nossa, sim", disse o estudante do 3º ano, Heudes Cássio Oliveira, de 18 anos.

Nas redes sociais, o coletivo "Mal Educado", criado pelos secundaristas durante as ocupações, informou que o aumento é "mais um golpe contra estudantes e trabalhadores" e que "2016 é ano de luta". Já o Movimento Luta do Transporte no Extremo Sul publicou nota afirmando que "3,80 o trabalhador não aguenta".

O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior, disse que o aumento dificulta o acesso da população, já "prejudicada com a crise econômica". 

"O que os governos fizeram foi uma maldade nesse fim de ano com a população, anunciando o aumento da passagem, quando poderiam estar discutindo a redução para ajudar as pessoas", afirmou.

Segundo Júnior, o Sindicato vai se mobilizar com o MPL contra o aumento. "Vamos discutir com os advogados todas as medidas possíveis e cabíveis para entrar na Justiça contra o reajuste. A nossa intenção é que o governo volte atrás", disse.

Representantes do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano não foram localizados pela reportagem.

Fonte da Notícia: Revista Exame
Imagem: Revista Exame

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Primeira manifestação contra o reajuste do Transporte Público está marcada para dia 08/01/2016

Protesto contra a tarifa
Manifestações contra o reajuste no transporte público em Jan/2015
O Movimento Passe Livre marcou um protesto em 08/01/2016, na véspera do aumento da tarifa de ônibus, metrô e trem para R$ 3,80, anunciada ontem, 30/12/2015. A informação foi confirmada pela militante do grupo, Luíze Tavares. O local, horário e trajeto ainda serão definidos. O Movimento diz que o ato do dia 08/01/2016 é apenas o primeiro.

"O MPL encara o aumento de forma bem combatente. Nem nós nem as pessoas vão ficar à mercê. Porque as pessoas sentem no bolso e estão bem incomodadas. Vamos bater de frente com o aumento", disse Luíze.

Os bilhetes unitários, atualmente em R$ 3,50, vão passar para R$ 3,80 a partir do dia 09/01/2016. O reajuste será de 8,6% e vai ficar abaixo da inflação, já que a previsão do IPCA é de 10,72%. Com o aumento, as tarifas de integração devem subir de R$ 5,45 para R$ 5,92.

De acordo com a militante, o MPL vai às ruas contra o aumento da tarifa e em defesa da principal bandeira do grupo, a tarifa zero. "Transporte tem que ser tratado como direito social. Como a gente pode falar que uma educação e uma saúde são públicas se a gente paga R$3,50, e agora R$ 3,80, para chegar a esses lugares?", questionou.

Estudantes secundaristas que ocuparam escolas contra a reorganização proposta por Alckmin manifestaram apoio ao MPL e vão participar do protesto. É o caso da Escola Estadual Fernão Dias, em Pinheiros, que já se mobiliza para ir às ruas. 

Alckmin culpa preço da energia pelo aumento na tarifa de transporte

"O preço da tarifa do transporte público está sempre na agenda dos estudantes. Não podemos ter uma educação de qualidade sem ter a liberdade de ir e vir. Para ir ao cinema, teatro, museu ficamos emperrados por uma catraca. Então, essa luta é nossa, sim", disse o estudante do 3º ano, Heudes Cássio Oliveira, de 18 anos.

Nas redes sociais, o coletivo "Mal Educado", criado pelos secundaristas durante as ocupações, informou que o aumento é "mais um golpe contra estudantes e trabalhadores" e que "2016 é ano de luta". Já o Movimento Luta do Transporte no Extremo Sul publicou nota afirmando que "3,80 o trabalhador não aguenta".

O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior, disse que o aumento dificulta o acesso da população, já "prejudicada com a crise econômica". "O que os governos fizeram foi uma maldade nesse fim de ano com a população, anunciando o aumento da passagem, quando poderiam estar discutindo a redução para ajudar as pessoas", afirmou.

Preços das tarifas de ônibus, trem e metrô subirão em São Paulo

Segundo Júnior, o Sindicato vai se mobilizar com o MPL contra o aumento. "Vamos discutir com os advogados todas as medidas possíveis e cabíveis para entrar na Justiça contra o reajuste. A nossa intenção é que o governo volte atrás", disse.

Representantes do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano não foram localizados pela reportagem.

Fonte da Notícia e Imagem: Veja SP

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Grupo protesta contra abusos sexuais na Estação Palmeiras-Barra Funda

Affonso Lobo, de 40 anos, foi um dos poucos homens a participar do ato (Foto: Anne Barbosa/G1)
Homem participa de protesto contra abuso sexual no Metrô
Um grupo protestou contra abuso sexual nos transportes públicos no início da noite de ontem (05/10/2015), na Estação Palmeiras-Barra Funda da Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo. Os manifestantes protestaram com faixas, cartazes e alto-falantes.

O grupo reivindica apoio às vítimas e mais seguranças mulheres treinadas para lidar com casos de violência. Eles também pedem a instalação de uma delegacia especializada da mulher em uma estação do Metrô na região central da cidade e a divulgação do número real de abusos.

Presente no protesto, Julia Chandelier, de 18 anos, disse que já foi assediada, mas não chegou a denunciar o caso. "Ainda não há uma ação efetiva após a denúncia. A gente não se sente segura. Mas, esse tipo de crime não pode ficar impune."

Affonso Lobo, de 40 anos, foi um dos poucos homens a participar do ato. "O protagonismo tem de ser das mulheres, mesmo. Eu não sinto isso na pele. Mas, eu acho importante estar nessa luta, porque eu tenho mãe, irmã e amigas."

Essa é a segunda manifestação contra abuso sexual no transporte público organizada pelos coletivos feministas na cidade de São Paulo. Em 31/08/2015, o grupo se reuniu na estação República, na Linha 3-Vermelha, onde uma funcionária foi estuprada dentro de um guichê de recarga do Bilhete Único, em Abril de 2015.

No começo de Abril de 2015, o Metrô lançou a campanha “Você não está sozinha” contra o assédio sexual e divulgou um número de celular para os usuários poderem fazer denúncias. Em 24/09/2015 foi a vez da CPTM, que também lançou uma campanha contra abuso sexual nos trens. A ação conta com ajuda de 12 blogueiros para incentivar as denúncias.

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem de Anne Barbosa