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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Manifestantes contra o impeachment causam confusão na Estação República

Manifestantes que participaram de ato no Centro de SP chegam na Estação República do Metrô (Foto: Glauco Araújo/G1)
Manifestantes contra o impeachment fazem confusão na Estação República
Manifestantes que participaram de um ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff no Centro de São Paulo pularam as catracas da Estação República da Linha 3-Vermelha do Metrô no início da noite de 16/04/2016. Os manifestantes queriam que o Metrô liberasse as catracas e, enquanto negociavam com a direção da estação, algumas pessoas começaram a pular e passar sem pagar passagem. Seguranças tentam impedir. Houve tumulto e agressões

Segundo o Metrô, ninguém foi detido e dois seguranças ficaram levemente machucados.

O protesto começou na Praça do Patriarca com apresentações de blocos de carnaval. Os manifestantes desfilaram cantando e dançando até a Praça da República. Eles entraram na estação do Metrô para pegar o trem até o Largo da Batata, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, onde os grupos contrários ao impeachment costumam se reunir.

Após a confusão, os manifestantes seguiram viagem e chegaram ao Largo da Batata.

O Metrô afirmou: "por volta de 19h, cerca de 200 desordeiros integrantes do movimento São Paulo Contra o Golpe estavam provavelmente em alguma manifestação próxima à República, pularam os bloqueios da estação e embarcaram. Não foi possível fazer nenhuma detenção, nós tivemos dois agentes de segurança levemente lesionados".

Fonte da Notícia: G1-SP
Imagem de Glauco Araújo

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Chefia do Metrô não libera as catracas e provoca confronto entre metroviários e manifestantes na Estação Consolação em 14/01/2016

Estação Consolação (Linha 2-Verde) depredada na noite de 14/01/2016
Cenas lamentáveis foram vistas depois do encerramento do terceiro ato contra o aumento das passagens em São Paulo na noite de 14/01/2016. O ato iniciado no Teatro Municipal havia transcorrido sem problemas até seu encerramento no Masp, quando os manifestantes que retornavam para suas casas encontraram as estações de metrô da Avenida Paulista fechadas, elevando desnecessariamente o nível de tensão entre manifestantes e metroviários. Na estação Consolação, depois que ela finalmente foi reaberta para o público, alguns manifestantes tentaram pular a catraca e chocaram-se com o corpo de segurança do Metrô. O que se seguiu foi uma ação equivocada, reconhecida como tática “Black Block”, de um setor minoritário dos manifestantes, canalizando sua revolta contra os agentes da segurança do Metrô e trabalhadores terceirizados, que em nenhum momento atuaram para reprimi-los, e estavam sendo expostos de maneira irresponsável pela Empresa, principalmente quando ocorreu a truculenta ação da tropa de choque da PM colocando todos ali presentes em risco.

Certamente a responsabilidade dessa situação recai sobre a direção do Metrô, descumprindo diversas orientações aprovadas nas Cipas da empresa e que respaldam o trabalhador a não cumprir qualquer função que coloque em risco sua integridade física desnecessariamente, descaracterizando o principal caráter da segurança do Metrô que é de prevenir a integridade física dos trabalhadores e da população. Alckmin disse durante a semana que os protestos contra o aumento tinham um caráter “seletivo”, porém o que vimos de “seletivo” na última quinta feira foram estações fechadas para os manifestantes e mais uma vez a repressão da PM, jogando bombas de gás dentro da estação, atitude bastante diferenciada que ocorreu na época dos atos da direita, onde a catraca foi liberada pela empresa a mando do Governo, fato que foi denunciado aqui e em diversos lugares, justamente sob a alegação de evitar tumultos e garantir a integridade dos funcionários.

Essa escolha do Metrô e do Governo do Estado não é gratuita pois Alckmin quer separar os metroviários da luta contra a tarifa e, ao fomentar situações de confronto como a de ontem, consegue gerar inimizade e desconfiança entre metroviários, manifestantes e uma crescente parcela da população que identifica os trabalhadores do Metrô com as forças repressivas do estado, afastando a possibilidade de união dessa poderosa categoria com outras lutas sociais. Atitudes corretas como a participação do Sindicato dos Metroviários na organização dos atos contra o aumento também são dificultadas por situações como essa, diminuindo a voz da categoria como um todo na sociedade.

A irresponsabilidade da Direção do Metrô, a mando do Governador Alckmin, é tamanha que até mesmo a privatizada Linha 4-Amarela, na dispersão do ato que iniciou-se no Largo da Batata e terminou no metrô Butantã não quis danos ao seu patrimônio e liberou a passagem gratuita aos manifestantes, como se pode ver neste vídeo, também com o objetivo de aproveitar para mostrar uma ação diferenciada do sistema estatal. O Metrô de São Paulo insiste nas orientações de enfrentamento com os manifestantes apenas para causar a discórdia e impedir a unidade dos metroviários com a luta contra o aumento, unidade que teria força para derrotar o governo Alckmin e criar um obstáculo maior para seu plano de privatizar o Metrô, como é o caso da ameaçada Linha 5 Lilás.

Contra os protestos, CUT e CTB fazem o jogo da direita! 

Em sintonia com o interesse de de seus respectivos partidos, que compõe o governo de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo, e o governo federal de Dilma, CUT e CTB têm atuado fortemente entre os metroviários para criminalizar o movimento contra o aumento e criar a cisão deste com a categoria, inclusive fazendo coro com um discurso de direita visto nos principais meios de comunicação da imprensa oficial. Esse setor raivoso defende a repressão como método de lidar com qualquer problema com a população, o endurecimento do corpo de segurança com tasers, armas e ações ostensivas e a criminalização de qualquer movimento social, dentro da mais tacanha lógica corporativista, através da ideia que "não podemos nos meter nos problemas dos outros".

As centrais governistas se apoiam nesse na esperança talvez de conseguir uma nova base para atuar na categoria e que reverta o quadro de lenta e contínua decadência da sua influência entre os metroviários. Dessa forma, vão repetindo o script que vimos o PT e o PCdoB seguirem em diversos lugares, onde alimentam um setor conservador na defesa de seus interesses mais imediatos e criam futuros adversários, como fizeram no governo federal ao apoiar-se nas bancadas ruralista e evangélicas para governar e depois passou a chama-los de "onda conservadora" quando estes começaram a defender seus próprios interesses.

A CUT e a CTB aproveitam-se oportunisticamente do legítimo medo que a maior parte dos metroviários sente de se ver em uma situação de conflito como a que ocorreu ontem e jogam esse sentimento contra a população e os manifestantes para proteger os interesses dos seus partidos e das empresas de ônibus ansiosas por aumentarem ainda mais seus lucros convenientemente protegidos pelo prefeito que dizem ser "progressista".

O que fazer para superar a distância que existe entre metroviários e a população?

Não concordamos com as atitudes de alguns dos manifestantes que atacaram os metroviários de forma irresponsável, ameaçando a integridade física dos funcionários e dos outros usuários e fornecendo o “espantalho” que o Metrô e a mídia precisam para afastar os metroviários da luta. Assim como já foi feito diversas vezes em eventos e protestos que envolvem um número grande de manifestantes em espaços pequenos como das Estações, e assim como ocorreu no mesmo dia na Linha 4-Amarela, o que deveria ter sido feito para preservar a integridade física dos trabalhadores seria a liberação de catraca, porém essa ação por parte da empresa está provada que só será feita por ela quando convir com os interesses “seletivos” do Governador.

Chamamos o Sindicato dos Metroviários a ter maior protagonismo nessa luta e, junto a cipistas, delegados sindicais e ativistas da categoria, coordene a dispersão dos atos, acompanhando a entrada nas estações de Metrô, evitando o confronto entre manifestantes e trabalhadores, e lutando pela aliança dos metroviários com a população. Também já passou da hora de o Sindicato fazer uma ampla campanha para que os metroviários, principalmente os Agentes da Segurança que são os mais expostos, não atuem em protestos e manifestações, os respaldando através das resoluções das CIPAS em caso de risco, combatendo o assédio das chefias e conscientizando acerca da necessidade de aliança com os setores populares em luta. É necessário utilizar a mídia do sindicato para isso, para além da indispensável presença mais constante nas bases, lançando matérias no Plataforma, em Bilhetes, no site e até mesmo uma cartilha de prevenção de conflitos. A partir disso, estaremos construindo uma forte base dentro e fora da categoria, para que possamos seguir o exemplo de metroviários da Argentina, que em suas lutas, e quando há lutas do conjunto da população, sempre são protagonistas em liberar as catracas, para fortalecer ainda mais as mobilizações contra os ataques dos governos e patrões.

Fonte da Notícia: Esquerda Diário
Imagem de Glauco Araújo

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Vídeo mostra briga na Estação Santa Cecília que acabou com vidro quebrado e ferimentos

Estação Santa Cecília (Linha 3-Vermelha)
Uma briga envolvendo ao menos quatro pessoas na Estação Santa Cecília da Linha 3-Vermelha do Metrô deixou uma pessoa ferida e um vidro quebrado no vagão que os transportava, por volta das 23h20 do dia 30/09/2015. Um vídeo que circula pela internet mostra o momento em que passageiros expulsam um homem do vagão, atirando-o contra o chão da plataforma. Publicações na internet afirmam que o agredido era autor de um  "possível assédio", acusação que não foi confirmada pelo Metrô nem pela Polícia Civil.

A briga começou na estação Barra Funda e continuou até a estação Santa Cecília. No trajeto, ao menos três pessoas trocaram socos com um desempregado de 23 anos, e o vidro de uma das portas da composição foi quebrado. Um funcionário do Metrô foi informado sobre a briga por mensagem de celular. Segundo o boletim de ocorrência, agentes de segurança evacuaram o carro na estação Santa Cecília e abordaram o desempregado, que tinha sangramento no supercílio esquerdo. O caso foi registrado como lesão corporal na Delpom. Não há menção a assédio no boletim, e o motivo da briga também não foi informado.

"Estamos verificando os motivos (da briga), pode ser que alguem tenha batido não intencionalmente no vidro e quebrado", disse o delegado encarregado pela Delpom ao Estado. 

A polícia requisitou as imagens do sistema de segurança do Metrô na parte interna do vagão. O trem permaneceu estacionado no patio da estação Itaquera para a perícia. "Não há qualquer informação sobre assédio nos registros", disse o delegado.

Apenas o homem que prestou queixa de agressão foi levado por funcionários do Metrô ao Pronto Socorro da Santa Casa, onde seus ferimentos foram tratados, e à delegacia para registrar o boletim de ocorrência. Um exame de corpo de delito foi solicitado ao IML. Os outros participantes na briga não foram localizados e o nome do homem não foi divulgado.

Fonte da Notícia: O Estado de São Paulo
Créditos da imagem Reservados ao Autor

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Briga na Estação Armênia termina em morte

Corpo morto na calçada da Estação Armênia ontem a noite
Uma pessoa morreu depois se envolver em uma briga na Avenida do Estado, em frente à Estação Armênia da Linha 1-Azul, na região central de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, aparentemente, a vítima foi esfaqueada.

De acordo com a polícia, por volta das 17h30, duas pessoas começaram a brigar no local. Alguém que presenciou a confusão acionou a PM porque pensou que se tratava de uma tentativa de assalto, o que foi descartado posteriormente.

Um dos envolvidos na briga acabou morrendo na hora. Outra pessoa sofreu cerca de oito perfurações e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros. Não há informações sobre o estado de saúde do ferido nem o motivo da briga.

Roubo no Metrô

Dois homens roubaram celulares de três usuários do Metrô na Estação Carrão, da Linha 3-Vermelha. Os suspeitos foram perseguidos pelos agentes de segurança, que conseguiram recuperar dois aparelhos.

Segundo a assessoria de imprensa do Metrô, os suspeitos conseguiram fugir pelos trilhos. Os usuários foram orientados a registrarem boletim de ocorrência na Delpom, mas optaram por não fazê-lo.
 
Fonte da Notícia & Imagem: Diário da CPTM

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Corintianos causam susto e pavor no Metrô de São Paulo

A Tabela do Campeonato Brasileiro colocou em atividade os quatro grandes do futebol paulista no Dia dos Pais: motivo de emoção aos torcedores. Mas, ao mesmo tempo, traz uma preocupação natural das autoridades com os velhos confrontos entre membros de organizadas. E o Metrô de São Paulo passou por um novo caso de tensão neste domingo.
Por volta das 21h30, mesmo com a felicidade pela vitória de seu time no clássico contra o Santos, na Vila Belmiro, um grupo de corintianos da torcida Camisa 12 proporcionou momentos de medo na Estação Belém (Linha 3-Vermelha do Metrô). Coincidentemente, justamente quando vários torcedores do São Paulo se deslocavam depois do triunfo da sua equipe diante do Vitória, no Morumbi.

Um dos representantes da facção corintiana, logo após a abertura das portas do trem, começou a gritar: "É pra correr, é pra correr". O aviso foi o estopim para o desespero de vários usuários do metrô, que se espalharam pela plataforma da estação Belém.

Obviamente, as pessoas com a camisa do São Paulo eram as mais assustadas. Imediatamente, o serviço de som do metrô pediu a presença de funcionários no local. Enquanto isso, o trem permaneceu parado e com as portas abertas por cerca de cinco minutos.

Os corintianos apenas olharam e entraram no último vagão, e não tomaram qualquer atitude violenta. Um fator que pode ter evitado um problema maior foi a ausência de qualquer membro de torcida organizada do São Paulo no momento da ação. Com a situação mais calma, o trem seguiu seu trajeto normalmente. A Zona Leste de São Paulo já apresentou atos de violência envolvendo torcedores organizados. No começo de 2014, o santista Márcio Barreto de Toledo, integrante da Torcida Jovem, foi morto por uma emboscada de membros de uma facção são-paulina nas proximidades da estação Penha do metrô. Enquanto estava em um ponto de ônibus, ele foi agredido com barras de ferro por pessoas que saíram de dois veículos.

O jogo entre São Paulo e Vitória apresentou um ingrediente especial para chamar os torcedores ao estádio: a primeira partida de Kaká no Morumbi. Pouco mais de 29 mil pessoas acompanharam a partida, que teve Alexandre Pato, autor de dois gols, como destaque.

O susto no Metrô de São Paulo não foi a única confusão envolvendo torcedores dos times paulistas. Uma briga entre santistas e corintianos foi registrada antes do clássico  na Vila Belmiro. Imagens feitas por moradores, nos arredores do estádio, mostram os participantes da confusão utilizando barras de ferro e rojões.

Fonte da Notícia: Gazeta Esportiva