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segunda-feira, 14 de março de 2016

Com aumento da demanda, falhas no Metrô crescem 27%

O número de panes nas quatro principais linhas do Metrô de São Paulo cresceu 27% (de 58 para 74) entre 2011 (ano do retorno de Geraldo Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes) e 2015.

É o que aponta levantamento inédito feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados do Metrô de São Paulo obtidos por meio da Lei Federal nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação).

De acordo com as informações disponibilizadas pela empresa, nesse período, o número de ocorrências que causaram impacto significativo na circulação dos trens cresceu ano após ano: em 2012, houve 71; em 2013, 72 e em 2013, 73. 
Entre 2011 e 2015, a quantidade de passageiros transportados anualmente pelas Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás, juntas, cresceu 3% (de 1,087 bilhão para 1,116 bilhão).

Na comparação entre 2014, quando 1,110 bilhão de passageiros utilizou o Metrô de São Paulo, e o ano passado, a variação foi 1%.

Com menos usuários, Linha 1-Azul tem recorde de panes

Em 2011, a Linha 1-Azul transportou 433,5 milhões de passageiros. Era a mais movimentada do sistema metroviário paulistano. Naquele ano, ela registrou 15 panes.

No ano passado, a Linha 1-Azul transportou 417,8 milhões de pessoas (3,76% a menos do que em 2011). A quantidade de panes explodiu: foram 29, praticamente o dobro de quatro anos antes.

Já na Linha 3-Vermelha, hoje a mais movimentada do Metrô, as panes têm diminuído nos últimos anos: em 2012, foram 35, em 2013, 26, em 2014, 23 e, no ano passado, 22.
Lotação na Linha 1-Azul devido a falha operacional

Por que isso é importante?

O Metrô de São Paulo conta com uma rede de 80,6 km. Os governos tucanos inauguram em média 2 km de novas linhas, por ano, segundo levantamento feito pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

A Lei nº 12.587/2012, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, define, no seu art. 5º, inciso IV, como um dos princípios do transporte público “a eficiência, a eficácia e a efetividade” de quem presta esse serviço.
Essa mesma lei diz, no seu art. 14, inciso I, que é direito do usuário do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana “receber o serviço adequado”.

Segundo essa lei, o Sistema Nacional de Mobilidade Urbana “é o conjunto organizado e coordenado dos modos de transporte, de serviços e de infraestruturas que garante os deslocamentos de pessoas e cargas no território do Município”. Isso inclui o Metrô de São Paulo.

Números mostram que Metrô é um sistema de transporte regular e seguro, afirma empresa

O Metrô de São Paulo disse por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa que as panes registradas ao longo dos últimos anos são proporcionais ao número de viagens realizadas, à quilometragem percorrida e à quantidade de passageiros transportados.

Leia, abaixo, a íntegra da nota que a empresa enviou à reportagem:

“Todos os sistemas de metrô do mundo estão sujeitos a falhas e elas são proporcionais ao número de viagens realizadas, à quilometragem percorrida e à quantidade de passageiros transportados. O Metrô de São Paulo transporta 4 milhões de passageiros diariamente, realizando mais de 3.500 viagens diárias, com 60 mil quilômetros percorridos.

No ano de 2015, o número de quilômetros percorridos aumentou na comparação ao realizado em 2014. Em 2015, foram percorridos 18,9 milhões de quilômetros pelos trens do Metrô. No ano de 2014, os trens haviam percorrido 18,1 milhões de quilômetros. Ou seja, um aumento de 4,5% na quilometragem percorrida.

Dessa forma, o número de incidentes notáveis apresenta estabilidade entre os anos de 2014 e 2015, mantendo-se dentro dos padrões internacionais de qualidade e segurança.
Os números mostram que o Metrô de São Paulo é um sistema de transporte regular, confiável e seguro, considerado internacionalmente como um dos dez melhores do mundo.”

Fonte da Notícia: Fiquem Sabendo
Gráfico: Dados fornecidos pelo Metrô de São Paulo
Imagem: Estadão

quinta-feira, 10 de março de 2016

CBTC entrará em operação na Linha 5-Lilás em Março de 2016

Novos Trens da Frota P no Pátio Guido Caloi (Linha 5-Lilás)
Testes com o CBTC, sigla em inglês que traduzindo ao nosso português se refere a “Controle de Trens Baseado em Comunicação”, na Linha 5-Lilás, devem começar em Março de 2016, de acordo com publicação do Jornal El País.

A reportagem relata que dos 26 trens adquiridos pelo Governo Estadual para operarem junto com a extensão entre as estações Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin, 16 já estão no Pátio Capão Redondo. Alguns deles foram alvo de vandalismo, com pichações.

As composições (Frota P) ainda não prestam serviços por terem a bordo apenas a tecnologia do CBTC, e a Linha 5-Lilás opera atualmente com o ATC

Em resposta à reportagem, o Metrô informou que “a Bombardier [responsável pela tecnologia] já foi notificada pelo atraso na implantação do sistema e pode ser multada em até 30 milhões de reais”.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus 
Imagem de Samuel Oliver

Falhas afetaram as 3 principais linhas de Metrô dia 08/03/2016

Estação Sé (Linha 1-Azul) lotada após falha operacional
Uma série de oscilações na rede elétrica externa às estações do Metrô de São Paulo,dia 08/03/2016, provocavam velocidade reduzida na circulação de trens e maior tempo de parada em estações das Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.

As operações da Linha 2-Verde foram normalizadas por volta das 18h10. Às 18h15, a circulação padrão foi restabelecida na Linha 3-Vermelha. O mesmo aconteceu com os trens da Linha 1-Azul, às 18h25.

Segundo o Metrô, a medida foi adotada como parte de um procedimento de segurança depois que oscilações de energia impediram, às 17h13, a circulação de trens das linhas 3-Vermelha e 2-Verde, e às 17h30, o funcionamento do setor norte da Linha 1-Azul.

Na primeira linha, a circulação entre as estações Itaquera e Penha ficou impedida por cerca de sete minutos, até as 17h20. Já na segunda, a energia levou dois minutos para ser restabelecida, por volta das 17h15. O maior intervalo sem energia ocorreu na Linha 1-Azul, das 17h30 às 17h51.

Em nota, a AES Eletropaulo informou que houve uma oscilação no Sistema Interligado Nacional, “o que acarretou na interrupção do fornecimento de energia elétrica por até 2 minutos de 14 Subestações”. Isso afetou bairros da Zona Leste e “as estações do Metrô Tamanduateí, Tatuapé, Guilhermina-Esperança e da CPTM São Caetano”. Ainda de acordo com a concessionária, “o sistema foi normalizado às 17h15 e as causas deste evento estão sendo apuradas”.

Pouco depois, às 17h32, “houve o desligamento de uma linha de transmissão da AES Eletropaulo, o que acarretou a interrupção do fornecimento de energia elétrica por 2 minutos para 1 Subestação” que alimenta “parte da região central de São Paulo (Pari e Bom Retiro)”.

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem: Band

domingo, 6 de março de 2016

Falhas no Metrô crescem 27% apenas em um ano

Estação Sacomã (Linha 2-Verde) após paralisação da linha
O número de problemas no funcionamento do Metrô paulista, com impacto significativo para os passageiros, tem aumentado nos últimos quatro anos. O sistema sofreu 74 panes em 2015, nas quatro linhas administradas pelo Governo Geraldo Alckmin – 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e 15-Prata. Em 2011, foram 58, o que representa aumento de 27,5% nas falhas do sistema.

Falha na Linha 2-Verde parou o sistema semana passada, e usuários ficaram sem acesso a várias estações. Problema, segundo trabalhadores, é com o novo sistema de operação dos trens   Segundo os dados, as ocorrências que causaram impacto significativo no sistema – com interrupção na circulação dos trens – cresceram ano a ano: 58 em 2011; 71 em 2012; 72 em 2013, 73 em 2014, e 74 em 2015. No mesmo período, a quantidade de passageiros transportados pelas Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás, juntas, cresceu de 1,087 bilhão para 1,116 bilhão (3%).

A Linha 1-Azul foi a que teve maior número de falhas em 2015. Foram 29, quase o dobro das ocorridas em 2011: 15, apesar de o número de passageiros ter diminuído: 417,8 milhões de pessoas, em 2015. Em 2011, a mesma linha transportou 433,5 milhões de passageiros.

A Linha 3-Vermelha, a mais movimentada do Metrô atualmente, que liga a Palmeiras-Barra Funda a Coritnhians-Itaquera teve redução das panes: foram 35, em 2012; 26, em 2013; 23 em 2014, e 22 em 2015.

Problemas persistem

Dia 25/02/2016, a Linha 2-Verde, que liga a Vila Madalena à Vila Prudente sofreu uma pane que interrompeu a circulação dos trens por 45 minutos e deixou o sistema com velocidade reduzida por, pelo menos, duas horas. O Metrô chegou a restringir a entrada de passageiros nas estações. No dia 20/01/2016, uma falha em um trem entre as estações Penha e Carrão, da Linha 3-vermelha, deixou a circulação mais lenta e as estações lotadas.

Segundo os metroviários, a implementação do novo sistema de sinalização, o CBTC tem causado problemas no funcionamento do sistema da Linha 2-Verde. O CBTC passou a operar todos os dias da semana a partir do último dia 13, após oito anos da aquisição do sistema, por R$ 700 milhões. “O sistema deveria reduzir a distância entre os trens, possibilitando colocar mais carros nas linhas, com segurança. Mas nem isso está sendo possível”, afirmou Altino Melo Prazeres Júnior, presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

Alckmin havia prometido instalar o sistema também nas Linhas 1-Azul e 3-Vermelha até o final de 2014. Na Linha 5-Lilás, 26 trens novos que possuem o sistema CBTC estão parados há quase dois anos porque o mesmo não foi implementado na via. Os trens foram comprados por R$ 630 milhões, mas não há previsão de quando vão passar a transportar os usuários.

No sistema atual, chamado ATO, a linha é dividida em setores de 150 metros. Quando dois trens ocupam o mesmo setor, o avanço do que está atrás é impedido por meio de um corte na energia elétrica. Com o sistema CBTC, a comunicação se dá por rádio, por meio de antenas colocadas nos trens e ao longo da via, o que garante maior segurança para reduzir a distância entre as composições. O novo sistema também controla a abertura de portas conjugadas entre o trem e a estação.

Metrô se diz seguro

O Metrô informou que as panes registradas ao longo dos últimos anos são proporcionais ao número de viagens realizadas, à quilometragem percorrida e à quantidade de passageiros transportados. E que o sistema é seguro.

“O Metrô de São Paulo transporta 4 milhões de passageiros diariamente, realizando mais de 3.500 viagens diárias, com 60 mil quilômetros percorridos. No ano de 2015, o número de quilômetros percorridos aumentou na comparação ao realizado em 2014. Dessa forma, o número de incidentes notáveis apresenta estabilidade entre os anos de 2014 e 2015, mantendo-se dentro dos padrões internacionais de qualidade e segurança. Os números mostram que o Metrô de São Paulo é um sistema de transporte regular, confiável e seguro, considerado internacionalmente como um dos dez melhores do mundo.” 

Fonte da Notícia: Rede Brasil Atual
Imagem: Veja SP

quinta-feira, 3 de março de 2016

Estações de Metrô devem ter até o final de Março de 2016 113 novos equipamentos de recarga do Bilhete Único

O Governo do Estado de São Paulo prometeu que até o final de Março de 2016, 46 novas máquinas de recarga do Bilhete Único devem ser instaladas em estações do Metrô, além de 67 terminais para consulta de saldo e recarga.

Os problemas para recarga do Bilhete Único se agravaram no final do ano passado com a paralisação dos serviços da Rede Ponto Certo, que alegou falta de correção na remuneração desde 2011 e desligou os equipamentos.

No início de 2016, o Metrô rompeu o contrato com a Rede Ponto Certo, que era responsável por 2/3 dos equipamentos.

De acordo com o Metrô, outras empresas foram chamadas para assumir gradativamente a venda e recarga de créditos. Ainda segundo a companhia, todas as 68 estações do metrô hoje tem ao menos uma máquina para atender os passageiros.

O Metrô ainda afirmou que ampliou o número de bilheterias abertas nos horários de pico. Para os passageiros com dinheiro trocado, foram abertos guichês especiais nas estações Sé, Tatuapé, Corinthians-Itaquera, Paraíso, Consolação e Ana Rosa. Guichês semelhantes também foram abertos em estações da CPTM. Na Estação Sé, há um posto de troca de moedas, que também deve funcionar em outras estações.

Fonte da Notícia: Blog Ponto de Ônibus
Imagem: Sindicado dos Aposentados

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Linha 15-Prata acumula falhas e atrasos em sua operação e expansão



Apresentado como uma solução rápida e barata para ligar a Vila Prudente até a Cidade Tiradentes, no extremo leste de São Paulo, o Monotrilho da Linha 15-Prata do Metrô virou uma obra demorada e cada vez mais cara do Governo Geraldo Alckmin.

Uma entre outras obras atrasadas do Metrõ, esse projeto completo prevê um total de 18 estações, em um trajeto de 26,7 km.

Mas há exatamente um ano apenas um trecho de 2,9 km, entre as Estações Terminal Vila Prudente e Oratório, opera em sistema de testes.

Ontem. 10/08/2015, no mesmo trecho entre as duas únicas estações concluídas, o horário de funcionamento foi ampliado (das 7h às 19h), e a tarifa de R$ 3,50 está sendo cobrada.

A promessa de entrega da obra já mudou algumas vezes. Inicialmente, antes mesmo do atual edital, falou-se em 2012. A seguir, o prazo foi lançado para o final de 2015.

A obra não ficará completa antes do final de 2018 lá, a previsão oficial é concluir até nove estações.

O governo estima que gastará R$ 7,1 bilhões, mas já há ao menos dez aditivos de preço que vão encarecer a obra.

"Vantagens apresentadas, como a agilidade da obra e a interferência menor no viário, por exemplo, já deixaram de existir", afirma o consultor em transporte Flamínio Fichmann. Para ele, um BRT (tipo de corredor de ônibus com maior capacidade) teria sido mais barato e eficaz.

A reportagem conversou com pessoas ligadas à execução da linha do Metrô, que revelaram uma série de problemas, que vão de falhas tecnológicas a erros de projeto.

Entre eles, um erro no projeto obrigou a deslocar galerias subterrâneas de águas para a construção de estações, caso revelado pela Folha e que ampliou os custos.

Mas esse é apenas um dos problemas. A licitação fatiada, com a construção da linha separadamente das estações, atrapalhou o andamento da obra, segundo engenheiros que atuam no monotrilho.

Série de problemas

Também houve atraso na chegada dos trens e problemas com sistemas de energia e softwares. Recentemente, técnicos resolviam falhas em um chip que passa informações dos pneus do trem para a central. Outro ponto problemático foi um sensor da porta, que emitia sinal incorreto.

A linha foi fechada nesta semana e, neste sábado e domingo, serão feitos os últimos testes. Usuários rotineiros reclamam da forte trepidação.

Quem mora próximo da linha afirma que, após um longo período com as obras paradas, os operários passaram a ser vistos com mais intensidade nos últimos três meses.

"Com esse começa e para só fica pronto em 2020", diz o pintor Marco Antonio Santos, 54, que mora perto da futura estação Camilo Haddad.

Dono de um bar perto da futura estação Vila União, Expedito Alves Coelho, 83, afirma que os sucessivos atrasos vêm causando prejuízo.

"Com essa obra na Av Anhaia Mello, as pessoas não conseguem chegar aqui. Eu também não consigo trabalhar todos os dias, porque o barulho é muito alto", diz. "Quando inaugurar, vai ser bom para mim. Mas já estou no fim da vida, não sei se vou ver isso não."


Outro lado

O Metrô de São Paulo nega que tenha cometido erros no projeto da Linha 15-Prata e diz que as vigas estão prontas até a futura estação Iguatemi.

Segundo a companhia, estão em andamento as obras de oito estações dessa ligação –de São Lucas a São Mateus.

A previsão é que o trecho até Iguatemi esteja em funcionamento até 2018.

As obras do trecho até Cidade Tiradentes necessitam de outra medida, de acordo com o próprio Metrô.

"É necessário o alargamento das avenidas Ragueb Chohfi, Estrada do Iguatemi e dos Metalúrgicos, em tratativas com Prefeitura de São Paulo, desapropriações e recursos financeiros", afirmou a companhia, em nota enviada pela assessoria de imprensa, sem estipular um prazo.

Um dos entraves é a área de um pátio de manobras, próxima à Ragueb Chohfi.

A companhia afirma também que está em andamento o remanejamento da galeria de águas abaixo das futuras estações São Lucas, Camilo Haddad e Vila Tolstoi.

"O Metrô tem conhecimento da existência da galeria do córrego da Mooca desde o projeto básico do monotrilho", afirma a companhia.

Segundo a nota, durante o desenvolvimento do projeto executivo da linha 15-prata, verificou-se a necessidade de soluções de engenharia. A opção de menor impacto, então, foi o remanejamento.

A obra abrange diversas melhorias, segundo o Metrô, como terminais de ônibus, sistema viário e ciclovia.

Sobre a trepidação, o Metrô afirma que o monotrilho tem características específicas por utilizar pneus.

Obras atrasadas da Linha 15-Prata

2010
Assinatura do contrato

Fim de 2015
Era o prazo para término das obras, que foi adiado para depois de 2018

Outros problemas da Linha 15-Prata

Falha
Houve problemas na rede com os sistemas de energia e softwares

Veículos
Trens demoraram para serem entregues

Galeria de Águas
Uma galeria de águas pluviais sob a avenida Anhaia Mello terá de ser desviada para construir algumas das estações

Fonte da Notícia: Folha de São Paulo
Imagem: Folha de SP