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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Metrô lança concurso público para 2017

Desde ontem (27/09/2016), o Metrô de São Paulo lança um concurso público destinado ao preenchimento de 40 vagas e formação de cadastro reserva. As inscrições poderão ser feitas pelo site da Fundação Carlos Chagas, de 27/09/2016 até 20/10/2016.

Para participar do concurso, os interessados devem ter formação em ensino superior, médio, técnico e fundamental, conforme o cargo pretendido.  As taxas variam entre R$ 105,00, R$ 75,00 e R$ 55,00, de acordo com o nível de escolaridade da função.

As vagas serão para: advogado júnior, engenheiro da segurança do trabalho, médico, auxiliar de enfermagem, técnico da segurança do trabalho, técnico de sistemas metroviários I – Civil, Elétrica, Eletrônica e Mecânica, técnico de restabelecimento corretiva I – Elétrica, Eletrônica e Mecânica, operador do transporte metroviário I, oficial de manutenção de instalações I, oficial de manutenção industrial - Elétrica, Mecânica, Pintura, Serralheria e Solda – e – usinador ferramenteiro.

As horas de trabalho semanais estão relacionadas com o cargo pretendido, sendo que as jornadas poderão ser de 20 ou 40 horas. Inclusive, alguns cargos serão em turnos e/ou escalas de revezamento.

O edital completo foi publicado ontem, dia 27/09/2016, no Diário Oficial Empresarial do Estado de São Paulo, e também ficará disponível nos sites do Metrô e da Fundação Carlos Chagas 

Etapas do concurso

Os candidatos a todos os cargos terão que realizar prova objetiva, comprovação de pré-requisitos, avaliação médica e processo admissional. A aplicação da prova está prevista para o dia 27/11/2016 e será realizada em São Paulo.

Benefícios 

O Metrô oferece salários compatíveis com os praticados no mercado e diversos benefícios, tais como: auxílio alimentação, auxílio refeição, plano de saúde (médico e odontológico) extensivo aos dependentes legais (opcional), seguro de vida em grupo (opcional), previdência suplementar (opcional), e bilhete de serviço (que permite o acesso gratuito ao sistema metroferroviário).

Fonte da Notícia: Metrô

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Ministério Público deve investigar contrato entre Alstom e Metrô de São Paulo para instalação do CBTC

A nova onda de notícias que envolve o Metrô de São Paulo e Ministério Público é a troca do sistema de sinalização, o CBTC. De acordo com publicação da TV Globo, o MP deve questionar na Justiça a prorrogação da implementação da tecnologia, até o ano de 2021.

O sistema opera na Linha 2-Verde entre as Estações Terminal Vila Prudente e a Vila Madalena, e 60% dos trabalhos estão concluídos para levar a sinalização nas Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, que deve reduzir intervalo e aumentar a capacidade de transporte.

Segundo a reportagem, no ano de 2016, onde desde fevereiro, a Linha 2-Verde opera com o CTBC, foram registradas 10 falhas notáveis. Em 2015 foram 7, e em 2014, 5 ocorrências. De acordo ainda com os dados, as falhas demoraram em média de 23 minutos para serem resolvidas.

A publicação, no entanto, não especifica se todas as falhas tiveram relação com o sistema de sinalização.

O Secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, diz que é normal haver um período de maturação quando há a implantação de uma nova tecnologia. “Quando você faz uma modificação, você tem algum período de falha“, diz.

Clodoaldo diz ainda que o acordo vai beneficiar os passageiros. “Tem um equívoco ao analisar essa questão de valores, são valores pedidos, a arbitragem ainda não tinha julgado os valores ainda. O governo podia tanto ganhar valores a mais como perder. Então foi decidido, tínhamos duas decisões a tomar: ou rescindíamos o contrato, depois teríamos que licitar novamente, ou fazíamos uma repactuação contratual, o que foi inclusive apoiado pela procuradoria geral do estado, que é a advocacia do estado”, afirma.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Ministério Público questiona instalação do CBTC na Linha 2-Verde pela Alstom

O Ministério Público vai questionar na Justiça o acordo que deu mais tempo para empresa Alstom instalar o sistema para melhorar a circulação de trens nas Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô de São Paulo. O prazo foi ampliado em dez anos – a previsão de entrega inicial era 2011 e passou a ser 2021.
 
O produto é o sistema digital, conhecido como CTBC, controle de trens baseado em comunicação, usado para diminuir o intervalo entre os trens, agilizar o transporte de passageiros, reduzir a superlotação e aumentar o número de usuários.

Em Janeiro de 2016, a demora na instalação e divergências sobre os valores do contrato provocaram um desentendimento entre o Governo do Estado e a empresa. Mas as partes acabaram fazendo um acordo, o Metrô desistiu do processo e abriu mão de receber da Alstom um valor em R$116 milhões.

O Ministério Público diz que o acordo é ilegal. “Ele viola o princípio da legalidade, ele viola o princípio da moralidade, principalmente ele viola o princípio da eficiência. Todos eles se caracterizando, podem se caracterizar em improbidade administrativa.”

O Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, aelga que o acordo vai beneficiar os passageiros. “Tem um equívoco ao analisar essa questão de valores, são valores pedidos, a arbitragem ainda não tinha julgado os valores ainda. O governo podia tanto ganhar valores a mais como perder. Então foi decidido, tínhamos duas decisões a tomar: ou rescindíamos o contrato, depois teríamos que licitar novamente, ou fazíamos uma repactuação contratual, o que foi inclusive apoiado pela procuradoria geral do estado, que é a advocacia do estado”, afirma.

Em nota, a Alstom disse que a repactuação do contrato foi aprovada por todos os órgãos competentes após rigorosa análise técnica e que foi homologado pelo tribunal arbitral e pela corte da câmara de comércio internacional.

23 minutos
 
O sistema de sinalização para reduzir o intervalo entre os trens foi comprado pelo Metrô em 2008 da Alstom durante o Governo José Serra por R$ 780 milhões para as Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.


A entrega era prevista para 2011, e chegou a ser adiada para o ano seguinte. No entanto, não foi totalmente implantado. Até hoje, apenas a Linha 2-Verde conta com o sistema - que, por ora, tem gerado efeito contrário.

Desde fevereiro esse sistema funciona na Linha 2-Verde. Um relatório do Metrô aponta que de Janeiro a Julho de 2016, houve dez falhas que atrasaram a operação. Cada uma de 23 minutos, em média. Já são mais registros que em todo o ano de 2015 e o dobro de 2014.

O Metrô diz que as falhas vêm ocorrendo porque o sistema ainda opera em fase de testes. É esse o sistema que também vai funcionar nas Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, mas só deverá ficar pronto 2021 [por conta do prazo ampliado] - dez anos depois do prazo inicial combinado com a Alstom, que ganhou a licitação pra fazer o serviço.

Fonte da Notícia: G1-SP

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Falha operacionais na Linha 2-Verde aumentam com a implantação do CBTC

O número de falhas na Linha 2-Verde aumentou em 2016, mesmo ano em que o Metrô concluiu a instalação de um sistema que deveria diminuir o intervalo entre os trens. Foram 10 falhas em 2016, mais que as 7 registradas em 2015 e as 5 de 2014. Os dados foram obtidos pelo SPTV por meio da Lei de Acesso à Informação e considera as falhas notáveis, quando atrasam a operação.
 
Em média, cada falha levou 23 minutos para ser resolvida.

A tecnologia chamada CBTC começou a ser instalada em 2008 e deveria ter sido concluída em 2011. Na Linha 2-Verde, a instalação acabou em Fevereiro de 2015. A situação é pior nas Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, que só terão o sistema de forma integral em 2021, segundo o Metrô.

O CTBC consiste em um sistema com antenas e transmissores dentro dos trens e nos túneis. Um computador controla toda a movimentação das composições. Na prática, isso poderia diminuir o intervalo entre as composições e também a superlotação.

O Secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, afirma que é normal haver um período de maturação quando há a implantação de uma nova tecnologia. "Quando você faz uma modificação, você tem algum período de falha", diz.

A empresa contratada em 2008 para instalar o sistema foi a Alstom, que é investigada por suposta prática de cartel em licitações do Governo de São Paulo. O preço previsto para o serviço foi de R$ 780 milhões.

Fonte da Notícia: G1-SP

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Obras da 2ª Fase da Linha 4-Amarela serão retomadas em Agosto de 2016 e Linha 5-Lilás será entregue em 2017

Em entrevista a Rádio Globo, o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que as obras da Linha 4-Amarela, do Metrô serão retomadas em Agosto de 2016. A Estação Higienópolis-Mackenzie deve ser entregue em 9 meses, Oscar Freire em 12 meses e São Paulo-Morumbi em 18 meses. Já a Vila Sônia demorará 2 anos e meio. Todas as 4 estações terão obras retomadas ao mesmo tempo.

Com relação a Linha 5-Lilás, do Metrô, o Governador prometeu entregar 10 estações em 2017. A exceção fica para Estação Campo Belo, que ficará para 2018.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Financiamento para obras da Linha 18-Bronze deve sair até Dezembro de 2016

O Ministro das Cidades, Bruno Araújo, deu encaminhamento para a retomada da liberação do financiamento para as desapropriações necessárias para a construção da Linha 18-Bronze, do Metrô.

De acordo com o jornal Diário da Grande ABC, o ministro disse que provavelmente o Governo Estadual poderá contratar o empréstimo até Dezembro de 2016. O processo todo estava travado durante a gestão de Dilma Rousseff.

“Haverá reunião de trabalho na semana que vem para verificar quais são as razões que retardaram o processo. Já marcamos audiência com o presidente para apresentar o cronograma de trabalho. Acredito que em 60 dias receberá o aval do Tesouro Nacional, e, com isso, ficará pela aprovação da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O governo Dilma fez isso em muitos Estados. Ora por razões econômicas ora por políticas. Prefiro encontrar soluções para essa importante obra para o Grande ABC”, alegou Araújo.

Para o deputado federal Alex Manente, que se reuniu com o ministro, o projeto finalmente sairá da gaveta. Alex já havia recebido o compromisso para a linha do Presidente da República, Michel Temer. “Irei participar deste processo e agora o objetivo é verificar em que pé está a documentação. Nos reuniremos com o presidente no próximo mês e espero que a tramitação já esteja em fase de conclusão. Na conversa anterior, ele havia assegurado agilidade nesta questão. Já é possível avaliar que o processo chegará ao Senado no segundo semestre”, disse Alex.

A Linha 18-Bronze será construída e operada pela iniciativa privada. As desapropriações ficam a cargo do Governo do Estado. Quando pronto, por Monotrilho, ligará a Estação Tamanduateí ao ABC.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

terça-feira, 26 de julho de 2016

Obras da 2ª Fase da Linha 5-Lilás ficam R$ 260,8 milhões mais cara

Alvo de questionamentos do TCE e de ação judicial do Ministério Público Estadual, a 2ª Fase da Linha 5-Lilás do Metrô vai ficar R$ 260,8 milhões mais cara. O Metrô assinou dois novos contratos para obras de “acabamento” e “acessos” em duas estações e no pátio de manutenção e estacionamento de trens que estão em construção na zona sul da capital.

Somente no Pátio Guido Caloi, no Jardim São Luís, o custo das obras, que tiveram início em janeiro de 2013, subirão 54%, de R$ 297,1 milhões para R$ 457 milhões. O novo contrato, no valor de R$ 159,9 milhões, foi assinado com o consórcio Via-Planova, com prazo de 21 meses de execução. O Governador Geraldo Alckmin havia prometido entregar esse pátio em 2015. Agora, a previsão é para o final de 2017.

O Metrô afirma que “no decorrer da obra” sua equipe de engenheiros “constatou a necessidade de reforçar as fundações do Pátio Guido Caloi” e que “as lajes de sustentação das paredes do estacionamento subterrâneo de trens (a 25 metros de profundidade) também sofreram alterações no método construtivo por causa das características arenosas do solo”.

Já o segundo contrato, no valor de R$ 100,1 milhões, foi assinado com a construtora Construcap para a execução de instalações hidráulicas, paisagismo, urbanismo e requalificação do entorno nas estações AACDServidor e Hospital São Paulo, que chegaram a ser prometidas para 2014 e também devem ser entregues até o fim de 2017. Esse trecho já está em construção pelo consórcio Carioca-Cetenco por R$ 458,5 milhões.

“Houve a necessidade de contratação complementar por conta de intercorrências inerentes à complexidade do empreendimento”, afirma o Metrô, que nega ter havido aumento de custos. Segundo a estatal, houve economia de 30%, ou US$ 134 milhões, no contrato de financiamento da obra com o BID. “O Metrô negocia com o agente financiador o remanejamento para custear obras complementares.”

O aumento de custos da Linha 5-Lilás, que fará a conexão com as Linhas 1-Azul e 2-Verde e terá 11,5 km de extensão e mais dez estações (só Adolfo Pinheiro foi entregue em Fev/2014), já é alvo de investigação do TCE. O tribunal apura diferenças entre orçamentos e quantidade de material consumido na construção, que fizeram o orçamento da obra saltar de R$ 3,4 bilhões para R$ 4,5 bilhões. Em Junho de 2016, o conselheiro Antonio Roque Citadini deu prazo de 60 dias para o Metrô explicar uma série de alterações feitas nos contratos.

No começo de Julho de 2016, o MPE moveu ação judicial pedindo a condenação do Metrô e oito agentes públicos, entre os quais cinco ex-presidentes da companhia e o atual Secretário Estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, pelo suposto abandono de 26 trens da Linha 5-Lilás. As composições foram compradas em 2011 por R$ 615 milhões e estão paradas porque a conclusão da linha atrasou. O Metrô nega prejuízo 
 
Fonte da Notícia: Revista Ferroviária

Bilhete Único Semanal e Diário só poderá ser usado por usuários cadastrados

O Metrô, a CPTM e a SPTrans, anunciaram um conjunto de ações que visa coibir a venda ilegal da passagem no transporte.

De uns tempos para cá, é notável a presença de pessoas comercializando passagem de bilhete único em estações do sistema metroferroviário e terminais.

A partir de 01/08/2016, a venda dos créditos nos Bilhetes Semanal e Diário será feita somente para cartões cadastrados. Desta forma, temporariamente cartões anônimos não receberão mais os créditos Semanal e Diário. O cadastro é feito no site http://bilheteunico.sptrans.com.br e os cartões são retirados nos postos.

De acordo com as empresas, os créditos adquiridos até 01/08/2016 serão utilizados normalmente até seu término. A fiscalização ainda deve ser intensificada, de acordo com as operadoras.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Confira as novas datas de inauguração da 2ª Fase da Linha 15-Prata e da Linha 17-Ouro

O Governador Geraldo Alckmin, em entrevista ao Programa Pânico da Rádio Jovem Pan, fez projeções para entrega das linhas do sistema metroviário em construção.

Monotrilhos

O Monotrilho da Linha 15-Prata, nas projeções do Governador pode ser entregue em 2017, o que ele chamou de “chegar até Sapopemba”. Atualmente a linha segue em obras de Oratório até São Mateus.

Já sobre a Linha 17-Ouro, Alckmin diz que o segundo colocado retomou as obras em Maio de 2016, em três estações ao final de Julho de 2016 será retomada as construções do Pátio Água Espraiada. A previsão de entrega do trecho entre o Aeroporto de Congonhas e a Estação Morumbi, nas palavras de Alckmin, é em 2018.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Tatuzão para obras da Linha 6-Laranja deve chegar no 2º Semestre de 2016

Novo Tatuzão das obras da Linha 6-Laranja
A concessionária Move São Paulo, responsável pela construção e futura operação da Linha 6-Laranja, do Metrô de São Paulo, por meio de sua assessoria informou como está atualmente o andamento de suas obras. Esclarece possuir 11 frentes de trabalho atualmente. Cada uma das frentes de trabalho está em uma determinada fase.

Em algumas delas a demolição já começou, antecipando a liberação para instalação do canteiro na área. Em outras, como é o caso do VSE Tiete, Freguesia do Ó, Fabrica de Aduelas, Pátio Morro Grande, as construções estão em estágios mais avançados. Segue a relação das frentes:

Fábrica de Aduelas – Perus
SE Aquinos
VSE Tietê
Estação Freguesia do Ó
Pátio de Manutenção de Trens Morro Grande
Estação Higienópolis Mackenzie
Estação Santa Marina
Estação João Paulo I
Central de Concreto Guaicurus
Estação PUC Cardoso de Almeida
VSE Pacaembu

Além das 11 frentes de trabalho, a Concessionária informa que um dos dois shields, equipamento também conhecido como “tatuzão”, que é considerado o equipamento mais importante na construção de uma linha de Metrô já está vindo da China e chegará ao Brasil pelo Porto de São Sebastião até o final do 1º Semestre de 2016

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus
Imagem de Tiago Ghiraldelli Kleinschmidt

Governo negocia prorrogação de contrato para início das obras da Linha 18-Bronze

O Governo do Estado de São Paulo negocia com Consórcio Vem ABC a prorrogação do início do contrato de PPP para a Linha 18-Bronze, em Agosto de 2016. O acordo inicial foi assinado em 22/08/2014. A concessão do Monotrilho terá prazo de 25 anos, dos quais os quatro primeiros serão de obras da infraestrutura e os restantes referentes a operação.

Segundo publicação do Diário Oficial de 30/04/2016, a administração estadual colocou a questão por ainda trabalhar na obtenção dos recursos para aporte e desapropriação. A publicação faz um balanço dos Potenciais Riscos Fiscais decorrentes das PPPs.

A linha terá 14,9 Km de extensão entre as estações Tamanduateí (Linha 2-Verde) e Djalma Dutra (São Bernardo do Campo). Serão erguidas 13 estações. A demanda diária estimada é de 314 mil passageiros.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

terça-feira, 3 de maio de 2016

Governo tenta prorrogar início contrato para obras da Linha 18-Bronze até Agosto de 2016

A Linha 18-Bronze do Monotrilho, prevista para ligar as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul até Estação Tamanduateí da CPTM e do Metrô, na capital paulista, é considerada um dos maiores exemplos que colocam em xeque a viabilidade para São Paulo e região metropolitana deste sistema de trens com pneus que circulam em elevados.

No Diário Oficial de 30/04/2016, o Governo do Estado de São Paulo fez um balanço dos Potenciais Riscos Fiscais decorrentes das PPP´s  contratadas. No documento, a gestão Geraldo Alckmin diz que o Metrô negocia com a concessionária que vai atuar nas obras e na operação a possiblidade de prorrogação da data de início de vigência do contrato para Agosto de 2016, em face da tramitação na obtenção dos recursos para aporte e desapropriação. O contrato inicial para operação foi assinado em 22/08/2014 com o Consórcio ABC Integrado, formado pela Primav, controladora do grupo EcoRodovias e empreiteira CR Almeida , Encalso, Cowan e a o grupo argentino Benito Roggio Transportes.

A Linha 18-Bronze deveria ter sido inaugurada no final de 2014 com obras custando R$ 4,2 bilhões. Sem mais uma previsão para ser concluído, hoje o Monotrilho do ABC custaria 14% a mais, chegando a R$ 4,8 bilhões.

A linha teria no total 15,7 quilômetros nas duas fases de implantação. Isso significa dizer que cada quilômetro do monotrilho do ABC vai custar R$ 305,7 milhões. A demanda prevista é de 314 mil passageiros por dia.

De acordo com dados da UITP, um sistema de BRTpode transportar a mesma quantidade de passageiros por dia, mas o custo de construção por quilômetro é em torno de R$ 30 milhões.

As operações do Monotrilho também devem custar mais, necessitando maiores subsídios. Atualmente o passageiro do BRT custa, em média, R$ 4,02 para ser transportado. Já o passageiro do monotrilho demandaria custos de R$ 6,90.

Segundo a gestão, o Governo do Estado aguarda R$ 1,2 bilhão do governo federal por meio do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social. Mas este valor só seria liberado caso fossem realizadas as desapropriações, que demandariam em torno de R$ 500 milhões, recursos que dependem de um aval da Caixa Econômica Federal por meio do Cofiex para a gestão Alckmin captar recursos no mercado.

Apesar de o discurso oficial da gestão Alckmin dizer que os impasses para o monotrilho da Linha 18-Bronze se restringem a condições financeiras, documento assinado por técnicos do próprio Metrô para o Ministério das Cidades em novembro do ano passado mostra que existem outras questões que geram dúvidas sobre o meio de transporte. Entre elas, estão impasses sobre o tratamento de galerias pluviais na Avenida Brigadeiro Faria Lima, no centro de São Bernardo do Campo e imediações. Não havia ainda definição, por exemplo, a respeito de qual lado da avenida seriam colocadas as vigas do elevado.

O fornecimento do material rodante, ou seja, dos trens, diante da situação financeira da fabricante MPE também é outra dúvida. A empresa desfez a parceria com a empresa da Malásia Scomi, que deve assumir sozinha a fabricação dos trens.
 
Outra dúvida é em relação à interpretação dos contratos para os Monotrilhos de São Paulo. Na visão do Ministério das Cidades, as operações da Linha 18-Bronze só devem ser iniciadas após a conclusão de ao menos parte da Linha 17-Ouro, da zona sul de São Paulo, e dos testes operacionais. A Linha 17-Ouro também não saiu do papel, apesar de ter as obras iniciadas, diferentemente do Monotrilho do ABC que sequer teve alguma intervenção civil. O Metrô não interpreta desta forma e diz que as operações são independentes.

Em audiência da Comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa, no dia 23/11/2015, secretário nacional da Mobilidade Urbana, Dario Rais Lopes, rebateu as insinuações de parlamentares ligados ao Governo do Estado de que a linha estaria sendo boicotada pelo Ministério das Cidades, e disse que ainda não houve convencimento de que o sistema de monotrilho seria a melhor solução entre o ABC e a capital.

“Nos causa preocupação a forma pela qual se trabalha a solução. Não estamos convencidos de que a solução será a mais adequada … Isso não quer dizer que nós boicotemos” – disse na ocasião.

Abaixo relatório do Governo do Estado sobre análise de riscos de PPP, a respeito Linha 18-Bronze:

PPP da Linha 18-Bronze (Monotrilho) do Metrô Em 22/08/2014, foi firmado o contrato de Concessão Patrocinada entre o Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos – STM, e a Concessionária do Monotrilho da Linha 18-Bronze S/A para a prestação dos serviços públicos de transporte de passageiros da Linha 18-Bronze, pelo prazo de 25 anos, contemplando a construção, o fornecimento de material rodante e de sistemas, a operação, a conservação e a manutenção da linha. Nos termos da Lei 11.079/2004, o plano de negócio da concessão da Linha 18-Bronze contempla aporte de recursos públicos, no valor máximo de R$1.928.372.000,00 (um bilhão, novecentos e vinte oito milhões, trezentos e setenta e dois mil reais), envolvendo construção de infraestrutura e aquisição de bens reversíveis, composto da seguinte forma: R$ 1.276.000.000,00 (um bilhão, duzentos e setenta e seis milhões de reais) através de financiamento do BNDES; R$ 400.000.000,00 (quatrocentos milhões de reais) através de repasse do Orçamento Geral da União e, por fim, R$ 252.372.000,00 (duzentos e cinquenta de dois milhões, trezentos e setenta e dois mil reais) oriundos do Tesouro do Estado. O financiamento do BNDES já integra o limite atual de endividamento do Estado e já está enquadrado na instituição. As condições para que o GESP obtenha o repasse da União foram extensamente discutidas com o Ministério das Cidades e plenamente refletidas no edital da concessão. Além do aporte, o projeto prevê R$ 406.000.000,00 (quatrocentos e seis milhões de reais) para desapropriação, cujos recursos advirão de organismos internacionais. A autorização para a contratação internacional foi obtida através da Lei 15.696/2015 e os procedimentos internos com vistas a obter a autorização do governo federal já foram tomados. Eventuais descolamentos entre os valores previstos e os pagos na finalização dos processos de desapropriações, poderão resultar em riscos fiscais advindos da ocorrência de problemas para contratação de créditos adicionais. A Concessionária e o Poder Concedente negociam a prorrogação da data de início de vigência do contrato da PPP Linha 18-Bronze para Agosto de 2016, em face da tramitação na obtenção dos recursos para aporte e desapropriação. No caso do financiamento junto ao BNDES, a operação de crédito encontra-se em análise no Departamento de Mobilidade e Desenvolvimento Urbano do banco e a formalização da contratação está condicionada à aprovação do STN e à obtenção dos créditos internacionais necessários à realização das desapropriações.

Fonte da Notícia: Blog Ponto de Ônibus
Imagem 1: Portal Mobillize
Imagem 2: Meu Transporte News-Metrô

domingo, 3 de abril de 2016

Obras da Linha 6-Laranja terão vinte frentes de trabalho até o final de 2016

Obras da Linha 6-Laranja
Em obras desde 2015, a Linha 6-Laranja deve abrir outras 10 frentes de trabalho até o final de 2016, somando ao todo 20 grupos, de acordo com informações da  Concessionária Move São Paulo, responsável pela construção e futuramente operação da nova ligação metroviária.

A previsão é que a nova linha esteja pronta em 2020. Os trabalhos eram previstos para serem iniciados no início de 2010, depois adiado para 2012 e, posteriormente, para julho de 2013. Somente após a assinatura da PPP entre o Governo Estadual e a iniciativa privada, feita naquele ano, que o projeto de ligação sobre trilhos entre o centro da capital paulista e a zona norte, começou de fato a sair do papel.

A ideia de constituir uma PPP partiu do Governo Alckmin, em direção contrária da gestão anterior onde previa apenas recursos públicos na construção da linha.

O valor do empreendimento é avaliado em R$ 9,6 bilhões, sendo que R$ 8,9 bilhões são divididos entre o Governo do Estado (50%) e o consórcio (50%). O restante é referente às desapropriações que serão executadas pelo Estado.

A Linha 6-Laranja vai ligar a Vila Brasilândia à Estação São Joaquim (Linha 1-Azul), com 15,9 quilômetros de extensão e 15 estações, atendendo os bairros de Brasilândia, Freguesia do Ó, Pompeia, Perdizes, Sumaré e Bela Vista. Vai se integrar com as Linhas 7-Rubi e 8-Diamante da CPTM, na Futura Estação Água Branca; Linha 4-Amarela, na Futura Estação Higienópolis-Mackenzie; e Linha 1-Azul, na Estação São Joaquim. O percurso todo será feito em 27 minutos.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus 
Imagem: Portal Via Trólebus

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Linhas de Monotrilho demoram mais tempo para serem construídas do que linhas de Metrô

Obras do Monotrilho da Linha 15-Prata
O Governo do Estado de São Paulo suspendeu até pelo menos 2017, o começo da construção de dois trechos do Monotrilho da Linha 17-Ouro, que deveria ligar a região do bairro Jabaquara até área posterior do Morumbi, na zona sul da capital paulista.

As obras paralisadas envolvem a construção de dez quilômetros de linha que correspondem a 57% da extensão total do trecho que deveria ter 17,6 quilômetros de extensão.

Se as obras forem recomeçadas em 2017, a previsão é de que sejam concluídas em até 30 meses. Assim os trechos e estações devem ser entregues somente entre 2018 e Julho de 2019. Os trechos suspensos são dos extremos do trajeto, da Estação Morumbi, que faria conexão com a Linha 9-Esmeralda da CPTM, na região da Marginal Pinheiros, até a futura Estação Morumbi-São Paulo da Linha 4-Amarela do Metrô, que também está atrasada e só deve ser entregue em 2018.

No outro extremo estão suspensas as obras entre o Aeroporto de Congonhas e Estação Jabaquara, da Linha 1-Azul do Metrô, que também faz conexão física com o Corredor Metropolitano ABD.

Assim apenas um trecho de 7,7 quilômetros entre Congonhas e a Linha 4-Amarela está em construção pelo consórcio das empresas Andrade Gutierrez e CR Almeida.

A Promessa inicial é de que esse trecho deveria estar pronto em 2010, mas agora somente deve sair do papel no segundo semestre de 2017.

De acordo com reportagem do Jornal O Estado de São Paulo, a gestão Alckmin responsabilizou a crise econômica financeira que o país atravessa, a alta da inflação, o crescimento do dólar, a queda do PIB e os juros altos para os atrasos.

Construções de monotrilhos têm significado fracassos e modelo de transporte é questionado:


A construção dos monotrilhos em São Paulo até o momento tem representado fracasso. Problemas financeiros e técnicos colocam em dúvida sobre se o monotrilho é a melhor escolha para os transportes na capital e região metropolitana.

Ao jornal O Estado de São Paulo, o especialista e mestre em Transportes pela USP Horácio Augusto Figueira, diz que o Monotrilho não é o melhor meio de transporte por atender poucas pessoas diante do custo de construção e operação. Ele usa como exemplo a própria Linha 17-Ouro

“A demanda por passageiros no trecho que o Metrô vai priorizar é “pífia”. Um corredor de ônibus à esquerda, com os coletivos entrando no aeroporto, ficaria bem mais acessível. Ele já estaria operando e com um custo bem menor.” 

No entanto, ele defende a conclusão do que foi iniciado.

Obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro
O insucesso do monotrilho é tão grande que a gestão Alckmin prometeu até o final de 2015 a conclusão de 38,6 quilômetros do modal de transporte que consiste em trens de média capacidade que circulam sobre elevados usando pneus.

Seriam três linhas de Monotrilho: a Linha 15-Prata, entre Vila Prudente e Cidade Tiradentes; a Linha 17-Ouro, do Jabaquara até a região posterior do Morumbi; e a linha 18 bronze, entre a região do ABC Paulista e a estação Tamanduateí de trem e metrô.

Destes 38,6 quilômetros, que deveriam ter sido concluídos até o final de 2015, apenas 2,9 quilômetros estão em operação e em horário reduzido, das 06h às 20h, na linha 17 Prata, entre as Estações Terminal Vila Prudente e Oratório.

Obras estão ficando cada vez mais caras

A lentidão para conclusão das obras do Monotrilho é tão grande que, de acordo com comparação feita pelo Jornal Estado de São Paulo, tem sido mais difícil a construção deste modal do que do próprio metrô subterrâneo, que transporta em torno de sete vezes mais passageiros, consegue desafogar o trânsito com maior eficiência e atrair mais pessoas para o transporte público.

“Se cumprido o novo cronograma da Linha 17, em seis anos de obras, a gestão Alckmin terá aberto sete estações e construído 7 km de monotrilho na capital. Para efeito de comparação, também ao longo de seis anos, entre 1968 e 1974, o Metrô abriu sete estações da Linha 1-Azul, com obras subterrâneas, consideradas mais complexas e mais caras.

A Linha 17-Ouro foi orçada inicialmente em R$ 3,9 bilhões, mas já está custando R$ 5,5 bilhões, um aumento real de 41%.” – releva a reportagem deste dia 31/12/2015, assinada pelos repórteres Bruno Ribeiro, Fabio Leite e Rafael Italiani.

Problemas não são apenas financeiros: 

Apesar de o governo do estado insistir na tese de que o problema principal dos monotrilhos é financeiro, a própria Companhia do Metrô admite que existem entraves técnicos que evidenciam a dificuldade para implantação do meio de transporte. Segundo o Metrô, além dos problemas ordem econômica no país, “há a necessidade de equacionar pendências e duplicação de vários trechos de vias para implementação das colunas e vigas dos monotrilhos das Linhas 15-Prata e 17-Ouro”

Além disso, sobre a Linha 17-Ouro do Monotrilho, o Metrô informou que faltam a emissão da Licença Ambiental de Instalação pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e o prolongamento da Avenida Hebe Camargo, além do remanejamento de 10 mil famílias que serão retiradas do trajeto por onde deveria passar o monotrilho.

Em relação à Linha 15-Prata do Monotrilho, segundo o Metrô ao TCE, falta o remanejamento da galeria do Córrego da Mooca, além da duplicação e adequação da Avenida Ragueb Chohfi. O Tribunal de Contas do Estado questionou os atrasos das obras.

O Monotrilho da Linha 18-Bronze, conhecido como monotrilho do ABC, não tem previsão para ser iniciado. O Governo do Estado de São Paulo também atribui o atraso a condições financeiras, mas também ocorrem problemas técnicos. Primeiro porque as obras só podem ser iniciadas depois de testes da Linha 17-Ouro, que não tem nenhum trecho em operação. Além disso, há dúvidas sobre a capacidade financeira da empresa MPE de fornecer os trens do monotrilho, reveladas pelo Metrô ao Ministério das Cidades. Há entraves também na construção da estrutura do modal, como galerias de água Avenida Brigadeiro Faria Lima, no centro de São Bernardo do Campo, que inicialmente não foram previstas no projeto desta linha de trens suspensos.

Fonte da Notícia: Blog Ponto de Ônibus 
Imagem 1: Sérgio Mazzi
Imagem 2: Nexo Jornal

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Obras da Linha 6-Laranja (privada) tem o mesmo ritmo das obras do Metrô (estatal)


Profundidade do primeiro poço é grande
Obras da Futura Estação Freguesia do Ó (Linha 6-Laranja)
Primeira PPP completa a assumir uma obra de linha de Metrô no Brasil, a Linha 6-Laranja sofre, por enquanto, dos mesmos males de outros projetos tocados de forma ortodoxa – ou seja, com o poder público licitando a obra em partes e pagando conforme o avanço dela. Dois anos após a assinatura do contrato com o Consórcio Move SP, a nova linha do Metrô ainda tem um ritmo lento e com apenas quatro frentes de trabalho das 32 previstas.  tempo de receita na PPP.

Exceto pelo VSE Tietê, um imenso poço que está sendo escavado ao lado da Marginal Tietê (foto acima) e por onde devem partir os dois ‘tatuzões’ que abriram os túneis da linha, no resto dos 15,3 km previstos há poucos sinais que há uma nova linha de metrô prestes a surgir.

Segundo o Governo do Estado de São Paulo, já existem obras também na futura estação Freguesia do Ó e no pátio Morro Grande, onde será feita a manutenção dos trens e será feito o controle de operação.

Desapropriações

Um dos problemas pelo que passa a Linha 6-Laranja é o mesmo que outras obras públicas têm, a lentidão das desapropriações. O custo é bancado pelo estado, mas nem isso facilitou o processo. Como havia algumas dúvidas quanto ao papel de cada parceiro na linha, muitos advogados acabaram contestando a validade das desapropriações, o que atrasou a liberação de imóveis.

Mais recentemente, a questão tem sido financeira. O governo estadual não conseguiu liberar os imoveis na rapidez que o consórcio desejava, algo que deve acontecer apenas no primeiro semestre de 2016.

A gestão Alckmin anunciou nesta semana um empréstimo de R$ 690 milhões junto à Caixa Econômica Federal para pagar as desapropriações pendentes, sobretudo de regiões mais valorizadas da cidade. É nítida a falta de imóveis vazios na região de Sumaré, Higienópolis e Bela Vista, por exemplo.

Lava-Jato

Mas a linha não vive apenas das dificuldades do governo. Também o consórcio, formado pela Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC, não tem mostrado celeridade nos terrenos dos quais já tem a posse. Estações como Santa Marina, João Paulo I, Itaberaba e Pompéia estão apenas com os imóveis demolidos, sem sinal ainda de obras mais pesadas.

Há rumores que as três empresas, envolvidas na operação Lava-Jato, estariam com dificuldades para obter financiamento para a obra, o que explicaria a falta de um ritmo mais forte depois desses dois anos.

A experiência até agora mostra que a burocracia do país acaba contaminando até mesmo uma obra em que o parceiro privado tem mais liberdade para planejar sua execução. Isso mostra que o cerne da questão não está apenas na modalidade escolhida para uma obra pública, mas sim em destravar gargalos que atingem qualquer tipo de projeto.

Fato é que o prazo para início de operação exigirá uma estratégia mais agressiva nas obras, algo que a Move São Paulo tem dado a entender que fará ao contratar alguns serviços e estudos mais avançados para otimizar seu trabalho. O contrato de 25 anos se encerra em 2039 e a expectativa é de que a linha comece a operar em 2020, ou seja, dentro de no máximo cinco anos. Um atraso significativo será prejuízo não só para a população como também para o consórcio, que terá menos tempo de receita na PPP.

Fonte da Notícia: Metrocptm
Imagem: Portal Via Trólebus

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Monotrilhos de São Paulo são questionados

Composição do Monotrilho da Linha 15-Prata
O prazo para operação do Monotrilho da Linha 18-Bronze ficou para até 2020, de acordo com o Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, na Comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa. Na mesma reunião, representantes de União e Estado mantiveram divergência sobre o financiamento para desapropriações.

O Estado aguarda R$ 1,2 bilhão do Governo Federal por meio do BNDES, porém este valor só seria liberado caso fossem sejam apresentadas as garantias das desapropriações, a cargo da administração estadual.

“Vamos tomar dinheiro no Exterior, sem onerar diretamente a União. Por isso, acreditamos que é possível obter aval a esse financiamento. Com esse quadro, o BNDES tende a assinar contrato. Esse acordo está faltando para viabilizar o contrato, e até o fim de 2016 iniciarmos as obras. Entre 2019 e 2020 hoje é a realidade.”, disse o Secretário.

Já o secretário nacional da Mobilidade Urbana, Dario Rais Lopes, diz que a escolha do monotrilho pode não ter sido a melhor solução. Lopes assegurou que o governo federal não tem objeções pelo projeto. “Nos causa preocupação a forma pela qual se trabalha a solução. Não estamos convencidos de que a solução será a mais adequada … Isso não quer dizer que nós boicotemos” – disse Lopes.

Monotrilhos de São Paulo

O Estado de São Paulo possui três projetos de monotrilhos. Dois deles, devem atender a uma demanda considerada de média capacidade. A ligação entre São Paulo e São Bernardo do Campo deve transportar 430 mil pessoas por dia. Já na Linha 17-Ouro, estima-se o carregamento de 250 mil passageiros por dia, quando a linha estiver completa, do Jabaquara até a estação São Paulo-Morumbi. No entanto, apenas o trecho entre o Aeroporto de Congonhas e a estação Morumbi da CPTM esta em obras.

O terceiro, o da Linha 15-Prata é esperado 550 mil passageiros por dia, também quando concluído da Estação Terminal Vila Prudente até o Iguatemi. Atualmente o Monotrilho opera entre Vila Prudente e Oratório, e as obras seguem até o bairro de São Mateus.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus
Créditos da Imagem Reservados ao Autor