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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Consórcio TC-Linha 4-Amarela é a nova responsável pelas obras da 2ª Fase da linha

O Consórcio TC-Linha 4 Amarela foi o vencedor da licitação para as obras da 2ª Fase da Linha 4-Amarela do Metrô. Formado pelas empresas TIISA-Infraestrutura e Investimentos S/A e COMSA S/A, o consórcio fez a proposta no valor de R$ 858.743.546,73 para execução dos serviços.

O resultado foi homologado e publicado no Diário Oficial do Estado e o prazo para recursos é de cinco dias úteis. O serviço licitado compreende a continuidade das obras civis das Estações Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia, além do terminal de ônibus anexo a esta última e obras complementares no Pátio Vila Sônia.

O contrato a ser assinado prevê os seguintes prazos para término dos trabalhos, após a emissão da ordem de serviço: 12 meses para a Estação Higienópolis-Mackenzie; 15 meses para a Estação Oscar Freire, 18 meses para a Estação São Paulo-Morumbi; e 36 meses para a Estação Vila Sônia.

Fonte da Notícia: Metrô

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Paulistano não aguenta mais ser maltratado

Lotação em excesso no Metrô
  Horas perdidas dentro de um ônibus ou Metrô lotado para ir e voltar ao trabalho, falta de estrutura na saúde pública, insegurança, escolas ruins  e impostos altos.

Essa combinação enfrentada diariamente  por grande parte dos paulistanos  tem feito com que qualquer problema seja a última gota para um protesto generalizado.

Os constantes ônibus queimados por causa da violência e  o confronto entre seguranças e passageiros na Linha 3-Vermelha do Metrô na última terça-feira  são exemplos de situações que mostram que o cidadão está cansado de ser tratado como lixo.

O Diário de SP traz histórias de paulistanos que precisam enfrentar todos os problemas que surgem no dia a dia, além de seu próprios aborrecimentos pessoais, para conseguir viver na maior cidade do país. Essas pessoas muitas vezes estão sem paciência para desculpas que  os governos dão e promessas não cumpridas. Aí decidem agir por conta própria.

Em junho de 2013, boa parte dos paulistanos foi às ruas protestar e exigir melhoras em alguns setores, como transporte, saúde e segurança. Em algumas manifestações aconteceram atos de vandalismo. Para o cientista político e professor da PUC-SP Pedro Fassoni Arruda os protesto podem ser entendidos como uma resposta à displicência diária do poder público com os cidadãos.

“Um pedaço da vida das pessoas é perdida na fila do transporte público. E a culpa é dos governos municipal, estadual e federal”, disse o professor.

Para ele, a população se sente  como se estivesse com um nó na garganta por preocupação, que vai da falta de uniformes escolares ou falta de vaga nas creches até a ausência de médico nos postos.

Todos esses transtornos  vivenciados pelas pessoas podem causar distúrbios mentais. Cada pessoa reage de uma forma diferente quando o nível de tolerância se esgota. Alguns  guardam para si e depois acabam desenvolvendo  depressão e outras doenças psíquicas.

De acordo com  dados divulgados, em agosto de 2013  pela OMS, 30% dos  paulistanos   sofrem de algum transtorno metal.

“O paulistano vive no seu cotidiano uma situação de violação de direitos, muitas vezes por omissão do estado. Toda a forma de sofrimento  mental tem relação com aquilo que o ser humano vive no dia a dia”, afirmou Elisa Zaneratto Rosa,  psicóloga e presidente do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo. 

‘Se ele estiver com algum problema vou ter de esperar’
 
A dona de casa Mônica Rocha Alves, de 29 anos, conseguiu fazer com que o filho, Daniel Alves de Souza, de apenas 1 mês, realizasse o teste do pezinho (cujo nome correto é triagem neonatal e  pode identificar até 30 doenças genéticas, metabólicas  e infecciosas), mas vai ter de esperar até abril para saber se está tudo bem com a criança. “Na UBS só marcaram consulta para o dia 23 de abril. Se ele estiver com algum problema, vou ter de esperar até lá para saber”, contou Mônica. Enquanto não sabe o resultado do exame, a dona de casa passeia com o filho e visita  casas de parentes. Para ir do Jardim Peri, onde mora, na Zona Norte, até a Vila Rosa, na área do Horto Florestal, também na Zona Norte, ela pega três ônibus com o bebê. “Vai cheio e faz muito calor porque nunca tem ar-condicionado, mas pelo menos me deixam sentar quando veem que eu estou com um bebê”, disse Mônica. A próxima preocupação da dona de casa vai ser entrar na fila da creche para o menino, assim como fazem outras milhares de mães na cidade.

‘Não quero que a morte do meu filho fique impune, descobrirei quem foi’
 
Líder de limpeza em uma empresa, Maria José Marinho, de 45 anos, acorda todos os dias por volta das 4h para entrar às 6h ao trabalho. Apesar de ser bastante cedo, a lotação que ela tem de pegar perto de sua casa, no Jardim Paraná, região de Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte da capital, para ir ao trabalho, na Barra Funda, Zona Oeste, vai sempre lotada. Na sexta-feira, que era seu dia de folga, aproveitou para levar de ônibus a cachorra poodle Nina, que vomitava sangue, ao veterinário. Só para deixar a cachorra e tratá-la no local, vão ser R$ 500 dos R$ 800 que ela ganha mensalmente. Um esforço que vale muito, já que Nina é sua fiel companheira, pois seu filho, Geraldo, então com 20 anos, foi assassinado ainda não se sabe por quem no ano passado. “Eu o achei  no IML. Eu não quero que isso fique na impunidade. Vou pegar o processo do meu filho e ir até o fim para descobrir quem foi”, disse Maria José.

‘No Hospital de Taipas quase  não tem médico’
 
O montador de móveis e pisos Antônio Gomes de Oliveira, de 50 anos, mora em Parada de Taipas, na Zona Norte da capital, e tem de visitar clientes por toda a cidade de ônibus. Não é raro que ele leve até quatro horas no transporte público para chegar até a região do M’ Boi Mirim, na Zona Sul, ou duas horas e meia para ir até Jundiaí de trem para atender pedidos. Ele tem cinco filhos com idades entre 2 meses e 14 anos e praticamente tudo que ganha vai para sustentar a família. Quando precisa de médico, joga nas mãos de Deus. “No Hospital de Taipas quase não tem médico e os que estão lá vão em passo de tartaruga. É esperar pra morrer em casa”, desabafou o montador.

‘Todo o trajeto de uma hora até o Metrô faço em pé e espremida como sardinha'
 
A estudante Gabriella Silva Aguilar Servilha, de 21 anos, mora em São Mateus, na Zona Leste da capital, e trabalha na região da Paulista, no Centro. Todos os dias, ela tem de encarar ao menos três horas para ir de casa ao emprego, depois para a faculdade e, enfim, retornar ao lar. “Antes havia várias opções de ônibus até o Metrô Vila Prudente ou o Tamanduateí (estações da Linha 2-Verde), mas cortaram as linhas e agora só tem um ônibus. Todo o trajeto de uma hora até o Metrô faço em pé e esprimida como sardinha. O ônibus mesmo lotado vai parando em todos os pontos”, contou a estudante, que acorda às 6h e chega em casa por volta da 0h. Ao voltar para casa, Gabriella prefere ir da Brigadeiro Luís Antônio, onde fica sua faculdade, até o Terminal Parque Dom Pedro II para voltar direto de ônibus para casa. Na última terça ela resolveu ir de Metrô, mas com o problema na Linha 3-Vermelha, foi até a Estação Sé e, como ela estava fechada, teve de voltar para o Parque Dom Pedro 2 de qualquer maneira. Acabou chegando em casa à 1h30.

‘Além de termos de subir uma rampa enorme, o médico não veio’
 
O aposentado José Pais de Lira, de 90 anos, estava com o médico marcado havia dois meses e na semana passada havia chegado o dia da consulta. Ele mora no Jardim Peri, na Zona Norte da capital, e a consulta era na UBS de mesmo nome. Se arrumou para sair à rua: calça social marrom, sapatos, camisa cinza clara e a velha bengala que o ajuda a andar. A filha dele, Neusa Lira, de 65 anos, saiu de Pirituba, onde mora, também na Zona Norte, com o marido e os dois de carro foram até a casa do aposentado  para acompanhá-lo na consulta. Assim que desceram na UBS veio a primeira dificuldade: a unidade fica no segundo andar do imóvel e é preciso subir três rampas para chegar à porta de entrada. “Além de termos de subir uma rampa enorme, o médico não veio. Agora a consulta foi adiada para o dia 12”, disse Neusa. Ao menos na hora de esperar pelo marido de Neusa, que passaria para buscá-los com o carro, já do lado de fora da UBS, José contou com a soliedariedade de uma vendedora de sorvetes que emprestou seu banco para que ele aguardasse sentado.
 
Fonte da Notícia: Diário de SP 
Créditos da Imagem Reservados ao Autor

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

CPTM e Metrô fazem capmanha para você cuidar de seus pertences nas estações

Como se não bastasse a superlotação, viajar no Metrô de São Paulo nos horários de pico equivale, em alguns momentos, a ter ao lado uma britadeira em pleno funcionamento. A situação resulta em graves consequências ao ouvido humano, podendo culminar com a perda da audição.

É o que diz uma pesquisa feita pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, interior paulista. O estudo  mostrou que em 46% das composições do Metrô onde as janelas podem ser abertas a intensidade do som é lesiva ao ouvido. O levantamento analisou os ruídos provocados pelo contato das rodas das composições com os trilhos e também o barulho das conversas e passos dentro dos vagões. 

Segundo a pesquisa, o barulho produzido pelo Metrô diverge em relação às linhas. A mais barulhenta é a Verde (Vila Madalena/Vila Prudente), seguida da Azul (Jabaquara/Tucuruvi), Vermelha (Corinthians Itaquera/Barra Funda) e Amarela (Luz/Pinheiros). A Lilás (Capão Redondo/Largo 13) não foi avaliada.  

Os horários de pico são os mais críticos. O trecho campeão de barulho é entre as estações Belém e Bresser (Linha Vermelha), com apogeu de 104 decibéis. O limite considerado não nocivo à audição humana é de 85 decibéis (ver na tabela à esquerda os dez trechos mais barulhentos). 

SURDEZ/ De acordo com o professor titular de otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí e orientador do estudo, Edmir  Lourenço, as consequências à exposição ao excesso de barulho do Metrô agravam-se quando forma-se o tripé intensidade, tempo e suscetibilidade.

“Um avião a jato provoca um som de 120 decibéis. Mais um pouco e andar no Metrô seria como viajar dentro da turbina de um avião”, disse. Lourenço, no entanto, ressaltou que o pico de barulho é por alguns segundos. “Porém, o acúmulo durante os anos é o problema.” 

Até o fechamento desta edição, o Metrô não havia se pronunciado sobre os resultados da pesquisa. 


Os 10 Trechos com mais ruídos no horário de pico (em decibéis)

Belém/Bresser 104* (Linha Vermelha)

Tiradentes/Luz 103.5 (Linha Azul)

Ana Rosa / Chácara Klabin 102.9 (Linha Verde)

Sacomã / Tamanduateí 101.7 (Linha Verde)

Tucuruvi / Parada Inglesa 101.2 (Linha Azul)

São Joaquim / Vergueiro 100.9 (Linha Azul)

Marechal Deodoro / Barra Funda 100.4 (Linha Vermelha)

Vila Madalena / Sumaré 99.5 (Linha Verde)

Santa Cecília / Marechal Deodoro 95.3 (Linha Vermelha)

Butantã / Pinheiros 92.2 (Linha Amarela)

*Ruído máximo atingido pelos trens antigos

Fonte: Faculdade de Medicina de Jundiaí

ANÁLISE
Paulo Roberto Lazarini 
pres.da Soc. Brasileira de Otologia

Ouvir música alta não adianta

Ouvir música alta no Metrô achando que vai abafar o barulho do vagão é descobrir um santo para cobrir outro. O ideal é colocar protetor auricular, que pode ser introduzido no canal do ouvido. Também existem os de formato de concha.

O ser humano moderno vive mais tempo, portanto é preciso a prevenção  desde cedo para que na terceira idade os problemas com a audição sejam os menores possíveis.  Além de agredir a audição, o excesso de ruído no Metrô causa irritabilidade, o que, em um ambiente de superlotação, pode ter efeitos desagradáveis. 

Um dos sintomas de quem está com a audição comprometida é o zumbido. Outro é a dificuldade de compreensão do que é dito, além de, em muitos casos, dor de cabeça. Tendo esses sintomas, deve-se procurar um especialista.

Atenção com o bolso

Por Ulisses de Oliveira
ulisses.oliveira@diariosp.com.br

Além da preocupação com os ouvidos dentro dos vagões, o passageiro, não somente o do Metrô, mas também o dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), deve ficar atento ao bolso, já que o número de furtos registrados nos últimos dois anos cresceu 16%, de 2011 para 2012,  e 47,9%, de 2012 para 2013.

Segundo o delegado José Eduardo Navarro, o aumento de número de passageiros é um dos fatores que justifica esse crescimento. “A demanda (de usuários) é muito grande. Então não conseguimos colocar a quantidade exata de policiais e guardas nas estações”, admite o titular da Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano).

Para o delegado, o crescimento nos registros de boletins de ocorrência pela internet contribuiu para a elevação nas estatísticas. “As pessoas tomaram conhecimento desse sistema e o estão utilizando mais.”

Buscando amenizar o problema, Metrô e CPTM têm investido em serviços de vigilância com câmeras e denúncias por meio de mensagens de celular. Atualmente, cerca de 7 milhões de passageiros utilizam os serviços sobre trilhos na capital e região metropolitana.

Dados da Secretaria de Segurança Pública informam que, somente neste ano, 319 pessoas foram presas em flagrante e 247 prisões foram efetuadas na Delpom, localizada na Estação Palmeiras-Barra Funda, Zona Oeste. O número total de inquéritos instaurados, de janeiro a novembro, foi de 422.

Sufoco no embarque/ Recentemente, a promotora de eventos Maria de Fátima Nunes, de 49 anos, foi uma das vítimas na Estação da Sé, do Metrô, no Centro. Ela aguardava o embarque com mais duas amigas. Todo o dinheiro do trio estava com a usuária. “Na hora do embarque, fui jogada para dentro do pela multidão. Só no Tatuapé eu vi que minha bolsa estava aberta e vazia. Levaram tudo”, contou.

Hoje em dia, Maria leva o celular e as chaves de casa amarrados à mochila. Já o dinheiro, ela distribui pelos bolsos da camisa e calça. “É muita gente e os poucos seguranças que existem ficam batendo papo entre eles.” /Com Amanda Gomes

ENTREVISTA
José Eduardo Navarro, delegado da Delpom

Maior parte das vítimas é a que dorme no vagão

DIÁRIO_ Por que esse crescimento tão grande no número de furtos em um ano?
JOSÉ EDUARDO NAVARRO_ O número de passageiros tem aumentado bastante todos os anos. Além disso, os usuários estão fazendo mais uso da delegacia eletrônica, ou seja, estão registrando os boletins de ocorrência pela internet.

Como conter esse avanço na criminalidade nos trens e estações?
A Polícia Civil, em conjunto com a segurança das estações, faz um trabalho preventivo, com policiais à paisana e câmeras de segurança.

Quem são as maiores vítimas dos ladrões?
Certamente são aquelas que dormem nos vagões e as que deixam celulares e carteiras nos bolsos. O passageiro deve ficar atento aos seus pertences.
 
Mais

Objetos perdidos ficam guardados por 60 dias 
As sessões de Achados e Perdidos guardam os objetos e itens encontrados nos trens por, no máximo, 60 dias. Após esse período, são doados ao Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. Os documentos são devolvidos aos órgãos expedidores. Para procurar pertences pessoais perdidos nos trens do Metrô, o usuário deve ir até a Estação Sé, de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h. A empresa também disponibiliza um telefone para informações: 0800-770-7722. Já quem quiser checar os itens desaparecidos nas composições da CPTM precisa passar na Estação Palmeiras-Barra Funda, das 7h às 19h. Informações também podem ser obtidas por meio do Serviço de Atendimento ao Usuário:0800-055-0121.
 
Fonte da Notícia: Diário da CPTM

DESEJAMOS A TODOS UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO 2014