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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Metroviários tem aumento acima da inflação em 9 dos últimos 10 anos

Sem metrô, passageiros esperam ônibus no terminal Parque Dom Pedro 2º, em São Paulo
Greve do Metrô em 2006
Os metroviários de São Paulo, que ameaçaram promover uma nova Greve semana passada, obtiveram reajuste acima da inflação em nove dos últimos dez anos. O ano de 2010 foi a única exceção, quando os trabalhadores do Metrô conseguiram somente a reposição do índice inflacionário. É o que mostra levantamento feito pela Folha durante mais uma negociação salarial entre a empresa e representantes da categoria, que terão nova audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho na tarde de 31/05/2016.

A primeira tentativa de acordo perante a Justiça, na semana passada, não foi bem-sucedida. O Metrô ofereceu 7,5% de reajuste nos salários, abaixo da inflação do período, enquanto os trabalhadores pediam 10,82% de recomposição, acrescido de 6,59% de aumento real. O piso salarial da categoria é de R$ 1.891,25. Dia 30/05/2016, o Metrô elevou sua proposta e ofereceu o reajuste da inflação segundo o IPC-Fipe, de 10,03%, parcelado em duas vezes, extensivo a todos os benefícios. "Com isso, a empresa espera chegar a um acordo com o Sindicato dos Metroviários que evite prejuízos aos milhões de usuários do sistema e à população de São Paulo", diz a empresa.


Representantes dos trabalhadores, contudo, já indicaram que a proposta não é suficiente. Caso o impasse continue, a paralisação de 24 horas começa a 0h de quarta. Nos últimos dez anos, os funcionários do Metrô promoveram cinco greves que levaram a cidade a suspender o rodízio de veículos: em agosto de 2006, em Junho e Agosto de 2007, em Maio de 2012 e em Junho de 2014 –uma semana antes da abertura da Copa do Mundo em São Paulo.


Em todas essas paralisações, os metroviários conseguiram obter mais do que a reposição da inflação medida pelo IPC/Fipe. Em nota, o Metrô diz que "sempre empenhou todos os esforços para atender da melhor maneira possível aos pleitos de seus funcionários". A empresa afirma que, neste ano, "continua buscando a melhor alternativa econômica que, ao mesmo tempo, atenda aos trabalhadores e seja suportada pela companhia para não comprometer seu equilíbrio financeiro".

Fonte da Notícia e Imagem: Folha de São Paulo

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Metroviários tem aumento acima da inflação em 9 dos últimos 10 anos

Os metroviários de São Paulo, que ameaçaram promover uma nova greve ontem (1/06/2016) , obtiveram reajuste acima da inflação em nove dos últimos dez anos. O ano de 2010 foi a única exceção, quando os trabalhadores do Metrô conseguiram somente a reposição do índice inflacionário.


Nos últimos dez anos, os funcionários do Metrô promoveram cinco greves que levaram a cidade a suspender o rodízio de veículos: em Agosto de 2006, em Junho e Agosto de 2007, em Maio de 2012 e em Junho de 2014 –uma semana antes da abertura da Copa em São Paulo.

Em todas essas paralisações, os metroviários conseguiram obter mais do que a reposição da inflação medida pelo IPC/Fipe. Em nota, o Metrô diz que "sempre empenhou todos os esforços para atender da melhor maneira possível aos pleitos de seus funcionários".

A empresa afirma que, neste ano, "continua buscando a melhor alternativa econômica que, ao mesmo tempo, atenda aos trabalhadores e seja suportada pela companhia para não comprometer seu equilíbrio financeiro".

A situação econômica do Metrô tem se deteriorado recentemente. No ano passado, a gestão Geraldo Alckmin deu um calote de R$ 66 milhões na empresa, um dinheiro que seria usado para cobrir os custos da política de gratuidades no transporte. Haverá novo corte nos repasses neste ano.

Outro calote do governo paulista ao Metrô, este de R$ 333 milhões, ocorreu para pagar obrigações contratuais com a operadora privada da Linha 4-Amarela. Sem essas verbas, a companhia é forçada a cortar custos e abrir mão de investimentos e de melhorias no serviço que presta à população e no quadro de funcionários.

Alex Fernandes, secretário-geral do Sindicato dos Metroviários, diz que o salário não é o eixo principal das reivindicações: "O mais importante para nós é ter melhores condições de trabalho, mais contratações de funcionários e não haver aumento do preço da tarifa".

Fernandes também questiona o levantamento da Folha de São Paulo: "É preciso considerar que nossa reivindicação é sempre segundo o índice feito pelo Dieese, não pela Fipe. Nessa conta, nós nunca conseguimos ter o reajuste que pleiteamos".

O secretário-geral do sindicato diz ainda que a categoria estaria disposta a trabalhar no dia proposto para a greve, desde que o Metrô aceite manter catracas abertas para a população. O Metrô tem cerca de 9.500 funcionários, sendo que dois terços deles estão diretamente envolvidos na operação dos trens e estações.

Fonte da Notícia: Folha de São Paulo
Créditos da Imagem Reservados ao Autor

terça-feira, 31 de maio de 2016

Metroviários aceitam rejauste e GREVE no Metrô é cancelada para amanhã (01/06/2016)

Em assembleia realizada na noite de hoje (31/05/2016), os metroviários decidiram aceitar a proposta salarial do Metrô. Assim, não acontecerá a paralisação prevista para amanhã (01/06/2016).

Mais cedo, durante audiência realizada no TRT da 2ª Região, o Metrô apresentou a proposta de reajuste salarial de 10,03%. O aumento será efetuado em duas parcelas: a primeira retroativa ao dia 01/05/2016 e a segunda em Novembro de 2016. O mesmo índice de 10,03% será aplicado para reajustar os demais benefícios, a exemplo do vale refeição.

A categoria dos trabalhadores pedia 10,82% de reajuste mais 6,59% de aumento real. Depois chegou a propor o aumento imediato de 10,03%, mas acabou por aceitar o reajuste salarial parcelado.

Fonte da Notícia: UOL

GREVE de amanhã (01/06/2016) é CANCELADA



GREVE no Metrô de São Paulo em 2014
NÃO HAVERÁ GREVE de Metrô em São Paulo. A decisão foi tomada na noite de hoje (31/05/2016) em assembleia no Sindicato dos Metroviários.

Os trabalhadores queriam inicialmente recomposição da inflação de 10,82% mais 6,59% de aumento real. A primeira proposta do Metrô foi de aumento de 7,5%. No decorrer das negociações, o Metrô ofereceu o reajuste da inflação segundo o IPC-Fipe, de 10,03%, parcelado em duas vezes.

Em reunião na tarde de ontem (30/05/2016) no TRT, os metroviários não aceitaram o parcelamento deste reajuste oferecido pelo Metrô.

Uma das propostas apresentadas pelo TRT, consiste em reajuste imediato de 7,5% para os salários e benefícios e o restante em outra parcela até completar os 10,03%.

Antes da assembleia, o Metrô ofereceu a primeira parcela de 7,5% de aumento retroativo a 01/05/2016, o que foi aceito pelos trabalhadores.

O sindicato representa os trabalhadores das Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e 15-Prata do Metrõ.

Já a Linha 4-Amarela é operada pela iniciativa privada.

O Metrô atende 3,8 milhões de pessoas por dia e as linhas do Governo do Estado reúnem 9.447 funcionários.

Os metroviários têm conseguido constantemente ganhos reais nos salários em relação à inflação.

Nos últimos dez anos, os metroviários receberam reajustes acima da inflação em 9 deles,  sendo que em sete vezes, os metroviários tiveram reajuste acima dos aumentos da média nacional dos salários.

O piso salarial da categoria é de R$ 1.891, mas a média é de R$ 4.750.

Do quando de trabalhadores, 109 funcionários do Metrô recebem salários maiores do que o Estado determina para diretores da empresa, ganhando por mês R$ 21,7 mil e R$ 35 mil. Os supersalários resultam num custo mensal de R$ 35 milhões em uma folha de pagamento total R$ 1,7 bilhão.

O teto do salário de um diretor é de R$ 20,5 mil. Os cargos cujos funcionários recebem acima dos diretores são assessor técnico III”, “especialista III”, “chefe de departamento” e “gerente”.

Estes supersalários também são beneficiados com os aumentos.

O Sindicato dos Metroviários também levanta bandeira contra eventual privatização das linhas.


Fonte da Notícia: Blog Ponto de Ônibus
Imagem: Brasil Post

Metroviários cancelam GREVE prevista para amanhã (01/06/2016)

Estação Terminal Vila Madalena (Linha 2-Verde)
Funcionários do Metrô de São Paulo aceitaram proposta de reajuste salarial oferecida pela companhia e decidiram NÃO ENTRAR EM GREVE. Em assembleia realizada na noite de hoje (31/05/2016), os metroviários aprovaram reajuste de 10,03% (sendo 7,5% agora e o restante em Novembro de 2016).

Por volta das 14h desta tarde, representantes do Sindicato dos Metroviários e do Metrô se reuniram no TRT de São Paulo para a segunda audiência oficial de conciliação entre as partes.

A categoria pedia 10,82% de reajuste, mais 6,59% de aumento real imediatos, mas reviu a proposta durante a sessão e passou a exigir aumento de 10,03% em parcela única a partir de 01/05/2016. Já o Metrô oferecia 7,5% de reajuste, mas subiu a proposta para 10,03% em duas parcelas.

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem de Felipe Golfeto

Greve no Metrô é cancelada amanhã (01/06/2016)

Os metroviários cancelaram uma eventual GREVE que ocorreria amanhã (01/06/2016), no Metrô de São Paulo.

A categoria decidiu por cancelar a paralisação após aceitar proposta da companhia. Uma assembleia na sede da entidade terminou na noite de hoje (31/05/2016), com a decisão.

O Metrô ofereceu o reajuste da inflação segundo o IPC-Fipe, de 10,03%, parcelado em duas vezes.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus

URGENTE!!! Metrô decide hoje (31/05) se haverá GREVE AMANHÃ (01/06/2016)

Estação Sé (Linhas 1-Azul e 3-Vermelha)
A ameaça de GREVE no Metrô de São Paulo ainda não está descartada, e o sindicato da categoria deve promover uma nova assembleia às 18h30 de hoje (31/05/2016), para decidir sobre uma eventual paralisação amanhã (01/06/2016)

Os trabalhadores pedem aumento de 10,82% mais 6,59% de aumento real. O Ministério Público do Trabalho sugere que o reajuste salarial acompanhe o ÍPC/Fipe, que está em torno de 10,3%. Já o Metrô apresentou uma contraproposta de 10% de reajuste, parcelado em 2 vezes.

Uma audiência de conciliação no TRT deve ocorrer ainda nesta terça para tentar pôr fim ao impasse.

Caso se concretize a paralisação, usuários das Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e 15-Prata serão afetados.

Fonte da Notícia: Portal Via Trólebus
Créditos da Imagem Reservados ao Autor
 

Audiência com metroviários tentará evitar GREVE AMANHÃ (01/06/2016)

Uma segunda audiência de conciliação entre os trabalhadores e a empresa Metrô de São Paulo vai ocorrer na tarde de hoje (31/05/2016), no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, na capital paulista. Os trabalhadores, representados pelo Sindicato dos Metroviários, pedem reposição de 10,82%, além de 6,59% de aumento real. Na última assembleia, os funcionários decidiram adiar para AMANHÃ (01/06/2016) a GREVE que estava marcada para começar semana passada.

A última proposta oferecida aos empregados, semana passada, era de reajuste de 7,5%. O índice ficou abaixo do sugerido pelo Ministério Público do Trabalho, que defendeu a reposição de 10,3%, referente a inflação media pelo Índice de Preços ao Consumidor. 

Hoje (31/05/2016), após a audiência de conciliação, está marcada uma nova assembleia, que deverá apreciar a proposta apresentada durante a reunião. 

Fonte da Notícia e Imagem: Portal Terra

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Intransigência e atitude anti-sindical do Metrô esquentam clima de campanha salarial

No último dia 17/05/2016, quando ocorreu a terceira reunião de negociação da campanha salarial 2016, a direção do Metrô emitiu comunicado que reforça a postura anti-sindical que a empresa vem tendo nos últimos anos. Tenta proibir de maneira autoritária as medidas de mobilização históricas como a realização de setoriais da manutenção, a retirada de uniformes dos trabalhadores da estação e trens, e a realização de manifestações nas estações. Na mesma linha de intransigência, empresa rompeu temporariamente a negociação quando os demitidos políticos da greve de 2014 exigiram o cumprimento das duas decisões judiciais favoráveis a readmissão na reunião de negociação.
Na última assembleia da categoria, organizada no dia 10/05/2016 na sede do Sindicato dos Metroviários, foi deliberada a realização de setoriais (reuniões de base) da manutenção do lado de fora dos pátios de Jabaquara e Itaquera para permitir a participação dos demitidos políticos da Greve de 2014, que hoje são impossibilitados de entrarem nos pátios. A readmissão imediata se mantêm como um dos eixos da pauta de reivindicações, exigência que ganha ainda mais força depois que a decisão na justiça em 2ª Instância reafirmou a ilegalidade da justa causa, mas ainda mantém os demitidos fora do local de trabalho.
A direção da empresa, que é controlada a duas décadas pelos tucanos do PSDB e trabalha para privatizar o Metrô de São Paulo, aumenta a cada dia os ataques ao direito de greve e a postura anti-sindical. Além de manter as demissões ilegais, tenta agora intimidar os metroviários na campanha salarial para que não realizem as setoriais para organizar a mobilização da categoria.
Fonte da Notícia e Imagem: Esquerda Diário

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Uma pessoa segue detida após vandalismo na manifestação de ontem (14/01/2016)

Vidro quebrado na estação Consolação (Foto: Reprodução Twitter @pmesp)
Estação Consolação (Linha 2-Verde) vandalizada ontem (14/01/2016)
Sete pessoas das oito detidas após protesto contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo foram liberadas entre a madrugada e a manhã de hoje (15/01/2016).

O homem que segue detido deve responder por dano ao patrimônio da Estação Consolação do Metrô e não teve fiança arbitrada porque, segundo o Bom Dia São Paulo, o caso era mais grave e sua pena deve ser maior do que quatro anos.

Um dos detidos, que também responde por dano ao patrimônio, pagou fiança de um salário e foi liberado no fim da manhã desta sexta do 78º Distrito Policial, nos Jardins.

Segundo reportagem da CBN, uma repórter da rádio foi ferida por um tiro de bala de borracha. A SSP informou, por meio de nota, que "solicita o comparecimento da repórter para o registro da ocorrência, com os detalhes de horário e local, que possibilitem os dados necessários para a devida apuração e responsabilização".

Ontem (14/01/2016), os manifestantes convocados pelo Movimento Passe Livre realizaram o 3º ato do ano contra o aumento das tarifas. A concentração aconteceu em dois pontos da cidade: na região central, junto ao Theatro Municipal, e na Zona Oeste, no Largo da Batata, em Pinheiros.

A tarifa de ônibus, trens e metrô subiu de R$ 3,50 para R$ 3,80 no sábado (09/01/2016). Desde a semana passada, o MPL faz atos contra o reajuste.

O movimento divulgou durante a tarde os dois trajetos que foram seguidos nesta quinta-feira. Um grupo caminhou do Largo da Batata até a Estação Butantã do Metrô e outro andou do Theatro Municipal até a Avenida Paulista.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública criticou a proximidade entre a divulgação das rotas e a realização da manifestação, mas assegurou que iria "providenciar a segurança no trajeto das duas manifestações para garantir a tranquilidade da população paulistana".

No fim do ato, depois que o grupo que seguiu até o Masp se dispersou, alguns manifestantes quebraram vidros da Estação Consolação e abriram o acesso ao metrô, que estava fechado. Algumas pessoas tentaram pular as catracas e um jovem lançou um rojão dentro da estação. Houve correria e quem estava lá dentro saiu pelo outro acesso. A PM lançou uma bomba de efeito moral na Paulista para dispersar quem estava perto da estação.

Um dos detidos, segundo a PM, foi o homem que jogou um rojão dentro do Metrô.

Veja como foi a manifestação, minuto a minuto:
- 16h45: PMs revistam quem chega aos dois pontos de concentração
- 17h: começa concentração no Largo da Batata e no Theatro Municipal
- 17h40: Policiais formam cordão de isolamento na Rua Coronel Xavier de Toledo
- 18h10: PM aprovou o trajeto do Largo da Batata
- 18h15: Polícia aprovou também a rota do Theatro Municipal
- 18h40: Depois de um jogral, o grupo começa a caminhar no Centro
- 18h43: Manifestantes deixam o Largo da Batata
- 18h50: Secretário da Segurança olha passeata da janela de prédio
- 19h15: Manifestante picha "3,80 não" na porta de loja no Centro
- 19h33: Barulho de bomba é ouvido, mas ato segue pacífico
- 20h06: Manifestantes da Zona Oeste passam pela Ponte Cidade Universitária
- 20h08: Grupo que caminhou pelo Centro chega à Avenida Paulista
- 20h26: Manifestantes chegam ao Masp
- 20h30: Grupo que caminhou pela Zona Oeste chega à Av. Vital Brasil
- 20h40: Grupo da Região Central deixa o vão do Masp e segue pela Av. Paulista
- 20h43: Manifestantes da Zona Oeste chegam à Estação Butantã do Metrô
- 20h48: Grupo quebra vidros da estação Consolação do Metrô, no Centro
- 20h50: Manifestantes no Centro forçam entrada na estação Consolação
- 20h52: Grupo é forçado a sair da Estação Consolação; parte fica fechada no local
- 21h08: PM dispara bomba de gás lacrimogêneo na Av. Paulista
- 21h10: Acaba ato na Zona Oeste. PM libera aos poucos a entrada da Estação Butantã
- 21h15: Três são detidos pela PM próximo à Estação Consolação, no Centro
- 21h33: Catracas da Estação Butantã são liberadas após grupo ficar cerca de 30 minutos sentado em frente aos acessos
- 21h35: PM confirma que são oito os detidos durante a manifestação
- 21h45: Metrô libera acessos à Estação Consolação, na Paulista
- 22h03: Polícia dispersa manifestantes da região da Marginal Pinheiros

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem: Veja São Paulo

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Tarifa do Transporte Público é ajustada abaixo da inflação

​A Secretaria Municipal de Transportes e a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos informam que, desde 09/01/2016, passaram a vigorar os novos valores das tarifas de transporte coletivo sobre pneus na capital paulista e de transporte coletivo sobre trilhos na Região Metropolitana de São Paulo.

A inflação acumulada desde o último reajuste, em 06/01/2015, foi de 10,49%, segundo o IPC-Fipe. No entanto, as duas Secretarias de Transportes decidiram, em conjunto, fixar reajuste menor que a inflação. O bilhete unitário foi reajustado em 8,57%, passando dos atuais R$ 3,50 para R$ 3,80. A tarifa com integração entre ônibus e trilhos, de R$ 5,45 para R$ 5,92.

Além de reajustar a tarifa abaixo da inflação, as duas Secretarias decidiram congelar, sem qualquer reajuste, os valores atuais dos bilhetes temporais:
  • Ônibus ou Trilhos
    24 horas: R$ 10,00
    Semanal: R$ 38,00
    Mensal: R$ 140,00
  • Integrado Ônibus e Trilhos
    24 horas: R$ 16,00
    Semanal: R$ 60,00
    Mensal: R$ 230,00
  • Trilhos (Metrô e CPTM)
    Madrugador: R$ 2,92
    Da Hora: R$ 2,92
EMTU 

Para os ônibus da EMTU, o percentual médio do reajuste irá variar em cada uma das cinco Regiões Metropolitanas vinculadas à empresa: São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Sorocaba e Vale do Paraíba -- mas nenhum valor será reajustado acima da inflação.

Ações dos governos estadual e municipal visaram preservar orçamento familiar

As administrações municipal e estadual têm atuado no sentido de alinhar alguns aspectos das respectivas políticas tarifárias, visando a redução do peso do transporte no orçamento das famílias residentes na Região Metropolitana de São Paulo. Dentre as medidas tomadas em conjunto, desde então, cabe destacar:
  1. Foi criado o Bilhete Único de ônibus e trilhos mensal, que permite ao usuário frequente dos sistemas de transporte um desconto em relação à política tradicional do Bilhete Único. Nos dois reajustes desde então, as tarifas dessa modalidade não sofreram qualquer aumento, o que se reflete em um crescimento gradual de sua utilização.
  2. Também não sofrerá qualquer reajuste o usuário dos bilhetes Madrugador, válido no início da operação do Metrô, entre 4h40 e 6h15, e na CPTM, das 4h até as 5h35. Também ficará sem reajuste o bilhete Da Hora, que concede benefício entre as 9h e 10h da manhã nas Linhas 5-Lilás do Metrô e 9-Esmeralda da CPTM.
  3. A tarifa zero permanece para pessoas com deficiência e idosos (a gratuidade foi ampliada para pessoas com mais de 60 anos em Julho de 2012 – Lei 15.187) e alunos de escolas e universidades que comprovarem baixa renda. Além disso, todo estudante, da rede pública ou privada, já tem direito à meia tarifa e continuará com esse benefício.
  4. O trabalhador desempregado, usuário do transporte por ônibus no município, passará a contar com a gratuidade em moldes similares aos praticados no transporte sobre trilhos.
  5. Mais da metade dos usuários do sistema de transportes (53%) não será impactada pela mudança na tarifa unitária, porque são benificiários de gratuidades, usam bilhetes temporais que não terão aumento ou são trabalhadores que já pagam o limite legal de 6% do salário para o vale transporte.
Fonte da Notícia: CPTM

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Recarga de Bilhete Único aumenta 23,5% dias antes de reajuste de tarifa

A procura pela recarga do Bilhete Único disparou nesta semana, dias antes do aumento para R$ 3,80, que valerá a partir de amanhã (09/01/2016). Segundo a SPTrans, o total arrecadado entre 04 e 05/01/2016 com as recargas foi de R$ 48 milhões, 23,5% mais do que nos dois primeiros dias úteis de Dezembro de 2015.
Quem recarregar até as 23h59 de hoje (08/01/2016) o Bilhete Único Comum continuará pagando R$ 3,50 nas passagens de ônibus, trem e metrô até o final do crédito. Já os bilhetes mensal, diário, semanal e madrugador não terão alteração de valor.
Com isso, os postos de recarga em terminais de ônibus e Metrô estão registrando filas
 Bilhete Único tem um limite de armazenamento de R$ 250. O valor máximo de recarga aceito em uma única vez, porém, é um pouco menor, de R$ 230.
Quem depositar no Bilhete Único Comum os R$ 250 máximos de crédito poderá fazer seis viagens a mais do que quem depositar essa mesma quantia a partir do sábado.
A decisão de reajustar as tarifas de ônibus, metrô e trem a partir de 9 de janeiro foi tomada pelo Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e o Governador Geraldo Alckmi
Com a mudança, a tarifa com integração entre ônibus e trilhos aumentou de R$ 5,45 para R$ 5,92.
Outras modalidades
 
O Bilhete Único Mensal de ônibus, que custa R$ 140, agora vai valer a pena para quem fizer a partir de 37 viagens por mês. Isso porque quem fizer 36 viagens e comprar as passagens de forma avulsa por R$ 3,80 vai gastar R$ 136,80. Na prática, quem usar o Bilhete Único Mensal "viaja de graça" a partir da 37ª viagem.

Quem vai e volta de ônibus do trabalho, por exemplo, gastará R$ 167,20 durante um mês com 22 dias úteis se comprar as passagens avulsas por R$ 3,80. O valor é R$ 27,20 a mais do que custa o Bilhete Único Mensal. O preço de R$ 140,00 é o mesmo para o Bilhete Único Mensal na versão trilhos (Metrô e CPTM).
Aumentos
 
O último aumento ocorreu em Janeiro de 2015, quando Haddad autorizou que tarifa dos ônibus subisse de R$ 3,00 para R$ 3,50 após ficar mais de um ano congelada. Dias depois, Alckmin aumentou as passagens de trens e metrô para o mesmo valor. O Movimento Passe Livre fez protestos contra o reajuste.

Em 2013, o aumento das tarifas do transporte público gerou protestos emJunho . As manifestações fizeram o prefeito e o governador de São Paulo recuarem do reajuste de R$ 3,00 para R$ 3,20 naquele ano.
Pichações
 
Após o anúncio do reajuste das tarifas de ônibus, no último dia 30, vários pontos amanheceram pichados para protestar contra o aumento na cidade de São Paulo. Na Avenida Paulista, além dos pontos de ônibus, os vândalos picharam algumas calçadas.

A Otima, empresa responsável pela manutenção dos pontos de ônibus, disse que "realiza manutenção de forma rotineira e que iria trabalhar na higienização dos abrigos da região".
 
Fonte da Notícia: SP News Trans
Imagem: Feijaozão

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

ATENÇÃO! Recarregue seu Bilhete Único até amanhã (08/01/2016) para continuar pagando R$ 3,50 de tarifa

Os usuários do sistema público de transporte de São Paulo têm até as 23h59 de amanhã (08/01/2016) para recarregarem seus Bilhetes Únicos Comuns e continuarem pagando R$ 3,50 nas passagens de ônibus, trem e metrô, por mais algum tempo. A partir de 09/01/2016, a tarifa, com exceção da cobrada no Bilhete Único Mensal, passará a custar R$ 3,80.

Passageiros fizeram fila nesta terça-feira (05/01/2016) nos postos de recarga. A SPTrans disse que a procura pela recarga já cresceu 20% e deve aumentar até o fim da semana.

O Bilhete Único tem um limite de armazenamento de R$ 250. O valor máximo de recarga aceito em uma única vez, porém, é um pouco menor, de R$ 230. Caso o passageiro recarregue até sexta-feira, poderá utilizar todo esse crédito pagando o valor antigo da passagem, R$ 3,50.

Quem depositar no Bilhete Único Comum os R$ 250 máximos de crédito poderá fazer seis viagens a mais do que quem depositar essa mesma quantia a partir do sábado.

A decisão de reajustar as tarifas da SPTrans, CPTM e Metrô a partir de 09/01/2016 foi tomada pelo Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o Governador Geraldo Alckmi 

Com a mudança, a tarifa com integração entre ônibus e trilhos aumentou de R$ 5,45 para R$ 5,92. As tarifas dos bilhetes mensal, semanal, diário e madrugador permanecem congeladas.

O Bilhete Único Mensal de ônibus, que custa R$ 140,00, agora vai valer a pena para quem fizer a partir de 37 viagens por mês. Isso porque quem fizer 36 viagens e comprar as passagens de forma avulsa por R$ 3,80 vai gastar R$ 136,80. Na prática, quem usar o Bilhete Único Mensal "viaja de graça" a partir da 37ª viagem.

Quem vai e volta de ônibus do trabalho, por exemplo, gastará R$ 167,20 durante um mês com 22 dias úteis se comprar as passagens avulsas por R$ 3,80. O valor é R$ 27,20 a mais do que custa o Bilhete Único Mensal. O preço de R$ 140 é o mesmo para o Bilhete Único Mensal na versão trilhos (Metrô e trem).

O último aumento ocorreu em janeiro de 2015, quando Haddad autorizou que tarifa dos ônibus subisse de R$ 3 para R$ 3,50 após ficar mais de um ano congelada. Dias depois, Alckmin aumentou as passagens de trens e metrô para o mesmo valor. O Movimento Passe Livre fez protestos contra o reajuste.

Em 2013, o aumento das tarifas do transporte público geraram protestos em Junho de 2013, se espalhando para todo o país. As manifestações fizeram o Prefeito e o Governador de São Paulo recuarem do reajuste de R$ 3,00 para R$ 3,20 naquele ano.

Fonte da Notícia: G1-SP

Amanhã (08/01/2016) terá manifestação contra o reajuste do Transporte Público de SP

Integrantes do Movimento Passe Livre carregam bandeira contra catracas em protesto na Avenida Paulista, em São Paulo
Manifestação contra o reajuste da tarifa em Janeiro de 2015
O Movimento Passe Livre marcou um protesto amanhã (08/01/2016), na véspera do aumento da tarifa da SPTrans, Metrô e CPTM para R$ 3,80, anunciada no final de 2015

A informação foi confirmada pela militante do grupo, Luíze Tavares. O local, horário e trajeto ainda serão definidos. O Movimento diz que o ato do dia 8 é apenas o primeiro.

"O MPL encara o aumento de forma bem combatente. Nem nós nem as pessoas vão ficar à mercê. Porque as pessoas sentem no bolso e estão bem incomodadas. Vamos bater de frente com o aumento", disse Luíze.

Os bilhetes unitários, atualmente em R$ 3,50, vão passar para R$ 3,80 a partir do dia 09/01/2016.

O reajuste será de 8,6% e vai ficar abaixo da inflação, já que a previsão do IPCA é de 10,72%. Com o aumento, as tarifas de integração devem subir de R$ 5,45 para R$ 5,92.

De acordo com a militante, o MPL vai às ruas contra o aumento da tarifa e em defesa da principal bandeira do grupo, a tarifa zero.

"Transporte tem que ser tratado como direito social. Como a gente pode falar que uma educação e uma saúde são públicas se a gente paga R$3,50, e agora R$ 3,80, para chegar a esses lugares?", questionou.

Estudantes secundaristas que ocuparam escolas contra a reorganização proposta por Alckmin manifestaram apoio ao MPL e vão participar do protesto. É o caso da Escola Estadual Fernão Dias, em Pinheiros, que já se mobiliza para ir às ruas.

"O preço da tarifa do transporte público está sempre na agenda dos estudantes. Não podemos ter uma educação de qualidade sem ter a liberdade de ir e vir. Para ir ao cinema, teatro, museu ficamos emperrados por uma catraca. Então, essa luta é nossa, sim", disse o estudante do 3º ano, Heudes Cássio Oliveira, de 18 anos.

Nas redes sociais, o coletivo "Mal Educado", criado pelos secundaristas durante as ocupações, informou que o aumento é "mais um golpe contra estudantes e trabalhadores" e que "2016 é ano de luta". Já o Movimento Luta do Transporte no Extremo Sul publicou nota afirmando que "3,80 o trabalhador não aguenta".

O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior, disse que o aumento dificulta o acesso da população, já "prejudicada com a crise econômica". 

"O que os governos fizeram foi uma maldade nesse fim de ano com a população, anunciando o aumento da passagem, quando poderiam estar discutindo a redução para ajudar as pessoas", afirmou.

Segundo Júnior, o Sindicato vai se mobilizar com o MPL contra o aumento. "Vamos discutir com os advogados todas as medidas possíveis e cabíveis para entrar na Justiça contra o reajuste. A nossa intenção é que o governo volte atrás", disse.

Representantes do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano não foram localizados pela reportagem.

Fonte da Notícia: Revista Exame
Imagem: Revista Exame

ATENÇÃO! Bilhete Único pode ser recarregado até amanhã (08/01/2016) pelo valor de R$ 3,50

Uma das formas de fugir do aumento das tarifas da SPTrans, CPTM e Metrô, que servem a capital paulista e, no caso dos transportes ferroviários, também a Grande São Paulo, é recarregar o Bilhete Único antes do reajuste que vai ocorrer neste sábado, 09/01/2016.

Sabendo disso, muitas pessoas já estão indo aos postos da SPTrans, estações de trem e de metrô para fazer a recarga. Por isso, é necessário ter muita paciência e disposição para enfrentar filas.

Quem recarregar o Bilhete Único antes do aumento vai continuar pagando a tarifa sem reajuste até o final dos créditos, sem prazo para utilização.

Somente entre 04 e 05/01/2016, a SPTrans São Paulo Transporte registrou aumento de 23,5% na recarga do Bilhete Único em comparação aos dois primeiros dias úteis de dezembro. A arrecadação foi de R$ 48 milhões.

O Bilhete Único pode armazenar na modalidade comum R$ 250 em créditos. O valor máximo de uma única recarga é de R$ 230.

Quem fizer a recarga agora e armazenar R$ 250 em créditos de passagens, até se esgotar esta recarga, pode fazer seis viagens a mais do que a pessoa que comprar os créditos depois do reajuste pagando os mesmos R$ 250.

Vale lembrar que a integração entre ônibus e sistema de trilhos terá também aumento, de R$ 5,45 para R$ 5,92, também no sábado. Hoje quem usa ônibus a R$ 3,50 e passa na catraca do metrô e do trem vê desconto de R$ 1,95 no bilhete registrado no validador. Depois do aumento, o valor que vai aparecer é de R$ 2,12.

As modalidades Diária, Semanal e Mensal do Bilhete Único não terão reajuste e podem ser vantagens para quem faz um número mínimo de viagens em cada um destes períodos. Acompanhe:

– Bilhete Único (só ônibus): R$ 3,80
– Bilhete Único (só trilhos): R$ 3,80
– Bilhete Único (integração ônibus e trilhos): R$ 5,92
– Bilhete Único Diário (só ônibus ou só trilhos): R$ 10 – permanece congelado e vale a pena para duas viagens pagas ou mais
– Bilhete Único Diário (integração ônibus e trilhos): R$ 16– permanece congelado e vale a pena para três viagens pagas ou mais.
– Bilhete Único Semanal (só ônibus ou só trilhos): R$ 38 – permanece congelado e vale a pena para dez viagens ou mais.
– Bilhete Único Semanal (intgração ônibus e trilhos):R$ 60 – permanece congelado e vale a pena para onze viagens ou mais.
– Bilhete Único Mensal (só ônibus ou só trilhos): R$ 140 – permanece congelado e vale a pena para 37 viagens ou mais.
– Bilhete Único Mensal (integração ônibus e trilhos): R$ 230 – permanece congelado e vale a pena para 39 viagens ou mais.
– Bilhete Madrugador CPTM:  R$ 2,92, permanece congelado, sendo que o horário vigente é das 04h00 às 05h35
– Bilhete Da Hora – Linha 9 Esmeralda CPTM: R$ 2,92 – permanece congelado, sendo que o horário vigente é das 09h00 às 10h00.
– Bilhete Madrugador Metrô: R$ 2,92 – permanece congelado, sendo que o horário vigente é 04h40 às 06h15.

Tanto para os trens da CPTM, Metrô e ônibus municipais de São Paulo, as modalidades de Bilhete Único devem ser solicitadas no site da SPTrans :http://bilheteunico.sptrans.com.br/

Tenha em mãos os seguintes documentos e dados: RG, CPF, CEP residencial e uma foto digitalizada 3X4.

O passageiro deve escolher a opção de envio do Bilhete quando estiver pronto para um posto de atendimento da SPTrans mais perto de casa, escola, faculdade ou  trabalho. A confirmação do cadastro será mandada pela SPTrans por e-mail.  Na hora de retirar o cartão, é necessário apresentar um documento original com foto.

Se não for possível fazer o cadastro pela internet, o passageiro deve imprimir o formulário e colar a foto 3X4  procurar um posto da SPTrans  ou enviar pelo o correio à SPTrans para seguinte endereço:
Rua Três de Dezembro, 34 – São Paulo – SP – CEP: 01014-020.

Fonte da Notícia: Blog Ponto de Ônibus
Imagem: Sindionibus

Transporte Público passará a custar R$ 3,80 a partir de 09/01/2016

Manifestação contra o reajuste das passagens em Janeiro de 2015
O Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o Governador Geraldo Alckmin decidiram reajustar as tarifas de ônibus, metrô e trem a partir de 09/01/2016. A informação foi confirmada pelo Bom Dia São Paulo.

O bilhete unitário foi reajustado em 8,57%, passando dos atuais R$ 3,50 para R$ 3,80. A tarifa com integração entre ônibus e trilhos aumentou de R$ 5,45 para R$ 5,92. As tarifas dos bilhetes mensal, semanal, diário e madrugador permanecem congeladas.

O reajuste é menor do que a inflação acumulada no período, de 10,49%, segundo o IPC-Fipe.

Como vão ficar as tarifas a partir do dia 09/01/2016

- bilhete unitário de ônibus: reajustado para R$ 3,80
- bilhete unitário de metrô: reajustado para R$ 3,80
- bilhete unitário de trem: reajustado para R$ 3,80
- bilhete 24 horas de ônibus: mantido em R$ 10
- bilhete semanal de ônibus: mantido em R$ 38
- bilhete mensal de ônibus: mantido em R$ 140
- integração entre ônibus e trilhos: reajustado para R$ 5,92
- integração entre ônibus e trilhos 24 horas: mantido em R$ 16
- integração entre ônibus e metrô semanal: mantido em R$ 60
- integração entre ônibus e  trilhos mensal: R$ 230
- Trilhos madrugador: mantido em R$ 2,92
- Da Hora: mantido em R$ 2,92

- Para os ônibus da EMTU, o percentual médio do reajuste irá variar em cada uma das cinco regiões metropolitanas vinculadas à empresa - São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Sorocaba e Vale Paraíba, mas nenhum valor será reajustado acima da inflação.

O último aumento ocorreu em Janeiro de 2015, quando Haddad autorizou que tarifa dos ônibus subisse de R$ 3,00 para R$ 3,50 após ficar mais de um ano congelada. Dias depois, Alckmin aumentou as passagens de trens e metrô para o mesmo valor. O Movimento Passe Livre (MPL) fez protestos contra o reajuste.

Em 2013, o aumento das tarifas do transporte público geraram protestos em junho de 2013, se espalhando para todo o país. As manifestações fizeram o prefeito e o governador de São Paulo recuarem do reajuste de R$ 3 para R$ 3,20 naquele ano.

Subsídio
 
Em Outubro de 2015, a Prefeitura de São Paulo publicou um decreto aumentando os subsídios pagos às empresas de ônibus em R$ 144 milhões. Os valores são compensações tarifárias previstas em contrato e que servem para “indenizar” as empresas pelo transporte de pessoas que não pagam a tarifa. É o caso dos estudantes, que desde o início do ano podem fazer viagens totalmente gratuitas, e de aposentados.

Os R$ 144 milhões foram retirados de projetos tidos como prioritários pela gestão Fernando Haddad (PT), como a construção e a modernização de corredores e terminais de ônibus, que vão perder R$ 33 milhões. Outros R$ 14 milhões virão da verba prevista para a construção de moradias populares.
emanejamento foi publicado em Dezemro de 2015 no Diário Oficial do município. Com a verba, a administração tenta resolver a dívida com as empresas de ônibus da cidade, que já chega a R$ 90 milhões.

A Prefeitura de São Paulo afirma que o Orçamento previsto anteriormente ficou “aquém do total de subsídios” necessário. O Orçamento deste ano previu R$ 1,4 bilhão para esse tipo de compensação. Para 2016, o valor deve ser ainda maior. Segundo projeto de lei enviado pela Prefeitura à Câmara, a previsão é gastar R$ 1,9 bilhão em 2016

A SPUrbanuss, que representa as empresas de ônibus da cidade, afirma que elas estão enfrentando dificuldades para honrar seus compromissos financeiros com os funcionários e fornecedores. Ressaltam, porém, que não haverá problemas com a operação.

"As empresas concessionárias esperam que essa situação se normalize o mais rápido possível e asseguram que não haverá problemas com a operação normal do serviço de transporte urbano."
No início de outubro, o prefeito negou que já tenha decidido sobre o possível congelamento do valor da tarifa de ônibus. Haddad disse que tem feito uma política metropolitana e que as decisões de aumento são tomadas em conjunto com o governo do estado e demais municípios.

“Na verdade tem dois fatores que precisam ser considerados: primeiro, que a gente tem feito uma política metropolitana que inclui inclusive o governo do estado, as decisões sobre tarifa de transporte público têm sido organizadas mediante conversas entre prefeitos e entre o prefeito e o governador. Então, as decisões têm sido tomadas na mesma data criando uma política metropolitana e não uma política casuística, em função de calendário ou de partidarização”, destacou.

Enquanto isso, a Prefeitura tenta contratar um novo serviço de ônibus para substituir o atual. Uma licitação foi lançada na última semana e tem previsão de abertura de envelopes para o mês de novembro. A licitação vai alterar o funcionamento do serviço de ônibus da capital pelos próximos 20 anos e vai mudar também a forma como a remuneração é feita.

Uma das alterações diz respeito à satisfação do consumidor, que passará a ser levada em conta nos valores repassados às concessionárias.

Preservar 'orçamento familiar'

Em nota, os governos estadual e municipal informaram que o objetivo de reajustar abaixo da inflação e manter os valores dos bilhetes para além de uma viagem é o de "preservar o orçamento familiar".
"As administrações municipal e estadual têm atuado no sentido de alinhar alguns aspectos das respectivas políticas tarifárias, visando a redução do peso do transporte no orçamento das famílias residentes na Região Metropolitana de São Paulo. Dentre as medidas tomadas em conjunto, desde então, cabe destacar:

1. Foi criado o Bilhete Único de ônibus e trilhos mensal, que permite ao usuário frequente dos sistemas de transporte um desconto em relação à política tradicional do Bilhete Único. Nos dois reajustes desde então, as tarifas dessa modalidade não sofreram qualquer aumento, o que se reflete em um crescimento gradual de sua utilização.

2. Também não sofrerá qualquer reajuste o usuário dos bilhetes Madrugador, válido no início da operação do Metrô, entre 4h40 e 6h15, e na CPTM, das 4h até as 5h35. Também ficará sem reajuste o bilhete Da Hora, que concede benefício entre as 9h e 10h da manhã nas linhas 5 do Metrô e 9 da CPTM.

3. A tarifa zero permanece para pessoas com deficiência e idosos (a gratuidade foi ampliada para pessoas com mais de 60 anos em julho de 2012 – Lei 15.187) e alunos de escolas e universidades que comprovarem baixa renda. Além disso, todo estudante, da rede pública ou privada, já tem direito à meia tarifa e continuará com esse benefício.

4. O trabalhador desempregado, usuário do transporte por ônibus no município, passará a contar com a gratuidade, em moldes similares aos praticados no transporte sobre trilhos.

5. Mais da metade dos usuários do sistema de transportes (53%) não será impactada pela mudança na tarifa unitária, porque são benificiários de gratuidades, usam bilhetes temporais que não terão aumento ou são trabalhadores que já pagam o limite legal de 6% do salário para o vale transporte", diz a nota.

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem: Jornalismo Junior