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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Estação Tatuapé celebra Dia do Idoso amanhã (30/09/2016)

Amanhã, 30/09/2016, data em que é celebrado o Dia Internacional do Idoso, a estação Tatuapé do Metrô vai receber uma série de atrações preparadas para os usuários em homenagem àqueles que já completaram 60 anos de vida. A programação tem apresentações de dança, coral, serestas preparadas especialmente para a data e uma exposição de fotografias com “Um Olhar Atento para o Entardecer da Vida”. As atrações e o material “pessoas 60+”, que será distribuído no local, têm como objetivo contribuir para um novo olhar em relação à longevidade e ao envelhecimento.

Hoje em dia, 120 mil idosos utilizam o sistema metroviário diariamente. Desde o início da sua operação, a Companhia sempre teve grande preocupação com a satisfação do usuário e, hoje, é uma referência no atendimento ao público idoso. Ao longo dos anos desenvolveu ações para facilitar o uso do sistema metroviário e proporcionar uma viagem mais adequada, entre as quais estão visitas monitoradas semanais para orientação sobre o uso seguro do metrô e a prevenção de comportamentos de risco, parcerias com instituições de reabilitação para treinamento do deslocamento nas estações e trens, capacitação contínua dos empregados para o atendimento às necessidades desses usuários, campanhas de orientação e sensibilização do público em geral para o respeito ao atendimento preferencial e a criação de um “Manual do Usuário Idoso”, ilustrado e de fácil compreensão, destacando o devido respeito ao cidadão com idade avançada.

Essas ações são parte do projeto “Ações de Relacionamento Inclusivas” do Metrô que, em 2015, ganhou o prêmio da UITP (União Internacional de Transportes Públicos) na categoria “Serviços a Clientes” como um dos projetos inovadores que contribuem para o setor de transporte público.

Confira abaixo a programação para o dia Estação Tatuapé:

11h30 – Abertura (Metrô de São Paulo)
11h50 – Coral (Associação São Joaquim)
12h30 – Dança Circular (Associação São Joaquim)
13h – Seresteiros (CRECI)
13h30 – Dança Espanhola (CRECI)
14h – Seresteiros (CRECI)

Fonte da Notícia: Metrô

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Eletricista do Metrô de São Paulo disputa Paralimpíadas Rio 2016

O eletricista metroviário Renato Nunes, 44 anos, viu sua vida passar por altos e baixos em pouco tempo. Após superar a amputação de parte de sua perna esquerda, ele ganhou peso e passou a viver de modo sedentário. Mas a provocação de um amigo para fazer uma simples caminhada no bairro e logo depois para participar de corridas de rua o transformou em um paratleta. Hoje ele sonha com medalha na Paralimpíada Rio 2016 nos 100 metros rasos e no revezamento 4 x 100 metros.
 
Da oficina no Terminal Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo, Renato espera receber a energia da torcida dos amigos que fez nos mais de 10 anos de trabalho no local. "Aqui fiz amigos que viveram juntos comigo a dor da minha perda. Tenho certeza que irão torcer por mim", disse.

"Vou participar de uma prova, a dos 100 metros, que será difícil, pois vou competir com atletas de alto nível. Na prova dos 400 metros, revezamento, vou integrar uma equipe que é muito forte e acho que temos chances de medalha, quem sabe a de ouro."

Renato viajou para o Rio de Janeiro, onde se juntou aos demais atletas que vão participar das provas de atletismo. "Terei o apoio de minha família, que vai estar lá nas arquibancadas para me ver."

"Minha amputação foi trumática, diante de uma situação muito triste na minha vida, durante a manobra de um guindaste no local onde eu trabalhava, no Metrô. Caiu uma peça muito grande sobre minha perna, em Novembro de 2004. Saí do sedentarismo em Agosto de 2008, foi quando saí do sofá de casa para fazer alguma coisa na vida. Comecei a fazer atividade física por necessidade, porque estava gordo, fora de peso. Hoje sou um apaixonado pela corrida."

Renato disse que nunca havia pensado em sua vida, antes da amputação, em ser atleta. Digo para todo mundo que não tinha planos para chegar onde cheguei, as oportunidades foram aparecendo e eu fui abraçando. Isso foi me provocando uma possibilidade, mesmo que pequena, de participar da Paralimpíada."

O eletricista afirmou que o esporte mudou a vida da relação dele com a família e com a sociedade. "Esporte foi uma transformação na minha vida. Eu não sou o mesmo Renato de alguns anos atrás, não é o mesmo Renato, não é a mesma pessoa. O esporte transformou a minha relação com as pessoas, com meus filhos, com minha família. O esporte veio mostrar isso para mim, a respeitar a limitação das pessoas."

Para a competição no Rio de Janeiro, Renato tem uma rotina dura de treino. "Faço treinameno de força e musculação, as questões de pista, todas as atividades de estímulo de corrida são feitas na pista do Sesi de Santo André."

Ele conta com uma parceira de treino, que serve para estimular a competiividade. "Meus treinos são feitos com a Gabriela, que é uma atleta que tem ritmo de provas igual ao meu. Isso estimula o treino, a competitividade, isso nos torna uma equipe muito forte e é bacana para a rotina de um atleta."

Fonte da Notícia: G1-SP

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Duas mulheres são atacadas por agulhas nas Estações Penha e Sé


Duas mulheres relataram terem sofrido ataques com agulhas no Metrô de São Paulo dia 05/08/2016, na Estação Penha, na Zona Leste, e na Estação Sé, na região central. A policia prendeu dia 31/07/2016 um homem acusado de atacar jovens com seringa na região central e oeste da cidade. 

Uma das vítimas, de 35 anos, que não foi identifcada pelos policiais, disse ter sido surpreendida com uma agulhada na região da lombar enquanto desembarcava na Penha por volta das 19h30. Segundo o boletim de ocorrência, ela foi atacada enquanto andava pelo túnel de acesso à Avenida Radial Leste. Mais cedo no mesmo dia, a auxiliar de limpeza Lucimar Lopes, de 42 anos, sofreu ataque parecido na Sé, na plataforma de embarque para a Linha 1-Azul, perto do meio-dia. Nos dois casos, as composições estavam cheias e as vítimas não conseguiram identificar os agressores. 

Ao se assustar com a picada, a vítima atacada na Penha disse que olhou para o lado e viu uma mulher com "um sorriso de deboche", mas não soube dizer aos policiais se ela havia de fato deferido o golpe. A mulher sacou o celular, fez duas fotos da suposta agressora e acionou a segurança do Metrô. A acusada foi chamada para prestar esclarecimentos, mas negou a versão, segundo o delegado titular da 6ª Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), Fernando Azevedo. A vítima será chamada para prestar novo depoimento nas próximas semanas.   

A auxiliar de limpeza lembra do momento em que sentiu uma forte picada abaixo da coxa da sua perna esquerda enquanto pegava baldeação para a Linha 1-Azul, na Estação Sé. "Eu coloquei a mão no lugar e senti arder. Não consegui identificar o que foi e nem quem fez", disse à Veja São Paulo na 6ª Delpom na tarde de 09/08/2016 ao registrar o boletim de ocorrência. 

O delegado Azevedo disse que solicitou as imagens das câmeras de segurança ao metrô e o exame de corpo de delito da vítima da Penha, mas descartou relação com os outros ataques. "Nenhuma delas falou ter visto uma seringa", diz. O homem preso na semana passada tinha uma seringa no bolso quando os policiais o abordaram na região da avenida Paulista, onde a maioria dos casos pelos quais é acusado foi registrado. Foram mostradas fotos do acusado às mulheres, mas elas não o reconheceram, segundo a polícia. A ligação entre os casos não está descartada. 

As duas mulheres foram submetidas a tratamentos com coquetéis de remédios, entre ele, anti-retrovirais. "Fiquei em choque. Como eu trabalho em um posto de saúde, me encaminharam a um médico, fiz exames de sangue e estou tomando remédios", disse Lucimar.

Fonte da Notícia: Veja São Paulo

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Após ter imóvel próprio desapropriado para obras da Linha 6-Laranja, idoso é obrigado a pagar aluguel

Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo foi anunciada em 2008, e as primeiras estações seriam entregues dois anos depois, mas a construção só começou em 2015, sete anos depois, e a nova promessa é que fique pronta em 2020.

Se a obra não parar, serão 16 km de linha subterrânea com 15 Estações da Vila Brasilândia, na Zona Norte, até a estação São Joaquim da Linha Azul, no Centro. No caminho, vai passar por Freguesia do Ó, Água Branca, Perdizes, Higienópolis e Bela Vista. O Metrô diz que a viagem inteira vai durar 23 minutos. Hoje a obra está orçada em R$ 10 bilhões. Mas até lá ainda tem muita coisa pela frente. Nem as desapropriações terminaram ainda.

O SPTV faz esta semana uma série de reportagens sobre mobilidade urbana. É o Anda SP, que vai falar das obras do Metrô, corredores e terminais de ônibus que estão atrasadas, paradas ou suspensas na Grande São Paulo.

A reportagem do SPTV visitou o local onde será construída a Estação Brasilândia, na Zona Norte da capital.Três quarteirões vão dar lugar à estação. Quase todas as casas que estão no local já foram esvaziadas e estão cercadas por tapumes. Além da Estação Brasilândia, o local vai abrigar um terminal de ônibus

O dono da casa Edinaldo de Araújo Lima teve cinco meses para arrumar um novo endereço. Mas a data exata da mudança foi avisada quatro dias antes. “Desde 1970 a gente mora aqui, a oficial de justiça chegar e falar: ‘dia 18, 10h da manhã eu venho pegar a chave’. É triste, mas fazer o quê? Com meus 84 anos ter que passar por isso”, diz o senhor Lima.

Ele, a mulher e o filho vão levar a lembrança dos últimos 46 anos. A casa da família foi desapropriada. A dos vizinhos também. Muitas já nem existem mais. O senhor Lima diz que, até o Metrô pagar o valor combinado, ele vai ter que se virar. E isso significa voltar para o aluguel, depois de tanto tempo morando na casa própria.

“Tomei dinheiro emprestado pra pagar aluguel, R$ 1.500 por mês. Eu não sei se nesses 3 meses eu vou receber o dinheiro que eu tenho direito pra pagar o imóvel que eu estou pagando aluguel”, diz.

Vizinhos da rua atrás onde ele mora também estão com o futuro incerto por causa da linha Laranha. Dona Solange e o marido chegaram a ter uma mercearia no local. Os filhos moravam ao lado. O terreno tem 400m².

Mas aí veio a desapropriação, ela se mudou pra um apartamento de 50 metros quadrados e cada filho foi pra um lado. Todo mundo começou a pagar aluguel. Isso era pra durar três meses até o metrô pagar o valor que ficou acordado pela casa. Mas passou um ano e até hoje ela não recebeu nenhum centavo.

“Você tem a sua casa, eles tiram você, não dão nada, não resolvem nada. E ainda tive que pagar IPTU em 2015, sem estar morando na casa.”

O baque na vida da dona Solange dos Reis foi tão grande que até hoje ela não se recuperou dos problemas de saúde que essa mudança forçada provocou.
A Move São Paulo, empresa responsável pela construção da Linha 6-Laranja, disse que dona Solange demorou para procurar orientação sobre o problema do IPTU e que agora ela vai ter que correr atrás da Prefeitura para receber o dinheiro de volta.

Uma rua inteira na Vila Serralheiro está praticamente desocupada. Os moradores começaram a sair do local há um ano. As casas onde moravam estão cobertas por tapumes. Mas tem morador que não saiu. É o caso de Eunice.

“Não temos previsão, porque o Metrô ainda não definiu a nossa situação”, afirma. A casa dela ficou isolada, e ela com medo. Em Janeiro de 2016, em uma única semana, a casa foi invadida cinco vezes.

Imagens de câmeras de segurança gravaram uma invasão na casa ao lado. Pela manhã, dois homens pularam o portão, tentaram abrir a porta e depois fugiram.

"De um ano pra cá a gente está vivendo na insegurança, desde começaram as demolições, os usuários de droga entram nas nossas casas, a gente tem que deixar coisa no quintal pra que eles roubem e não entrem na nossa casa."

O coordenador de parcerias da Secretaria de Transportes Metropolitanos, Celso Jorge Caldeira, disse que todas as indenizações foram depositadas em juízo e que os desapropriados devem levar os documentos ao juiz para pegar o dinheiro.

Caldeira também justificou a demora no início das obras. "Em 2008 o Governo começou a discutir a propriedade dessa linha. Só no final de 2012 o estudo do traçado final ficou pronto. Foi o tempo suficiente para elaborar parceria público privada e sair em 2013. Para complementar, este contrato termina em 20/05/2020. O prazo de implantação só será caracterizado como atraso após esse prazo".

Fonte da Notícia: TV Globo

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Metrô realiza atividades para idosos amanhã (24/06/2016)

O Metrô de São Paulo realiza amanhã (24/06/2016), a partir das 13h30, na Estação Tatuapé, atividades destinadas aos idosos. A programação faz parte do Dia Mundial de Prevenção de Quedas.

O evento contará com oficina de ginástica multifuncional com monitores do Sesc Belém, com a finalidade de trabalhar o equilíbrio dos participantes. Em seguida, 40 violeiros de Carapicuíba, que fazem parte da Associação São Joaquim de Apoio à Maturidade, irão apresentar modas de violas ao público.

Data: 24/06/2016
Horário: 13h30
Local: Estação Tatuapé (Linha 3-Vermelha)

Fonte da Notícia e Imagem: Metrô

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Jovem skatista é agredido na Estação Sé por seguranças

Gabriel Pacheco, skatista agredido no Metrô de São Paulo (Foto: TV Globo/Reprodução)
Depoimento de Gabriel Pacheco, o skatista agredido na Estação Sé
O skatista Gabriel Lima Pacheco, de 20 anos, agredido com chutes e golpes de cassetete por dois seguranças do Metrô de São Paulo, disse ao Bom Dia São Paulo que foi a primeira vez que sofreu uma agressão por causa de skate. "Preconceito a gente nota muito, na rua no mercado, no shopping. Mas, agressão, foi a primeira vez", afirmou o jovem.

Ele relatou que os seguranças o chamaram de vagabundo quando ele comprava bilhetes na Estação Sé. "Eles falaram: 'Tira esse skate de chão, vagabundo!'", relata Gabriel.

O caso ocorreu dia 26/05/2016. Gabriel deixou o skate no chão para comprar o bilhete do metrô quando foi abordado. Os seguranças, segundo o rapaz, pediram para ele segurar o equipamento. O jovem afirma que pediu que esperassem um pouco e, em seguida, começou a ser golpeado.

Um amigo dele que passava pela Estação Sé, no Centro, registrou o flagrante de violência. No vídeo, um dos seguranças chuta o jovem, que em seguida leva golpes de cassetete. Quem gravou a agressão tenta convencer a parar, e também leva um golpe. O skatista vai em direção a um dos seguranças e é novamente agredido. O Metrô informou que os agentes de segurança foram afastados até a apuração final da ocorrência.

A agressão só parou com a chegada de um homem que se apresenta como superior dos dois agentes. “Não via da onde vinha, percebi que eram várias seguidas. Apanhei mais ainda depois que tentei me defender", disse Gabriel.

Após ser contido, o jovem pergunta o nome do agente que o agrediu. O segurança, porém, esconde a identificação. Ele procurou a polícia apenas dia 31/05/2016.

Gabriel é estudante de história e trabalha como administrador de pequenas obras junto com o pai. Ele teve ferimentos na cabeça e no pescoço após ser agredido pelos seguranças. O caso foi registrado como lesão corporal

Fonte da Notícia e Imagem: G1-SP

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Skatista é agredido na Estação Sé durante feriado de Corpus Christi

Estação Sé (Linhas 1-Azul e 3-Vermelha)
Dois seguranças do Metrô agrediram um jovem de 20 anos com chute e golpes de cassetete em São Paulo, informou o SPTV. Um homem que passava pela Estação Sé, no Centro, registrou o flagrante de violência.
 
No vídeo, um dos seguranças chuta o jovem, que em seguida leva golpes de cassetete. Quem gravou a agressão tenta convencer a parar, e também leva um golpe. O skatista vai em direção a um dos seguranças e é novamente agredido. O Metrô informou que os agentes de segurança foram afastados até a apuração final da ocorrência.

O caso ocorreu dia 26/05/2016. Gabriel Lima Pacheco, de 20 anos, deixou o skate no chão para comprar o bilhete do metrô quando foi abordado. Os seguranças, segundo o rapaz, pediram para ele segurar o equipamento. O jovem afirma que pediu que esperassem um pouco e, em seguida, começou a ser golpeado.

A agressão só parou com a chegada de um homem que se apresenta como superior dos dois agentes. “Não relei a mão em você. Se eu tivesse relado a mão em você, você tinha razão", disse.

Após ser contido, o jovem pergunta o nome do agente que o agrediu. O segurança, porém, esconde a identificação. Ele procurou a polícia apenas no último dia 31/05/2016. Como teve ferimentos na cabeça e no pescoço, o caso foi registrado como lesão corporal.

Fonte da Notícia: G1-SP 
Créditos da Imagem Reservados ao Autor

terça-feira, 24 de maio de 2016

Metrô é condenado a pagara indenização para cega que caiu nos trilhos da companhia em 2011

Estação Guilhermina-Esperança (Linha 3-Vermelha)
A Justiça de São Paulo condenou o Metrô a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais a uma mulher com deficiência visual que, sem o auxílio de funcionários para desembarcar, caiu nos trilhos e sofreu ferimentos graves. O caso ocorreu em 21/07/2011. A informação é da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça. O Metrô de São Paulo informa que já recorreu da decisão judicial e aguarda novo julgamento.

Os desembargadores Achile Mario Alesina Junior, relator, e Spencer Almeida Ferreira e César Santos Peixoto, da 38ª Câmara de Direito Privado do TJ, entenderam que o Metrô deixou de dar auxílio a uma mulher cega quando ela desembarcou na Estação Guilhermina-Esperança.

De acordo com o TJ, a mulher alegou que, ao descer na estação, esperou ajuda de funcionários do Metrô por 40 minutos. Como não apareceu ninguém, tentou caminhar sozinha, mas acabou caindo nos trilhos e sofreu diversas contusões, hematomas e fraturas. Alegou, ainda, que foi socorrida por pessoas que estavam no local, e não por funcionários.

Para Alesina Junior, “a análise dos fatos por si já revela que a ré, responsável pelo transporte de pessoas, deveria ter dado especial atenção à autora, colocando à disposição funcionários para o devido auxílio”.

Segundo o magistrado, no caso em questão se aplica a responsabilidade objetiva e exclusiva do Metrô, que não prestou o atendimento necessário. “Restou incontroverso a ocorrência do acidente da autora pela negligência da ré”, escreveu.

Fonte da Notícia: G1-SP 
Créditos da Imagem Reservados ao Autor

Dois homens são detidos após abusarem sexualmente de uma mulher na Linha 3-Vermelha

Dois homens foram detidos suspeitos de abuso sexual de mulheres no Metrô de São Paulo, na manhã de ontem (23/05/2016). Os dois casos aconteceram por volta de 8h, na Linha 3-Vermelha, e foram percebidos por agentes de segurança que circulam à paisana nos trens.

De acordo com o Metrô, o primeiro caso ocorreu dentro de um trem no trecho Belém-Pedro II. O outro caso ocorreu em um trem que fazia o trecho Brás-Sé.

Os agentes perceberam a ação e informaram, via rádio, a segurança uniformizada, que fez a detenção dos suspeitos

As vítimas e os dois homens foram levados para a Delpom

Denúncia

Se você for vítima ou se perceber um caso de assédio nos trens, procure imediatamente um funcionário do Metrô ou da CPTM na estação mais próxima. As denúncias também podem ser feitas por meio de SMS. O número é (11) 97333-2252.

Casos dobram

Casos de assédio sexual em trens do Metrô e da CPTM dobraram nos últimos 4 anos. O número de casos de assédio passou de 80, em 2011, para 168, em 2015. Nesse período, foram registrados dez estupros e 564 suspeitos acabaram detidos.
 
Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem: Metrô

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Manifestantes contra o impeachment causam confusão na Estação República

Manifestantes que participaram de ato no Centro de SP chegam na Estação República do Metrô (Foto: Glauco Araújo/G1)
Manifestantes contra o impeachment fazem confusão na Estação República
Manifestantes que participaram de um ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff no Centro de São Paulo pularam as catracas da Estação República da Linha 3-Vermelha do Metrô no início da noite de 16/04/2016. Os manifestantes queriam que o Metrô liberasse as catracas e, enquanto negociavam com a direção da estação, algumas pessoas começaram a pular e passar sem pagar passagem. Seguranças tentam impedir. Houve tumulto e agressões

Segundo o Metrô, ninguém foi detido e dois seguranças ficaram levemente machucados.

O protesto começou na Praça do Patriarca com apresentações de blocos de carnaval. Os manifestantes desfilaram cantando e dançando até a Praça da República. Eles entraram na estação do Metrô para pegar o trem até o Largo da Batata, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, onde os grupos contrários ao impeachment costumam se reunir.

Após a confusão, os manifestantes seguiram viagem e chegaram ao Largo da Batata.

O Metrô afirmou: "por volta de 19h, cerca de 200 desordeiros integrantes do movimento São Paulo Contra o Golpe estavam provavelmente em alguma manifestação próxima à República, pularam os bloqueios da estação e embarcaram. Não foi possível fazer nenhuma detenção, nós tivemos dois agentes de segurança levemente lesionados".

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem de Glauco Araújo

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Número de agressões a funcionários do Metrô cresce 69% em um ano

Os casos de agressão a agentes do Metrô de São Paulo cresceram 69% entre 2014 e 2015. Em números absolutos, a alta foi de 64 para 108 ocorrências. É o que aponta levantamento inédito feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados do Metrô de São Paulo obtidos por meio da Lei Federal nº 12.527/2011. Cada caso envolve um ou mais agentes agredidos.

De acordo com as informações disponibilizadas pela empresa de transporte metropolitano, o aumento das agressões se deu de forma mais acentuada entre os agentes de estação. Nesse caso, a alta foi de 91% (de 22 para 42 ocorrências) entre um ano e outro. Já as agressões a seguranças do metrô cresceram 57% (de 42 para 66 casos).

Para o presidente do Sindviários (Sindicato dos Trabalhadores no Sistema Viário e Urbano do Estado de São Paulo), Altino Prazeres Júnior, o aumento das agressões está relacionado à atual crise econômica, que, diz ele, provocou o aumento da quantidade de vendedores ambulantes e de pessoas que querem usar o metrô sem pagar, como é o caso dos "prateados", pessoas que se pintam e pedem dinheiro dentro e fora do Metrô.

"Os marreteiros são altamente agressivos. Já vivenciamos casos em que um usuário, que foi abordado por querer burlar a catraca, ameaçou o metroviário de morte", conta Prazeres Júnior.

Na avaliação do especialista em segurança pública Jorge Lordello, faz sentido relacionar o aumento das agressões com situações ligadas à retração da atividade econômica, como a presença de uma quantidade maior de ambulantes nos trens e nas estações do Metrô.

"Com a alta taxa de desemprego que registramos atualmente, a gente sabe que o brasileiro vai se virar e uma forma de fazer isso é vender qualquer coisa na rua. Para essa pessoa, qualquer economia é importante. Em situações em que se vende algo proibido ou não se quer pagar uma passagem, vai haver confronto", diz.

Para o especialista, outro fator que pode ter influenciado o aumento das agressões é o que ele descreve como momento de maior tensão emocional das pessoas decorrente da crise política do país e o consequente alto número de manifestações, como as que têm ocorrido na Avenida Paulista.

"Com as manifestações, há um grande fluxo de pessoas em horários e em dias em que isso não acontecia habitualmente. E as pessoas, de um modo geral, estão alteradas emocionalmente. Com esse estresse todo, qualquer coisa é motivo para uma discussão ou uma briga", afirma Lordello.

Entre 2014 e 2015, o Metrô informou ter registrado apenas um caso de agressão a usuário cometida por um segurança da empresa.

"Estilhaço de uma garrafa cortou minha orelha"
A reportagem conversou com um segurança do metrô que foi agredido enquanto trabalhava. Ele faz parte de um grupo de cinco agentes atacados com latas, garrafas e pedaços de pedra desferidos por pelo menos 40 ambulantes na Estação Terminal Corinthians-Itaquera, da Linha 3-Vermelha.

O caso ocorreu horas antes do jogo entre Corinthians e Capivariano, pelo Campeonato Paulista, na Arena Corinthians, na noite do dia 11 de fevereiro. Ele pediu para não ser identificado.

"Naquele dia, estávamos em 16 seguranças, e o grupo de ambulantes tinha 40 ou 50 pessoas. Quando fomos abordá-los, eles começaram a fazer algazarra. No momento em que começamos a apreender a mercadoria, eles começaram a arremessar pedra, pedra de gelo, lata de cerveja", diz. "Um estilhaço de garrafa de vidro fez um corte na minha orelha esquerda."

De acordo com ele, outro segurança sofreu uma fratura na perna ao ser atingido com um pedaço de um muro de arrimo, construído em volta do estádio, arremessado por um dos ambulantes.

"Fiquei afastado do serviço por dois dias", conta. Segundo o segurança, dos cinco seguranças agredidos, quatro se dirigiram à Delpom para registrar o caso.

Registro da agressão

Procurada para se manifestar sobre o aumento das agressões aos agentes do metrô, a Secretaria de Estado da Segurança Pública disse, por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa, que "em caso de agressão, o funcionário do Metrô deve ir até a Delegacia do Metropolitano para registrar a ocorrência, pois assim os policiais podem adotar as medidas de polícia judiciária pertinentes".

Já o Metrô de São Paulo enviou a seguinte nota à reportagem:

"O Metrô é uma empresa de Transporte Metropolitano sobre trilhos. Causa-nos estranheza que um site noticioso especule com uma empresa dedicada aos transportes as razões de um fenômeno social que deveriam ser debatidas com fontes com credibilidade e autoridade sobre o assunto, como acadêmicos dedicados às ciências humanas, por exemplo.

O Metrô, no que lhe compete, esclarece que todos os empregados da companhia estão amparados pela CLT e têm garantidos os direitos previstos em lei.

Além disso, a empresa mantém à disposição de todos os funcionários atendimento psicológico e de assistência social, independentemente de terem se envolvido, direta ou indiretamente, em qualquer ocorrência.

Casos de agressão são registrados em Boletins de Ocorrência para apreciação e providências da Autoridade Policial."

Fonte da Notícia: Portal UOL
Imagens: UOL

terça-feira, 29 de março de 2016

Abusos sexuais são cometidos no Metrô e na CPTM a cada dois dias

Trens do metrô e da CPTM têm um caso de abuso sexual a cada dois dias Os trens do Metrô e da CPTM registraram, em 2015, uma média de um caso de abuso sexual a cada dois dias.

Entre Janeiro e Dezembro de 2015, foram contabilizados 181 casos, o que equivale a um aumento de 21% em relação às 150 ocorrências registradas em 2014.

É o que aponta levantamento inédito feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados da Delpom, da Polícia Civil, obtidos por meio da Lei Federal nº 12.527 (Lei de Acesso à Informação).

Essa delegacia é responsável por registrar e investigar os casos de abuso sexual no sistema metroviário ocorridos em toda a capital paulista.

Não estão computados nesse levantamento eventuais ocorrências de violência sexual registradas por passageiras da CPTM em delegacias de outras cidades da Grande São Paulo.

A reportagem tabulou o número de boletins de ocorrência com as três naturezas criminais mais tipificadas pela Polícia Civil em relação ao abuso sexual: importunação ofensiva ao pudor, que, pela lei brasileira, não é crime, mas sim uma contravenção penal (delito de menor gravidade, que não prevê prisão em caso de condenação de um acusado), e os crimes de violação sexual mediante fraude e estupro.

Entre 2011, quando foram registrados 90 casos de abuso sexual nos trens do Metrô e da CPTM na cidade de São Paulo, e 2015, o número total de casos de abuso sexual nos trens do Metrô e da CPTM dobrou.

Segundo o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, diretor do Decade, responsável pela Delpom, o que leva a polícia, na prática, a classificar uma situação de abuso sexual no transporte público como contravenção ou crime “é a análise do caso concreto feita pelo delegado, tendo por base a gravidade da situação e o fato de o acusado ter agido ou não com violência”.

“Há todo tipo de abuso sexual nos trens. As situações em que o sujeito encosta na mulher são, na maioria das vezes, importunação [ofensiva ao pudor]. Agora, há casos em que o homem chega a ejacular. Aí é estupro direto. [A classificação] Depender da gravidade”, explica o delegado.

A lei brasileira estipula penas bem diferentes para cada uma dessas condutas: apenas o pagamento de multa para a importunação ofensiva ao pudor, prisão de dois a seis anos para a violação sexual mediante fraude e de seis a dez anos em caso de estupro.
Trens do metrô e da CPTM têm um caso de abuso sexual a cada dois dias

Maioria dos casos é considerada delito leve

Dos 181 casos de abuso sexual nos trens do Metrô e da CPTM registrados em 2015, 94% deles (171) foram classificados pela Polícia Civil como importunação sexual mediante fraude; sete foram considerados violação sexual mediante fraude (4% do total) e apenas três (2%), estupro.

O fato de a grande maioria dos casos de abuso sexual ser classificada como delito de menor gravidade ocorreu em todos os cinco anos com estatísticas analisadas pela reportagem, tanto no Metrô quanto na CPTM).

Em 2011, por exemplo, a CPTM registrou 27 casos de importunação sexual, um de violação sexual mediante fraude e nenhum de estupro. No mesmo ano, no Metrô, foram contabilizadas 60 ocorrências de importunação, duas de violação sexual mediante fraude e nenhuma de estupro 

Na avaliação do jurista e professor de direito penal Luiz Flávio Gomes, isso só ocorre porque a lei brasileira não prevê, concretamente, um crime intermediário entre a importunação e o estupro.

“Pela lei, a importunação ofensiva ao pudor pressupõe que não haja toque físico. Um exemplo disso é a situação em que o homem chama a mulher de bunduda, gostosa ou qualquer outra forma que a ofenda”, diz Gomes. “Havendo toque físico, qualquer que seja ele, é estupro.”

De acordo com o jurista, o fato de o estupro ter uma pena muito alta faz com que a polícia e o próprio Poder Judiciário classifiquem os casos de abuso sexual de outras formas. Assim, eles evitam que as “encoxadas” praticadas no transporte público sejam punidas como estupro.

“Deveria ser criado o crime molestamento sexual, com pena de dois a seis anos, como está previsto na reforma do Código Penal, em tramitação no Senado. Como ele ainda não existe, as autoridades hoje ‘forçam a barra’, enquadrando casos de abuso sexual como violação sexual mediante fraude e importunação, quando não o são.”

Pela lei, diz Gomes, a violação sexual mediante fraude se aplica a casos em que o suspeito mente para a vítima, passando-se por outra pessoa, para levá-la a fazer sexo ou praticar outro ato libidinoso com ele, por exemplo. “Não vejo como isso pode ocorrer no transporte público.”

Polícia credita aumento de casos à queda de subnotificação

A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa que “os casos de abuso sexual no sistema metroviário têm aumentado, ano após ano, conforme aumento do número de passageiros e a intensificação do trabalho policial para reduzir a subnotificação das ocorrências de importunação ofensiva ao pudor”. “Através do monitoramento por câmeras de segurança e agentes infiltrados em vagões, a polícia civil observa e atua em caso de atitudes suspeitas.”

Quanto ao fato de haver mais casos registrados no Metrô do que na CPTM, a secretaria disse que isso ocorre porque “as linhas e estações da CPTM abrangem grande parte da Região Metropolitana São Paulo e não apenas a Capital”. “As ocorrências da Grande São Paulo são registradas nas delegacias de cada área, distribuindo os registros.”

Campanhas têm estimulado registro de ocorrência, afirma Governo

A Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, responsável pelo Metrô e pela CPTM, disse por meio de nota que as duas empresas “vêm intensificando suas campanhas de cidadania e conscientização e as ações de combate ao crime”. Segundo a pasta, isso “tem estimulado mulheres que passam por este constrangimento a registrarem denúncia e BO em delegacias de polícia”.

De acordo com a secretaria, desde o início da campanha “Você não está Sozinha”, no Metrô, em 2014, o número de relatos de abuso sexual recebidas pelo Metrô por meio de seu SMS-Denúncia tem crescido. “O número de registro de ocorrências saltou de 76 em 2013 para 120 em 2014 e 146 em 2015.”

O número do SMS-Denúncia do Metrô é o 97333-2252.

A pasta informou que, no Metrô, “foi criado um programa de combate ao abuso no qual todos os agentes de segurança e de estação passaram por treinamento para acolhimento das vítimas”. Segundo a secretaria, 9 em cada 10 suspeitos de abuso sexual são detidos pelos agentes de segurança do Metrô e encaminhados para as autoridades policiais.

Com relação à CPTM, a secretaria diz que também é feita uma campanha de conscientização, por meio de mensagens sonoras nos trens e estações e nas redes sociais. O número do SMS-Denúncia da CPTM é o 97150-4949.

Em 2015, seguranças da CPTM detiveram 92 suspeitos de abuso sexual.

Ainda segundo a secretaria, tanto no metrô quanto na CPTM, os canais de denúncia “garantem total anonimato” ao denunciante. Os agentes de todo o sistema metroviários também são treinados para auxiliar e a acompanhar a vítima até a delegacia, onde é feito o registro da ocorrência.

Fonte da Notícia: Fiquem Sabendo
Gráficos: Fiquem Sabendo 
Imagem: Metrô

sexta-feira, 11 de março de 2016

Usuários do Metrô não respeitam embarques preferenciais em estações

Elevador em estação da Linha 3-Vermelha do Metrô
Algumas estações do Metrô de São Paulo possuem o embarque preferencial de passageiros nos horários de pico desde 2009.
Idosos, deficientes, gestantes e pessoas com crianças no colo têm um espaço reservado na hora de pegar o trem no primeiro vagão. O problema é que esse direito não está sendo respeitado pelos outros passageiros.

A reportagem percorreu quatro estações da Linha 3-Vermelha onde o embarque preferencial funciona das 16h às 19h.

Na Estação Palmeiras-Barra Funda, as grades normalmente utilizadas para delimitar os espaços, estavam encostadas na parede. E nenhum funcionário fazia o controle de acesso para o embarque.

Já nas estações Marechal Deodoro e Anhangabaú havia grades e funcionários para controlar o acesso, mas era como se não houvesse.

Na estação República, a situação se repete. Apesar de ter uma funcionária que supostamente controlaria o acesso do embarque preferencial, entra quem quiser.

Uma funcionária do Metrô, que preferiu não se identificar, contou que os agentes tentam coibir a entrada de algumas pessoas na área de embarque preferencial, mas a maioria não respeita. Segundo ela, funcionários já foram agredidos tentando controlar o acesso nos espaços reservados.

Sobre a falta de fiscalização no embarque preferencial, o Metrô disse que incentiva “atitudes cidadãs” com mensagens sonoras e campanhas nas estações, além de reforçar o tema nos monitores dos trens.

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem: Moblize

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Denúncias de abuso sexual contra mulheres no Metrô de SP cresce 64% em 2015

As denúncias de abuso sexual no Metrô de São Paulo feitas por celular cresceram 64% neste ano. Nos nove primeiros meses de 2015, a empresa recebeu 87 mensagens de celular com denúncias de abuso sexual - no mesmo período de 2014 tinham sido 53. O balanço foi divulgado pelo Jornal Hoje.

A Delegacia de Polícia do Metropolitano, que investiga os crimes no sistema metroviário paulista, identificou e investigou 83 pessoas, por meio de mensagens, telefonemas e denúncias diretas feitas aos policiais do metrô.

Uma das vítimas, Andressa Soares, fez uma denúncia após sofrer abuso e contou com a ajuda dos seguranças da empresa para pegar o homem que a constrangeu. “Ele se aproveitou da situação, horário de maior fluxo para começar a fazer o assédio”.

Para incentivar as denúncias, o Metrô colocou equipes para atender às mulheres. “Toda estação do Metrô tem uma mulher para recepcionar essa mulher que foi abusada dentro do sistema e nós temos condição de colocar um segurança em três minutos para conduzir essa ocorrência”, explica Rubens Menezes, chefe do departamento de segurança do Metrô.

Se por um lado as mulheres perderam o medo e passaram a denunciar o abuso, por outro uma outra dificuldade permanece: convencer quem viu o ataque dentro dos trens ou nas estações a testemunhar.

O segurança Roberto Ferreira afirma que as pessoas não querem se envolver. “Não querem participar e às vezes até agradecem que não aconteceu com ela”, afirma.

O telefone para denúncias no Metrô é o (011) 97333-2252.

Fonte da Notícia & Imagem: G1-SP

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Como a mobilização de duas jovens levou o Metrô de SP a agir contra abuso sexual

Foto: Divulgação Metrô
Em 2014, causou polêmica uma propaganda do Metrô veiculada na Rádio Transamérica em que um personagem chamado Gavião diz gostar do trem lotado porque "é bom pra xavecá a mulherada, né mano?! (sic)".

Tudo isso combinado à discussão da proposta de adesão ao famoso "vagão rosa" no sistema metropolitano de São Paulo – que significaria separar vagões exclusivamente para mulheres em horários de pico, como ocorre no Rio de Janeiro – levou Ana Carolina Nunes, de 24 anos, e Nana Soares, de 23, a decidirem fazer alguma coisa.

Elas não são funcionárias, são apenas usuárias do metrô há anos e se cansaram de ver casos de assédio ou abuso se multiplicarem nos vagões – Ana, inclusive, sofreu com esse problema quando era adolescente e não sabia como se defender. Hoje, ela é faixa preta de jiu-jitsu, mas não tem a mínima vontade de usar suas técnicas de luta para se defender de agressores sexuais no transporte público. Por isso, optou por procurar outros mecanismos para combater o cerne do problema.

"No começo do ano passado, estava muito em evidência, foram uns três casos de estupro em coisa de um mês", disse Ana Carolina à BBC Brasil. "Me dava desespero porque, para mim, parecia muito óbvio que o Metrô e a CPTM só em se comunicarem já poderiam fazer alguma coisa. Uma simples campanha já causaria muito impacto, e eu pensava: será que eles não percebem isso?"

Jornalista de formação e pesquisadora de políticas públicas por interesse, Ana foi buscar ajuda primeiro com a colega de profissão Nana, também jornalista, e especialista no tema da violência contra a mulher. Juntas, elas procuraram o Metrô para sugerir atitudes – e cobrá-las depois – de combate ao assédio nos vagões.

Mas a tarefa não foi tão simples quanto parecia. "A gente elaborou sugestão em três eixos: prevenção, responsabilização e foco na vítima. Eu achei que a gente ia fazer um documento, protocolar e pronto. Achei que ia apresentar, eles iriam entender e pronto. Não esperava que eles abrissem para eu discutir junto", contou Ana.

Saga

Não foi bem assim. Desde quando fizeram as primeiras sugestões, em maio de 2014 – por duas vias: a ouvidoria do metrô e o canal de relacionamento –, até o dia em que a campanha foi para os vagões (agosto deste ano), passou-se quase um ano e meio.

"Uma coisa que pautou a conversa é que era preciso quebrar o mito de que o agressor no metrô é o maníaco do parque. Não é para falar com esse cara achando que ele é um psicopata", disse Ana.

"Tem gente que faz porque acha que isso é uma brincadeira. Então quando você faz uma campanha mostrando que isso é errado, quem faz achando que é brincadeira não pode dizer que não sabia que é errado. E argumentamos que era preciso também falar sobre a denúncia na campanha, que ela é uma ferramenta importante de combate."

Nesse período, elas passaram por cerca de seis ou sete reuniões, participaram do primeiro treinamento com supervisores das estações, viram a gestão do metrô mudar após a eleição do governo estadual e chegaram a achar que o projeto iria por água abaixo.

"Eu me impressionei muito com a burocracia. A gente convencia um departamento e aí tinha que passar para outro. Isso me incomoda muito, foi quase um ano e meio entre falar com o metrô e a campanha ir para os trens", disse Nana à BBC.

"Esse tempo não e o mesmo que o da usuária do metrô, não é o tempo em que o assédio acontece."

Resistência

Na primeira reunião, ainda houve um pouco de desconfiança. "Percebi que o ponto mais crítico era fazer eles entenderem a gravidade da situação. Para algumas pessoas, isso parecia mais evidente, para outras, não. São empresas masculinas, dominadas por homens da base ao todo", comenta Ana.

"Eu senti na primeira reunião isso de 'quem são vocês? e o que estão fazendo aqui?'. Depois eles foram se acostumando e vendo que a gente entendia disso, do tema violência de gênero. Dá uma diferença gritante da primeira reunião com o primeiro treinamento. Tinha gente que achava que isso não era importante", completa Nana.

Em uma palestra explicativa para supervisores de estações sobre o que é assédio e por que ele é ruim, elas contam que puderam ver estampado no rosto dos funcionários do metrô a surpresa com que receberam as informações.

"Foi falado que assédio não é elogio e etc. e, enquanto explicavam isso, víamos que as funcionárias mulheres concordavam, mas os homens não entendiam. É algo tão naturalizado que eles não entendem como isso pode ser uma violência. E isso não é no metrô, é em qualquer lugar", contou Nana.

Com a aproximação das eleições estaduais, houve uma parada na evolução do processo, que só foi retomado em fevereiro deste ano – sempre acompanhado de cobranças das duas. Apesar de o governador Geraldo Alckmin ter sido reeleito, houve uma mudança de gestão, então foi necessário retomar as discussões.

Mudanças

Acompanhando de perto e de longe ao mesmo tempo – Ana Carolina e Nana não participaram da concepção da campanha na agência de publicidade, mas mantinham uma troca de e-mails frequente com o Metrô para saber o andamento do processo –, as jornalistas foram chamadas para participarem da campanha estampando uma das peças.

"Você não está sozinha. Estamos unidas contra o abuso sexual", diz o cartaz que traz as duas junto com uma funcionária do Metrô e outra usuária do transporte.

No Metrô, a campanha está sendo veiculada por meio de cartazes distribuídos nas linhas azul, verde e vermelha, pelos monitores nos trens e também conta com a distribuição de panfletos nos horários de pico, além de divulgação diária nas redes sociais.

Segundo a Secretaria de Transportes Metropolitanos, "no Metrô, as manifestações pelo SMS Denúncia (97333-2252) passaram de 10 casos em 2013 para 62 em 2015 (de janeiro a agosto)".

Ainda de acordo com dados oficiais, dos casos denunciados, "89% dos abusadores descritos pelas vítimas são detidos pelos agentes do Metrô e encaminhados para a Delpom, Delegacia do Metropolitano, órgão responsável pela investigação dos crimes no sistema metroferroviário paulista".

Ana Carolina e Nana disseram que na CPTM a situação é um pouco mais complicada. Com menos verba, sem tantas câmeras monitorando os trens e com muitos funcionários terceirizados, fica mais difícil controlar e coibir o assédio. Na CPTM, só está sendo veiculado pelas rede sociais.

"Na CPTM não andou. Eles começaram campanhas nas redes sociais, mas nem sempre tem orçamento. Houve dois casos da CPTM em que o agressor era o próprio funcionário. E aí você pensa: por onde começar? Na CPTM, o sistema é falho, a segurança é frágil, não há câmeras em todos os trens, há um obstáculo estrutural."

Ainda assim, a CPTM afirmou que recebeu 106 mensagens relacionadas a abuso neste ano e que, "em 98% dos casos, os molestadores foram identificados, encaminhados às delegacias e as usuárias registraram boletins de ocorrências".

Como próximos passos, tanto Ana Carolina quanto Nana pensam em ver a ação que elas levaram para o Metrô virar efetivamente uma política pública para os transportes metropolitanos.

"Como essa ação não virou uma política pública, acaba ficando jogado para as empresas. No começo a gente falava: esse caso aconteceu na Barra Funda, e eles diziam: mas foi na parte da CPTM ou do Metrô? Você acha que se o cara sai correndo com o p**** pra fora atrás de mim, eu vou estar preocupada em olhar o lado da estação que eu estou?", questionou Ana.

"Espero que isso seja o início de uma mudança de cultura interna do Metrô, que ele precisa também. Precisa de mais mulheres ali dentro. Não adianta fazer campanha bonita para o público, se dentro não faz nada", afirmou Nana.

Fonte da Notícia & Imagens: BBC Brasil

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Grupo protesta contra abusos sexuais na Estação Palmeiras-Barra Funda

Affonso Lobo, de 40 anos, foi um dos poucos homens a participar do ato (Foto: Anne Barbosa/G1)
Homem participa de protesto contra abuso sexual no Metrô
Um grupo protestou contra abuso sexual nos transportes públicos no início da noite de ontem (05/10/2015), na Estação Palmeiras-Barra Funda da Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo. Os manifestantes protestaram com faixas, cartazes e alto-falantes.

O grupo reivindica apoio às vítimas e mais seguranças mulheres treinadas para lidar com casos de violência. Eles também pedem a instalação de uma delegacia especializada da mulher em uma estação do Metrô na região central da cidade e a divulgação do número real de abusos.

Presente no protesto, Julia Chandelier, de 18 anos, disse que já foi assediada, mas não chegou a denunciar o caso. "Ainda não há uma ação efetiva após a denúncia. A gente não se sente segura. Mas, esse tipo de crime não pode ficar impune."

Affonso Lobo, de 40 anos, foi um dos poucos homens a participar do ato. "O protagonismo tem de ser das mulheres, mesmo. Eu não sinto isso na pele. Mas, eu acho importante estar nessa luta, porque eu tenho mãe, irmã e amigas."

Essa é a segunda manifestação contra abuso sexual no transporte público organizada pelos coletivos feministas na cidade de São Paulo. Em 31/08/2015, o grupo se reuniu na estação República, na Linha 3-Vermelha, onde uma funcionária foi estuprada dentro de um guichê de recarga do Bilhete Único, em Abril de 2015.

No começo de Abril de 2015, o Metrô lançou a campanha “Você não está sozinha” contra o assédio sexual e divulgou um número de celular para os usuários poderem fazer denúncias. Em 24/09/2015 foi a vez da CPTM, que também lançou uma campanha contra abuso sexual nos trens. A ação conta com ajuda de 12 blogueiros para incentivar as denúncias.

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem de Anne Barbosa