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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Em 2017, Metrô terá o menor investimento desde 2012

O Governo do Estado de São Paulo vai investir 14% menos no metrô em 2017 do que era previsto em relação a todo este ano de 2016.
O número faz parte da proposta de orçamento enviada pelo governador Geraldo Alckmin à  Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Em 2016, a previsão orçamentária reservava R$ 3,89 bilhões para o Metrô. Para 2017, esta previsão será de R$ 2,9 bilhões.
A queda de orçamento reflete a crise econômica, diminuição da arrecadação e a redução do ritmo de obras. Será o menor nível de investimento no metrô desde 2011.
Um dos exemplos é a Linha 6-Laranja, que devem atrasar, sendo concluídas apenas em 2018. Prevista para ligar Brasilândia, na zona norte de São Paulo, à Estação São Joaquim, da Linha 1-Azul do Metrô, em 2016, a Linha 6-Laranja teve previsão orçamentária de R$ 1,2 bilhão. Já para 2017, esta linha terá somente R$ 259 milhões à disposição.  Boa parte das verbas deste ano foi empenhada porque uma das etapas mais caras para a obra, as desapropriações, foi concluída.  Desde o mês passado, entretanto, as intervenções estão paradas porque o consórcio responsável pelo projeto, por meio de uma Parceria Público-Privada, ainda não conseguiu financiamento para dar andamento ao serviços.
Atrasos nas Linhas 4 Amarela, 15-Prata e 17-Ouro também influenciam na execução do Orçamento. As Linhas 15-Prata e 17-Ouro não são de Metrô e sim, de Monotrilho, modal diferente, com menor capacidade, mas têm custo elevado de implantação e que pertencem à Companhia do Metropolitano.
Já para compra de trens novos, a previsão orçamentária do governo Alckmin é de redução de 25%. Os recursos vêm de entidades como o Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento-Bird. Em 2016, o orçamento era de R$ 1,37 bilhão e, para 2017, será de R$ 1,01 bilhão.
Mais investimentos em Modernização
Se o orçamento reserva menos recursos para ampliação das linhas e compra de mais trens em 2017, de acordo com a previsão enviada por Alckmin, a modernização das linhas em operação devem ter mais recursos. As Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, devem receber R$ 210 milhões para obras e outras melhorias –  valor 27% maior que o reservado para 2016.
Fonte da notícia: Diário do Transporte.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

R$ 100,9 Milhões são economizados nos últimos 10 anos graças a operação do Metrô

O uso do Metrô proporcionou uma economia de R$ 100,9 bilhões para a cidade de São Paulo no período 2005-2015, aponta o “Relatório de Sustentabilidade do Metrô – 2015”. O cálculo do “Balanço Social” decorrente da operação metroviária leva em conta a diminuição no tempo de viagens, redução na emissão de poluentes, menor consumo de combustível por ônibus e automóveis e redução de custo com acidentes de trânsito. 

Apenas em 2015, essa economia foi de R$ 11,4 bilhões. A redução no tempo de viagem continua sendo o benefício social mais importante, representando 66% do total. Além do ganho financeiro, essa economia de tempo proporciona mais qualidade de vida, com 1 milhão de horas que podem ser utilizadas com a família, lazer ou estudos. Os dados de 2015 revelam ainda 19 mil acidentes evitados, além da redução da emissão de poluentes e redução de consumo de combustíveis. 

Redução de emissões
  
O “Balanço Social” de 2015 revela que o uso do Metrô evitou que mais de 830 mil toneladas de emissões de gases de efeito estufa fossem para a atmosfera e 448,3 milhões de litros de combustíveis fossem consumidos. Comparado com outros modais, o Metrô, para transportar um passageiro pela distância de um quilômetro, em média, emite 17 vezes menos GEE que os automóveis à gasolina e 12,5 vezes menos que a emissão dos ônibus urbanos. 

Sobre o Relatório de Sustentabilidade 

O Relatório de Sustentabilidade abrange todas as áreas operacionais e administrativas da Companhia do Metrô, exceto a Linha 4-Amarela, operada pela empresa ViaQuatro. 

Fonte da Notícia: Metrô

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Metrô corta investimentos devido à crise econômica.

Um levantamento feito pela “Folha da São Paulo” aponta queda em investimentos na malha metroviária e na operação. O repórter usou como base informações de execução orçamentária, onde é constatada uma redução nos últimos dois anos.
Na comparação entre o 1º Semestre de 2016 e 2014, o jornal da conta de que a redução em investimentos para manter as quatro linhas foi na ordem de 60%. Já na manutenção e modernização de trens e equipamentos, a retração foi 72% e de 33% no total destinado às obras de expansão da malha metroviária.
Em tom elevado de critica, o sindicato dos metroviários afirma que “é uma política de sucateamento para justificar a privatização das linhas”.
Já a companhia contesta os dados apresentados pela Folha de São Paulo. “As conclusões da reportagem acerca da execução orçamentária são prematuras, pois os percentuais definitivos são conhecidos quando do fechamento do ano fiscal”, diz o Metrô.
O Metrô também cita feitos como a modernização de composições, onde 80 das 98 já foram entregues, reforma de freios e estações. Diz também que crise econômica impactou na expansão da malha, e que foi prejudicada pelo abandono de obras por empresas, no que diz respeito a ampliação da malha.
Fonte da notícia: Portal Via Trólebus

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Metrô irá instalar "shoppings" nas estações para atrair recursos financeiros

Com dificuldades financeiras e número de passageiros pagantes em queda, o Metrô de São Paulo quer turbinar suas atividades fora dos trilhos para obter mais receitas.
Uma das estratégias da empresa para isso é a concessão à iniciativa privada de centros comerciais e shoppings em estações integradas a terminais de ônibus da cidade.

Cinco projetos já estão em andamento: a expansão do Shopping Itaquera, com aumento de 50% em seu tamanho e investimento de R$ 275 milhões, e a construção de shoppings ou centros comerciais nas estações Marechal Deodoro, Vila Mariana, Vila Madalena e São Bento.

O plano do Metrô é atingir 17 terminais de integração com empreendimentos privados nos próximos anos.

Raquel Verdenacci, gerente de novos negócios da companhia, disse à Folha que, nesse pacote de 17 estações, a empresa não está aberta somente para shoppings, mas também para centros hospitalares ou educacionais.

"O que fazemos é oferecer a exploração do espaço aéreo das nossas propriedades. O que será explorado fica a critério dos interessados", diz.

Atualmente, o Metrô tem cinco shoppings que funcionam em sistema de concessão. Esse modelo define uma remuneração mínima anual ou um percentual do faturamento bruto do centro comercial (o valor que for maior) como contrapartida em troca da exploração da área.

Shoppings no Metrô
 
Cinco centros comerciais já funcionam em estações; outros projetos estão em implantação


Cinco centros comerciais já funcionam em estações; outros projetos estão em implantação
Somados, os shopping Itaquera, Santa Cruz, Tucuruvi, Boulevard Tatuapé e Tatuapé renderam receita de R$ 46 milhões ao Metrô em 2015.

Isso representa 25% do total de R$ 186,4 milhões das receitas não tarifárias obtidas pela companhia no ano passado. É um valor superior ao obtido na exploração de publicidade, lojas e espaços nas estações e telefonia.

Embora os números e prazos desse projeto de expansão comercial ainda sejam sigilosos, somente a ampliação do shopping Itaquera renderá R$ 4 milhões adicionais à empresa. Essa obra deverá estar pronta para o Dia das Mães de 2018, ano em que também deve ser inaugurado o empreendimento da estação Marechal Deodoro, cuja documentação já está em análise na prefeitura.

"A crise econômica traz efeitos para todos, mas estamos trabalhando para minimizar seu impacto no Metrô, desonerar seus custos. Ter um empreendimento colado em uma estação do metrô é uma ótima oportunidade, temos mais de 4 milhões de usuários por dia", afirma José Carlos Nascimento, diretor financeiro do Metrô.

Em 2015, a empresa arrecadou R$ 1,7 bilhão com receitas tarifárias. Em 2016, a companhia espera arrecadar R$ 60 milhões a menos, razão pela qual deseja alavancar outras fontes de receita.


Em meio à crise econômica, prejudicaram as contas do Metrô a queda de passageiros pagantes e o aumento de beneficiários de gratuidades e descontos, como estudantes, idosos e deficientes.

Aquilo que o Metrô deixa de arrecadar com as gratuidades deve ser reembolsado pelo governo do Estado, mas esse, em 2015, deixou de repassar R$ 66 milhões dos R$ 330 milhões previstos.

Com menos recursos, o Metrô corta custos de operação, o que prejudica a manutenção de trens e a qualidade do serviço. Os investimentos em expansão da rede não são afetados, pois essas obras são pagas diretamente pelo governo.

Além disso, por falta de moedas para o troco, a companhia tem sido forçada a dar desconto nas passagens de R$ 3,80 compradas em dinheiro nos guichês das estações.

São Bento

O centro comercial previsto pelo Metrô para a Estação São Bento terá uma característica diferente dos demais: ele não será um shopping vertical.

A proposta da companhia, que está mais avançada que as demais, é aproveitar e revitalizar o boulevard que já existe na estação, na saída próxima ao Mosteiro de São Bento. Até optar por essa licitação, a empresa negociava a locação de espaços individualmente; hoje, no local, muitos deles estão de portas fechadas.

Cerca de 45 espaços integrarão o novo centro comercial, tanto na área livre quanto na área paga (depois das catracas). A maioria dos estabelecimentos deverá ser destinado para alimentação, com restaurantes e redes de fast foods.

Metrô de SP quer turbinar suas atividades fora dos trilhos para obter mais receitas

Obtida pela Folha de São Paulo, a proposta do Metrô prevê 1.700 m² de área locável, em um total de 4.500 m². A manutenção desse espaço deverá ser realizada pela iniciativa privada.

Inicialmente batizado de Complexo São Bento, o empreendimento terá prazo de dez anos de concessão, com possibilidade de renovação por igual período.

A remuneração mínima esperada pela companhia é de R$ 960 mil anuais, distribuídos entre a arrecadação com aluguel e o alívio em contas de manutenção, segurança e IPTU.

É exigido ainda um investimento mínimo inicial de R$ 3 milhões em infraestrutura, com reformas de rede hidráulica e elétrica, instalação de sistema de exaustão e equipamento de segurança e incêndio.

"Esse empreendimento está do lado da Ladeira Porto Geral, imaginamos que será muito atraente para quem descer na Estação São Bento para fazer compras na Rua 25 de Março", avalia José Carlos Nascimento, diretor financeiro do Metrô.

Nascimento acredita que, com a revitalização, o complexo também volte a oferecer atrações culturais.

Destinada a operadoras de shoppings, centros comerciais e consórcios de franquias, a licitação deve ter seu edital publicado até o final de Setembro de 2016.

Já no caso dos outros empreendimentos, uma audiência pública será realizada em Outubro de 2016 para que seus planos ainda sejam discutidos. 

Fonte da Notícia: Folha de São Paulo

Metrô negocia pagamento de R$ 108 milhões de dívidas por modernização de 98 composições

O Metrô de São Paulo reconheceu mais duas dívidas milionárias com consórcios contratados em 2009 para reformar 98 trens das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha. Os débitos somam R$ 108 milhões e o pagamento em parcelas até Abril de 2017 foi negociado com a Alstom Brasil Energia e Transporte, empresa acusada pelo Ministério Público Estadual de integrar um cartel para fraudar licitações de metrô e trens durante os Governos José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Com isso, as dívidas do Metrô acumuladas com fornecedores já chegam a R$ 150 milhões.
O maior débito, no valor de R$ 70,8 milhões, é com o Consórcio Reformas Metrô (Alstom e Iesa), para “modernização” de 22 trens e fornecimento de equipamentos na Linha 3-Vermelha. Outra dívida, de R$ 37,5 milhões, é com o Consórcio Modertrem (Alstom e Siemens), para reforma de 25 trens da Linha 1-Azul. O Estado mostrou que o Metrô já havia negociado pagamento de R$ 41 milhões de dívidas com o Consórcio BTT (Bombardier, Temoinsa e Tejofran), contratado para reformar 26 trens da Linha 1-Azul.
O Metrô afirmou, em nota, que “o procedimento é totalmente legal e previsto nas relações com fornecedores de serviços e obras” e que “não há qualquer prejuízo” à empresa e “nos serviços prestados aos usuários com os parcelamentos”.
Ao todo, o Metrô assinou quatro contratos em Abril de 2009 para reforma de 98 trens no valor de R$ 1,7 bilhão. Até agora, 80 trens já foram reformados. Segundo denúncia feita pelo MPE à Justiça em 2015, houve conluio entre as empresas para dividir as contratações e os valores apresentados na licitação tiveram sobrepreço de R$ 122 milhões. Seis executivos das empresas viraram réus. O Metrô afirmou à época que a denúncia não envolvia nenhum funcionário da estatal, que não compactua com irregularidades e colabora com a Justiça.
Fonte da notícia: Revista Ferroviária.

Metrô de São Paulo perde 300.000 passageiros por dia nos últimos 12 meses

Em meio à crise econômica e a alta do desemprego, o Metrô de São Paulo perdeu 300 mil passageiros diários, em comparação com 2015. A queda no número de usuários se acentuou neste mês. Entre janeiro e maio, a companhia registrou 100 mil passageiros a menos por dia, em relação ao mesmo período de 2015.
Segundo o Secretário Estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, o Metrô transportou diariamente 4,7 milhões de passageiros por dia na média de julho de 2015. Neste ano, porém, houve queda de 6,3%, chegando a 4,4 milhões de usuários diários.
Esse índice considera as Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e 15-Prata, do Metrô, mas exclui a Linha 4-Amarela, administrada pela ViaQuatro. Em junho, último mês com balanço fechado, a concessionária registrou queda de 1,43% no número de passageiros da Linha 4. Foram 693,6 mil, em média, em dia útil, em junho de 2015, ante 683,7 mil no mesmo mês deste ano.
"Números recentes falam em 1,6 milhão de desempregados na Grande São Paulo, e o Metrô tem transportado a menos cerca de 300 mil pessoas por dia", disse Pelissioni, em entrevista à Rádio Estadão. Segundo o secretário, o recuo é reflexo da "crise econômica pela qual passa o País".
O Secretário negou que o aumento na concessão de gratuidades tenha grande impacto nas finanças da companhia, mas afirmou que o menor número de usuários tem diminuído os recursos do Metrô. "Cada vez eu tenho menos receita e as despesas são as mesmas: energia, funcionários", disse. "O que tem impactado o caixa é a própria crise econômica."
A pasta não informou qual foi a queda na receita tarifária do Metrô. Em Junho de 2016, o diretor de Operações da empresa, Mário Fioratti, disse que, graças à queda no número de passageiros,de 86 mil a 100 mil por dia (sem considerar a Linha 4-Amarela) ,havia previsão de redução de R$ 60 milhões no orçamento para 2016. Recentemente, a companhia abriu um Plano de Demissão Voluntária, o primeiro desde 1998.
Explicação
Especialista em transportes, o engenheiro de tráfego Horácio Augusto Figueira aponta a crise econômica como a causa "mais provável" para a redução do número de passageiros. "As pessoas acabam deixando a faculdade de lado ou ficando desempregadas. A demanda cai naturalmente."
Para Figueira, o índice triplicar em poucos meses se explica pelo tamanho da demanda do Metrô. "Qualquer variação implica em um número muito grande de pessoas", disse o especialista que, usuário do transporte, tem notado os trens "menos cheios". "Isso não justifica qualquer discurso para parar de investir, porque a demanda vai voltar. É um bom momento para se planejar."
Outra hipótese do especialista é que os usuários estejam migrando para outros meios de transporte. Em Junho de 2016, a SPTrans viu crescer o número de passageiros em 2,4%, em comparação com o mesmo mês de 2015.
Fonte da notícia: Diário do Grande ABC

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Metrô incentiva comércio em estações para aumentar entrada de capital

Com dificuldades financeiras e número de passageiros pagantes em queda, o Metrô de São Paulo quer turbinar suas atividades fora dos trilhos para obter mais receitas.
Uma das estratégias da empresa para isso é a concessão à iniciativa privada de centros comerciais e shoppings em estações integradas a terminais de ônibus da cidade.
Cinco projetos já estão em andamento: a expansão do Shopping Metrô Itaquera, com aumento de 50% em seu tamanho e investimento de R$ 275 milhões, e a construção de shoppings ou centros comerciais nas Estações Marechal Deodoro, Vila Mariana, Vila Madalena e São Bento.
O plano do Metrô é atingir 17 terminais de integração com empreendimentos privados nos próximos anos.
Raquel Verdenacci, gerente de novos negócios da companhia, disse à Folha que, nesse pacote de 17 estações, a empresa não está aberta somente para shoppings, mas também para centros hospitalares ou educacionais.
"O que fazemos é oferecer a exploração do espaço aéreo das nossas propriedades. O que será explorado fica a critério dos interessados", diz.
Atualmente, o Metrô tem cinco shoppings que funcionam em sistema de concessão. Esse modelo define uma remuneração mínima anual ou um percentual do faturamento bruto do centro comercial (o valor que for maior) como contrapartida em troca da exploração da área.
Somados, os shoppings Itaquera, Santa Cruz, Tucuruvi, Boulevard Tatuapé e Tatuapé renderam receita de R$ 46 milhões ao Metrô em 2015.
Isso representa 25% do total de R$ 186,4 milhões das receitas não tarifárias obtidas pela companhia no ano passado. É um valor superior ao obtido na exploração de publicidade, lojas e espaços nas estações e telefonia.
Embora os números e prazos desse projeto de expansão comercial ainda sejam sigilosos, somente a ampliação do shopping Itaquera renderá R$ 4 milhões adicionais à empresa. Essa obra deverá estar pronta para o Dia das Mães de 2018, ano em que também deve ser inaugurado o empreendimento da estação Marechal Deodoro, cuja documentação já está em análise na prefeitura.
"A crise econômica traz efeitos para todos, mas estamos trabalhando para minimizar seu impacto na companhia, desonerar seus custos. Ter um empreendimento colado em uma estação do metrô é uma ótima oportunidade, temos mais de 4 milhões de usuários por dia", afirma José Carlos Nascimento, diretor financeiro do Metrô.
Em 2015, a empresa arrecadou R$ 1,7 bilhão com receitas tarifárias. Em 2016, a companhia espera arrecadar R$ 60 milhões a menos, razão pela qual deseja alavancar outras fontes de receita.
Obtida pela Folha de São Paulo, a proposta do Metrô prevê 1.700 m² de área locável, em um total de 4.500 m². A manutenção desse espaço deverá ser realizada pela iniciativa privada.
Inicialmente batizado de Complexo São Bento, o empreendimento terá prazo de dez anos de concessão, com possibilidade de renovação por igual período.
A remuneração mínima esperada pelo Metrô é de R$ 960 mil anuais, distribuídos entre a arrecadação com aluguel e o alívio em contas de manutenção, segurança e IPTU.
É exigido ainda um investimento mínimo inicial de R$ 3 milhões em infraestrutura, com reformas de rede hidráulica e elétrica, instalação de sistema de exaustão e equipamento de segurança e incêndio.
"Esse empreendimento está do lado da Ladeira Porto Geral, imaginamos que será muito atraente para quem descer na São Bento para fazer compras na 25 de Março", avalia José Carlos Nascimento, diretor financeiro do Metrô.
Nascimento acredita que, com a revitalização, o complexo também volte a oferecer atrações culturais.
Destinada a operadoras de shoppings, centros comerciais e consórcios de franquias, a licitação deve ter seu edital publicado até o final de Setembro de 2016.
Já no caso dos outros empreendimentos, uma audiência pública será realizada em Outubro de 2016 para que seus planos ainda sejam discutidos.
Segundo a mineradora, foram adotadas todas as ações judiciais cabíveis para liberar a ferrovia. Além da ação de reintegração de posse, a empresa informou que ingressará com ação criminal contra os líderes dos movimentos que obstruíram a ferrovia e seus possíveis financiadores.
Fonte da notícia: Revista Ferroviária/Folha de São Paulo

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Queda de repasse de verbas faz Metrô de São Paulo mudar pagamentos para evitar despejo

Levantamento do Estado no Diário Oficial encontrou comunicados do Metrô publicados desde Abril de 2016 com indicações de mais de 50 pagamentos a fornecedores fora da ordem cronológica, como prevê a Lei de Licitações. A maioria se refere a contratos de ocupação temporária de terrenos para a construção de linhas ou estações e de aluguel de imóveis usados pela companhia. A prática é prevista em lei, desde que haja “relevantes razões de interesse público” e “mediante prévia justificativa da autoridade competente”.
Em julho, por exemplo, a companhia publicou comunicado dizendo que pagaria a Lacônica Brasil Participações fora da ordem cronológica pelo uso de um terreno nas obras do pátio de manobras da Linha 17-Ouro (Monotrilho), na zona sul da capital, “em função do recebimento parcial dos recursos financeiros da Secretaria da Fazenda, insuficientes para quitação dos compromissos”. A Lacônia chegou a mover uma ação judicial de despejo contra o Metrô em Março de 2016, no valor de R$ 951 mil, por falta de pagamento, mas o processo foi extinto em Junho de 2016, após acordo. O contrato foi assinado em Dezembro de 2013 no valor de R$ 1,8 milhão – aluguel de R$ 77 mil por mês –, com prazo de dois anos, mas acabou sendo prorrogado até novembro de 2018 por atrasos e paralisação parcial das obras da Linha 17-Ouro (Congonhas-Morumbi).
O presidente da Comissão de Direito Administrativo da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, Adib Kassouf Sad<, explica que a lei exige que órgãos e empresas públicos paguem seus fornecedores em ordem cronológica para evitar que haja vantagens a determinadas empresas nas transações. “A inversão da ordem cronológica dos pagamentos é a exceção da exceção. Só é admitida em casos de extrema relevância para o interesse público e a justificativa precisa ser comprovada e fiscalizada pelos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado”, diz.
Segundo o especialista, a dificuldade nos pagamentos de fornecedores é reflexo da crise econômica do País, que tem afetado a arrecadação dos Estados e comprometido os investimentos. “A crise enxugou os recursos da administração pública e o primeiro setor a sofrer cortes é o de investimento. Quando você corta recursos e paralisa obras acaba sendo obrigado a priorizar pagamentos.”
Dados divulgados pelo Metrô mostram que os repasses do Governo Estadual para a companhia entre Janeiro e Agosto de 2016 tiveram queda real de 32,4% na comparação com igual período em 2015, de R$ 2 bilhões para R$ 1,4 bilhão. Além disso, a empresa perdeu até Julho de 2016 cerca de 300 mil passageiros por dia, afetando a receita tarifária – perda estimada em R$ 60 milhões no ano.
Sem crise
O Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que teve de “privilegiar alguns pagamentos menores” relativos a desapropriações para não afetar as obras, mas negou que tenha faltado recursos do governo de São Paulo, como o Metrô informou em comunicado. “É evidente que existe uma crise, mas o governo está mantendo os investimentos.”
O secretário disse que, além da dívida de R$ 41 milhões com um consórcio na Linha 1-Azul, repactuou um débito com outro fornecedor da Linha 3-Vermelha, mas o valor não foi informado. Em Julho de 2016, o Metrô também lançou programa de demissão voluntária de funcionários para reduzir a folha salarial.
Canteiro de obras. O Metrô de São Paulo informou, em nota, que os pagamentos fora da ordem cronológica estão de acordo com a lei e foram feitos para “preservar os canteiros de obras das linhas em construção ou expansão e evitar qualquer possibilidade de desmobilização destes e de prejuízo aos empreendimentos”.
Segundo a estatal, a redução dos repasses do governo “é reflexo direto do status ou estágio de andamento das obras”, como as paralisações das obras das Linhas 4-Amarela e 17-Ouro e a fase de acabamento da Linha 5-Lilás, que demanda menos dinheiro. “Quando analisados períodos anteriores, registramos aumentos. Entre Janeiro e Agosto de 2013/2014, os repasses cresceram 46%, de R$ 1,9 bilhão para R$ 2,8 bilhões. ”
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Metrô corta investimentos em obras e operação devido a crise econômica

Um levantamento feito pelo jornal “Folha de São Paulo” mostra queda em investimentos na expansão da malha metroviária e na operação. A publicação usou como base informações de execução orçamentária, onde é constatada uma redução nos últimos dois anos.

Na comparação entre o 1º Semestre de 2016 e 2014, o jornal da conta de que a redução em investimentos para manter as quatro linhas foi na ordem de 60%. Já na manutenção e modernização de trens e equipamentos, a retração foi 72% e de 33% no total destinado às obras de expansão da malha metroviária.

Em tom elevado de critica, o sindicato dos metroviários afirma que “é uma política de sucateamento para justificar a privatização das linhas”.

Já o Metrô contesta os dados apresentados pela Folha de São Paulo. “As conclusões da reportagem acerca da execução orçamentária são prematuras, pois os percentuais definitivos são conhecidos quando do fechamento do ano fiscal”, diz o Metrô.

O Metrô também cita feitos como a modernização de composições, onde 80 das 98 já foram entregues, reforma de freios e estações. Diz também que crise econômica impactou na expansão da malha, e que foi prejudicada pelo abandono de obras por empresas, no que diz respeito a ampliação da malha.

Um outro levantamento do site “Fiquem Sabendo” apontou que a quantidade de panes notáveis no sistema metroviário de São Paulo cresceu 27% no período entre 2011 e 2015.

Fonte da Notícia: Diário do Transporte

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Metrô sofre cortes drásticos de investimentos em obras e operação devido à crise econômica

Pressionado pela crise financeira, pela redução no número de passageiros pagantes e pelo aumento no total de beneficiários de gratuidades, o Metrô de São Paulo teve uma queda drástica em seus investimentos no primeiro semestre deste ano.
Levantamento baseado em informações de execução orçamentária da própria companhia aponta redução nos últimos dois anos no dinheiro desembolsado tanto para expandir como para manter linhas, trens e estações.
Em relação ao 1º Semestre de 2014, a queda foi de 60% nos recursos com operação das quatro linhas que administra, de 72% nos investimentos em manutenção e modernização de trens e equipamentos e de 33% no total destinado às obras de expansão da malha metroviária.
Se dedicou R$ 54 milhões à operação no primeiro semestre de 2014, incluindo verbas de manutenção e administração das linhas; nos primeiros seis meses de 2016, foram somente R$ 22 milhões.
No quesito melhorias da infraestrutura das linhas e qualidade dos trens, os gastos caíram de R$ 192 milhões para R$ 55 milhões nesse período.
O Governo Geraldo Alckmin atribui a diferença a fatores diversos –além da crise econômica, cita que parte das melhorias foi feita antes e que trabalha com cronograma de gastos do ano inteiro, e não apenas de um semestre.
Para os 4,7 milhões de passageiros do metrô, no entanto, existem indícios de impacto na qualidade dos serviços e atrasos em obras.
Como revelou a Folha, a companhia tinha 14 trens a menos disponíveis para operação em janeiro deste ano do que há cinco anos atrás.
Além disso, pelo menos cinco trens da empresa foram retirados de operação neste ano para servir de estoque de peças de reposição para outras composições —mais um sinal de que a manutenção estava em nível insuficiente.
Funcionários também afirmam que cada vez mais faltam peças para reposição. Com menos trens à disposição, mais lotados ficam os vagões, especialmente nos horários de pico, e maiores são os intervalos entre as viagens.
Os usuários precisam esperar mais neste ano do que em 2010 nas duas linhas mais utilizadas do sistema: a 1-Azul (onde a demora média foi de 122 para 129 segundos) e a 3-Vermelha (onde ela subiu de 112 para 128 segundos).
Freio na expansão
Além da queda nos gastos com operação e modernização, o Metrô colocou um freio nos investimentos dedicados ao seu plano de expansão.
Considerando apenas a expansão das Linhas 5-Lilás e 15-Prata e a construção do monotrilho da Linha 17-Ouro, os recursos investidos diminuíram de R$ 1,4 bilhão nos primeiros seis meses de 2014 para R$ 940 milhões em igual período deste ano. A maior redução ocorreu na Linha 17-Ouro, com queda de 76%: de R$ 236 milhões para R$ 58 milhões. Essas obras estão atrasadas e tiveram seus prazos postergados pela gestão Alckmin.
Diferentemente do que ocorreu em 2014 e 2015, o Metrô não desembolsou em 2016 nem um centavo na extensão da Linha 2-Verde ou em novos projetos de expansão.
Na Linha 4-Amarela, o ritmo de gastos também diminuiu, mas porque a empresa escolhida pelo governo rompeu o contrato, e houve necessidade de promover nova licitação, o que levou a uma longa paralisação nas obras.
O Sindicato dos Metroviários afirma que a redução nos investimentos "é uma política de sucateamento para justificar a privatização das linhas". O Metrô planeja seis de suas nove linhas, a maioria em obras, sob gestão privada.
Outro lado
O Metrô cita vários fatores para a diminuição de gastos no primeiro semestre de 2016. Afirma que a crise econômica impactou na expansão da malha, que também foi prejudicada pelo abandono de obras por empresas.
A companhia, da gestão Alckmin, diz ainda que considera as verbas de um ano fiscal completo, e não apenas de seis meses. Sobre manutenção e modernização, declara que já entregou diversas melhorias em anos anteriores.
"As conclusões da reportagem acerca da execução orçamentária são prematuras, pois os percentuais definitivos são conhecidos quando do fechamento do ano fiscal", defende a empresa.
Segundo o Metrô, os recursos podem ser maiores ou menores de acordo com a etapa de execução das obras ou entrega de trens e serviços. Como exemplo, cita a expansão da Linha 5-Lilás, que já tem 100% dos 11,5 km de túneis escavados. Agora, "os serviços estão concentrados no acabamento das vias e das estações –o que implica num investimento muito menor".
Sobre os investimentos em modernização, a companhia diz que "a quantidade de recursos para a rubrica 'recapacitação e modernização das linhas' acompanha os grandes investimentos feitos nos últimos anos".
A empresa afirma que 80 das 98 composições contratadas já foram entregues e cita a implantação de sistema de freios ABS nos trens das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, além da revitalização de 21 estações.
Sobre a redução nos gastos com a expansão da malha, a companhia declara que "o governo do Estado mantém investimentos essenciais para a mobilidade urbana na capital, mesmo com alta da inflação e dos juros, queda do PIB e diminuição da arrecadação do ICMS, reflexos da crise econômica do país".
Por fim, o Metrô diz que a redução dos recursos para obras de expansão da Linha 4-Amarela e de construção da Linha 17-Ouro está relacionada ao abandono dos trabalhos pelas empresas.
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/Folha de São Paulo 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Metrô tem queda de 300.000 usuários por dia

Em meio à crise econômica e a alta do desemprego, o Metrô de São Paulo perdeu 300 mil passageiros diários, em comparação com 2015. A queda no número de usuários se acentuou em Agosto de 2016. Entre Janeiro e Maio de 2016, a companhia registrou 100 mil passageiros a menos por dia, em relação ao mesmo período de 2015.

Segundo o Secretário Estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, o Metrô transportou diariamente 4,7 milhões de passageiros por dia na média de julho de 2015. Em 2016, porém, houve queda de 6,3%, chegando a 4,4 milhões de usuários diários.

Esse índice considera as Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e 15-Prata, do Metrô, mas exclui a Linha 4-Amarela, administrada pela ViaQuatro. Em Junho de 2016, último mês com balanço fechado, a concessionária registrou queda de 1,43% no número de passageiros da Linha 4-Amarela. Foram 693,600, em média, em dia útil, em Junho de 2015, ante 683,7 mil no mesmo mês deste ano.

“Números recentes falam em 1,6 milhão de desempregados na Grande São Paulo, e o Metrô tem transportado a menos cerca de 300 mil pessoas por dia”, disse Pelissioni, nesta quarta-feira, em entrevista à Rádio Estadão. Segundo o secretário, o recuo é reflexo da “crise econômica pela qual passa o País”.

O Secretário negou que o aumento na concessão de gratuidades tenha grande impacto nas finanças da companhia, mas afirmou que o menor número de usuários tem diminuído os recursos do Metrô. “Cada vez eu tenho menos receita e as despesas são as mesmas: energia, funcionários”, disse. “O que tem impactado o caixa é a própria crise econômica.”

A pasta não informou qual foi a queda na receita tarifária do Metrô. Em junho, o diretor de Operações da empresa, Mário Fioratti, disse que, graças à queda no número de passageiros (de 86 mil por dia, ou 100 mil, sem considerar a Linha 4-Amarela) havia previsão de redução de R$ 60 milhões no orçamento para 2016. Recentemente, a companhia abriu um Plano de Demissão Voluntária, o primeiro desde 1998.

Explicação

Especialista em transportes, o engenheiro de tráfego Horácio Augusto Figueira aponta a crise econômica como a causa “mais provável” para a redução do número de passageiros. “As pessoas acabam deixando a faculdade de lado ou ficando desempregadas. A demanda cai naturalmente. ”

Para Figueira, o índice triplicar em poucos meses se explica pelo tamanho da demanda do Metrô. “Qualquer variação implica em um número muito grande de pessoas”, disse o especialista que, usuário do transporte, tem notado os trens “menos cheios”. “Isso não justifica qualquer discurso para parar de investir, porque a demanda vai voltar. É um bom momento para se planejar. ”

Outra hipótese do especialista é que os usuários estejam migrando para outros meios de transporte. 

Em Junho de 2016, a SPTrans viu crescer o número de passageiros em 2,4%, em comparação com o mesmo mês de 2015.

Fonte da Notícia: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Exposição "Sustentação" mostra importância da água na Estação Sacomã a partir de hoje (10/08/2016)

Usuários da Estação Sacomã, na Linha 2-Verde, podem visitar a exposição "Sustentação", a partir de hoje, 10/08/2016.  

Inspirado em fotografias de manchas e borrões presentes no concreto de paredes de estações do Metrô, o artista plástico Sérgio Yashima pinta quadros sobre a natureza. 

Dentro do tema crise hídrica, o artista fotografou paredes da Linha 5-Lilás e realizou um conjunto de sete quadros, focados na importância da água. 

Fonte da Notícia: Metrô

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Máquina troca materiais recicláveis por desconto no Metrô ou na conta de luz em SP


Passageiros da Linha 4-Amarela podem dar destino correto às latas de alumínio e garrafas plásticas, ajudar a preservar o meio ambiente e, ainda, receber créditos no Bilhete Único ou ter desconto na conta de luz. Esses benefícios são possíveis graças às máquinas de reciclagem que estão instaladas nas plataformas das Estações Faria Lima e Pinheiros.


Os resíduos coletados pelas máquinas nas duas estações serão destinados à ONG Vira-Lata que, desde 2001, tira da informalidade catadores que trabalhavam nas ruas ou em lixões. O sistema de reciclagem chamado Retorna Machine foi instalado na Linha 4-Amarela em parceria com a startup Triciclo.

Para descartar as embalagens, o usuário precisa  acessar o terminal da máquina e criar um perfil com nome de usuário, e-mail e senha. Cada pessoa cadastrada pode descartar até dez embalagens por dia, que podem ser latinhas e garrafas plásticas de 350 ml até 2,5 litros.

Para que o sistema de coleta funcione, é preciso que os objetos descartados tenham código de barras, para que a máquina possa fazer a contagem e atribuir os pontos que ficarão armazenados na conta do usuário. O participante poderá resgatar esses pontos para crédito no Bilhete Único quando quiser.

Pontuação

Uma latinha vale 15 pontos, e qualquer tamanho de garrafa plástica rende dez pontos. A cada 20 pontos, o usuário obtém R$ 0,07 de crédito no Bilhete Único. A própria máquina executa a recarga do cartão. Já para desconto de R$ 0,27 na conta de luz são necessários cem pontos.

Fonte da Notícia: Ciclo Vivo

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Metrô tem perda de 300.000 usuários por dia devido à crise econômica

O Metrô de São Paulo, durante 2016 comparando com o mesmo período de 2015, perdeu uma media de 300.000 usuários por dia, levando em contas as Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 4-Amarela, 5-Lilás e 15-Prata

De acordo com o Secretário dos Transportes Metropolitanos Clodoaldo Pelissioni, o Metrô transportou diariamente 4,7 milhões de passageiros por dia na média de Julho de 2015. Neste ano, porém, houve queda de 6,3%, chegando a 4,4 milhões de usuários diários.

“Números recentes falam em 1,6 milhão de desempregados na Grande São Paulo, e o Metrô tem transportado a menos cerca de 300 mil pessoas por dia”, disse Pelissioni em entrevista à Rádio Estadão. Segundo o secretário, o recuo é reflexo da “crise econômica pela qual passa o País”.

Clodoaldo negou que o aumento das gratuidades tenha influenciado nas finanças da estatal mas a menor quantidade de usuários sim.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Metrô e CPTM perdem passageiros com o aumento do desemprego em São Paulo

O Metrô de São Paulo perdeu em média 86.000 passageiros por dia entre os meses de Janeiro e Maio de 2016, retrocedendo ao patamar de 2013. Incluindo as linhas estatais, a Linha 4-Amarela operada pela ViaQuatro e único trecho de Monotrilho em atividade, de 2,9 km da Linha 15-Prata, que não é Metrô, mas pertence ao Metrô, a demanda entre Janeiro e Maio de 2016 foi de 4,37 milhões de pessoas.

No mesmo período de 2015, foram transportados foi de 4,46 milhões de passageiros. Essa tendência deve provocar uma queda de arrecadação tarifária do Metrô na ordem de R$ 60 milhões, segundo reportagem de Bruno Ribeiro e Fábio Leite, do jornal O Estado de São Paulo.

Somando as redes de Metrô e da CPTM, a queda no total de passageiros foi de 1,9%.
Mantida esta tendência, a redução será a maior desde 2005.

Analisando isoladamente as linhas, apenas a Linha 4-Amarela registrou número positivo, com crescimento de 2%.

Os ônibus em São Paulo transportaram mais pessoas. O crescimento foi pequeno, de 0,34%. Entre Janeiro e Maio de 2015, foram realizados 1,17 bilhão de registros de passagens e nos cinco primeiros meses deste ano, o número foi de 1,18 bilhão.

O Governo do Estado de São Paulo atribui a queda na demanda dos trens da CPTM e do Metrô à crise econômica. Por causa do desemprego, menos pessoas estão usando os transportes públicos. A média mensal de bilhetes especiais concedidos a gratuidade cresceu 32% neste ano, passando de 4.676 nos cinco primeiros meses de 2015  para 6.169 em igual período de 2016. Em 2014, o número foi de 3.644 bilhetes com gratuidades para desempregados.

O especialista em transportes, Horácio Augusto Figueira, entretanto, disse ao jornal que o motivo da perda de demanda no Metrô não se resume a questão econômica do país.
Segundo ele, o Metrô opera há anos de maneira saturada e não tem mais capacidade de absorver nova demanda.

“Já no caso dos ônibus vêm ocorrendo há alguns anos mudanças de linhas, entrada de ônibus com ar-condicionado, elementos que podem ter atraído passageiros”, – disse.
Parte dos passageiros do Metrô tem migrado para os ônibus.

Um exemplo clássico é a Linha 4310-10, que segue em faixas exclusivas ligando a E.T Itaquera ao Terminal Parque Dom Pedro II, no centro. Esta linha de ônibus tem convencido parte dos passageiros a deixar a Linha 3-Vermelha do Metrô, a mais saturada do sistema.

Nos horários de pico, o intervalo destes ônibus é em torno de três minutos. O tempo de deslocamento é o mesmo do Metrô, com os ônibus, entretanto, bem menos lotados.

Fonte da Notícia: Blog Ponto de Ônibus

terça-feira, 26 de julho de 2016

Obras da 2ª Fase da Linha 5-Lilás ficam R$ 260,8 milhões mais cara

Alvo de questionamentos do TCE e de ação judicial do Ministério Público Estadual, a 2ª Fase da Linha 5-Lilás do Metrô vai ficar R$ 260,8 milhões mais cara. O Metrô assinou dois novos contratos para obras de “acabamento” e “acessos” em duas estações e no pátio de manutenção e estacionamento de trens que estão em construção na zona sul da capital.

Somente no Pátio Guido Caloi, no Jardim São Luís, o custo das obras, que tiveram início em janeiro de 2013, subirão 54%, de R$ 297,1 milhões para R$ 457 milhões. O novo contrato, no valor de R$ 159,9 milhões, foi assinado com o consórcio Via-Planova, com prazo de 21 meses de execução. O Governador Geraldo Alckmin havia prometido entregar esse pátio em 2015. Agora, a previsão é para o final de 2017.

O Metrô afirma que “no decorrer da obra” sua equipe de engenheiros “constatou a necessidade de reforçar as fundações do Pátio Guido Caloi” e que “as lajes de sustentação das paredes do estacionamento subterrâneo de trens (a 25 metros de profundidade) também sofreram alterações no método construtivo por causa das características arenosas do solo”.

Já o segundo contrato, no valor de R$ 100,1 milhões, foi assinado com a construtora Construcap para a execução de instalações hidráulicas, paisagismo, urbanismo e requalificação do entorno nas estações AACDServidor e Hospital São Paulo, que chegaram a ser prometidas para 2014 e também devem ser entregues até o fim de 2017. Esse trecho já está em construção pelo consórcio Carioca-Cetenco por R$ 458,5 milhões.

“Houve a necessidade de contratação complementar por conta de intercorrências inerentes à complexidade do empreendimento”, afirma o Metrô, que nega ter havido aumento de custos. Segundo a estatal, houve economia de 30%, ou US$ 134 milhões, no contrato de financiamento da obra com o BID. “O Metrô negocia com o agente financiador o remanejamento para custear obras complementares.”

O aumento de custos da Linha 5-Lilás, que fará a conexão com as Linhas 1-Azul e 2-Verde e terá 11,5 km de extensão e mais dez estações (só Adolfo Pinheiro foi entregue em Fev/2014), já é alvo de investigação do TCE. O tribunal apura diferenças entre orçamentos e quantidade de material consumido na construção, que fizeram o orçamento da obra saltar de R$ 3,4 bilhões para R$ 4,5 bilhões. Em Junho de 2016, o conselheiro Antonio Roque Citadini deu prazo de 60 dias para o Metrô explicar uma série de alterações feitas nos contratos.

No começo de Julho de 2016, o MPE moveu ação judicial pedindo a condenação do Metrô e oito agentes públicos, entre os quais cinco ex-presidentes da companhia e o atual Secretário Estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, pelo suposto abandono de 26 trens da Linha 5-Lilás. As composições foram compradas em 2011 por R$ 615 milhões e estão paradas porque a conclusão da linha atrasou. O Metrô nega prejuízo 
 
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Metrô aprova criação do Plano de Demissão Voluntária para funcionários

O Metrô aprovou um Plano de Demissão Voluntária dirigido a todos os funcionários. A demissão por iniciativa do empregado tem como objetivo a renovação dos quadros e redução dos custos do Metrô. Nas áreas operacionais, ocorrerá 100% de reposição das vagas.
 
Os funcionários interessados farão sua manifestação de adesão ao PDV preenchendo formulário online, no período de 25/07 a 08/09/2016. Um Comitê do Metrô realizará a  verificação dos pedidos. 

Todos os empregados com mais de 90 dias na empresa podem se candidatar. A exceção fica por conta daqueles que ocupam cargo de confiança. 

Os funcionários que aderirem por opção e forem aceitos no PDV receberão alguns incentivos, entre eles:
  • Saldo do salário dos dias trabalhados
  • 13º salário proporcional
  • Férias vencidas ou proporcionais
  • Gratificação por tempo de serviço sobre verbas rescisórias
  • Aviso prévio de 30 dias mais 5 dias a cada ano trabalhado
  • Valor equivalente a 40% do saldo do FGTS (que será pago como verba indenizatória)
  • Assistência médica paga pelo Metrô conforme o tempo de serviço
Em relação à assistência médica, o Metrô vai pagar o plano de saúde do empregado que aderir ao PDV e de mais um dependente. Quanto mais tempo de casa o empregado tiver, maior tempo terá o benefício do plano de saúde. Exemplo: quem tem entre 31 e 35 anos de empresa conseguirá 36 meses de concessão da assistência médica. Quem tem mais de 41 anos passará a ter 48 meses de plano de saúde. 

O Comitê do Metrô que fará a análise dos pedidos de adesão levará em conta o tempo de empresa, cargo e área ocupados e conhecimento técnico do funcionário. As manifestações de adesão ao PDV dos empregados que exerçam atividades consideradas chaves para a empresa (cujo desligamento possa colocar em risco a continuidade dos serviços técnicos e operacionais prestados pelo Metrô) serão avaliadas também pelas áreas gestoras. Nesses casos, o Metrô estabelecerá um prazo para que o funcionário que quer se desligar passe seus conhecimentos para outros funcionários, cumprindo assim o objetivo de movimentar e renovar a estrutura das carreiras. O prazo de efetivação dos pedidos de demissão será de até 2 anos. 

Fonte da Notícia: Metrô